{"id":107353,"date":"2025-10-12T07:56:12","date_gmt":"2025-10-12T07:56:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/107353\/"},"modified":"2025-10-12T07:56:12","modified_gmt":"2025-10-12T07:56:12","slug":"dia-mundial-das-doencas-reumaticas-conhecer-para-cuidar-melhor-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/107353\/","title":{"rendered":"Dia Mundial das Doen\u00e7as Reum\u00e1ticas: conhecer para cuidar melhor"},"content":{"rendered":"<p>\n\t\t\t\t\t\t\t\tNat\u00e1lia Oliveira \u2013 N\u00facleo de Estudos de Doen\u00e7as Autoimunes da SPMI \/ Coordenadora da Unidade de Doen\u00e7as Autoimunes da ULSTS\t\t\t\t\t\t\t\t<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#13;<br \/>\n\tO Dia Mundial das Doen\u00e7as Reum\u00e1ticas, assinalado a 12 de outubro, \u00e9 um momento privilegiado para refletir sobre a relev\u00e2ncia crescente destas patologias no \u00e2mbito da Medicina Interna e, em particular, das doen\u00e7as autoimunes sist\u00e9micas.<br \/>&#13;<br \/>\n\tEste dia convida-nos a olhar com aten\u00e7\u00e3o para um grupo de doen\u00e7as que afeta milh\u00f5es de pessoas em todo o mundo \u2014 e Portugal n\u00e3o \u00e9 exce\u00e7\u00e3o. Estima-se que 56 % da popula\u00e7\u00e3o portuguesa possa ter uma doen\u00e7a reum\u00e1tica, respons\u00e1veis, na maioria dos casos, por incapacidade f\u00edsica prolongada, perda de autonomia, elevado impacto psicol\u00f3gico e consequente absentismo laboral ou reformas antecipadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#13;<br \/>\n\tAs doen\u00e7as reum\u00e1ticas podem surgir em qualquer idade e incluem um vasto conjunto de entidades cl\u00ednicas, muitas de natureza autoimune, como o l\u00fapus eritematoso sist\u00e9mico, a s\u00edndrome de Sj\u00f6gren, a artrite idiop\u00e1tica juvenil, a esclerose sist\u00e9mica, a doen\u00e7a de Beh\u00e7et e as vasculites. Com express\u00e3o cl\u00ednica heterog\u00e9nea e frequentemente insidiosa \u2014 dores articulares persistentes, febre, fadiga intensa, altera\u00e7\u00f5es cut\u00e2neas ou problemas nos rins, pulm\u00f5es ou cora\u00e7\u00e3o \u2014 estas patologias colocam desafios diagn\u00f3sticos e terap\u00eauticos significativos, exigindo acompanhamento multidisciplinar e uma abordagem verdadeiramente hol\u00edstica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#13;<br \/>\n\tO m\u00e9dico internista tem um papel fundamental na identifica\u00e7\u00e3o precoce e no seguimento destas doen\u00e7as. A capacidade de integrar sinais e sintomas multissist\u00e9micos \u00e9 essencial para reconhecer padr\u00f5es cl\u00ednicos sugestivos e encaminhar atempadamente para investiga\u00e7\u00e3o especializada. O seguimento regular permite avaliar a evolu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a, monitorizar complica\u00e7\u00f5es e gerir comorbilidades, incluindo o risco cardiovascular acrescido, a osteoporose induzida por corticoterapia e as infe\u00e7\u00f5es associadas \u00e0 imunossupress\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#13;<br \/>\n\tApesar dos desafios, a medicina tem feito grandes progressos. Os avan\u00e7os terap\u00eauticos das \u00faltimas d\u00e9cadas \u2014 dos f\u00e1rmacos biol\u00f3gicos \u00e0s terapias alvo dirigidas a vias espec\u00edficas da resposta imunit\u00e1ria \u2014 transformaram o progn\u00f3stico de muitos doentes, permitindo controlar melhor a doen\u00e7a e oferecer uma qualidade de vida muito superior \u00e0 de d\u00e9cadas passadas. Ainda assim, a dete\u00e7\u00e3o precoce continua a ser essencial para evitar complica\u00e7\u00f5es e preservar a sa\u00fade a longo prazo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#13;<br \/>\n\tCuidar da sa\u00fade come\u00e7a pelo conhecimento. Ao dar visibilidade a estas doen\u00e7as, abrimos caminho para diagn\u00f3sticos mais r\u00e1pidos, tratamentos mais eficazes e, sobretudo, para uma melhor qualidade de vida de todos os que enfrentam diariamente o desafio de uma doen\u00e7a reum\u00e1tica. Persistem, contudo, importantes metas: definir estrat\u00e9gias terap\u00eauticas personalizadas, gerir complica\u00e7\u00f5es e comorbilidades cumulativas, garantir acesso equitativo \u00e0s terapias inovadoras e integrar medidas n\u00e3o farmacol\u00f3gicas \u2014 como exerc\u00edcio f\u00edsico, nutri\u00e7\u00e3o adequada, apoio psicol\u00f3gico e estrat\u00e9gias de autocuidado \u2014 cuja import\u00e2ncia \u00e9 cada vez mais sustentada pela evid\u00eancia cient\u00edfica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#13;<br \/>\n\tEste dia \u00e9 mais do que um marco simb\u00f3lico: \u00e9 uma oportunidade para refor\u00e7ar a sensibiliza\u00e7\u00e3o p\u00fablica, o diagn\u00f3stico precoce, a investiga\u00e7\u00e3o cl\u00ednica e a colabora\u00e7\u00e3o entre especialidades. \u00c9 tamb\u00e9m um apelo \u00e0 consci\u00eancia coletiva, atrav\u00e9s do reconhecimento de sinais de alerta, da procura atempada de ajuda m\u00e9dica e da cria\u00e7\u00e3o de meios que apoiem os doentes para que mantenham uma vida ativa e plena. Informar, esclarecer e desmistificar s\u00e3o passos essenciais para que cada pessoa, doente ou n\u00e3o, possa agir a tempo e participar ativamente na pr\u00f3pria sa\u00fade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#13;<br \/>\n\tEnquanto m\u00e9dicos \u2014 e em particular como internistas \u2014 temos a responsabilidade de ser facilitadores desta ponte entre ci\u00eancia, pr\u00e1tica cl\u00ednica e qualidade de vida. O desafio \u00e9 claro: continuar a construir caminhos para o futuro, centrando os cuidados de sa\u00fade no doente, sustentados no conhecimento cient\u00edfico e na colabora\u00e7\u00e3o multidisciplinar.<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n\t\u00a0<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n\tMiligrama<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n\t\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Nat\u00e1lia Oliveira \u2013 N\u00facleo de Estudos de Doen\u00e7as Autoimunes da SPMI \/ Coordenadora da Unidade de Doen\u00e7as Autoimunes&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":107354,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[86],"tags":[116,32,33,117],"class_list":{"0":"post-107353","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-saude","8":"tag-health","9":"tag-portugal","10":"tag-pt","11":"tag-saude"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/107353","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=107353"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/107353\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/107354"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=107353"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=107353"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=107353"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}