{"id":104912,"date":"2025-10-10T12:14:16","date_gmt":"2025-10-10T12:14:16","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/104912\/"},"modified":"2025-10-10T12:14:16","modified_gmt":"2025-10-10T12:14:16","slug":"os-cartazes-da-minha-terra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/104912\/","title":{"rendered":"os cartazes da minha terra"},"content":{"rendered":"<p><strong>Acompanhe toda a atualidade informativa em\u00a0<a href=\"http:\/\/24noticias.sapo.pt\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">24noticias.sapo.pt<\/a><\/strong><\/p>\n<p>Num mundo da comunica\u00e7\u00e3o e informa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica cada vez mais direcionado para as redes sociais, a express\u00e3o material das campanhas pol\u00edticas ainda se manifesta nas ruas, reproduzindo caras de candidatos e promessas dirigidas ao eleitorado.<\/p>\n<p>Nas v\u00e9speras das elei\u00e7\u00f5es aut\u00e1rquicas, o<strong> 24not\u00edcias<\/strong> foi \u00e0 procura de pe\u00e7as de marketing pol\u00edtico. Viu cartazes pendurados em viadutos, pontes, postes e sem\u00e1foros, placards plantados em estradas e ruas, fixos \u00e0 entrada e sa\u00edda das localidades, dentro e fora, em retas, esquinas e rotundas de aldeias, vilas e cidades do territ\u00f3rio nacional.<\/p>\n<p>Em tr\u00eas dias, atravess\u00e1mos os 18 distritos de Portugal, fomos \u00e0s suas capitais testemunhar a peugada dos outdoors no ret\u00e2ngulo lusitano. O Rio Tejo serviu de fronteira nas duas primeiras etapas, da plan\u00edcie \u00e0 montanha, e dividimos o Centro-Sul do Norte. Por \u00faltimo, o litoral, Santar\u00e9m, Leiria e Set\u00fabal e um contrarrel\u00f3gio em Lisboa.<\/p>\n<p>Na Volta a Portugal aut\u00e1rquico em autom\u00f3vel (n\u00e3o levant\u00e1mos voo at\u00e9 \u00e0s Regi\u00f5es Aut\u00f3nomas dos A\u00e7ores e da Madeira), os destinos at\u00e9 \u00e0s cidades foram tra\u00e7ados \u00e0 partida. \u201cC\u00e2mara Municipal&#8230;\u201d datilografado no Waze, amparado pelo olhar nas placas. Entr\u00e1mos em cada urbe com destino aos Pa\u00e7os do Concelho, lugar onde todos os candidatos se querem sentar a partir de 13 de outubro.<\/p>\n<p>Por essa raz\u00e3o, n\u00e3o foi um mapeamento exaustivo. Foi sim, o que foi poss\u00edvel ver da janela do carro, sobre quem e quais as mensagens de apelo ao voto.<\/p>\n<p>Para os mais curiosos, os gastos de campanha das diversas for\u00e7as pol\u00edticas e movimentos independentes candidatos \u00e0s elei\u00e7\u00f5es aut\u00e1rquicas de 12 de outubro de 2025 podem ser escrutinados minuciosamente na publica\u00e7\u00e3o do <a href=\"https:\/\/www.tribunalconstitucional.pt\/tc\/contas_eleicoes-al-2025.html#ali8657-1103\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">Tribunal de Contas<\/a>.<\/p>\n<p>Ventura em todo o pa\u00eds. Joana Amaral Dias e o pr\u00f3logo das presidenciais<\/p>\n<p>Nas viagens na minha terra, o <strong>24not\u00edcias<\/strong> n\u00e3o se cingiu ao tro\u00e7o entre Lisboa e Santar\u00e9m. Foi bem mais longe no raio-x ao pa\u00eds real.<\/p>\n<p>Pelos caminhos aut\u00e1rquicos de Portugal, algo bem mensur\u00e1vel na paisagem salta \u00e0 vista. O Chega, segunda for\u00e7a pol\u00edtica nas elei\u00e7\u00f5es legislativas, est\u00e1 em todo o lado. Est\u00e1 o partido e est\u00e1 o rosto do l\u00edder, um partido unipessoal que se confunde com o seu presidente, Andr\u00e9 Ventura, e este com a for\u00e7a pol\u00edtica e partid\u00e1ria.<\/p>\n<p>Ventura e os candidatos est\u00e3o em cada esquina. Em muitos casos, em presen\u00e7a superior aos outros dois grandes da pol\u00edtica nacional, Partido Social Democrata (PPP-PSD) e Partido Socialista (PS), surjam estes em coliga\u00e7\u00e3o ou de rosto \u00fanico.