{"id":103610,"date":"2025-10-09T15:02:42","date_gmt":"2025-10-09T15:02:42","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/103610\/"},"modified":"2025-10-09T15:02:42","modified_gmt":"2025-10-09T15:02:42","slug":"lider-nas-pesquisas-em-portugal-fala-em-bom-senso-com-imigracao-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/103610\/","title":{"rendered":"L\u00edder nas pesquisas em Portugal fala em \u2018bom senso\u2019 com imigra\u00e7\u00e3o | Mundo"},"content":{"rendered":"\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> O almirante da reserva da Marinha de Portugal Henrique Gouveia e Melo, de 64 anos, \u00e9 o preferido dos portugueses, segundo as pesquisas, para as elei\u00e7\u00f5es presidenciais de janeiro. \u00c9 a primeira vez que ele se candidata a cargo pol\u00edtico e est\u00e1 na disputa como um independente, sem filia\u00e7\u00e3o partid\u00e1ria. Seu nome ganhou proje\u00e7\u00e3o na pandemia, quando coordenou uma for\u00e7a-tarefa para vacina\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> Gouveia e Melo se coloca como uma op\u00e7\u00e3o de centro em um pa\u00eds onde a ultradireita ganhou musculatura, mas onde os sociais-democratas t\u00eam, ao menos ainda, a maior bancada no Parlamento. Ele esteve no Rio e em S\u00e3o Paulo entre s\u00e1bado e ontem. Teve encontros com pol\u00edticos de diferentes correntes para \u201ccriar uma conex\u00e3o mais alargada\u201d com a pol\u00edtica brasileira. Ele n\u00e3o quis revelar com quem se reuniu. Outro objetivo foram conversas com empres\u00e1rios portugueses no Brasil. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> Gouveia e Melo compara o modelo presidencial de Portugal com o de gest\u00e3o de uma empresa. O CEO \u00e9 o primeiro-ministro. O presidente \u00e9 o chairman, algu\u00e9m que indica os grandes caminhos a seguir, enquanto o primeiro-ministro \u00e9 quem executa, quem toca o governo. A seguir alguns dos trechos da entrevista ao <strong>Valor<\/strong>, ontem, em S\u00e3o Paulo: <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> <strong>Valor:<\/strong> A que o senhor atribui sua lideran\u00e7a nas pesquisas? <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> <strong>Henrique Gouveia e Melo:<\/strong> Em muitos pa\u00edses, n\u00e3o s\u00f3 em Portugal, h\u00e1 um cansa\u00e7o com o poder pol\u00edtico, com a pol\u00edtica em geral. Esse cansa\u00e7o tende a penalizar a pol\u00edtica tradicional e t\u00eam aparecido novos pol\u00edticos ou novas formas de fazer pol\u00edtica. Muitas dessas formas s\u00e3o formas que trazem com elas tamb\u00e9m o extremismo pol\u00edtico. Muitas vezes de direita, mas tamb\u00e9m muitas vezes de esquerda. E eu achei que devia contribuir para atrair as pessoas outra vez para a pol\u00edtica, mas ao centro. Porque acho que \u00e9 ao centro que est\u00e3o as decis\u00f5es equilibradas e ponderadas. O bom senso nunca est\u00e1 nos extremos. O bom senso est\u00e1 ao centro. \u00c0s vezes, o modelo \u00e0 esquerda \u00e9 o ut\u00f3pico, s\u00e3o sociedades ut\u00f3picas. E \u00e0 direita s\u00e3o sociedades de colmeia, em que o Estado passa a dominar a sociedade e limita as liberdades. \u00c0 esquerda isso tamb\u00e9m acontece. Eu acho que a popula\u00e7\u00e3o humana tem, em termos gerais, 65% a 70% eleitores do centro. E depois h\u00e1 uma faixa que se divide \u00e0 esquerda e \u00e0 direita e que s\u00e3o os outros 35%. \u00c0s vezes est\u00e1 a direita mais forte. Direita extremista&#8230; Est\u00e1 a direita mais forte. E esvazia a esquerda e enche a direita, outras vezes \u00e9 ao contr\u00e1rio. Est\u00e1 a esquerda mais forte e esvazia a direita. Mas h\u00e1 sempre um voto de protesto. Eu, de alguma forma, como venho fora da pol\u00edtica, vou carrear um bocado esse voto de protesto, mas posso ser, porque sou uma pessoa moderada, acho que tenho bom senso e, como tal, me situo no centro pol\u00edtico. