{"id":107391,"date":"2025-10-12T08:38:13","date_gmt":"2025-10-12T08:38:13","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/107391\/"},"modified":"2025-10-12T08:38:13","modified_gmt":"2025-10-12T08:38:13","slug":"itamar-vieira-jr-lanca-novo-livro-e-fala-a-veja-vivemos-em-eterna-disputa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/107391\/","title":{"rendered":"Itamar Vieira Jr. lan\u00e7a novo livro e fala a VEJA: \u201cVivemos em eterna disputa\u201d"},"content":{"rendered":"<p>Durante o processo de escrita de <strong>Torto Arado<\/strong>, sucesso contempor\u00e2neo que j\u00e1 vendeu mais de 1 milh\u00e3o de c\u00f3pias, ficou claro para o escritor baiano<strong> Itamar Vieira Jr.<\/strong> que ele tinha mais coisas a dizer ainda do que as 264 p\u00e1ginas do romance permitiam. \u201cQuando comecei a escrever Torto Arado, eu n\u00e3o tinha no\u00e7\u00e3o de que seria uma trilogia. Mas, durante a escrita, eu vi que n\u00e3o conseguiria dar conta de tudo aquilo que eu queria expressar\u201d, diz o autor a <b>VEJA<\/b>.\u00a0<\/p>\n<p>O que come\u00e7ou como uma inquieta\u00e7\u00e3o se transformou em tr\u00eas universos complexos e particulares permeados pela quest\u00e3o da terra, no que o autor chamou de <strong>Trilogia da Terra<\/strong>. No primeiro livro, Torto Arado (Todavia, 2019), o palco \u00e9 a regi\u00e3o da Chapada Diamantina, na Bahia, e sua narrativa contempla as nuances do sofrimento do povo brasileiro e da riqueza de seu sincretismo religioso e cultural.\u00a0\u00a0<\/p>\n<p>Em Salvar o Fogo (Todavia, 2023), segundo volume, o cen\u00e1rio \u00e9 um mosteiro abandonado no rec\u00f4ncavo baiano e a rela\u00e7\u00e3o de uma personagem marginalizada pela sociedade com uma crian\u00e7a \u00f3rf\u00e3 de m\u00e3e do povoado. No rec\u00e9m-lan\u00e7ado Cora\u00e7\u00e3o Sem Medo (Todavia, 2025), o retrato da vida interiorana d\u00e1 lugar \u00e0 vida na cidade, que tamb\u00e9m se revela como local de in\u00fameras disputas territoriais: \u201cUma parcela significativa da cidade precisa habitar \u00e1reas conflagradas pelo crime organizado, mas que tamb\u00e9m s\u00e3o atravessadas por uma viol\u00eancia estatal\u201d, afirma Itamar, j\u00e1 revelando parte do drama que acomete sua nova protagonista, <strong>Rita Preta<\/strong>.<\/p>\n<p>    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-5929701 size-medium\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/coracao-sem-medo-1.jpg\" border=\"0\" alt=\"Capa do livro 'Cora\u00e7\u00e3o Sem Medo', de Itamar Vieira Jr.\" title=\"coracao sem medo (1)\" width=\"197\" height=\"300\" data-restrict=\"false\" data-portal-copyright=\"Editora Todavia\" data-image-caption=\"Capa do livro 'Cora\u00e7\u00e3o Sem Medo', de Itamar Vieira Jr. \" data-image-title=\"\" data-image-source=\"Divulga\u00e7\u00e3o\"\/><br \/>\n     Capa do livro \u2018Cora\u00e7\u00e3o Sem Medo\u2019, de Itamar Vieira Jr. (Editora Todavia\/Divulga\u00e7\u00e3o)<\/p>\n<p>Rita Preta \u00e9 m\u00e3e solo de tr\u00eas filhos, moradora da periferia e funcion\u00e1ria em um supermercado que funciona sob jornadas exaustivas de trabalho. Logo nos primeiros cap\u00edtulos da obra, a vida de Rita \u00e9 atravessada pelo sumi\u00e7o do filho mais velho Cid, um adolescente que desapareceu ap\u00f3s uma sucess\u00e3o de brigas com a m\u00e3e. Rita Preta, cercada pela solid\u00e3o, enfrenta ao mesmo tempo o medo pela aus\u00eancia do filho, a neglig\u00eancia do estado em solucionar o desaparecimento, a burocracia e a falta de acolhimento em um momento de fragilidade e a possibilidade de Cid ter sido v\u00edtima de viol\u00eancia estrutural.