<\/p>\n<p>No ataque aos 308 concelhos, 18 distritos, A\u00e7ores e Madeira, o Chega, sem coliga\u00e7\u00f5es, produziu um cartaz \u00fanico. Monocrom\u00e1tico, fundo branco, a obrigat\u00f3ria fotografia de meio corpo de Andr\u00e9 Ventura, de fato e gravata, sorridente e de bra\u00e7os cruzados, ladeado pelo candidato local, igualmente aprumado. Um cuidado e uma formalidade na indument\u00e1ria sem correspond\u00eancia nas restantes for\u00e7as aut\u00e1rquicas.<\/p>\n<p>O Chega e Ventura d\u00e3o, quase sempre, as boas-vindas, nas rotundas, \u00e0 entrada das cidades. Deixam o recado: apesar de ser uma elei\u00e7\u00e3o onde o local tende a superiorizar-se ao nacional, l\u00edder e partido nacionalizam a campanha e as elei\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Foram ao parlamento recrutar candidatos. Das seis dezenas de deputados do Chega, 44 apresentam-se a escrut\u00ednio \u00e0s c\u00e2maras, 15 fazem-no \u00e0s assembleias municipais.<\/p>\n<p>Uns, ilustres desconhecidos dos eleitores locais; outros, nomes bem conhecidos. Um roadshow de deputados que aproveita a tra\u00e7\u00e3o medi\u00e1tica gerada na arena pol\u00edtica nacional, como Pedro Pinto (Faro), Pedro Fraz\u00e3o (Oeiras) ou Rita Matias (Sintra).<\/p>\n<p>Quase sempre uma palavra, forte, acompanha o cartaz da dupla: limpar, defender, salvar, slogans pol\u00edticos de f\u00e1cil absor\u00e7\u00e3o, escoltam a refer\u00eancia \u00e0 cidade.<\/p>\n<p>\u201cO l\u00edder do partido (Chega) est\u00e1 sempre presente, usa verbos no infinitivo, frases curtas, \u00e9 o mesmo padr\u00e3o, a mesma grelha. Basicamente, muda o verbo e o candidato ao lado de Andr\u00e9 Ventura\u201d, explica ao <strong>24not\u00edcias<\/strong> Jos\u00e9 Pedro Mozos, diretor de Assuntos P\u00fablicos na ag\u00eancia ALL Comunica\u00e7\u00e3o, numa primeira leitura de marketing pol\u00edtico, an\u00e1lise desenvolvida numa conversa p\u00f3s Volta a Portugal.<\/p>\n<p>A repeti\u00e7\u00e3o encontra eco, decib\u00e9is abaixo, na CDU. Uma prov\u00e1vel poupan\u00e7a de gastos leva-os a simplificar nos acenos ao eleitor: \u201cVota CDU-PCP\/PEV\u201d e \u201cCDU nas Autarquias conheces e confias\u201d. Os cartazes sem rosto do candidato e nome do munic\u00edpio foram nossos acompanhantes.<\/p>\n<p>A ideia fertiliza ainda noutra for\u00e7a. \u201cEm (nome da cidade) nada nos vai escapar\u201d e \u201cPortugal precisa do teu ADN\u201d, convocat\u00f3ria feita pela A Alternativa Democr\u00e1tica Nacional (ADN), atrav\u00e9s do candidato local (Faro, Viana do Castelo, Lisboa, Viseu, Porto, Coimbra, Leiria, Set\u00fabal, Braga e Funchal), acompanhados, por vezes, de Joana Amaral Dias, candidata \u00e0s presidenciais e Bruno Fialho, l\u00edder partid\u00e1rio.<\/p>\n<p>Alinhados, o Bloco de Esquerda usa \u201cPelas Pessoas\u201d e \u201cEsquerda\u201d colada aos cartazes das duplas candidaturas aut\u00e1rquicas, presid\u00eancia da edilidade e assembleia municipal.<\/p>\n<p>Mas h\u00e1 mais, muito mais, nesta polui\u00e7\u00e3o visual, colorida. Num espa\u00e7o ainda ocupado por vest\u00edgios das legislativas de 18 de maio, os candidatos partilham o pano com as juras de \u201cfuturo\u201d e \u201cmudan\u00e7a\u201d, verbalizam querer \u201cfazer\u201d e \u201cmudar\u201d e prometem \u201chabita\u00e7\u00e3o\u201d, \u201ctransporte\u201d e \u201csa\u00fade\u201d, precedido do \u201cmais\u201d.<\/p>\n<p>Dia 1: Castelo Branco, Portalegre, \u00c9vora, Beja e Faro (regresso a Lisboa)<\/p>\n<p>Partamos para a viagem pol\u00edtica, mas tamb\u00e9m tur\u00edstica e hist\u00f3rica. As liga\u00e7\u00f5es entre as cidades s\u00e3o realizadas por ic\u00f3nicas estradas, perten\u00e7a da mem\u00f3ria coletiva (N2, IP-2 e IP-1), que rasgam o pa\u00eds de norte a sul, pisos com pesado fardo (IP-3) e outros que deixaram de pesar nos bolsos de quem vive no interior, como a Via do Infante (A22) e autoestradas A24, A25, A4 e A23, ex-scuts, hoje gratuitas, ou autoestradas.