{"id":103901,"date":"2025-10-09T18:28:20","date_gmt":"2025-10-09T18:28:20","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/103901\/"},"modified":"2025-10-09T18:28:20","modified_gmt":"2025-10-09T18:28:20","slug":"a-joia-da-primeira-superpotencia-do-mundo-esta-a-afundar-se","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/103901\/","title":{"rendered":"A joia da primeira superpot\u00eancia do mundo est\u00e1 a afundar-se"},"content":{"rendered":"<p class=\"wp-caption-text top\"><a href=\"https:\/\/depositphotos.com\/photo\/the-stairs-of-tachara-persepolis-iran-176477248.html\" rel=\"nofollow noopener noreferrer\" data-wpel-link=\"exclude\" target=\"_blank\">efesenko\/DepositPhotos<\/a><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-704615 size-kopa-image-size-3\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/2a76829da22f2129ed8341ac5707224e-783x450.jpg\" alt=\"\" width=\"700\" height=\"402\"  \/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text bot\">Fachada da escadaria do pal\u00e1cio Tachara no s\u00edtio arqueol\u00f3gico de Pers\u00e9polis, Ir\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Pers\u00e9polis j\u00e1 sofreu \u201cdanos irrevers\u00edveis\u201d. N\u00e3o \u00e9 um fen\u00f3meno exclusivo ao Ir\u00e3o, mas a escala \u00e9 outra, e p\u00f5e v\u00e1rios locais hist\u00f3ricos em risco.<br \/><\/strong><\/p>\n<p>As colunas e escadarias de pedra esculpida do terra\u00e7o de <strong>Pers\u00e9polis<\/strong>, a capital cerimonial do antigo Imp\u00e9rio Persa (c. 550 a.C.\u2013330 a.C.), sobreviveram durante 2500 anos, mas agora, o solo em redor do local classificado como Patrim\u00f3nio Mundial pela UNESCO est\u00e1 <strong>a afundar-se<\/strong>.<\/p>\n<p>O terra\u00e7o foi constru\u00eddo sobre rocha s\u00f3lida. Algumas partes podem mover-se apenas alguns mil\u00edmetros. Mas as plan\u00edcies suavemente inclinadas que rodeiam as fr\u00e1geis estruturas antigas de pedra formaram-se com sedimentos depositados pela \u00e1gua corrente. E agora est\u00e3o a afundar-se <strong>dezenas de cent\u00edmetros por ano.<\/strong><\/p>\n<p>O solo da plan\u00edcie de Marvdasht, no Ir\u00e3o, come\u00e7ou a fragmentar-se, e as fendas est\u00e3o a aumentar. Fica a menos de meio quil\u00f3metro do terra\u00e7o e a at\u00e9 dez metros de outro local hist\u00f3rico, Naqsh-e Rostam.<\/p>\n<p>\u201cExistem fissuras na terra, nas imedia\u00e7\u00f5es de Pers\u00e9polis e de Naqsh-e Rostam, que podem ser atribu\u00eddas ao grau de subsid\u00eancia do terreno\u201d \u2014 a diferen\u00e7a na velocidade a que o solo est\u00e1 a afundar \u2014 explica Mahmud Haghshenas Haghighi, do Instituto de Fotogrametria e Geoinforma\u00e7\u00e3o da Universidade Leibniz, na Alemanha.<\/p>\n<p>\u201cEm rela\u00e7\u00e3o a Pers\u00e9polis, li not\u00edcias na imprensa sobre fendas e outros sinais de danos. Mas, sem um estudo abrangente, n\u00e3o podemos atribu\u00ed-los diretamente ao grau de subsid\u00eancia. O terra\u00e7o encontra-se numa forma\u00e7\u00e3o geol\u00f3gica relativamente est\u00e1vel, no sop\u00e9 da montanha\u201d, descreve.<\/p>\n<p>\u201cJoia\u201d da primeira superpot\u00eancia do mundo<\/p>\n<p>A Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Educa\u00e7\u00e3o, a Ci\u00eancia e a Cultura classificou Pers\u00e9polis como <strong>Patrim\u00f3nio Mundial<\/strong> em 1979. As suas \u201cru\u00ednas magn\u00edficas\u201d est\u00e3o \u201centre os maiores s\u00edtios arqueol\u00f3gicos do mundo\u201d, segundo a UNESCO.<\/p>\n<p>\u201cConhecida como a<strong> joia do conjunto aquem\u00e9nida [persa]<\/strong> nos dom\u00ednios da agricultura, do planeamento urbano, da tecnologia de constru\u00e7\u00e3o e da arte, a cidade real de Pers\u00e9polis \u00e9 um s\u00edtio arqueol\u00f3gico sem equivalente e representa um<strong> testemunho \u00fanico de uma das mais antigas civiliza\u00e7\u00f5es<\/strong>.