{"id":103829,"date":"2025-10-09T17:38:43","date_gmt":"2025-10-09T17:38:43","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/103829\/"},"modified":"2025-10-09T17:38:43","modified_gmt":"2025-10-09T17:38:43","slug":"laszlo-krasznahorkai-vence-premio-nobel-da-literatura-observador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/103829\/","title":{"rendered":"L\u00e1szl\u00f3 Krasznahorkai vence Pr\u00e9mio Nobel da Literatura \u2013 Observador"},"content":{"rendered":"<p>O escritor h\u00fangaro L\u00e1szl\u00f3 Krasznahorkai \u00e9 o vencedor do Pr\u00e9mio Nobel da Literatura 2025, distinguindo uma \u201cobra convincente e vision\u00e1ria que, no meio do terror apocal\u00edptico, reafirma o poder da arte\u201d anunciou a Academia Sueca ao final da manh\u00e3 desta quinta-feira, em Estocolmo, numa confer\u00eancia de imprensa, como habitualmente, transmitida online. Sucede \u00e0 <a href=\"https:\/\/observador.pt\/2024\/10\/10\/sul-coreana-han-kang-vence-premio-nobel-da-literatura-2024\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">sul-coreana Han Kang<\/a>, que venceu no ano passado.<\/p>\n<p>Autor de romances densos e de frases longas e labir\u00ednticas, Krasznahorkai \u00e9 considerado um dos mais exigentes e influentes escritores europeus contempor\u00e2neos e era o claro favorito nas casas de apostas este ano. A sua prosa, marcada por um pessimismo metaf\u00edsico e pela busca incessante de sentido, tornou-o uma refer\u00eancia para leitores e cr\u00edticos em todo o mundo.<\/p>\n<p>O Tango de Satan\u00e1s (1985), a obra de estreia de L\u00e1szl\u00f3 Krasznahorkai, foi adaptada ao cinema por B\u00e9la Tarr, em 1994, dando origem ao filme de culto hom\u00f3nimo (com o realizador e argumentista escreveu tamb\u00e9m As Harmonias de Werckmeister e O Cavalo de Turim). Em Portugal, o <a href=\"https:\/\/observador.pt\/2019\/02\/24\/lazlo-krasznahorkai-a-literatura-para-o-apocalipse-esta-entre-nos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">livro foi publicado pela Ant\u00edgona em 2018<\/a> \u2014 e era, at\u00e9 ent\u00e3o a \u00fanica obra publicada do autor. O romance Herscht 07769, originalmente publicado 2021, chega \u00e0s livrarias portugueses no pr\u00f3ximo dia 13 de outubro pela m\u00e3o da editora Cavalo de Ferro. \u00c9 uma \u201cs\u00e1tira devastadora sobre o mundo e a pol\u00edtica de hoje\u201d, l\u00ea-se na breve sinopse da editora. A prop\u00f3sito desse lan\u00e7amento, <a href=\"https:\/\/foliofestival.pt\/programacao\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">o escritor estar\u00e1 presente no Festival liter\u00e1rio F\u00f3lio, em \u00d3bidos, no dia 19<\/a>.<\/p>\n<p>                    <img src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/herscht-07769cf79715-scaled-1.webp.jpeg\" alt=\"\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1730\" height=\"2560\" class=\"news-photo\" onload=\"this.parentElement.classList.remove('spinner')\" onerror=\"this.parentElement.classList.remove('spinner')\"\/>                <\/p>\n<p class=\"legenda\">\n            \u25b2 Capa do livro &#8220;Herscht 07769&#8221;, de L\u00e1szl\u00f3 Krasznahorkai. A edi\u00e7\u00e3o portuguesa \u00e9 publicada a 13 de outubro pela Cavalo de Ferro<\/p>\n<p>Al\u00e9m de romances \u2014 Az ellen\u00e1ll\u00e1s melank\u00f3li\u00e1ja [Melancolia da Resist\u00eancia] (1989) ou H\u00e1bor\u00fa \u00e9s h\u00e1bor\u00fa [Guerra e Guerra] (1991) \u2014, escreveu ensaios e gui\u00f5es de cinema. Ali\u00e1s, \u00e9 conhecida a sua prof\u00edcua colabora\u00e7\u00e3o com B\u00e9la Tarr, seja em adapta\u00e7\u00f5es (O Tango de Satan\u00e1s e As Harmonias de Werckmeister) ou no argumento original d\u2019O Cavalo de Turim (2011).