<\/p>\n<p>A epopeia come\u00e7a bem cedo, de Lisboa, num domingo, pela A1, uma das mais antigas autoestradas nacionais (1961, finalizada em 1991) que liga a capital ao Porto.<\/p>\n<p>A23 dita o primeiro desvio. Transformada em via sem custos para o utilizador, desde janeiro, os p\u00f3rticos, outrora sinal de pagamento de taxas, s\u00e3o atualmente vest\u00edgios da reclama\u00e7\u00e3o aut\u00e1rquica em nome da coes\u00e3o territorial, diminui\u00e7\u00e3o de assimetrias e desenvolvimento do interior do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Primeira paragem: Castelo Branco.<\/p>\n<p>Andr\u00e9 Ventura e o Chega antecipam-se aos restantes cinco candidatos (igual n\u00famero em Bragan\u00e7a, Santar\u00e9m e Guarda) e d\u00e1 as boas-vindas: \u201cSalvar Castelo Branco\u201d.<\/p>\n<p>O atual presidente, Leopoldo Rodrigues (PS), mostra obra, a coliga\u00e7\u00e3o PPD\/PSD-CDS\/PP utiliza o \u201cSempre por todos\u201d, a Iniciativa Liberal promete \u201cAcelerar\u201d a cidade e a habita\u00e7\u00e3o e a CDU exibe um cartaz aut\u00e1rquico sem rosto e o \u201cVota CDU\u201d, t\u00e1tica espalhada em v\u00e1rios pontos do pa\u00eds, dando a ideia de ter ido ao armaz\u00e9m recuperar pe\u00e7as de marketing das \u00faltimas elei\u00e7\u00f5es legislativas e outros atos eleitorais locais.<\/p>\n<p>Apontamos a Sul, \u00e0 capital do Alto Alentejo, pelo IP-2, prolongado tro\u00e7o do interior de uni\u00e3o do norte ao sul. Portalegre \u00e9 a capital de distrito que junta o menor n\u00famero de candidaturas entre as 18. Cinco, no total.<\/p>\n<p>O Chega (deputado Jo\u00e3o Lopes Aleixo) quer a localidade raiana \u201cMaior\u201d, a coliga\u00e7\u00e3o PSD-CDS de Fermelinda Carvalho (recandidata) promete \u201cboas m\u00e3os\u201d, os socialistas (Francisco Silva) e a equipa d\u00e3o asas \u00e0 \u201cPela nossa terra\u201d e os comunistas poupam a cara de Diogo J\u00falio Serra. Concorre ainda Ricardo Rom\u00e3o, do Movimento Candidatura Livre e Independente por Portalegre (CLIP), edil de 2013 a 2021.<\/p>\n<p>Seguimos pelo interior alentejano no mesmo itiner\u00e1rio, IP-2, liga\u00e7\u00e3o Valen\u00e7a (Minho) a Castro Marim (Algarve), com destino a \u00c9vora. Na cidade-museu, Patrim\u00f3nio Mundial da Unesco, apresentam-se \u00e0s urnas um recorde de sete candidaturas: CDU, PS, PSD\/CDS-PP\/PPM, Chega, BE, IL e o Movimento Cuidar de \u00c9vora.<\/p>\n<p>Carlos Pinto de S\u00e1 (CDU) atingiu o limite de mandatos e entregou o testemunho a Jo\u00e3o Oliveira. Mais do que palavras, a face do antigo deputado do PCP, eurodeputado e figura sobejamente conhecida, \u00e9 a arma para perpetuar \u00c9vora no raio comunista.<\/p>\n<p>Os socialistas, foram ao menu de ex-deputados na AR e da Europa e recrutaram o ex-governante Carlos Zorrinho. Sem surpresa, \u201cFor\u00e7a para governar\u201d \u00e9 a frase do cartaz.<\/p>\n<p>A terceira for\u00e7a mais votada em 2021, agora AD, aposta na for\u00e7a do nome pol\u00edtico da coliga\u00e7\u00e3o e aproveita nas promessas o embalo do apelido do candidato, Sim-Sim.<\/p>\n<p>Pelo mesmo alcatr\u00e3o, deslizamos at\u00e9 Beja, Baixo Alentejo. Na terra de um aeroporto (quase) sem avi\u00f5es, o socialista Paulo Ars\u00e9nio, presidente em exerc\u00edcio, promete um \u201cnovo ciclo, a mesma seriedade\u201d no chamariz \u00e0 inscri\u00e7\u00e3o da cruz no boletim de voto.