{"id":104736,"date":"2025-10-10T09:40:14","date_gmt":"2025-10-10T09:40:14","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/104736\/"},"modified":"2025-10-10T09:40:14","modified_gmt":"2025-10-10T09:40:14","slug":"mastectomia-pode-reduzir-35-risco-de-morte-por-cancer-de-mama","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/104736\/","title":{"rendered":"Mastectomia pode reduzir 35% risco de morte por c\u00e2ncer de mama"},"content":{"rendered":"<p>Um estudo internacional com participa\u00e7\u00e3o de pesquisadores ga\u00fachos e pacientes do <strong><a href=\"https:\/\/medicinasa.com.br\/tag\/hospital-moinhos-de-vento\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">Hospital Moinhos de Vento<\/a><\/strong> demonstrou que pacientes jovens com hist\u00f3rico de <strong><a href=\"https:\/\/medicinasa.com.br\/tag\/oncologia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">c\u00e2ncer<\/a> <\/strong>de mama e muta\u00e7\u00e3o nos genes BRCA (genes supressores de tumor que, quando mutados, perdem a capacidade de reparar o DNA das c\u00e9lulas, o que pode aumentar o risco de desenvolvimento de neoplasias) podem ter ganhos de vida com cirurgias preventivas. A mastectomia bilateral esteve associada a uma redu\u00e7\u00e3o de 35% no risco de morte, enquanto a ooforectomia (remo\u00e7\u00e3o dos ov\u00e1rios e trompas) diminuiu esse risco em 42%. Ambas as interven\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m reduziram em 32% a probabilidade de recidiva da doen\u00e7a.<\/p>\n<p>A pesquisa contou com a participa\u00e7\u00e3o de 109 centros em cinco continentes e analisou os dados de 5.292 mulheres com at\u00e9 40 anos diagnosticadas com c\u00e2ncer de mama e muta\u00e7\u00f5es nos genes BRCA1 e BRCA2, entre 2000 e 2020. \u201c\u00c9 o maior levantamento j\u00e1 realizado na \u00e1rea, e tem implica\u00e7\u00f5es diretas na indica\u00e7\u00e3o de cirurgia redutora de risco em pacientes mutadas ap\u00f3s o diagn\u00f3stico de c\u00e2ncer de mama\u201d, destaca o oncologista e pesquisador cl\u00ednico Gustavo Werutsky, coautor do estudo. Os resultados foram publicados na revista The Lancet, uma das mais prestigiadas publica\u00e7\u00f5es cient\u00edficas do mundo.<\/p>\n<p>Werutsky tamb\u00e9m aponta que o achado responde a uma pergunta que ainda gerava controv\u00e9rsias na pr\u00e1tica cl\u00ednica: \u201cJ\u00e1 se sabia que essas cirurgias eram eficazes como forma de preven\u00e7\u00e3o em mulheres com muta\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas, mas ainda n\u00e3o havia evid\u00eancias robustas sobre o benef\u00edcio quando realizadas ap\u00f3s o diagn\u00f3stico do c\u00e2ncer. Agora temos dados mostrando que elas tamb\u00e9m ajudam na sobrevida nesse cen\u00e1rio\u201d.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-142246\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/cirurgia-cirurgiao-centro-cirurgico-55by.jpg\" alt=\"\" width=\"850\" height=\"566\"  \/><\/p>\n<p>O N\u00facleo da Mama do Hospital Moinhos de Vento, coordenado pela mastologista Maira Caleffi, foi um dos centros participantes da pesquisa. \u201cAtuamos h\u00e1 mais de 20 anos numa abordagem multidisciplinar e integrada de acordo com as necessidades da paciente e caracter\u00edsticas de cada tumor. Esse cuidado personalizado nos levou a entender a necessidade de identificar fam\u00edlias de alta predisposi\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica para o c\u00e2ncer. Com v\u00e1rios trabalhos j\u00e1 publicados na \u00e1rea, fomos convidados a participar desse estudo internacional e multic\u00eantrico\u201d, relata a especialista.<\/p>\n<p>O estudo indicou que as mulheres que realizaram a mastectomia tiveram uma redu\u00e7\u00e3o de 35% no risco de morte, enquanto aquelas que realizaram a ooforectomia tiveram uma redu\u00e7\u00e3o de 42%. Al\u00e9m disso, ambas as interven\u00e7\u00f5es diminu\u00edram em 32% a chance de o c\u00e2ncer de mama voltar ou de surgir um novo tumor.<\/p>\n<p>Os resultados se mantiveram consistentes mesmo ap\u00f3s ajustes para vari\u00e1veis como tipo de tumor, presen\u00e7a de linfonodos comprometidos e idade ao diagn\u00f3stico. Outro dado relevante \u00e9 que os benef\u00edcios foram observados em pacientes com diferentes subtipos tumorais, incluindo os tipos mais agressivos, como o c\u00e2ncer de mama triplo negativo.<\/p>\n<p>A mastologista Maira Caleffi alerta que o mapeamento gen\u00e9tico ainda n\u00e3o \u00e9 uma realidade para todas as mulheres no Brasil. O exame n\u00e3o foi incorporado ao SUS, e mesmo em estados onde h\u00e1 leis que garantem a testagem, o acesso segue limitado. J\u00e1 na rede privada, testes e pain\u00e9is gen\u00e9ticos est\u00e3o dispon\u00edveis h\u00e1 mais de 15 anos.<\/p>\n<p>Para os pesquisadores, este estudo refor\u00e7a a necessidade de uma estrat\u00e9gia de tratamento adequada para cada paciente. Uma abordagem de aconselhamento gen\u00e9tico \u00e9 vital para mulheres jovens com diagn\u00f3stico de c\u00e2ncer de mama, pois muitos aspectos devem ser levados em conta, como a vontade de ter filhos, a qualidade de vida, uma menopausa precoce, al\u00e9m das quest\u00f5es ligadas \u00e0 imagem corporal.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Um estudo internacional com participa\u00e7\u00e3o de pesquisadores ga\u00fachos e pacientes do Hospital Moinhos de Vento demonstrou que pacientes&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":104737,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[86],"tags":[116,32,33,117],"class_list":{"0":"post-104736","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-saude","8":"tag-health","9":"tag-portugal","10":"tag-pt","11":"tag-saude"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/104736","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=104736"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/104736\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/104737"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=104736"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=104736"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=104736"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}