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> <strong>Valor:<\/strong> Como candidato de centro, como o senhor v\u00ea a atual legisla\u00e7\u00e3o que cria novas restri\u00e7\u00f5es \u00e0 entrada de imigrantes em Portugal? Prejudica ou ajuda a economia portuguesa neste momento? <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> <strong>Gouveia e Melo:<\/strong> Este \u00e9 um problema verdadeiramente complexo e multifatorial. O extremismo pol\u00edtico simplifica esse problema. Como simplifica? \u201cEles e n\u00f3s. Estamos sendo invadidos, est\u00e3o tirando os empregos, est\u00e3o tirando as casas.\u201d \u00c9 a emo\u00e7\u00e3o e n\u00e3o a raz\u00e3o. Na realidade, est\u00e1 provado que se Portugal quiser crescer, para estar no pelot\u00e3o da frente dos pa\u00edses europeus em termos de desenvolvimento e de progresso econ\u00f4mico, tem que crescer, no m\u00ednimo a 3%, durante 10 anos. N\u00f3s temos tido crescimentos na ordem de 1,5% ou abaixo de 1,5%. N\u00e3o h\u00e1 forma nenhuma, e isso est\u00e1 provado em diversos estudos econ\u00f4micos, de Portugal crescer 3% sem a contribui\u00e7\u00e3o dos imigrantes. Portanto, n\u00f3s precisamos de m\u00e3o de obra, precisamos, nesta fase, de m\u00e3o de obra a todos os n\u00edveis, a mais qualificada e a menos qualificada, para podermos crescer. Se n\u00e3o tiv\u00e9ssemos essa m\u00e3o de obra, n\u00e3o s\u00f3 a economia iria se ressentir muito, mas tamb\u00e9m, em termos de uma pir\u00e2mide et\u00e1ria invertida, at\u00e9 a sustenta\u00e7\u00e3o da seguridade social podia ficar em xeque. A contribui\u00e7\u00e3o para a seguridade social, a presen\u00e7a de pessoas que contribuem para pessoas que n\u00e3o trabalham, desceria. Neste momento s\u00e3o cerca de seis para cada uma pessoa que n\u00e3o trabalha. H\u00e1 seis pessoas que ainda est\u00e3o trabalhando que contribuem. Sem imigra\u00e7\u00e3o [essa rela\u00e7\u00e3o] desceria para algo como um para quatro. Isso afetaria a sustentabilidade da seguridade social. Os imigrantes mais jovens, de alguma forma, preenchem essa lacuna da nossa pir\u00e2mide et\u00e1ria invertida. <\/p>\n<p>  Identifico-me com FHC ou com Temer, indiv\u00edduos mais ao centro e mais equilibrados\u201d  <\/p>\n<p>  \u2014 Gouveia e Melo  <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> <strong>Valor:<\/strong> Por outro lado, o n\u00famero de imigrantes em Portugal passou a ser visto por muitos no pa\u00eds como fonte de problemas. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> <strong>Gouveia e Melo:<\/strong> N\u00e3o podemos permitir, e, de alguma forma, a direita tem alguma raz\u00e3o. N\u00e3o no aspecto emotivo do \u201cn\u00f3s contra eles\u201d, mas n\u00f3s n\u00e3o podemos permitir dois ou tr\u00eas fen\u00f4menos que tamb\u00e9m acontecem. Muita gente migra para Portugal para encontrar um visto de autoriza\u00e7\u00e3o para depois poder sair de Portugal e ir para outros pa\u00edses da Europa. Portanto, n\u00f3s somos um local de transa\u00e7\u00e3o documental. E isso n\u00e3o acrescenta nada \u00e0 economia. Isso, para n\u00f3s, n\u00e3o \u00e9 bom. Esse \u00e9 um dos fatores. N\u00e3o podemos andar a vender a nossa nacionalidade, n\u00e3o podemos facilitar, atrav\u00e9s da nossa nacionalidade, a imigra\u00e7\u00e3o para o resto da Europa. Isso n\u00e3o faz sentido. Mas n\u00f3s queremos que a nossa economia se desenvolva. N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 aumentar em volume, tem que aumentar em qualidade. E para isso precisa ser uma economia de maior valor agregado. Como \u00e9 que uma economia se transforma de uma economia de baixo valor agregado numa economia de maior valor agregado? Introduzindo duas coisas, tecnologia