\u201d<\/p>\n<p>Essa civiliza\u00e7\u00e3o viria a tornar-se o Imp\u00e9rio Persa, frequentemente descrito como a<strong> primeira superpot\u00eancia do mundo<\/strong>. No seu auge, abrangia uma vasta \u00e1rea que se estendia desde a L\u00edbia, a oeste, at\u00e9 \u00e0 \u00cdndia, a leste.<\/p>\n<p>Muitos dos outros 28 locais iranianos classificados como Patrim\u00f3nio Mundial situam-se tamb\u00e9m em zonas onde o solo est\u00e1 a afundar-se. Incluem <strong>Pas\u00e1rgada<\/strong>, a capital original do Imp\u00e9rio Persa, e a cidade hist\u00f3rica de <strong>Iazde<\/strong>. As autoridades alertam para os riscos de subsid\u00eancia em <strong>Isfahan<\/strong>, igualmente Patrim\u00f3nio Mundial da UNESCO. As suas pontes e mesquitas encontram-se junto a \u00e1reas de afundamento.<\/p>\n<p>E a Ferrovia Transiraniana, com 1.394 km de extens\u00e3o, atravessa v\u00e1rias bacias que est\u00e3o a afundar-se, o que pode causar distor\u00e7\u00f5es nos carris. A linha foi classificada como Patrim\u00f3nio Mundial em 2021.<\/p>\n<p>Corrida contra o tempo<\/p>\n<p>A subsid\u00eancia do solo \u00e9 um processo lento, e a sua dete\u00e7\u00e3o pode ser dif\u00edcil at\u00e9 surgirem fissuras nas paredes e nas funda\u00e7\u00f5es. Os investigadores utilizam radar e comparam imagens ao longo do tempo.<\/p>\n<p>\u201cEsta tecnologia mede altera\u00e7\u00f5es muito subtis na superf\u00edcie da Terra, de apenas alguns mil\u00edmetros\u201d, explica o professor Mahdi Motagh, do Centro de Geoci\u00eancias GFZ Helmholtz da Universidade Leibniz.<\/p>\n<p>A sua equipa observou diferen\u00e7as preocupantes na profundidade da subsid\u00eancia em Pers\u00e9polis, Naqsh-e Rostam e em locais pr\u00f3ximos. Elementos escavados diretamente no calc\u00e1rio, como em Naqsh-e Rostam, permanecem, por agora, est\u00e1veis, mas a plan\u00edcie vizinha est\u00e1 a afundar-se rapidamente.<\/p>\n<p>\u201cNa fronteira entre o local hist\u00f3rico rochoso e a plan\u00edcie, observamos um forte gradiente no campo de deslocamento, o que causa grandes fendas e fissuras na terra\u201d, explica o professor.<\/p>\n<p><strong>\u201cDanos irrevers\u00edveis j\u00e1 ocorreram em alguns locais<\/strong>. Observ\u00e1mos uma fenda que atravessa diretamente o Cubo de Zoroastro [em Naqsh-e Rostam] e que o danificou.\u201d<\/p>\n<p>Apenas avalia\u00e7\u00f5es detalhadas no terreno poder\u00e3o revelar quando outros locais ser\u00e3o afetados, explica Motagh. Mas \u201cisso,<strong> inevitavelmente, acontecer\u00e1 um dia<\/strong>\u201d, avisa.<\/p>\n<p>\u00c1guas subterr\u00e2neas esgotadas<\/p>\n<p>\u201cA principal causa da subsid\u00eancia do terreno no Ir\u00e3o \u00e9 a extra\u00e7\u00e3o excessiva e insustent\u00e1vel das \u00e1guas subterr\u00e2neas, que provoca o afundamento do solo e o avan\u00e7o da desertifica\u00e7\u00e3o\u201d, explica Motagh.<\/p>\n<p>Quando a \u00e1gua \u00e9 bombeada em excesso das camadas subterr\u00e2neas \u2014 conhecidas como aqu\u00edferos \u2014, o solo comprime-se e a superf\u00edcie afunda-se, por vezes de forma permanente.<\/p>\n<p>A <strong>seca e o aquecimento clim\u00e1tico agravam o problema<\/strong>, pois menos \u00e1gua retorna ao subsolo. E o Ir\u00e3o \u00e9 um dos pa\u00edses que mais rapidamente est\u00e3o a perder os seus aqu\u00edferos.<\/p>\n<p>O pa\u00eds consome h\u00e1 d\u00e9cadas mais \u00e1gua do que a natureza rep\u00f5e. Primeiro esgotou rios e albufeiras, depois recorreu \u00e0s reservas subterr\u00e2neas.<\/p>\n<p>Os aqu\u00edferos iranianos s\u00e3o fortemente explorados desde a d\u00e9cada de 1970. Estima-se que mais de 70% das suas reservas estejam j\u00e1 esgotadas.