{"id":10577,"date":"2025-07-31T19:02:28","date_gmt":"2025-07-31T19:02:28","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/10577\/"},"modified":"2025-07-31T19:02:28","modified_gmt":"2025-07-31T19:02:28","slug":"macron-acusa-ue-de-fraqueza-face-a-trump-precisamos-de-ser-temidos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/10577\/","title":{"rendered":"Macron acusa UE de fraqueza face a Trump: &#8220;Precisamos de ser temidos&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>  <a href=\"https:\/\/www.euromaster.pt\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer nofollow\">&#13;<br \/>\n    <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Automonitor_900x150-1.jpg\" alt=\"Euromaster\" style=\"max-width: 900px; width: 100%; height: auto; display: block; margin: 0 auto;\"\/>&#13;<br \/>\n  <\/a><\/p>\n<p>O Presidente franc\u00eas Emmanuel Macron criticou duramente a forma como a Uni\u00e3o Europeia conduziu as recentes negocia\u00e7\u00f5es comerciais com os Estados Unidos, afirmando que o bloco europeu \u201cn\u00e3o foi suficientemente temido\u201d para conseguir um acordo mais vantajoso. A declara\u00e7\u00e3o foi feita durante o Conselho de Ministros franc\u00eas, realizado esta quarta-feira, de acordo com uma fonte do governo citada sob anonimato \u2014 pr\u00e1tica comum em Paris nestes contextos.<\/p>\n<p>\u201cO que nos faltou foi sermos temidos. N\u00e3o fomos temidos o suficiente\u201d, ter\u00e1 afirmado Macron, numa clara alus\u00e3o \u00e0 forma como Washington, sob a presid\u00eancia de Donald Trump, acabou por impor termos desfavor\u00e1veis a Bruxelas.<\/p>\n<p>O novo acordo, fechado no domingo entre Trump e a presidente da Comiss\u00e3o Europeia, Ursula von der Leyen, prev\u00ea a aplica\u00e7\u00e3o de tarifas de 15% sobre a maioria das exporta\u00e7\u00f5es da Uni\u00e3o Europeia para os Estados Unidos. Uma medida que, embora n\u00e3o t\u00e3o severa quanto os 30% inicialmente amea\u00e7ados pela administra\u00e7\u00e3o norte-americana, representa ainda assim um golpe significativo para v\u00e1rias ind\u00fastrias europeias.<\/p>\n<p>Macron manteve-se em sil\u00eancio nos dias que se seguiram ao an\u00fancio do acordo, ao contr\u00e1rio do seu primeiro-ministro, que classificou o pacto como \u201cum dia negro\u201d para a Europa. Apesar disso, o presidente franc\u00eas reconheceu que o entendimento traz alguma \u201cclareza de curto prazo\u201d, e elogiou os negociadores europeus pelo seu esfor\u00e7o em \u201cproteger os interesses franceses e europeus em condi\u00e7\u00f5es particularmente dif\u00edceis\u201d.<\/p>\n<p>Ainda assim, Macron deixou claro que, na sua vis\u00e3o, o trabalho est\u00e1 longe de estar conclu\u00eddo: \u201cA hist\u00f3ria n\u00e3o acabou e n\u00e3o vamos ficar por aqui\u201d, declarou.<\/p>\n<p>A resposta francesa ao acordo tem sido particularmente cr\u00edtica, contrastando com a posi\u00e7\u00e3o mais conciliadora de outros l\u00edderes europeus. O chanceler alem\u00e3o Friedrich Merz, cujo pa\u00eds depende fortemente das exporta\u00e7\u00f5es, e a primeira-ministra italiana Giorgia Meloni, manifestaram apoio ao pacto, sublinhando a import\u00e2ncia de estabilizar rapidamente as rela\u00e7\u00f5es comerciais com Washington.<\/p>\n<p>J\u00e1 Paris assumiu a dianteira na contesta\u00e7\u00e3o pol\u00edtica ao entendimento, exigindo uma postura mais dura da parte de Bruxelas. Na segunda-feira, o ministro do Com\u00e9rcio franc\u00eas, Laurent Saint-Martin, e o ministro dos Assuntos Europeus, Benjamin Haddad, apelaram \u00e0 Comiss\u00e3o Europeia para que recorra ao Instrumento Anti-Coer\u00e7\u00e3o \u2014 uma ferramenta concebida para responder a press\u00f5es econ\u00f3micas externas, permitindo \u00e0 UE restringir o acesso de empresas estrangeiras a contratos p\u00fablicos, investimentos e mercados financeiros no espa\u00e7o europeu.<\/p>\n<p>Apesar de a Fran\u00e7a ter expressado publicamente apoio \u00e0 estrat\u00e9gia negocial de von der Leyen, fontes do governo franc\u00eas revelaram que, em privado, Paris tem vindo a pressionar Bruxelas a adotar uma abordagem mais agressiva. Ao mesmo tempo, as autoridades francesas procuraram proteger setores-chave da sua economia, como o dos vinhos e bebidas espirituosas, dos efeitos da guerra comercial com os EUA.<\/p>\n<p>A Comiss\u00e3o Europeia, por seu lado, tem respondido \u00e0s cr\u00edticas com firmeza. Fontes pr\u00f3ximas da equipa de negocia\u00e7\u00e3o consideram que o acordo alcan\u00e7ado representa \u201cuma melhoria significativa\u201d face \u00e0s tarifas de 30% inicialmente propostas pela Casa Branca, e que as cr\u00edticas surgem apenas a posteriori, numa esp\u00e9cie de \u201cjulgamento \u00e0 segunda-feira\u201d.<\/p>\n<p>Para os defensores do pacto, o acordo foi uma solu\u00e7\u00e3o de compromisso que evitou um cen\u00e1rio ainda mais penalizador para os exportadores europeus. No entanto, para Macron e o governo franc\u00eas, a li\u00e7\u00e3o a retirar \u00e9 clara: a Uni\u00e3o Europeia precisa de se afirmar com mais for\u00e7a na cena internacional e deixar de ser vista como um parceiro comercial fr\u00e1gil.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"&#13; &#13; O Presidente franc\u00eas Emmanuel Macron criticou duramente a forma como a Uni\u00e3o Europeia conduziu as recentes&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":10578,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[83],"tags":[88,89,90,32,33],"class_list":{"0":"post-10577","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-empresas","8":"tag-business","9":"tag-economy","10":"tag-empresas","11":"tag-portugal","12":"tag-pt"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10577","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10577"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10577\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/10578"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10577"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10577"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10577"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}