{"id":107912,"date":"2025-10-12T17:44:16","date_gmt":"2025-10-12T17:44:16","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/107912\/"},"modified":"2025-10-12T17:44:16","modified_gmt":"2025-10-12T17:44:16","slug":"cranio-descoberto-na-china-esta-a-abalar-a-cronologia-da-evolucao-humana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/107912\/","title":{"rendered":"Cr\u00e2nio descoberto na China est\u00e1 a abalar a cronologia da evolu\u00e7\u00e3o humana"},"content":{"rendered":"<p>\t                Uma nova reconstru\u00e7\u00e3o (ao centro) do cr\u00e2nio esmagado Yunxian 2 (\u00e0 direita), encontrado na China, junto a outro cr\u00e2nio esmagado (\u00e0 esquerda), descoberto no mesmo local. Fotografia de Guanghui Zhao<\/p>\n<p>Um cr\u00e2nio gravemente deformado, desenterrado h\u00e1 d\u00e9cadas na margem de um rio na China central, que outrora desafiava qualquer classifica\u00e7\u00e3o, est\u00e1 agora a abalar a \u00e1rvore geneal\u00f3gica humana, de acordo com uma nova investiga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os cientistas reconstru\u00edram digitalmente o cr\u00e2nio esmagado, que se acredita ter um milh\u00e3o de anos, e as suas caracter\u00edsticas sugerem que o f\u00f3ssil pertencia \u00e0 mesma linhagem de um esp\u00e9cime impressionante chamado \u201cHomem Drag\u00e3o\u201d e dos Denisovanos \u2014 uma popula\u00e7\u00e3o enigm\u00e1tica e recentemente descoberta de humanos pr\u00e9-hist\u00f3ricos com origens obscuras. A idade do cr\u00e2nio e a sua categoriza\u00e7\u00e3o como um antepassado Denisovano primitivo sugerem que o grupo teve origem muito antes do que se pensava.<\/p>\n<p>Uma an\u00e1lise mais ampla, baseada na reconstru\u00e7\u00e3o e em mais de 100 outros f\u00f3sseis de cr\u00e2nios, tamb\u00e9m tra\u00e7ou um quadro radicalmente diferente da evolu\u00e7\u00e3o humana, segundo o estudo, <a href=\"https:\/\/www.science.org\/doi\/10.1126\/science.ado9202\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">divulgado na revista Science<\/a>. Os resultados alteram significativamente a linha do tempo de esp\u00e9cies como a nossa, Homo sapiens, e Homo neanderthalensis. Os neandertais, humanos arcaicos que viveram na Europa e na \u00c1sia Central antes de desaparecerem h\u00e1 cerca de 40 mil anos, s\u00e3o conhecidos por terem vivido ao lado dos denisovanos, com quem inclusive chegaram a cruzar-se.<\/p>\n<p>\u201cIsto muda imensa coisa, porque sugere que, h\u00e1 um milh\u00e3o de anos, os nossos antepassados j\u00e1 se tinham dividido em grupos distintos, apontando para uma divis\u00e3o evolutiva humana muito mais antiga e complexa do que se acreditava anteriormente\u201d, explica o coautor do estudo Chris Stringer, paleoantrop\u00f3logo e l\u00edder de investiga\u00e7\u00e3o em evolu\u00e7\u00e3o humana no Museu de Hist\u00f3ria Natural de Londres, numa resposta escrita \u00e0 CNN por e-mail.<\/p>\n<p>Se estes resultados forem amplamente aceites, as descobertas implicam o recuo da nossa pr\u00f3pria esp\u00e9cie em 400 mil anos e uma mudan\u00e7a dr\u00e1stica do que se sabe sobre as origens humanas.<\/p>\n<p>  <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" height=\"821\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/1760291056_391_1000.webp\" width=\"1000\"\/> <\/p>\n<p>    Uma ilustra\u00e7\u00e3o que sugere como o homem de Yunxian poderia ter sido, com base na reconstru\u00e7\u00e3o do cr\u00e2nio Yunxian 2. Jiannan Bai\/Xijun Ni <\/p>\n<p>Ancestralidade confusa <\/p>\n<p>O cr\u00e2nio \u00e9 um dos dois esp\u00e9cimes parcialmente mineralizados desenterrados nos anos de 1989 e 1990, numa \u00e1rea conhecida como Yunxian, em Shiyan, localizada na prov\u00edncia de Hubei, na China central. Segundo Chris Stringer, em 2022 foi descoberto um terceiro cr\u00e2nio pr\u00f3ximo daquela \u00e1rea, mas ainda n\u00e3o foi formalmente descrito na literatura cient\u00edfica.