<\/p>\n<p>A coliga\u00e7\u00e3o \u201cBeja Consegue\u201d (PPD\/PSD, CDS-PP e IL), repete Nuno Palma Ferro numa autarquia que quer \u201cMudar\u201d, o BE recicla a palavra \u201cEsquerda\u201d, usada em \u00c9vora, e n\u00e3o s\u00f3. O partido de Ventura inova &#8211; \u201cLutar pelo que \u00e9 nosso\u201d -, sem incluir a cidade nas parangonas. V\u00edtor Picado, CDU entra em \u201cA\u00e7\u00e3o para avan\u00e7ar\u201d e recuperar um antigo basti\u00e3o, onde liderou entre 1976 \u2013 2009 e, posteriormente, entre 2013 e 2017.<\/p>\n<p>Do Itiner\u00e1rio Principal 2 descemos um n\u00famero, para IP-1. Desaguamos na A2, acedemos \u00e0 A22, Via do Infante, rumo a Faro. J\u00e1 foi uma via de gra\u00e7a, ergueu portagens, est\u00e1 outra vez livre de pagamento. A bem da coes\u00e3o territorial.<\/p>\n<p>Na capital algarvia demos a volta \u00e0 rotunda que marca o in\u00edcio da tur\u00edstica N2 (Faro-Chaves). A pedido das pernas, descanso no largo da C\u00e2mara Municipal, local onde oito candidaturas querem sentar-se na cadeira do poder: a coliga\u00e7\u00e3o \u201cFaro Capital de Confian\u00e7a (PSD\/CDS-PP\/IL\/MPT\/PAN)\u201d, Chega, PS, BE, CDU, Livre, Volt e ADN.<\/p>\n<p>O Chega e Pedro Pinto, presidente do grupo parlamentar, inspiram-se em Donald Trump e no \u201cGrande outra vez\u201d, a imagina\u00e7\u00e3o do ADN repete o \u201cnada vai escapar\u201d, tecla repisada onde apresenta candidato(a), o Partido Socialista coloca Faro \u201cacima de tudo\u201d, a coliga\u00e7\u00e3o que junta dois partidos do governo diversifica nas mensagens por cima de uma t\u00f3nica de \u201cFaro de corpo e alma\u201d e o BE fala de uma \u201ccasa comum\u201d.<\/p>\n<p>A luz solar pende. Regresso a Lisboa. O IC-1 (Caminha-Albufeira), durante anos usado como quase exclusiva rota para o Algarve, \u00e9 a escolha natural. Mas uma curiosidade interp\u00f4s-se no caminho e desviou-nos at\u00e9 Odemira (N266 e N120), Concelho de franco crescimento de emigra\u00e7\u00e3o, onde o Chega saiu vitorioso nas legislativas (29,58%) e, a par de Elvas (43,51%), pode vir a tornar-se um basti\u00e3o do Chega, um \u201cVenturaz\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Caminho do antigamente retomado para reviver mem\u00f3rias vivas da saudosa Mimosa, Canal Caveira e de Gr\u00e2ndola, terra que a cantiga de Andr\u00e9 Ventura deseja \u201cLibertar\u201d.<\/p>\n<p>2.\u00ba dia: Coimbra, Viseu, Guarda, Bragan\u00e7a, Vila Real, Braga, Viana do Castelo, Porto e Aveiro<\/p>\n<p>Descanso em Lisboa. No dia seguinte, primeiro dia da semana, o sol espreitou e a A-1 (e as portagens) levou-nos at\u00e9 Coimbra. Na cidade estudantil, as manh\u00e3s n\u00e3o rimam com encanto. O tr\u00e2nsito parece n\u00e3o fluir e o \u201cJuntos Somos Coimbra\u201d (PSD\/CDS PP\/N\u00f3s,Cidad\u00e3os!\/IL\/PPM\/Volt\/MPT), encabe\u00e7ado pelo presidente em exerc\u00edcio, Jos\u00e9 Manuel Silva, prop\u00f5em a solu\u00e7\u00e3o, em letras garrafais: uma nova ponte.<\/p>\n<p>A coliga\u00e7\u00e3o \u201cAvan\u00e7ar Coimbra\u201d (PS\/Livre\/PAN) aposta na antiga ministra da Coes\u00e3o Territorial, Ana Abrunhosa e, a solo, CDU, BE (o ex-l\u00edder parlamentar, Jos\u00e9 Manuel Beleza quer \u201cMudar\u201d), Chega (d\u00e1 um grito ao estilo universit\u00e1rio), Nova Direita e ADN completam o naipe que se apresenta \u00e0s urnas, sete, no total, id\u00eantico n\u00famero em Viseu, Vila Real, Viana do Castelo, pr\u00f3ximas paragens, e \u00c9vora.<\/p>\n<p>O IP-3, tro\u00e7o inaugurado em 1991 pelo ent\u00e3o primeiro-ministro An\u00edbal Cavaco Silva, pensado para ligar a Figueira da Foz a Chaves, ficou, logo \u00e0 partida, circunscrito ao trajeto Coimbra e Viseu. E ficaria batizado com um nome mal-amado.