\u00a0<\/p>\n<p>    Continua ap\u00f3s a publicidade<\/p>\n<p>O livro conecta personagens do passado ao presente, contando a hist\u00f3ria de gera\u00e7\u00f5es marcadas pelo legado colonial e o modo de vida escravista. Rita Preta, n\u00e3o por acaso, \u00e9 descendente de Donana, a curandeira e parteira de Torto Arado. Confira, a seguir, a conversa de <b>VEJA <\/b>com Itamar Vieira Jr sobre o fechamento da Trilogia da Terra:\u00a0<\/p>\n<p><b>O livro come\u00e7a e se passa inicialmente no ambiente urbano, um pouco diferente dos outros livros da trilogia. Qual a interpreta\u00e7\u00e3o que voc\u00ea faz da cidade dentro desse conceito da terra? <\/b>Este \u00faltimo volume encerra com aqueles que foram completamente desterrados e que precisaram migrar para a cidade. Mas mesmo na cidade, a terra e o territ\u00f3rio continuam em disputa, pela precariza\u00e7\u00e3o das moradias, por exemplo. Uma parcela significativa da cidade precisa habitar \u00e1reas conflagradas pelo crime organizado, mas que tamb\u00e9m s\u00e3o atravessadas por uma viol\u00eancia que \u00e9 estatal. O corpo que tamb\u00e9m \u00e9 territ\u00f3rio e est\u00e1 em disputa. Quem tem direito de viver e de morrer na cidade? Essa \u00e9 a dire\u00e7\u00e3o para onde a hist\u00f3ria caminha no desfecho da trilogia.<\/p>\n<p><b>Ent\u00e3o, esses conflitos, embora se passem em ambientes completamente diferentes, teriam a g\u00eanese ou as mesmas caracter\u00edsticas? <\/b>Sim, \u00e9 ineg\u00e1vel que t\u00eam a mesma g\u00eanese. Nos tr\u00eas romances estamos, de alguma maneira, pensando a partir da vida das personagens a gente desse microcosmo da fam\u00edlia, o legado colonial e escravista que o Brasil precisa enfrentar e que atravessa de uma maneira muito contundente a vida de todas as pessoas. \u00c9 essa a quest\u00e3o. Seja no campo ou na cidade, a viol\u00eancia existe e persiste, porque ainda n\u00e3o soubemos como romper com esse passado colonial e escravista.<\/p>\n<p>    Continua ap\u00f3s a publicidade<\/p>\n<p><b>Como isso aparece em <\/b><b>Cora\u00e7\u00e3o Sem Medo<\/b><b>?\u00a0<\/b>A gente tem a personagem Rita Preta, que \u00e9 descendente da dona Ana Chap\u00e9u Grande, a matriarca de Torto Arado, av\u00f3 de Bibiana. E Rita Preta foi levada para trabalhar na cidade aos 12 anos. Quantas meninas viveram isso ao longo do s\u00e9culo XX, sendo retiradas de suas casas para trabalhar na cidade com 12, 13, 14 anos? Quando a hist\u00f3ria come\u00e7a, ela j\u00e1 rompeu com tudo isso. Ela j\u00e1 \u00e9 m\u00e3e de tr\u00eas filhos e trabalha num supermercado, mas ainda assim continua v\u00edtima dessa viol\u00eancia estrutural. Por ser mulher e por ser negra, ela habita os limites da cidade, onde o crime conflagrou, junto com o Estado, em uma guerra que vitima inocentes a todo momento. E ela se v\u00ea atravessada por isso, por esse desaparecimento do filho, que pode ter sido v\u00edtima de uma viol\u00eancia estrutural. N\u00e3o d\u00e1 para pensar nos grandes problemas brasileiros, na falta de territ\u00f3rio, na viol\u00eancia racial ou na viol\u00eancia urbana se a gente n\u00e3o olhar de uma maneira definitiva para os fen\u00f4menos que moldaram a nossa sociedade. E da\u00ed o mais importante \u00e9 a estrutura colonial que permanece, porque ela criou uma forma de ver o mundo que n\u00f3s nunca abandonamos. Essas hist\u00f3rias tocam nesses pontos, mas sem tirar do horizonte a perspectiva de mudan\u00e7as. Isso \u00e9 o mais importante. Apesar de ser uma viol\u00eancia estrutural, ela j\u00e1 n\u00e3o vai determinar mais a vida das pessoas, se as pessoas de alguma maneira se educarem e conhecerem porque vivem dessas maneiras.