<\/p>\n<p>L\u00e1szl\u00f3 Krasznahorkai (Gyula, 1954) estudou Direito e Literatura em Budapeste, e foi editor na d\u00e9cada de 80 antes de se dedicar exclusivamente \u00e0 escrita. Susan Sontag chamou-lhe \u201cmestre h\u00fangaro do Apocalipse\u201d. Antes do Nobel, foi distinguido com in\u00fameros pr\u00e9mios liter\u00e1rios, nos quais se incluem o America Award in Literature em 2014, o Man Booker International Prize em 2015, o Pr\u00e9mio Kossuth, o National Book Award for Translated Literature em 2019, o Austrian State Prize em 2022 e o Prix Formentor em 2024.<\/p>\n<p>Embora mantenha uma casa na Hungria, o escritor vive h\u00e1 v\u00e1rios anos num ex\u00edlio autoimposto entre Berlim e Trieste, e n\u00e3o esconde o seu desd\u00e9m pelas pol\u00edticas do primeiro-ministro h\u00fangaro, Viktor Orb\u00e1n. \u201cEste regime h\u00fangaro \u00e9 um caso psiqui\u00e1trico\u201d, disse numa entrevista \u00e0 <a href=\"https:\/\/yalereview.org\/article\/l%C3%A1szl%C3%B3-krasznahorkai_interview\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">Yale Review<\/a>, em fevereiro, sobre o\u00a0facto de Orb\u00e1n n\u00e3o ter condenado Vlamidir Putin.<\/p>\n<p>\u201cA Hungria \u00e9 um pa\u00eds vizinho da Ucr\u00e2nia, e o regime de Orb\u00e1n est\u00e1 a assumir uma postura sem precedentes \u2014 quase sem paralelo na hist\u00f3ria h\u00fangara. Como pode um pa\u00eds ser neutro quando os russos invadem um pa\u00eds vizinho?\u201d, afirmou. \u201cEles n\u00e3o t\u00eam matado ucranianos h\u00e1 quase tr\u00eas anos? O que significa \u2018Isto \u00e9 um assunto interno eslavo\u2019?! \u2014 como afirma o primeiro-ministro h\u00fangaro?! Como pode ser um assunto interno quando pessoas est\u00e3o a ser mortas? E \u00e9 o l\u00edder de um pa\u00eds que diz isso \u2014 um pa\u00eds que foi constantemente invadido ao longo da hist\u00f3ria. Entre outros, pelos russos. E esses russos s\u00e3o os mesmos russos. Este regime h\u00fangaro \u00e9 um caso psiqui\u00e1trico.\u201d<\/p>\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"Ga26ikjyHC\">\n<p><a href=\"https:\/\/observador.pt\/2019\/02\/24\/lazlo-krasznahorkai-a-literatura-para-o-apocalipse-esta-entre-nos\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">L\u00e1szl\u00f3 Krasznahorkai: a literatura para o Apocalipse est\u00e1 entre n\u00f3s<\/a><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>A literatura de Krasznahorkai \u00e9 atravessada por uma vis\u00e3o sombria da condi\u00e7\u00e3o humana \u2014 \u201cO homem \u00e9 um monstro\u201d, escreveu. Longe de aceitar o r\u00f3tulo de retrato da \u201calma magiar\u201d, Krasznahorkai sempre se afirmou devedor de uma constela\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria universal, onde se incluem Kafka, Beckett, Thomas Bernhard, Witold Gombrowicz, Gogol e, sobretudo, Melville, a quem Sontag o comparou.<\/p>\n<p>Foi, ali\u00e1s, a ensa\u00edsta norte-americana que o descreveu como \u201co mais importante escritor vivo\u201d, sublinhando a sua capacidade de unir o tr\u00e1gico e o c\u00f3mico num mesmo movimento, onde a degrada\u00e7\u00e3o humana convive com momentos de sublime revela\u00e7\u00e3o. Por seu lado, o escritor alem\u00e3o W. G. Sebald destacou nele a universalidade e a profundidade filos\u00f3fica de uma obra que ultrapassa as fronteiras nacionais.<\/p>\n<p>A escrita de Krasznahorkai estende-se tamb\u00e9m ao campo das artes pl\u00e1sticas. O romance\u00a0Guerra e Guerra (que ser\u00e1 publicado pela Cavalo de Ferro em 2026) inspirou o escultor italiano Mario Merz a erguer um iglu concebido como sepultura ficcional do protagonista da obra.