<\/p>\n<p>A \u201cestrada da morte\u201d levou-nos at\u00e9 \u00e0 terra de Viriato. Concorrem PSD, PS, Chega, CDU, IL, ADN e CDS-PP. N\u00e3o faltam cartazes na cidade das rotundas, Viseu.<\/p>\n<p>O dinossauro Fernando Ruas (PSD), ex-presidente da Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Munic\u00edpios Portugueses, regressou \u00e0s lides camar\u00e1rias em 2021. Novamente candidato, anuncia a duplica\u00e7\u00e3o da citada estrada. O PS busca \u201cEnergia\u201d e o Chega quer \u201cMudar a s\u00e9rio\u201d.<\/p>\n<p>Numa Via Sacra livre de taxas (A25), aceleramos at\u00e9 \u00e0 Guarda, cidade mais alta do pa\u00eds. O acesso at\u00e9 \u00e0 c\u00e2mara rivaliza com Viseu no n\u00famero de rotundas, pontos de fluidez de tr\u00e2nsito onde o olhar nem sempre d\u00e1 prioridade ao marketing pol\u00edtico.<\/p>\n<p>Concorrem ao boletim de voto as coliga\u00e7\u00f5es \u201cPela Guarda\u201d (N\u00f3s, Cidad\u00e3os!\/PPM), de S\u00e9rgio Costa, ex-l\u00edder da concelhia do PSD e independente, cujo rosto inunda a cidade, a \u201cGuarda com Ambi\u00e7\u00e3o\u201d (PSD\/CDS-PP\/IL), \u00e0 procura de recuperar o poder. O PS pede coragem para \u201cMudar\u201d e o Chega quer \u201cSalvar\u201d, termo j\u00e1 gasto noutros lados. Quase despercebido, o Bloco de Esquerda s\u00f3 concorre \u00e0 Assembleia Municipal. Parco em imagina\u00e7\u00e3o, repete o slogan \u201cPol\u00edtica que serve as pessoas\u201d. S\u00f3 mudam os atores.<\/p>\n<p><strong>O rasg\u00e3o do T\u00fanel do Mar\u00e3o e o cheiro do Douro vinhateiro<\/strong><\/p>\n<p>Continuamos pelo IP-2 com destino a Bragan\u00e7a, Tr\u00e1s-os-Montes. Na sub-regi\u00e3o Douro Superior inalamos os odores vinhateiros da Quinta do Vale Me\u00e3o, viajamos no tempo at\u00e9 \u00e0 arte Rupestre de Foz C\u00f4a, deixamo-nos deslumbrar com as paisagens da margem esquerda do Rio Douro, a barragem do Pocinho e a vila com mesmo nome, porta de entrada da regi\u00e3o vitivin\u00edcola mais antiga do mundo.<\/p>\n<p>Para a IL, estreia em Bragan\u00e7a, a Sa\u00fade \u00e9 tema de campanha. Paulo Xavier (PSD), atual l\u00edder da autarquia, de camisa branca, sozinho ou ao lado da equipa, aposta em rostos, o PS aponta ao \u201cFuturo\u201d, o Chega inova com uma rima, enquanto a conservadora CDU permanece amarrada ao passado e recicla mensagens de outros combates.<\/p>\n<p>Da transmontana Bragan\u00e7a, capital de Distrito mais a norte, descemos at\u00e9 Vila Real (A-4), elevada nas Escarpas do Rio Corgo, promont\u00f3rio na jun\u00e7\u00e3o dos rios Corgo e Cabril.<\/p>\n<p>O socialista Alexandre Favaios, que n\u00e3o chegou a aquecer o lugar de presidente (7 de maio), impera na paisagem propagand\u00edstica, numa urnas sem alian\u00e7as e sem independentes e \u00e0 qual concorrem ainda PSD, Chega, CDU, Livre, BE e CDS-PP.<\/p>\n<p>Do Alto Douro, seguimos para Braga, cidade dos Arcebispos onde se casa a arquitetura barroca e contempor\u00e2nea. Esventramos o Mar\u00e3o, atrav\u00e9s da desmedida obra de engenharia, maior t\u00fanel mineiro rodovi\u00e1rio da Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica (6km) e elemento fulcral na mobilidade na regi\u00e3o de Tr\u00e1s-os-Montes, inaugurado a 7 de maio de 2016.<\/p>\n<p>Em Braga, a\u201c Energia\u201d de Rui Rocha, antigo l\u00edder da IL, pendura-se em viadutos, postes de eletricidade e rotundas. A mancha liberal ofusca a coliga\u00e7\u00e3o \u201cSomos Braga (PS\/PAN)\u201d, cujo candidato tem o apelido da cidade, \u201cJuntos por Braga (PSD\/CDS-PP\/PPM)\u201d, Chega, IL, Livre, CDU, BE, MPT, ADN e \u201cAmar e servir Braga\u201d, independente.<\/p>\n<p>Deixamos para tr\u00e1s as duas faixas e a uma s\u00f3 (N101), passamos por Lage (a IL afirma ser merecedora de mais), Vila Verde, Ponte de Lima at\u00e9 chegar a Viana do Castelo.