<\/p>\n<p>\u201cDecidimos estudar este f\u00f3ssil novamente porque tem uma data\u00e7\u00e3o geol\u00f3gica fi\u00e1vel e \u00e9 um dos poucos f\u00f3sseis humanos com milh\u00f5es de anos\u201d, explica o primeiro autor do estudo, Xiaobo Feng, professor da Universidade de Shanxi, na China, num comunicado. \u201cUm f\u00f3ssil desta idade \u00e9 fundamental para reconstruir a nossa \u00e1rvore geneal\u00f3gica.\u201d<\/p>\n<p>Ambos os cr\u00e2nios encontrados em Yunxian estavam deformados como consequ\u00eancia dos mil\u00e9nios passados no subsolo, mas o segundo, conhecido como Yunxian 2, estava melhor preservado. Esse esp\u00e9cime serviu de base para a nova reconstru\u00e7\u00e3o, que utilizou tomografia computadorizada de ponta, imagem de luz e t\u00e9cnicas virtuais para separar os ossos da matriz rochosa que os envolvia e corrigir as distor\u00e7\u00f5es inerentes ao f\u00f3ssil.<\/p>\n<p>A idade do cr\u00e2nio, determinada pela data\u00e7\u00e3o da camada de sedimentos em que foi encontrado e dos f\u00f3sseis de mam\u00edferos encontrados na mesma camada, levou alguns especialistas a acreditar que ele pertencia ao Homo erectus, uma esp\u00e9cie humana mais primitiva conhecida por ter vivido em v\u00e1rias zonas um pouco por todo o mundo naquela \u00e9poca. No entanto, embora a caixa craniana grande e achatada do Yunxian 2 se assemelhasse \u00e0 do Homo erectus, outras caracter\u00edsticas do cr\u00e2nio, como ma\u00e7\u00e3s do rosto planas e rasas, n\u00e3o tinham quaisquer parecen\u00e7as.<\/p>\n<p>Os investigadores conclu\u00edram que Yunxian 2 pertencia a um antepassado primitivo do Homem Drag\u00e3o, formalmente designado por Homo longi. Os cientistas identificaram o Homem Drag\u00e3o em 2021, a partir de um cr\u00e2nio encontrado no fundo de um po\u00e7o no nordeste da China, e os autores de um estudo publicado em junho usaram ADN antigo para associar o Homo longi aos Denisovanos, uma popula\u00e7\u00e3o misteriosa conhecida a partir de informa\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas extra\u00eddas de alguns fragmentos f\u00f3sseis, mas que se acredita ter vivido em grande parte da \u00c1sia.<\/p>\n<p>A an\u00e1lise mais recente tamb\u00e9m sugere que outros f\u00f3sseis dif\u00edceis de classificar descobertos na China devem ser agrupados com o Homo longi e os Denisovanos \u2014 incluindo f\u00f3sseis que outra equipa de investiga\u00e7\u00e3o prop\u00f4s recentemente como uma esp\u00e9cie rec\u00e9m-descoberta a que chamaram Homo juluensis, um nome que pode ser traduzido aproximadamente como \u201chomem de cabe\u00e7a enorme\u201d.<\/p>\n<p>Segundo Chris Stringer, a an\u00e1lise do terceiro f\u00f3ssil do cr\u00e2nio de Yunxian vai permitir \u00e0 equipa testar a precis\u00e3o da reconstru\u00e7\u00e3o e determinar o lugar que ocupa na \u00e1rvore geneal\u00f3gica humana.<\/p>\n<p>  <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" height=\"272\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/1760291056_0_1000.webp\" width=\"1000\"\/> <\/p>\n<p>    O cr\u00e2nio foi reconstru\u00eddo utilizando t\u00e9cnicas avan\u00e7adas de tomografia computadorizada, imagem \u00f3tica e t\u00e9cnicas virtuais. Jiannan Bai\/Xijun Ni <\/p>\n<p>Reescrever a hist\u00f3ria <\/p>\n<p>Com sali\u00eancias e cristas reveladoras, os cr\u00e2nios s\u00e3o particularmente informativos no estudo da evolu\u00e7\u00e3o humana, dado que possuem muitas caracter\u00edsticas distintivas. As an\u00e1lises ao cr\u00e2nio s\u00e3o determinantes para confirmar definitivamente uma esp\u00e9cie rec\u00e9m-descoberta.