<\/p>\n<p>A queda do Muro, em 1989, marcou o in\u00edcio de uma fase de viagens sucessivas e longas estadias na \u00c1sia durante a d\u00e9cada de 1990, mas tamb\u00e9m em Nova Iorque, tendo vivido na casa de Allen Ginsberg. Entre a China, o Jap\u00e3o e a Mong\u00f3lia, encontrou aquilo a que chamou \u201ca dimens\u00e3o espiritual que falta \u00e0 modernidade europeia\u201d. Essa desloca\u00e7\u00e3o coincidiu com uma transforma\u00e7\u00e3o profunda na sua escrita: de um apocalipse social e pol\u00edtico para uma reflex\u00e3o mais m\u00edstica e est\u00e9tica.<\/p>\n<p>Viveu entre a Alemanha e a It\u00e1lia, mantendo o seu car\u00e1cter n\u00f3mada e afirmando n\u00e3o pertencer a pa\u00eds algum, enquanto se afasta de uma Hungria cada vez mais moldada pela pol\u00edtica de Viktor Orb\u00e1n. Depois de se divorciar da sua primeira esposa, Anik\u00f3 Pelyhe, com quem se casou em 1990, casou-se com a sua segunda esposa, D\u00f3ra Kopcs\u00e1nyi, sinologista e designer gr\u00e1fica, em 1997, com quem tem tr\u00eas filhos.<\/p>\n<p>                    <img src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/gettyimages-2239517105-scaled.jpg\" alt=\"GettyImages-2239517105\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"4096\" height=\"2730\" class=\"news-photo\" onload=\"this.parentElement.classList.remove('spinner')\" onerror=\"this.parentElement.classList.remove('spinner')\"\/>                <\/p>\n<p class=\"legenda\">\n            \u25b2 Livros de L\u00e1szl\u00f3 Krasznahorkai expostos Academia Sueca, em Oslo, no dia do an\u00fancio do Nobel da Literatura<\/p>\n<p class=\"creditos\">AFP via Getty Images<\/p>\n<p>Entre romances, colet\u00e2neas de contos, ensaios e obras de n\u00e3o-fic\u00e7\u00e3o, Krasznahorkai construiu uma literatura onde a cr\u00edtica social e pol\u00edtica surge tanto de forma impl\u00edcita como expl\u00edcita, sobretudo em contextos de regimes autorit\u00e1rios, ideologias falhadas e transforma\u00e7\u00f5es ca\u00f3ticas. Essa dimens\u00e3o \u00e9 j\u00e1 vis\u00edvel no seu primeiro romance,\u00a0O Tango de Satan\u00e1s, passado numa zona rural isolada da plan\u00edcie h\u00fangara, onde uma pequena comunidade, abandonada e desesperan\u00e7ada, enfrenta o regresso de Irimi\u00e1s \u2013 um homem outrora dado como morto que surge como um falso messias, pronto tanto para dividir como para conquistar.<\/p>\n<p>O mesmo se repete noutras obras, muitas delas centradas na viv\u00eancia da Europa Central marcada pela heran\u00e7a comunista, mas sempre permeadas por elementos de fantasia, del\u00edrio e terror metaf\u00edsico. N\u00e3o sendo um autor de leitura f\u00e1cil, Krasznahorkai rejeita as conven\u00e7\u00f5es narrativas lineares e as divis\u00f5es tradicionais em cap\u00edtulos. \u00c9, antes de tudo, um escritor da fragmenta\u00e7\u00e3o, que constr\u00f3i na sua prosa uma experi\u00eancia total, simultaneamente liter\u00e1ria, filos\u00f3fica e espiritual.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/observador.pt\/programas\/resposta-pronta\/nobel-da-literatura-um-premio-dado-a-arte\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">\u00c0 r\u00e1dio Observador<\/a>, o editor de L\u00e1szl\u00f3 Krasznahorkai em Portugal (na Cavalo de Ferro), Diogo Madredeus, confessou que, apesar de o nome do escritor figurar entres os favortios antes do an\u00fancio, ganhar o Nobel \u201c\u00e9 sempre uma surpresa\u201d: \u201cUm pr\u00e9mio destes nunca \u00e9 certo, s\u00e3o nomes muito importantes e relevantes\u201d.<\/p>\n<p>Sobre a decis\u00e3o, que classificou como \u201cjusta\u201d, Madredeus considerou que trata de uma \u201cescolha sem concess\u00f5es, um pr\u00e9mio dado \u00e0 arte da literatura a um dos grandes inovadores, neste momento, da arte e da forma liter\u00e1ria do romance\u201d. \u201cL\u00e1szl\u00f3 Krasznahorkai pensa a forma do romance, prop\u00f5e uma nova forma de escrever e de ler, \u00e9 um autor exigente, mas tamb\u00e9m \u00e9 um autor muito gratificante. Como leitor, acho-o pr\u00f3ximo de Kafka, encontramos nos romances dele a mesma atmosfera opressiva, absurda, aquela sensa\u00e7\u00e3o de fatalidade, o tal tom apocal\u00edptico vision\u00e1rio que a Academia notou\u201d, afirmou o editor da Cavalo de Ferro.