<\/p>\n<p>\u201cDiversos estudos revistos por pares demonstram que o <strong>Ir\u00e3o \u00e9 um dos maiores consumidores de \u00e1gua subterr\u00e2nea do mundo<\/strong>\u201d, afirma Andrew Pearson, do Centro Internacional de Avalia\u00e7\u00e3o dos Recursos Aqu\u00edferos (IGRAC, na sigla em ingl\u00eas).<\/p>\n<p>\u201cCerca de 90% da \u00e1gua utilizada no Ir\u00e3o destina-se \u00e0 agricultura\u201d, explica, \u201ce a extra\u00e7\u00e3o excessiva, agravada pela seca, \u00e9 a principal causa do esgotamento.\u201d<\/p>\n<p>Impactos muito al\u00e9m dos locais hist\u00f3ricos<\/p>\n<p>Uma an\u00e1lise nacional recente concluiu que cerca de 56 mil quil\u00f3metros quadrados de terras iranianas sofrem subsid\u00eancia mensur\u00e1vel \u2014 o equivalente a <strong>3,5% do pa\u00eds.<\/strong><\/p>\n<p>Algumas zonas da capital, Teer\u00e3o, afundam-se cerca de 25 cent\u00edmetros por ano h\u00e1 v\u00e1rias d\u00e9cadas. Em Rafsanjan (no sudeste do pa\u00eds, conhecida pelas suas extensas planta\u00e7\u00f5es de pist\u00e1cio), estima-se que sejam extra\u00eddos dos aqu\u00edferos cerca de 300 milh\u00f5es de metros c\u00fabicos de \u00e1gua por ano, devido \u00e0 sobre-explora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>E, \u00e0 medida que o solo afunda, estradas, canais e tubagens inclinam-se e deformam-se, gerando graves problemas de infraestrutura.<\/p>\n<p>O Ir\u00e3o n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico<\/p>\n<p>As dificuldades enfrentadas pelo Ir\u00e3o s\u00e3o s\u00e9rias, mas n\u00e3o exclusivas.<\/p>\n<p>A <a href=\"https:\/\/zap.aeiou.pt\/cidade-mexico-afundar-ritmo-incontrolavel-401407\" data-wpel-link=\"internal\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Cidade do M\u00e9xico<\/a>, <a href=\"https:\/\/zap.aeiou.pt\/jacarta-submersa-tres-decadas-214571\" data-wpel-link=\"internal\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Jacarta<\/a> (Indon\u00e9sia) e o Vale Central da <a href=\"https:\/\/zap.aeiou.pt\/nasa-alerta-california-podera-afundar-151059\" data-wpel-link=\"internal\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Calif\u00f3rnia<\/a> (EUA) j\u00e1 registaram, em certos per\u00edodos, afundamentos de at\u00e9 100 mm por ano. O que distingue o caso iraniano \u00e9 a profundidade e a escala do fen\u00f3meno, al\u00e9m da quantidade de locais hist\u00f3ricos em risco.<\/p>\n<p>\u201cDevido ao contexto geol\u00f3gico, a subsid\u00eancia no Ir\u00e3o \u00e9 frequentemente acompanhada de fissuras e ruturas na superf\u00edcie, que podem estender-se por quil\u00f3metros e atingir v\u00e1rios metros de profundidade, com consequ\u00eancias graves para as estruturas e infraestruturas\u201d, afirma o professor Pietro Teatini, da Universidade de P\u00e1dua, em It\u00e1lia.<\/p>\n<p>Muitos outros pa\u00edses do M\u00e9dio Oriente e do Norte de \u00c1frica \u2014 nomeadamente o Egito, a Ar\u00e1bia Saudita, Israel e os Territ\u00f3rios Palestinianos Ocupados \u2014 enfrentam problemas semelhantes. A regi\u00e3o \u00e9 uma das mais afetadas pelo stress h\u00eddrico a n\u00edvel mundial.<\/p>\n<p>A UNESCO tem organizado semin\u00e1rios t\u00e9cnicos e reuni\u00f5es com representantes governamentais em pa\u00edses como a Indon\u00e9sia e o Vietname. H\u00e1 tamb\u00e9m iniciativas em fase de planeamento nas Filipinas, mas as circunst\u00e2ncias pol\u00edticas limitam a realiza\u00e7\u00e3o de trabalhos semelhantes no Ir\u00e3o.<\/p>\n<p>Gest\u00e3o dos recursos h\u00eddricos<\/p>\n<p>Um porta-voz da UNESCO disse \u00e0 BBC News que as li\u00e7\u00f5es aprendidas em Espanha, no M\u00e9xico, na China e na Indon\u00e9sia demonstram que a <strong>subsid\u00eancia<\/strong>, uma vez iniciada, \u00e9 praticamente irrevers\u00edvel. Por isso, a gest\u00e3o sustent\u00e1vel das \u00e1guas subterr\u00e2neas \u00e9 essencial em regi\u00f5es \u00e1ridas como o Ir\u00e3o.