<\/p>\n<p>Um aparte. A liga\u00e7\u00e3o Bragan\u00e7a-Viana do Castelo merece ser feita, demoradamente, pela N103 (n\u00e3o passa por Vila Real). Liga o interior transmontano ao litoral minhoto e bordeja o Parque Natural do Montesinho e o Parque Nacional Peneda-Ger\u00eas.<\/p>\n<p>Na cidade dos estaleiros e da filigrana em forma de cora\u00e7\u00e3o, os seis partidos presentes na AR, mais o ADN, n\u00e3o se co\u00edbem de fazer barulho com grandes e pequenos cartazes.<\/p>\n<p>Paulo Morais, ex-PSD, ex-independente nas presidenciais de 2016, Europeias de 2019, apoiado pelo partido N\u00f3s, Cidad\u00e3os! e Partido da Terra (MPT), quer dar \u00e0 cidade (e a si mesmo) um \u201cNovo Rumo\u201d. Encabe\u00e7a a coliga\u00e7\u00e3o da AD e procura ocupar o lugar do socialista Lu\u00eds Nobre, candidato que deposita confian\u00e7a nos vianenses.<\/p>\n<p>O Chega introduz o verbo \u201cAmar\u201d para \u201cSalvar\u201d, o BE quer que Viana saia da Cepa torta e o spin da CDU teima em n\u00e3o encontrar novos termos.<\/p>\n<p><strong>Luta de irm\u00e3os em Aveiro na rua<\/strong><\/p>\n<p>A pressa \u00e9 inimiga do desfrute da paisagem e o eixo escolhido para conectar Viana ao Porto pendeu para o caminho mais r\u00e1pido \u2014 m\u00faltipla escolha de autoestradas \u2014, em detrimento da costeira liga\u00e7\u00e3o Valen\u00e7a-Porto pela EN13.<\/p>\n<p>Na Invicta, apresenta-se a votos PS, Chega, BE, Livre, PTP, Volt, ADN, PLS, CDU, as coliga\u00e7\u00f5es \u201cPorto Primeiro\u201d (N\u00f3s, Cidad\u00e3os!\/PPM), do regressado Nuno Cardoso, e \u201cO Porto Somos N\u00f3s\u201d (PSD\/CDS-PP\/IL) e a candidatura independente \u201cFazer \u00e0 Porto\u201d, de Filipe Ara\u00fajo, vice-presidente de Rui Moreira, que desocupar\u00e1 a cadeira do poder.<\/p>\n<p>No duelo pela ocupa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica na cidade, disputa entre o socialista Manuel Pizarro (em vantagem) e o social-democrata, Pedro Duarte, h\u00e1 apelos \u00e0 seguran\u00e7a, habita\u00e7\u00e3o e transportes, \u00faltima \u00e1rea que Chega e Miguel C\u00f4rte-Real prometem resolver.<\/p>\n<p>O final do segundo dia termina em Aveiro. O voto aveirense \u00e9 cobi\u00e7ado por nove candidaturas (n\u00famero id\u00eantico em Lisboa e Set\u00fabal). A coliga\u00e7\u00e3o Alian\u00e7a Com Aveiro (PSD\/CDS-PP\/PPM), PS, BE, IL, CDU, Chega, Livre, PAN e N\u00f3s, Cidad\u00e3os!, mas s\u00e3o os suspeitos do costume a darem a cara.<\/p>\n<p>Na Veneza portuguesa, os irm\u00e3os Souto, unidos na partilha do apelido familiar, foram separados no campo de batalha pol\u00edtica. Alberto Souto \u00e9 candidato pelo PS, Lu\u00eds Souto Miranda \u00e9 a figura de cartaz da \u201cAlian\u00e7a com Aveiro&#8221;. Ventura aproveita a quest\u00e3o familiar para tentar o compromisso.<\/p>\n<p>Dia 3: de Set\u00fabal a Leiria, Santar\u00e9m no meio<\/p>\n<p>A ponte 25 de Abril e o desvio para a N10, ap\u00f3s alguns quil\u00f3metros de A2, conduz-nos at\u00e9 Set\u00fabal, terra do choco frito, Jos\u00e9 Mourinho e Barbosa du Bocage. Concorrem PS, BE, IL, CDU, Chega, Livre, PAN, N\u00f3s, Cidad\u00e3os! e uma candidata independente.<\/p>\n<p>A antiga comunista e ex-ocupante na avenida dos Ciprestes, Maria Dores Meira, ex-dinossauro sadino, est\u00e1 de volta, reinventada, com laivos de desprendimento partid\u00e1rio, embora, como independente, esteja suportada nos votos de PSD e CDS.<\/p>\n<p>O desejo \u00e9 tanto, que plantou a sede de campanha ao lado do edif\u00edcio municipal sadino, onde ainda mora o ex-camarada, Andr\u00e9 Martins.<\/p>\n<p>O residente nos Pa\u00e7os do Concelho, CDU, quer \u201ccontinuar\u201d a obra e d\u00e1 a cara em tamanho grande, sinalizando ser uma aposta do partido.