<\/p>\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"bDOwxwZB9A\">\n<p><a href=\"https:\/\/observador.pt\/programas\/resposta-pronta\/nobel-da-literatura-um-premio-dado-a-arte\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Nobel da Literatura. \u201cUm pr\u00e9mio dado \u00e0 arte\u201d<\/a><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>No pr\u00f3ximo dia 13 de outubro \u00e9 publicado Herscht 07769, o segundo t\u00edtulo a reeceber tradu\u00e7\u00e3o portuguesa. Diogo Madredeus disse tratar-se de um livro \u201cque toca muitos temas atuais\u201d: \u201cNeste romance, Krasznahorkai toca o extremismo pol\u00edtico, o populismo, o colapso ecol\u00f3gico. E \u00e9 uma s\u00famula daquilo que ele tem escrito ao longo dos anos. \u00c9 um escritor pessimista, mas esta \u00e9 uma das suas obras mais divertidas, recebida muito entusiasticamente pela cr\u00edtica internacional. \u00c9 uma s\u00e1tira quase prof\u00e9tica, fala sobre um grupo de pessoas que vive numa pequena localidade alem\u00e3 em torno de um l\u00edder nazi e, ao mesmo tempo, em torno de Bach. Tem um lado quase c\u00f3mico sobre o estado do mundo.\u201d<\/p>\n<p>O editor de Krasznahorkai no nosso pa\u00eds lembrou que o h\u00fangaro \u201ctem uma vasta obra publicada, mas n\u00e3o em Portugal, esperamos que isso possa mudar\u201d. \u201cAs nossas tradu\u00e7\u00f5es s\u00e3o feitas atrav\u00e9s do original h\u00fangaro, o que faz com que demorem mais tempo a ser publicadas. Est\u00e1 em produ\u00e7\u00e3o um t\u00edtulo mais antigo, que chegar\u00e1 ao mercado no in\u00edcio do pr\u00f3ximo ano, que se chama Guerra e Guerra\u201d, confirmou.<\/p>\n<p>O Nobel da Literatura \u00e9 um pr\u00e9mio concedido anualmente, desde 1901, pela Academia Sueca a autores que fizeram not\u00e1veis contribui\u00e7\u00f5es ao campo da literatura. De acordo com Alfred Nobel, que criou o galard\u00e3o, este deve ser entregue a um autor de qualquer nacionalidade que tenha \u201cproduzido o mais extraordin\u00e1rio trabalho de forma idealista\u201d no campo da literatura. O pr\u00e9mio j\u00e1 foi entregue a 122 pessoas: 104 homens e 18 mulheres. Tem um valor pecuni\u00e1rio de 11 milh\u00f5es de coroas suecas, perto de 950 mil euros, e \u00e9 habitualmente entregue pelo rei da Su\u00e9cia a 10 de dezembro \u2014 Dia do Nobel \u2014 na Sala de Concertos de Estocolmo. Portugal tem apenas um pr\u00e9mio Nobel da Literatura: Jos\u00e9 Saramago, em 1998.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O escritor h\u00fangaro L\u00e1szl\u00f3 Krasznahorkai \u00e9 o vencedor do Pr\u00e9mio Nobel da Literatura 2025, distinguindo uma \u201cobra convincente&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":103830,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[85],"tags":[315,114,115,1907,864,25046,32,24608,33],"class_list":{"0":"post-103829","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-entretenimento","8":"tag-cultura","9":"tag-entertainment","10":"tag-entretenimento","11":"tag-escritores","12":"tag-literatura","13":"tag-nobel-da-literatura","14":"tag-portugal","15":"tag-pru00e9mio-nobel","16":"tag-pt"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/103829","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=103829"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/103829\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/103830"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=103829"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=103829"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=103829"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}