<\/p>\n<p>Os especialistas concordam quanto \u00e0 necessidade de uma gest\u00e3o integrada dos recursos aqu\u00edferos, mas alertam para os obst\u00e1culos sociais e pol\u00edticos. Em regi\u00f5es dependentes da agricultura, cortes abruptos podem ter consequ\u00eancias severas.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 preciso combinar a geoci\u00eancia com a engenharia e a preserva\u00e7\u00e3o do patrim\u00f3nio hist\u00f3rico\u201d, afirma Motagh. \u201cMas n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil, e alcan\u00e7ar uma coopera\u00e7\u00e3o significativa com as institui\u00e7\u00f5es iranianas continua a ser particularmente dif\u00edcil.\u201d<\/p>\n<p>O Ir\u00e3o comprometeu-se a reduzir o consumo nacional de \u00e1gua em <strong>45 mil milh\u00f5es de metros c\u00fabicos por ano<\/strong>, ao longo de sete anos, atrav\u00e9s do reaproveitamento, da irriga\u00e7\u00e3o gota a gota e da melhoria do abastecimento. Mas esses objetivos ambiciosos s\u00e3o travados pelas san\u00e7\u00f5es internacionais, pela burocracia e pela falta de investimento.<\/p>\n<p>Em agosto, a BBC contactou o Minist\u00e9rio dos Neg\u00f3cios Estrangeiros do Ir\u00e3o, o consulado e a embaixada do pa\u00eds em Londres, pedindo coment\u00e1rios sobre os planos de gest\u00e3o dos recursos h\u00eddricos iranianos. N\u00e3o obteve resposta.<\/p>\n<p>As medidas adotadas noutras partes do mundo para enfrentar a subsid\u00eancia poder\u00e3o servir de exemplo ao Ir\u00e3o sobre como conservar a \u00e1gua e o seu patrim\u00f3nio hist\u00f3rico.<\/p>\n<p>Na d\u00e9cada de 1980, partes da capital tailandesa, Banguecoque, afundavam-se cerca de 120 mm por ano. Mas, depois de o governo introduzir limites de bombeamento, tarifas e monitoriza\u00e7\u00e3o, os n\u00edveis dos aqu\u00edferos subiram e a subsid\u00eancia reduziu-se para 10\u201320 mm por ano, ou menos, em muitas regi\u00f5es durante os anos 2000. \u201cN\u00e3o \u00e9 uma mudan\u00e7a m\u00e1gica, mas demonstra que a pol\u00edtica funciona\u201d, conclui Andrew Pearson.<\/p>\n<p>    <a href=\"https:\/\/zap.aeiou.pt\/subscrever-newsletter\" data-wpel-link=\"internal\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">&#13;<br \/>\n        <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-575475\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/1759862234_971_2d51fe4a0ba54894421ead1809309ed9-1-450x140.jpg\" alt=\"Subscreva a Newsletter ZAP\" width=\"450\" height=\"140\"\/>&#13;<br \/>\n    <\/a><\/p>\n<p>                <a href=\"https:\/\/whatsapp.com\/channel\/0029VaIC4EE2f3EJZPPSbR34\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" class=\"ext-link\">&#13;<br \/>\n                    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-575475\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/1759862234_512_c68c559d956d4ca20f435ed74a6e71e6.png\" alt=\"Siga-nos no WhatsApp\" width=\"175\" height=\"64\"\/>&#13;<br \/>\n                <\/a><\/p>\n<p>                <a href=\"https:\/\/news.google.com\/publications\/CAAiEHRwZondIV71PDjWNoqMduEqFAgKIhB0cGaJ3SFe9Tw41jaKjHbh?hl=en-US&amp;gl=US&amp;ceid=US%3Aen\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" class=\"ext-link\">&#13;<br \/>\n                    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-575475\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/1759862235_242_5123dd8b087b644fdb8f8603acd1bad4.png\" alt=\"Siga-nos no Google News\" width=\"176\" height=\"64\"\/>&#13;<br \/>\n                <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"efesenko\/DepositPhotos Fachada da escadaria do pal\u00e1cio Tachara no s\u00edtio arqueol\u00f3gico de Pers\u00e9polis, Ir\u00e3o. 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