<\/p>\n<p>O BE refor\u00e7a dois cromos (Daniela Rodrigues, c\u00e2mara e V\u00edtor Rosa, assembleia municipal) para trabalhar pelas \u201cPessoas\u201d e a Iniciativa Liberal futebolizou o discurso.<\/p>\n<p>Bem vis\u00edvel, das rotundas nos acessos ao centro \u00e0 marginal do Sado, o Partido Socialista apresenta 10 mandamentos, entre os quais um Passadi\u00e7o na Arr\u00e1bida, moda aut\u00e1rquica que se seguiu \u00e0s rotundas, polidesportivos e ciclovias.<\/p>\n<p>A A13 \u00e9 a rota escolhida para atravessar o Rio Tejo. Se, nas legislativas, o Lu\u00eds pediu para continuar a trabalhar, cinco meses depois a mesma uni\u00e3o de partidos (menos o PPM), PSD e CDS, lan\u00e7a id\u00eantico pedido em Santar\u00e9m.<\/p>\n<p>Os escalabitanos s\u00e3o assediados pelas coliga\u00e7\u00f5es Alian\u00e7a Democr\u00e1tica (AD), \u201cSantar\u00e9m Cidad\u00e3\u201d, que junta Livre e BE (cartaz com os rostos dos candidatos) e os partidos solistas, PS (quer fazer de Santar\u00e9m Capital), Chega (introduz a repetida palavra, Mudar), IL e CDU (com a cassete gr\u00e1fica, CDU nas Autarquias conheces e confias).<\/p>\n<p>Em Leiria, o CDS concorre sozinho e Nuno Melo, ministro da Defesa do governo AD, foi dar uma ajuda \u00e0 procura de uma maior vota\u00e7\u00e3o dos centristas num teatro de opera\u00e7\u00f5es onde entram sete partidos (PSD, PS, Chega, CDU, CDS-PP, IL, ADN) e uma coliga\u00e7\u00e3o de esquerdas (BE, Livre e PAN), \u201cAvan\u00e7ar Leiria\u201d.<\/p>\n<p>O sociais democratas querem p\u00f4r a cidade do Lis no mapa, os liberais optam por mais iniciativa, o Chega mistura limpeza e respeito na mesma frase e os comunistas optaram pelo mais do mesmo do ponto de vista gr\u00e1fico e da mensagem.<\/p>\n<p>Por fim, no mapeamento da campanha que perdurar\u00e1 na rua, h\u00e1 quem defenda e espere que o amor ven\u00e7a. O ocupante do \u201cgabinete do presidente\u201d, o socialista Gon\u00e7alo Lopes, demonstra \u201cpaix\u00e3o\u201d pela cidade. D. Nuno Henrique Barroso, da ADN, eleva a fasquia dos afetos e faz uma declara\u00e7\u00e3o de amor num estilo \u201cquero-te\u201d.<\/p>\n<p><strong>Onde est\u00e1 Moedas na cidade ocupada por cartazes?<\/strong><\/p>\n<p>O retorno a Lisboa, onde termina a Volta ao Portugal aut\u00e1rquico, concretiza-se pela A8 e pelas intermitentes portagens. Uma escolha consciente dos gastos, sem olhar \u00e0s alternativas das curvas e contracurvas da nacional 8 que nos leva, pelo litoral, do Oeste a Loures, ou por peda\u00e7os do IC-2.<\/p>\n<p>Foi um contrarrel\u00f3gio com partida de Campo de Ourique e que percorreu as principais art\u00e9rias da cidade, avenida da Rep\u00fablica, Fontes Pereira de Melo, Marqu\u00eas de Pombal, Avenida da Liberdade, Rossio, at\u00e9 espreitar o Terreiro do Pa\u00e7o e os Pa\u00e7os do Concelho.<\/p>\n<p>Uma nota saliente do percurso feito. Carlos Moedas, incumbente que encabe\u00e7a a coliga\u00e7\u00e3o \u201cPor ti, Lisboa\u201d (PSD\/CDS-PP\/IL), parece, propositadamente, desaparecido. Se o vizinho Isaltino Morais, em Oeiras, lan\u00e7ou um repto ao eleitorado, na capital a pergunta \u201conde est\u00e1 Moedas\u201d, poderia ser uma arma no bolso dos advers\u00e1rios.<\/p>\n<p>A campanha de Carlos Moedas, candidato \u00e0 perman\u00eancia \u00e0 frente da c\u00e2mara, \u00e9 marcada quase pelo absentismo gr\u00e1fico. A decis\u00e3o do executivo a que preside de querer uma cidade limpa desta polui\u00e7\u00e3o visual justifica a coer\u00eancia de posi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A desafiante, a coliga\u00e7\u00e3o \u201cViver Lisboa\u201d (PS\/Livre\/BE\/PAN), de Alexandra Leit\u00e3o, sorri, sozinha e acompanhada, aos automobilistas, em maior escala do que o seu opositor.