e conhecimento. Portanto, \u00e9 natural, e agora a lei que saiu reflete um bocado isso. \u00c9 natural que a Portugal deseje trabalhadores mais qualificados para poder melhorar a sua economia, tornando uma economia mais especializada, de maior valor agregado. S\u00f3 que isso n\u00e3o vai acontecer de um dia para o outro. N\u00e3o \u00e9 por decreto que essas coisas acontecem. Porque leva tempo fazer essa transforma\u00e7\u00e3o. Nesta fase, n\u00f3s precisamos de trabalhadores menos qualificados e desejamos trabalhadores mais qualificados para fazer essa transi\u00e7\u00e3o. E a transi\u00e7\u00e3o n\u00e3o vai ser feita de um dia para o outro. H\u00e1 uma grande preocupa\u00e7\u00e3o no Brasil de que agora s\u00f3 h\u00e1 [portas abertas para] trabalhadores qualificados em Portugal. Esque\u00e7am isso. A economia ainda precisa de trabalhadores n\u00e3o qualificados. E enquanto est\u00e1 fazendo a transi\u00e7\u00e3o, vai precisar deles. E esses trabalhadores podem at\u00e9 ter a chance de se qualificar em Portugal e fazerem parte dessa nova economia. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> <strong>Valor:<\/strong> Se o senhor for eleito presidente de Portugal, tem planos de alterar algo nas regras relacionadas \u00e0 entrada de imigrantes? <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> <strong>Gouveia e Melo:<\/strong> Um presidente n\u00e3o tem o poder legislativo. Pode influenciar atrav\u00e9s do seu exerc\u00edcio, da magistratura de influ\u00eancia, vetando aqui ou ali, ou negociando com a governan\u00e7a e com o poder legislativo. O que eu vou tentar fazer \u00e9 criar bom senso. E o bom senso \u00e9 que n\u00f3s n\u00e3o podemos, de um momento para o outro, dizer: \u201cAgora n\u00e3o queremos ningu\u00e9m n\u00e3o qualificado\u201d. Porque isso faz colapsar a nossa pr\u00f3pria economia. O que n\u00f3s n\u00e3o podemos permitir, e j\u00e1 agora. E deixe-me s\u00f3 acrescentar que h\u00e1 um soci\u00f3logo ingl\u00eas, Karl Popper, que escreveu que o limite da toler\u00e2ncia da democracia \u00e9 importar intoler\u00e2ncia. O que n\u00f3s n\u00e3o podemos \u00e9 importar intoler\u00e2ncia de outras regi\u00f5es do mundo que t\u00eam culturas intolerantes e depois migram para dentro da nossa sociedade e querem replicar essa cultura intolerante dentro de uma sociedade tolerante. Claro que n\u00e3o s\u00e3o os brasileiros, n\u00e3o s\u00e3o os angolanos. N\u00f3s, nos pa\u00edses na comunidade de pa\u00edses de l\u00edngua portuguesa, n\u00e3o temos isso. Os mu\u00e7ulmanos que vivem em Mo\u00e7ambique ou que v\u00eam de Guin\u00e9-Bissau s\u00e3o muito tolerantes, t\u00eam uma cultura de toler\u00e2ncia. Agora, h\u00e1 outras regi\u00f5es do mundo em que as pessoas fogem por motivos econ\u00f4micos, mas fogem trazendo a cultura de intoler\u00e2ncia. E n\u00e3o podem criar guetos dentro da nossa sociedade com culturas intolerantes. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> <strong>Valor:<\/strong> Sobre uma pauta cara aos governos liberais: corte de impostos, redu\u00e7\u00e3o de gastos, contas p\u00fablicas ajustadas. Essa tamb\u00e9m \u00e9 uma pauta da sua candidatura? <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> <strong>Gouveia e Melo:<\/strong> Se considerar que h\u00e1 um centro pol\u00edtico, nesse aspecto [da agenda gest\u00e3o da economia] eu estou mais \u00e0 direita. Estou mais \u00e0 direita porque Portugal sofreu uma pol\u00edtica m\u00e1 de contas p\u00fablicas e tivemos um resgate financeiro com consequ\u00eancias terr\u00edveis para a sociedade portuguesa. Isso nos \u00faltimos 10 anos. O que n\u00f3s temos que fazer \u00e9, com bom senso, perceber que a economia, para funcionar, tem que ter liberdade de a\u00e7\u00e3o. Quando o Estado \u00e9 um trav\u00e3o \u00e0 economia, a