<\/p>\n<p>Com base em informa\u00e7\u00f5es da nova reconstru\u00e7\u00e3o digital e informa\u00e7\u00f5es anat\u00f3micas de 104 cr\u00e2nios e mand\u00edbulas do registo f\u00f3ssil humano, Chris Stringer e o seu coautor Xijun Ni, professor do Instituto de Paleontologia Vertebrada e Paleoantropologia, em Pequim, reconstru\u00edram as rela\u00e7\u00f5es evolutivas entre diferentes grupos usando um programa matem\u00e1tico utilizado na biologia evolutiva. Os investigadores desenvolveram o que \u00e9 conhecido como uma \u00e1rvore filogen\u00e9tica, mostrando como diferentes esp\u00e9cies humanas podem ter divergido umas das outras ao longo do \u00faltimo milh\u00e3o de anos.<\/p>\n<p>A an\u00e1lise sugere que as origens do Homo sapiens, dos Denisovanos e dos Neandertais s\u00e3o muito mais antigas do que se pensava anteriormente.<\/p>\n<p>A descoberta desafia a vis\u00e3o tradicional, baseada em estudos de ADN antigo, de que as tr\u00eas esp\u00e9cies come\u00e7aram a divergir de um ancestral comum h\u00e1 cerca de 700 mil a 500 mil anos \u2014 embora nunca tenha ficado claro quem era essa esp\u00e9cie ancestral, por vezes apelidada de Ancestral X.<\/p>\n<p>Os Denisovanos e os humanos modernos tiveram um ancestral comum pela \u00faltima vez h\u00e1 cerca de 1,32 milh\u00f5es de anos, de acordo com a nova investiga\u00e7\u00e3o. Os neandertais separaram-se dessa linha evolutiva mais cedo, h\u00e1 cerca de 1,38 milh\u00f5es de anos, segundo o mesmo estudo. As descobertas sugerem, ent\u00e3o, que os Denisovanos s\u00e3o mais pr\u00f3ximos de n\u00f3s do que os neandertais, que eram vistos por muitos como a esp\u00e9cie irm\u00e3 mais pr\u00f3xima do Homo sapiens, concluem os investigadores.<\/p>\n<p>Ryan McRae, paleoantrop\u00f3logo do Museu Nacional de Hist\u00f3ria Natural do Instituto Smithsonian, a reconstru\u00e7\u00e3o do cr\u00e2nio deformado parece bem feita. No entender de McRae, que n\u00e3o participou na investiga\u00e7\u00e3o, o cr\u00e2nio encaixa-se nos padr\u00f5es do Homo longi e dos Denisovanos.<\/p>\n<p>No entanto, est\u00e1 menos convencido com a an\u00e1lise da \u00e1rvore filogen\u00e9tica. Na perspetiva de Ryan McRae, a equipa pode ter tentado \u201cfazer demasiadas coisas de uma s\u00f3 vez com dados limitados\u201d.<\/p>\n<p>\u201cEste estudo sugere que os Denisovanos [Homo longi] e os Homo sapiens est\u00e3o mais intimamente relacionados, \u00e0 exce\u00e7\u00e3o dos Neandertais\u201d, explica Ryan. \u201cAl\u00e9m disso, vai mais al\u00e9m, sugerindo que as origens de todos esses grupos s\u00e3o muito mais antigas do que se esperava, cerca de duas vezes mais antigas, se n\u00e3o mais. Isso colocaria as origens de todos esses grupos na \u00e9poca do Homo erectus.\u201d<\/p>\n<p>\u201cNeste momento, acho que o mais seguro \u00e9 dizer que o grupo Homo longi\/Denisovan e o Homo sapiens [incluindo f\u00f3sseis muito arcaicos e humanos modernos] parecem mais semelhantes entre si do que aos neandertais\u201d, acrescenta Ryan por e-mail.<\/p>\n<p>Se o per\u00edodo apontado neste artigo estiver correto, Ryan McRae teoriza que o \u00fanico candidato a ancestral comum do Homo sapiens, Homo longi e Homo neanderthalensis seria o Homo erectus. \u201cN\u00e3o h\u00e1 realmente nenhuma outra esp\u00e9cie conhecida do per\u00edodo de cerca de 1,5 milh\u00f5es de anos que fa\u00e7a sentido\u201d, conclui o investigador.