<\/p>\n<p><b>Mesmo ap\u00f3s o fim da trilogia, acha que esse tema continuar\u00e1 a ressoar na sua fic\u00e7\u00e3o?\u00a0<\/b>Nos pr\u00f3ximos romances talvez n\u00e3o, at\u00e9 porque h\u00e1 outras varia\u00e7\u00f5es da experi\u00eancia do ser humano que me interessam. Mas \u00e9 muito prov\u00e1vel que em algum momento volte, porque essa \u00e9 uma quest\u00e3o que atravessa a vida de todos. Se a gente pensar nas origens da desigualdade brasileira, \u00e9 ineg\u00e1vel que isso n\u00e3o venha em algum momento aparecer. Vivemos em um mundo em eterna disputa, e a quest\u00e3o de quem vai sobreviver talvez volte a aparecer no futuro.\u00a0<\/p>\n<p><b>Quais seriam essas varia\u00e7\u00f5es da experi\u00eancia humana que te interessam? <\/b>Entender as subjetividades do homem como ele atravessa a hist\u00f3ria de uma maneira \u00edntegra, como \u00e9 que ele consegue passar seu legado e sua heran\u00e7a adiante. A hist\u00f3ria que Rita Preta vive n\u00e3o \u00e9 muito diferente, por exemplo, de outras hist\u00f3rias que foram escritas ao longo do tempo. O drama que Rita Preta vive foi vivido por H\u00e9cuba de Eur\u00edpides, na Gr\u00e9cia, [escrita por volta de 424 a.C]. M\u00e3e Coragem e Os Seus Filhos do Brecht tamb\u00e9m toca nesse tema. H\u00e1 cerca de 50 anos foi publicado um romance na Europa, escrito por Agustin Gomez-Arcos, que se chama Ana N\u00e3o e conta a hist\u00f3ria de Ana Pa\u00facha, em busca do seu filho Jesus Pa\u00facha, que foi que foi lutar na Guerra Civil Espanhola. A mulher foge de David Grossman conta a hist\u00f3ria de uma m\u00e3e que sai de casa e muda de endere\u00e7o para n\u00e3o receber a not\u00edcia do filho que foi lutar na guerra entre Israel e Palestina e pode ter morrido. Embora haja a\u00ed a quest\u00e3o da terra e do territ\u00f3rio, esse \u00e9 um drama humano que atravessa todos os tempos da hist\u00f3ria. E no Brasil n\u00e3o \u00e9 diferente, porque vivemos um tempo em que muitas m\u00e3es sofrem e reclamam o corpo dos filhos desaparecidos ou choram pelos seus filhos mortos nessa guerra sem fim entre o crime organizado e a pol\u00edcia e as institui\u00e7\u00f5es do estado. Me interessa entender como o ser humano atravessa esses momentos cr\u00edticos da hist\u00f3ria da humanidade. Eu acho que essa tens\u00e3o sempre vai estar no horizonte para pensar como o ser humano, apesar das diversidades, consegue sobreviver \u00e0 viol\u00eancia da hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>    Continua ap\u00f3s a publicidade<\/p>\n<p><b>Os traumas dos personagens s\u00e3o bastante marcantes na Trilogia da Terra como um todo. Seriam os traumas fontes inesgot\u00e1veis para a fic\u00e7\u00e3o? <\/b>Eu acho que a fic\u00e7\u00e3o se debru\u00e7a sobre a experi\u00eancia humana em todos os tempos e da hist\u00f3ria e vai continuar a se debru\u00e7ar. A experi\u00eancia humana \u00e9 feita dessa diversidade. Quando a gente fala de experi\u00eancia, eu n\u00e3o penso apenas nos traumas, mas penso em como o ser humano vive no mundo. A gente vai encontrar romances, por exemplo, onde