{"id":107615,"date":"2025-10-12T12:34:09","date_gmt":"2025-10-12T12:34:09","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/107615\/"},"modified":"2025-10-12T12:34:09","modified_gmt":"2025-10-12T12:34:09","slug":"alerta-europeu-para-peixe-perigoso-que-continua-a-venda-em-portugal-apesar-de-estar-proibido-noutros-paises","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/107615\/","title":{"rendered":"Alerta europeu para peixe perigoso que continua \u00e0 venda em Portugal apesar de estar proibido noutros pa\u00edses"},"content":{"rendered":"<p><strong>Um peixe <strong>considerado perigos<\/strong>o para a sa\u00fade e muito popular em restaurantes e peixarias est\u00e1 a gerar nova preocupa\u00e7\u00e3o entre as autoridades sanit\u00e1rias.<\/strong> <strong>\u00c9 conhecido como peixe-manteiga e \u00e9 apreciado pelo sabor delicado, mas pode causar s\u00e9rios problemas de sa\u00fade. Em Portugal, a sua venda \u00e9 legal, mas em v\u00e1rios pa\u00edses, incluindo Jap\u00e3o e It\u00e1lia, o consumo est\u00e1 proibido devido aos riscos que representa. Trata-se do escolar (Lepidocybium flavobrunneum), um peixe de \u00e1guas profundas cuja carne, rica em gordura, est\u00e1 novamente no centro de um alerta internacional, desta vez lan\u00e7ado pelas autoridades da Dinamarca, segundo aponta a revista AS.<\/strong><\/p>\n<p>O escolar \u00e9 bastante apreciado em pa\u00edses como Espanha e Portugal, onde \u00e9 muitas vezes vendido sob o nome de \u201cpeixe-manteiga\u201d. A textura firme e o sabor intenso tornam-no uma op\u00e7\u00e3o comum em restaurantes de sushi ou pratos de peixe grelhado. <\/p>\n<p>No entanto, a sua popularidade esconde um risco pouco conhecido: o peixe cont\u00e9m altos n\u00edveis de \u00e9steres de cera, um tipo de gordura que o organismo humano n\u00e3o consegue digerir.<\/p>\n<p>Segundo a Administra\u00e7\u00e3o Veterin\u00e1ria e de Alimentos da Dinamarca (F\u00f8devarestyrelsen), estas subst\u00e2ncias podem causar efeitos laxantes severos, semelhantes aos do \u00f3leo de r\u00edcino, provocando dores abdominais, n\u00e1useas e diarreia intensa. O problema \u00e9 particularmente frequente quando este peixe considerado perigoso n\u00e3o \u00e9 cozinhado de forma adequada.<\/p>\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Rea\u00e7\u00f5es e cuidados na prepara\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>De acordo com a mesma fonte, as autoridades sanit\u00e1rias dinamarquesas recomendam evitar o consumo cru ou mal passado e insistem em tratamentos t\u00e9rmicos rigorosos, como ferver ou fritar a temperaturas elevadas, para reduzir os riscos. <\/p>\n<p>Tamb\u00e9m alertam que a \u00e1gua de cozedura e a gordura libertada n\u00e3o devem ser reutilizadas, j\u00e1 que cont\u00eam as mesmas subst\u00e2ncias indesej\u00e1veis.<\/p>\n<p>Um dos formatos considerados mais perigosos \u00e9 o escolar fumado a frio, um m\u00e9todo que n\u00e3o atinge temperaturas suficientes para eliminar as ceras presentes no peixe. Por essa raz\u00e3o, a comercializa\u00e7\u00e3o deste produto est\u00e1 proibida na Dinamarca, medida que refor\u00e7a o alerta sobre o seu consumo em cru.<\/p>\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Proibido em v\u00e1rios pa\u00edses<\/strong><\/p>\n<p>Os riscos associados ao escolar n\u00e3o s\u00e3o novidade. O Jap\u00e3o e a It\u00e1lia proibiram completamente a sua venda h\u00e1 j\u00e1 v\u00e1rios anos, devido aos casos de intoxica\u00e7\u00e3o registados. De acordo com a <a href=\"https:\/\/as.com\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">AS<\/a>, noutros pa\u00edses, como a Dinamarca, a sua venda \u00e9 legal, mas fortemente regulada, com obriga\u00e7\u00f5es espec\u00edficas de rotulagem e advert\u00eancia ao consumidor.<\/p>\n<p>Em Portugal, n\u00e3o existe proibi\u00e7\u00e3o, e o peixe pode ser encontrado em alguns restaurantes e superf\u00edcies comerciais sob o nome de peixe-manteiga. Contudo, as autoridades alimentares portuguesas n\u00e3o recomendam o consumo frequente e alertam que deve ser sempre bem cozinhado.<\/p>\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Um debate que divide especialistas<\/strong><\/p>\n<p>Para alguns consumidores, o escolar \u00e9 uma iguaria ex\u00f3tica de sabor e textura \u00fanicos. Para outros, \u00e9 um peixe a evitar, considerado perigoso devido aos desconfortos gastrointestinais que pode causar. A verdade \u00e9 que este alimento continua a gerar controv\u00e9rsia na comunidade cient\u00edfica e gastron\u00f3mica, dividindo opini\u00f5es entre o prazer e o risco.<\/p>\n<p>Conforme recorda o alerta dinamarqu\u00eas, conhecer a origem do peixe, o m\u00e9todo de prepara\u00e7\u00e3o e as recomenda\u00e7\u00f5es sanit\u00e1rias \u00e9 importante para evitar surpresas desagrad\u00e1veis.<\/p>\n<p>Afinal, o que em muitos pa\u00edses \u00e9 proibido continua, em Portugal, a chegar \u00e0 mesa e nem todos sabem o que realmente est\u00e3o a comer.<\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m: <a href=\"https:\/\/postal.pt\/auto\/muitos-se-esquecem-mas-a-lei-e-clara-nao-fazer-isto-numa-rotunda-pode-mesmo-tornar-a-sua-carteira-300e-mais-leve\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Muitos se \u2018esquecem\u2019, mas a lei \u00e9 clara: n\u00e3o fazer isto numa rotunda pode mesmo tornar a sua carteira 300\u20ac mais \u2018leve\u2019<\/a><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Um peixe considerado perigoso para a sa\u00fade e muito popular em restaurantes e peixarias est\u00e1 a gerar nova&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":107616,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[27,28,15,16,14,25,26,21,22,12,13,19,20,32,23,24,33,17,18,29,30,31],"class_list":{"0":"post-107615","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-portugal","8":"tag-breaking-news","9":"tag-breakingnews","10":"tag-featured-news","11":"tag-featurednews","12":"tag-headlines","13":"tag-latest-news","14":"tag-latestnews","15":"tag-main-news","16":"tag-mainnews","17":"tag-news","18":"tag-noticias","19":"tag-noticias-principais","20":"tag-noticiasprincipais","21":"tag-portugal","22":"tag-principais-noticias","23":"tag-principaisnoticias","24":"tag-pt","25":"tag-top-stories","26":"tag-topstories","27":"tag-ultimas","28":"tag-ultimas-noticias","29":"tag-ultimasnoticias"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/107615","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=107615"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/107615\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/107616"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=107615"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=107615"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=107615"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}