<\/p>\n<p>O antecessor da esp\u00e9cie humana Homo viveu h\u00e1 cerca de 1 milh\u00e3o de anos, e outra, o Homo heidelbergensis, h\u00e1 cerca de 700 mil anos.<\/p>\n<p>Chris Stringer j\u00e1 previa algum ceticismo em torno das descobertas. Os investigadores querem ampliar as an\u00e1lises para incluir mais fontes de dados e outros f\u00f3sseis, incluindo mais da \u00c1frica, para refinar as conclus\u00f5es.<\/p>\n<p>O estudo levanta uma outra quest\u00e3o sobre onde viviam as popula\u00e7\u00f5es ancestrais do Homo sapiens, dos neandertais e do Homo longi: dentro ou fora da \u00c1frica, que \u00e9 amplamente considerada o ber\u00e7o da humanidade.<\/p>\n<p>Embora o estudo fa\u00e7a alguns progressos na resolu\u00e7\u00e3o do que os paleoantrop\u00f3logos designam por \u201cconfus\u00e3o no meio\u201d \u2014 a confus\u00e3o de esp\u00e9cimes humanos nos registos f\u00f3sseis entre 1 milh\u00e3o e 300 mil anos atr\u00e1s \u2014, descobertas como o cr\u00e2nio Yunxian 2 relembram que os cientistas ainda t\u00eam muito a aprender sobre as origens humanas.<\/p>\n<p>\u201cQuando comecei a trabalhar com evolu\u00e7\u00e3o humana h\u00e1 mais de 50 anos\u201d, recorda Chris Stringer, \u201cos registros do Leste Asi\u00e1tico eram marginalizados, ou os seus f\u00f3sseis eram considerados apenas como ancestrais diretos dos asi\u00e1ticos orientais recentes\u201d. \u201cMas o que vemos agora em Yunxian \u2014 e em muitos outros locais \u2014 \u00e9 que o Leste Asi\u00e1tico preserva pistas essenciais para os est\u00e1gios posteriores da evolu\u00e7\u00e3o humana.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Uma nova reconstru\u00e7\u00e3o (ao centro) do cr\u00e2nio esmagado Yunxian 2 (\u00e0 direita), encontrado na China, junto a outro&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":107913,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[84],"tags":[609,836,3440,611,27,109,107,108,607,608,333,832,604,25799,135,610,476,301,830,10547,603,570,831,833,62,25798,834,13,835,602,52,32,33,105,103,104,106,110,29],"class_list":{"0":"post-107912","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-ciencia-e-tecnologia","8":"tag-alerta","9":"tag-analise","10":"tag-antropologia","11":"tag-ao-minuto","12":"tag-breaking-news","13":"tag-ciencia","14":"tag-ciencia-e-tecnologia","15":"tag-cienciaetecnologia","16":"tag-cnn","17":"tag-cnn-portugal","18":"tag-comentadores","19":"tag-costa","20":"tag-crime","21":"tag-denisovanos","22":"tag-desporto","23":"tag-direto","24":"tag-economia","25":"tag-governo","26":"tag-guerra","27":"tag-homo-sapiens","28":"tag-justica","29":"tag-live","30":"tag-mais-vistas","31":"tag-marcelo","32":"tag-mundo","33":"tag-neandertais","34":"tag-negocios","35":"tag-noticias","36":"tag-opiniao","37":"tag-pais","38":"tag-politica","39":"tag-portugal","40":"tag-pt","41":"tag-science","42":"tag-science-and-technology","43":"tag-scienceandtechnology","44":"tag-technology","45":"tag-tecnologia","46":"tag-ultimas"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/107912","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=107912"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/107912\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/107913"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=107912"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=107912"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=107912"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}