o humor est\u00e1 no primeiro plano. Tem um exemplo maravilhoso, est\u00e1 em muitos livros do Jorge Amado, mas a gente vai encontrar na novela O Compadre de Ogum ou na outra novela A Morte e a Morte de Quincas Berro d\u2019\u00c1gua, que mesmo com a leveza da hist\u00f3ria, est\u00e1 concentrada em quest\u00f5es cruciais e fundamentais para o ser humano. Eu acho que toda a escrita gira em torno dessa incapacidade do ser humano de definir alguns sentimentos e alguns fen\u00f4menos da vida. Nos interessa compreender o nascer e o morrer e tamb\u00e9m entender o amor e \u00f3dio e essa linha t\u00eanue que divide esses dois sentimentos. Toda escrita no fundo se debru\u00e7a sobre essa experi\u00eancia humana, que \u00e9 uma experi\u00eancia complexa, mas que \u00e9 tamb\u00e9m universal e atravessa a hist\u00f3ria do homem em todos os tempos.\u00a0<\/p>\n<p><b>\u00c9 por causa disso que voc\u00ea se incomoda com o conceito de literatura regional? <\/b>Exatamente. Eu acho que o regional \u00e9 sempre um conceito definido numa rela\u00e7\u00e3o de poder e de quem \u00e9 o centro, de quem guarda essa centralidade. Ou nada \u00e9 regional ou tudo \u00e9 regional. Para uma personagem que vive no interior do Nordeste, talvez a cidade de S\u00e3o Paulo possa ser regional, porque guarda diferen\u00e7as de vida, de tempo, de hist\u00f3ria. Mas eu sempre refuto esse r\u00f3tulo de regional, porque toda hist\u00f3ria \u00e9 escrita a partir de seu centro, e ela s\u00f3 pode ser regional numa rela\u00e7\u00e3o de hierarquia entre quem domina e quem \u00e9 dominado. N\u00e3o me agrada muito essa rela\u00e7\u00e3o de hierarquia.\u00a0<\/p>\n<p><b>O personagem do Cainho, sempre mergulhado nos livros e na escrita, foi inspirado em voc\u00ea de alguma forma?\u00a0<\/b>Enquanto eu escrevia, n\u00e3o pensava que Cainho era um alter-ego meu, at\u00e9 porque eu acho que tem diferen\u00e7as muito importantes entre a minha a vida e a vida dele. Mas tem coisas que se tocam. Talvez na minha compreens\u00e3o sobre a literatura, que \u00e9 uma compreens\u00e3o muito abrangente e que v\u00ea o ato de imaginar hist\u00f3rias como um poder para restituir lacunas que existem na nossa vida. Eu acho que, nesse sentido, eu compartilho com o personagem Cainho a sua vis\u00e3o de mundo, de literatura, de hist\u00f3ria. Ele \u00e9 um jovem que est\u00e1 escrevendo e, ainda na adolesc\u00eancia, n\u00e3o sabe muito bem o que quer. Ele se interessa pela leitura, mas est\u00e1 escrevendo de uma maneira desordenada. Anos depois do desaparecimento do irm\u00e3o, ele vai se voltar para o que ele escreveu e descobrir que ele n\u00e3o tinha escrito nada sobre esse personagem, que virou uma aus\u00eancia. E a\u00ed ele decide de uma maneira intuitiva que ele vai escrever, imaginando as passagens da vida e da hist\u00f3ria que ele n\u00e3o conheceu sobre seu irm\u00e3o. A\u00ed entra esse poder quase m\u00e1gico que a literatura tem de restituir a nossa humanidade, de nos restituir aquilo que foi retirado, que foi brutalmente arrancado de nossas vidas. Pensando por essa perspectiva, eu acho que eu compartilho com Cainho essa vis\u00e3o de mundo e de literatura.\u00a0<\/p>\n<p>    Continua ap\u00f3s a publicidade<\/p>\n<p><b>A Rita Preta tem esses flashes de um passado traum\u00e1tico e ela fala constantemente de uma correnteza que causou uma trag\u00e9dia em sua vida. Qual \u00e9 o simbolismo que esse rio e essa natureza em conflito carrega?