economia n\u00e3o se desenvolve no seu potencial m\u00e1ximo. E n\u00e3o se desenvolvendo no seu potencial m\u00e1ximo, prejudica o pr\u00f3prio pa\u00eds. O outro lado \u00e9 que os impostos que n\u00f3s retiramos desta economia podem asfixiar a economia. Por qu\u00ea? Porque numa economia globalizada, o pa\u00eds torna-se menos competitivo, n\u00e3o h\u00e1 investimento e, portanto, n\u00f3s n\u00e3o desenvolvemos a economia. Temos que fazer uma transi\u00e7\u00e3o, que n\u00e3o pode ser brusca, mas uma transi\u00e7\u00e3o lenta, para um modelo em que o Estado liberta a economia e retira menos dividendos dessa economia e, gastando melhor esses dividendos. Isto \u00e9 o que eu considero mais \u00e0 direita. No entanto, os gastos do Estado e a efici\u00eancia do Estado t\u00eam de ser elevadas para conseguir criar os elevadores sociais. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> <strong>Valor:<\/strong> Pol\u00edticas voltadas \u00e0 popula\u00e7\u00e3o mais pobre? <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> <strong>Gouveia e Melo:<\/strong> S\u00e3o pol\u00edticas de esquerda. S\u00e3o pol\u00edticas sociais que, em vez de alimentar a pobreza, subsidiando a pobreza, o que n\u00f3s vemos \u00e9 alimentar a transforma\u00e7\u00e3o social. Devemos criar elevadores sociais. E quais s\u00e3o os elevadores sociais? A cultura, a educa\u00e7\u00e3o, a habita\u00e7\u00e3o. S\u00e3o aquelas coisas que s\u00e3o b\u00e1sicas, mas que transformam a vida das sociedades. Eu sou cat\u00f3lico, mas eu n\u00e3o gosto, muitas vezes, daquela piedadezinha cat\u00f3lica, que a gente v\u00ea um pobre, d\u00e1-lhe uma esmola e fica com a consci\u00eancia limpa. N\u00e3o, n\u00f3s n\u00e3o podemos \u00e9 ter pobres. N\u00f3s temos que, em termos da nossa coes\u00e3o social, ter uma sociedade numericamente colocada na classe m\u00e9dia ou classe m\u00e9dia alta e n\u00e3o uma grande porcentagem de pobreza. Em Portugal, 20% da popula\u00e7\u00e3o portuguesa vive num limiar da pobreza. Isso \u00e9 uma porcentagem gigantesca para qualquer pa\u00eds. Deveriam ser 2%, 3%. E essas pessoas que vivem num limiar da pobreza acabam tamb\u00e9m n\u00e3o contribuindo para a economia. S\u00e3o um peso para a economia. Portanto, o Estado, de forma inteligente, tem que diminuir o atrito para que a economia puxe por essas pessoas criando elevadores sociais para os qualificar tamb\u00e9m para que eles possam participar numa nova economia. E fazendo isso, reduzimos a pobreza e trazemos as pessoas para a classe m\u00e9dia. E ao trazermos as pessoas para a classe m\u00e9dia, fazemos uma coisa muito importante, que \u00e9 sustentar verdadeiramente a democracia. Porque o indiv\u00edduo que tem casa, tem fam\u00edlia e tem uma vida est\u00e1vel, \u00e9 moderado por natureza, gosta da liberdade e n\u00e3o gosta de radicalismos pol\u00edticos. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> <strong>Valor:<\/strong> Com quem o senhor mais se identifica na pol\u00edtica brasileira? Com o presidente Lula ou com o ex-presidente Bolsonaro? <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> <strong>Gouveia e Melo:<\/strong> Olha, Fernando Henrique, ou com Temer, indiv\u00edduos mais ao centro e mais equilibrados. Eu considero que a pol\u00edtica \u00e9 um espectro. Vai de um extremo ao outro. O p\u00eandulo da pol\u00edtica \u00e0s vezes vai para a esquerda e para o extremo. E depois, porque tem muito balan\u00e7o, vai para a direita e para o extremo. O que \u00e9 que acontece? Cada vez que vem algu\u00e9m ao poder, a primeira preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 destruir o governo federal. Resultado, o pa\u00eds n\u00e3o avan\u00e7a. Se o p\u00eandulo oscilar menos, e isto \u00e0 volta do centro pol\u00edtico, h\u00e1 muito mais consenso sobre as pol\u00edticas que fazem avan\u00e7ar o pa\u00eds. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> <strong>Valor:<\/strong> O p\u00eandulo em Portugal est\u00e1 em que ponto hoje? <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> <strong>Gouveia e Melo:<\/strong> O p\u00eandulo est\u00e1 a ganhar balan\u00e7o para a direita. Pode ser perigoso. Depois, a seguir, quando isso falhar, vai ganhar balan\u00e7o para a esquerda. E depois, falhando, vamos entrar numa zona demasiado extremada ou polarizada da sociedade. Assim como outros pa\u00edses europeus, Portugal projeta ampliar seus gastos militares, conforme proposto no projeto or\u00e7ament\u00e1rio de 2026. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> <strong>Valor:<\/strong> Como outros europeus, Portugal projeta ampliar os gastos militares em 2026. O senhor partilha da defesa desses aumentos? <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> <strong>Gouveia e Melo:<\/strong> Sim, eu partilho porque n\u00f3s devemos dar um sinal \u00e0 Federa\u00e7\u00e3o Russa. A preocupa\u00e7\u00e3o que temos \u00e9 com a Federa\u00e7\u00e3o Russa e com os problemas na Europa. A Federa\u00e7\u00e3o Russa tem uma economia que \u00e9 um d\u00e9cimo da europeia e se ela n\u00e3o parar com essa agress\u00e3o n\u00f3s vamos aportar o dinheiro suficiente para superarmos a capacidade russa em muito. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> <strong>Valor:<\/strong> Qual o impacto das tarifas dos EUA para Portugal? <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> <strong>Gouveia e Melo:<\/strong> Qualquer tarifa prejudica a economia. H\u00e1 uma ideia econ\u00f4mica que acabou h\u00e1 mais de um s\u00e9culo e, pelo visto, h\u00e1 pessoas menos cultas que querem reeditar algo que j\u00e1 falhou h\u00e1 um s\u00e9culo. \u00c9 o mercantilismo, que olhava para a balan\u00e7a de transa\u00e7\u00f5es. A ideia era: eu tenho que vender muito mais para fora do que tenho que importar. Isso acaba por matar os mercados exteriores. E n\u00f3s n\u00e3o progredimos matando o mercado, n\u00f3s progredimos aumentando sucessivamente o mercado interno e o mercado exterior. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O almirante da reserva da Marinha de Portugal Henrique Gouveia e Melo, de 64 anos, \u00e9 o preferido&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":103611,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[726,27,28,15835,25072,25070,15,16,25073,14,25071,1481,25,26,21,22,12,13,19,20,32,23,24,33,17,18,29,30,31],"class_list":{"0":"post-103610","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-portugal","8":"tag-brasil","9":"tag-breaking-news","10":"tag-breakingnews","11":"tag-defesa-nacional","12":"tag-eleicao-presidencial","13":"tag-evair-vieira-de-melo-politico","14":"tag-featured-news","15":"tag-featurednews","16":"tag-filiacao-partidaria","17":"tag-headlines","18":"tag-henrique-gouveia","19":"tag-imigracao","20":"tag-latest-news","21":"tag-latestnews","22":"tag-main-news","23":"tag-mainnews","24":"tag-news","25":"tag-noticias","26":"tag-noticias-principais","27":"tag-noticiasprincipais","28":"tag-portugal","29":"tag-principais-noticias","30":"tag-principaisnoticias","31":"tag-pt","32":"tag-top-stories","33":"tag-topstories","34":"tag-ultimas","35":"tag-ultimas-noticias","36":"tag-ultimasnoticias"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/103610","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=103610"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/103610\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/103611"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=103610"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=103610"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=103610"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}