<\/p>\n<p>Em grande e, por vezes, em duplicado, a ADN de Adelaide Ferreira pede um papel principal. Nada escapar\u00e1 ao olhar da antiga cantora. Da seguran\u00e7a \u00e0 habita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Indiferente aos apelos de menos cartazes na era digital, CDU, Jo\u00e3o Ferreira, Chega, Bruno Mascarenhas, e a Nova Direita, Ossanda L\u00edber, l\u00edder do partido, n\u00e3o se coibiram de pintar a cidade.<\/p>\n<p>Em algumas vias encheram Lisboa de p\u00eandulos pol\u00edticos. Encavalitam-se nas \u00e1rvores e postes no eixo-central, Saldanha-Entrecampos e na luxuosa Avenida da Liberdade, ocupando o espa\u00e7o prestes a receber luzes natal\u00edcias. O candidato comunista para todo o ato, Jo\u00e3o Ferreira, tem mesmo direito a cara chapada em tamanho grande.<\/p>\n<p>No meio de tanto ru\u00eddo, uma batalha pela aten\u00e7\u00e3o onde entra a publicidade, Volt consegue dar um m\u00ednimo ar de sua gra\u00e7a. PPM\/PTP o e RIR fecham o boletim de voto aut\u00e1rquico mas passam desaparecidos aos olhos de quem conduz.<\/p>\n<p>Fim da volta. Domingo ser\u00e1 dia de elei\u00e7\u00f5es. Segunda-feira saberemos quem s\u00e3o os novos inquilinos do lote habitacional do poder. Mais para a frente fica o balan\u00e7o de quantos cartazes ainda permanecem.<\/p>\n<p>__<br \/><b id=\"s-b-embed-6800000000\" data-stringify-type=\"bold\">A sua newsletter de sempre, agora ainda mais \u00fatil<\/b><br \/>Com o lan\u00e7amento da nova marca de informa\u00e7\u00e3o\u00a0<b>24not\u00edcias<\/b>, estamos a mudar a plataforma de newsletters, aproveitando para refor\u00e7ar a informa\u00e7\u00e3o que os leitores mais valorizam:\u00a0<b>a que lhes \u00e9 \u00fatil, ajuda a tomar decis\u00f5es e a entender o mundo.<\/b><\/p>\n<p><b>Assine a nova newsletter do 24not\u00edcias\u00a0<\/b><b><a href=\"https:\/\/sapo.us1.list-manage.com\/subscribe?u=8f49263740b14ab5854be8045&amp;id=57a39c5e8f\" target=\"_blank\" id=\"s-a-embed-6800000000\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\" data-stringify-link=\"https:\/\/sapo.us1.list-manage.com\/subscribe?u=8f49263740b14ab5854be8045&amp;id=57a39c5e8f\" data-sk=\"tooltip_parent\">aqui<\/a><\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Acompanhe toda a atualidade informativa em\u00a024noticias.sapo.pt Num mundo da comunica\u00e7\u00e3o e informa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica cada vez mais direcionado para&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":104913,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[27,28,15,16,14,25,26,21,22,12,13,19,20,32,23,24,33,17,18,29,30,31],"class_list":{"0":"post-104912","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-portugal","8":"tag-breaking-news","9":"tag-breakingnews","10":"tag-featured-news","11":"tag-featurednews","12":"tag-headlines","13":"tag-latest-news","14":"tag-latestnews","15":"tag-main-news","16":"tag-mainnews","17":"tag-news","18":"tag-noticias","19":"tag-noticias-principais","20":"tag-noticiasprincipais","21":"tag-portugal","22":"tag-principais-noticias","23":"tag-principaisnoticias","24":"tag-pt","25":"tag-top-stories","26":"tag-topstories","27":"tag-ultimas","28":"tag-ultimas-noticias","29":"tag-ultimasnoticias"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/104912","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=104912"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/104912\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/104913"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=104912"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=104912"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=104912"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}