\u00a0<\/b>As hist\u00f3rias se comunicam nesse sentido. N\u00e3o tem nada a ver com o realismo m\u00e1gico, mas s\u00e3o as express\u00f5es de vidas, das pessoas que s\u00e3o diversas. Em Torto Arado, a gente tem o Jar\u00ea presente, que imprime nas personagens uma cosmovis\u00e3o de mundo, a possibilidade de se comunicar com seres encantados, com esp\u00edritos. Em Salvar o Fogo, a gente tem a personagem Luzia, a quem se credita os dons m\u00e1gicos, como incendiar os lugares, e a gente n\u00e3o sabe muito bem se isso \u00e9 verdade. Al\u00e9m da capacidade que ela tem de ver e sentir coisas que a maioria das pessoas n\u00e3o sentem. Em Cora\u00e7\u00e3o Sem Medo, a personagem Rita, ao longo de toda a hist\u00f3ria, \u00e9 assolada por sonhos, que comunicam muito do seu passado mas tamb\u00e9m do seu presente, do que est\u00e1 por vir. N\u00e3o h\u00e1 nada de especial nesses sonhos, a n\u00e3o ser para a hist\u00f3ria. Todos n\u00f3s, seres humanos, temos essa capacidade de sonhar e entendemos a linguagem, a linguagem difusa e confusa dos sonhos, mesmo que a gente n\u00e3o consiga interpret\u00e1-los. Ent\u00e3o, o que a Rita nos mostra \u00e9 que aquilo que vivemos hoje, muitas vezes, foi determinado, recebendo uma influ\u00eancia do passado. As coisas n\u00e3o acontecem ao acaso. Elas seguem uma trilha que foi determinada muito antes de n\u00f3s. E Rita vai, aos poucos, ganhando essa consci\u00eancia tamb\u00e9m.<\/p>\n<p>Acompanhe not\u00edcias e dicas culturais nos blogs a seguir:<\/p>\n<ul>\n<li><a href=\"https:\/\/veja.abril.com.br\/coluna\/tela-plana\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">Tela Plana<\/a> para novidades da TV e do streaming<\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/veja.abril.com.br\/coluna\/o-som-e-a-furia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">O Som e a F\u00faria<\/a> sobre artistas e lan\u00e7amentos musicais<br \/><a href=\"https:\/\/veja.abril.com.br\/coluna\/em-cartaz\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\"><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/veja.abril.com.br\/coluna\/em-cartaz\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">Em Cartaz<\/a> traz dicas de filmes no cinema e no streaming<\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/veja.abril.com.br\/noticias-sobre\/livro\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">Livros<\/a> para not\u00edcias sobre literatura e mercado editorial<\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Durante o processo de escrita de Torto Arado, sucesso contempor\u00e2neo que j\u00e1 vendeu mais de 1 milh\u00e3o de&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":107392,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[143],"tags":[169,114,115,170,32,33],"class_list":{"0":"post-107391","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-livros","8":"tag-books","9":"tag-entertainment","10":"tag-entretenimento","11":"tag-livros","12":"tag-portugal","13":"tag-pt"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/107391","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=107391"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/107391\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/107392"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=107391"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=107391"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=107391"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}