{"id":10348,"date":"2025-07-31T16:06:09","date_gmt":"2025-07-31T16:06:09","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/10348\/"},"modified":"2025-07-31T16:06:09","modified_gmt":"2025-07-31T16:06:09","slug":"google-alphaearth-o-novo-satelite-virtual-gerado-por-ia-que-vigia-o-planeta-inteligencia-artificial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/10348\/","title":{"rendered":"Google AlphaEarth: o novo sat\u00e9lite virtual gerado por IA que vigia o planeta | Intelig\u00eancia artificial"},"content":{"rendered":"<p>Compreender as din\u00e2micas de um planeta em constante e acelerada muta\u00e7\u00e3o \u00e9 um dos maiores desafios da ci\u00eancia actual. Para responder a este desafio, a <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/google\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Google<\/a> desenvolveu um novo e ambicioso modelo de <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/inteligencia-artificial\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">intelig\u00eancia artificial<\/a> (IA), baptizado de AlphaEarth Foundations, que opera na pr\u00e1tica como um \u201csat\u00e9lite virtual\u201d.<\/p>\n<p>O AlphaEarth agrega diariamente um volume maci\u00e7o de informa\u00e7\u00e3o de diferentes fontes p\u00fablicas, que v\u00e3o desde imagens de sat\u00e9lites a dados de radar e simula\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas. Este fluxo de dados \u00e9 depois processado e organizado atrav\u00e9s de um sistema de \u201cembedding\u201d que divide a superf\u00edcie terrestre e as \u00e1guas costeiras em \u00e1reas de 10&#215;10 metros. Cada uma destas pequenas parcelas \u00e9 analisada e monitorizada ao longo do tempo, recebendo, de acordo com a <a href=\"https:\/\/deepmind.google\/discover\/blog\/alphaearth-foundations-helps-map-our-planet-in-unprecedented-detail\/\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">publica\u00e7\u00e3o da Google<\/a>, c\u00f3digos de cor que indicam as respectivas caracter\u00edsticas, como o tipo de vegeta\u00e7\u00e3o ou as propriedades dos materiais presentes.<\/p>\n<p>Ferramenta dispon\u00edvel para cientistas<\/p>\n<p>A grande inova\u00e7\u00e3o, segundo a gigante tecnol\u00f3gica, reside na forma como a informa\u00e7\u00e3o \u00e9 compactada. O AlphaEarth cria o que a empresa descreve como \u201cresumos altamente compactos\u201d para cada quadr\u00edcula. Estes resumos necessitam de um armazenamento 16 vezes inferior ao de sistemas de IA compar\u00e1veis, facto que permite reduzir drasticamente os custos e a complexidade computacional associados \u00e0 observa\u00e7\u00e3o do nosso planeta.<\/p>\n<p>As aplica\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas s\u00e3o apresentadas como vastas e com um impacto potencialmente transformador. Os cientistas podem, por exemplo, utilizar o modelo para gerar mapas detalhados e personalizados para in\u00fameros fins, desde monitorizar a sa\u00fade das colheitas agr\u00edcolas, at\u00e9 acompanhar, com maior precis\u00e3o, os focos de desfloresta\u00e7\u00e3o ou a evolu\u00e7\u00e3o das linhas de costa.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s um ano de testes em que mais de 50 organiza\u00e7\u00f5es tiveram acesso ao conjunto de dados, a Google considera que o AlphaEarth \u201crepresenta um passo significativo para a compreens\u00e3o do estado e da din\u00e2mica do nosso planeta\u201d. A colec\u00e7\u00e3o de dados do modelo foi agora disponibilizada publicamente na plataforma <a href=\"https:\/\/earth.google.com\/web\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Google Earth<\/a> Engine, abrindo a porta para que investigadores de todo o mundo a possam utilizar nos seus projectos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Compreender as din\u00e2micas de um planeta em constante e acelerada muta\u00e7\u00e3o \u00e9 um dos maiores desafios da ci\u00eancia&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":10349,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[84],"tags":[109,107,108,246,643,414,933,32,33,105,103,104,106,110,1151],"class_list":{"0":"post-10348","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-ciencia-e-tecnologia","8":"tag-ciencia","9":"tag-ciencia-e-tecnologia","10":"tag-cienciaetecnologia","11":"tag-enter","12":"tag-google","13":"tag-ia","14":"tag-inteligencia-artificial","15":"tag-portugal","16":"tag-pt","17":"tag-science","18":"tag-science-and-technology","19":"tag-scienceandtechnology","20":"tag-technology","21":"tag-tecnologia","22":"tag-terra"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10348","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10348"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10348\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/10349"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10348"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10348"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10348"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}