{"id":108273,"date":"2025-10-12T22:58:08","date_gmt":"2025-10-12T22:58:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/108273\/"},"modified":"2025-10-12T22:58:08","modified_gmt":"2025-10-12T22:58:08","slug":"sova-tunda-camacada-surra-sumanta-coca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/108273\/","title":{"rendered":"Sova, tunda, cama\u00e7ada, surra, sumanta, co\u00e7a"},"content":{"rendered":"<p>Credo!<\/p>\n<p>N\u00e3o exagero quando vos digo que, naquela noite, senti a proximidade do C\u00e3o. N\u00e3o dele, propriamente, mas de um agregado seu, talvez um afilhado. Teria o Senhor da Escurid\u00e3o mandado at\u00e9 n\u00f3s como seu embaixador aquela figura pouca?<\/p>\n<p>Admito que me arranharam os costados umas v\u00e1rias tremuras de pavor.<\/p>\n<p>Ao fim daquela impressionante algaravia, decidi retomar o meu costumeiro eu. Enquadrei os ombros, passei a m\u00e3o pela cara, como se ajeitando as fei\u00e7\u00f5es, e levantei-me. Suspirei devagar e fundo, a fim de permitir que a brabeza, vinda do centro da Terra, entrasse em mim, ap\u00f3s atravessar a sola refor\u00e7ada de minhas botinas. Quando me pus em p\u00e9 j\u00e1 estava armado de f\u00faria. Pouco me importava que ele tivesse v\u00ednculos com o Tinhoso.<\/p>\n<p><img alt=\"short-coated black dog\" loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"682\" decoding=\"async\" data-nimg=\"1\" class=\"rounded-lg my-6\" style=\"color:transparent;height:auto;max-width:100%\"   src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/1760309887_272_image\"\/><\/p>\n<p>Estamos no mundo real e eu sou um servidor da Lei e da Justi\u00e7a, pensei. \u2193<\/p>\n<p class=\"font-serif text-lg text-white\">\n              O jornalismo independente (s\u00f3) depende dos leitores.\n            <\/p>\n<p class=\"text-lg text-white\">\n              N\u00e3o dependemos de grupos econ\u00f3micos nem do Estado. N\u00e3o fazemos<br \/>\n              fretes. Fazemos jornalismo para os leitores,<br \/>\n              <strong class=\"\"><br \/>\n                mas s\u00f3 sobreviveremos com o seu apoio financeiro.<br \/>\n              <\/strong>\n            <\/p>\n<p>Decidi verificar se aquilo que estava diante de meus olhos, molambo que n\u00e3o era nem homem nem bicho, como ele pr\u00f3prio admitira, mas que sabia perorar com esperteza, possu\u00eda mesmo lombo refor\u00e7ado, como alardeara orgulhoso.<\/p>\n<p>Chegamos, ent\u00e3o, \u00e0 mais dolorosa das esta\u00e7\u00f5es dessa nossa sacr\u00edlega via sacra, a sexta. N\u00e3o perca a conta, Excel\u00eancia! A sexta!<\/p>\n<p>Trabalhar vagabundo \u00e9 arte que exige mal\u00edcia e determina\u00e7\u00e3o, Excel\u00eancia.<\/p>\n<p>Pelo di\u00e1logo na Sala do Comando e pela confiss\u00e3o que acabara de escutar, eu havia detectado que o chaguento era mais que um simples matreiro: possu\u00eda adestramento na arte de apresentar-se como um toleir\u00e3o zombeteiro.<\/p>\n<p>Saiba, Excel\u00eancia, que todo campesino esperto \u00e9 dessa mesma composi\u00e7\u00e3o, mas aquele era fora da s\u00e9rie, um raro exemplar polido por p\u00f3 de tijolo.<\/p>\n<p>Bem. Tem profissional que acha que se deve ir logo para a apela\u00e7\u00e3o \u00e0 ignor\u00e2ncia. J\u00e1 eu come\u00e7o pela beirada. Uma distra\u00edda pisada num p\u00e9. Um belisc\u00e3o quase amistoso. \u00c9 s\u00f3 para desorientar o indiv\u00edduo, que est\u00e1 esperando pancadaria brutal. O trabalho deve seguir num crescente.<\/p>\n<p><img alt=\"brown wooden coffee table near wall inside room\" loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"769\" decoding=\"async\" data-nimg=\"1\" class=\"rounded-lg my-6\" style=\"color:transparent;height:auto;max-width:100%\"   src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/1760309888_465_image\"\/><\/p>\n<p>Se ganha de cara um murro, a v\u00edtima j\u00e1 sabe que dali para diante a humilha\u00e7\u00e3o vai diminuir. Bofetada s\u00f3 se emprega para esculachar meliante aprendiz ou inofensivo.<\/p>\n<p>Levantei-me, apanhei um banquinho que mantenho naquela cela para uma finalidade espec\u00edfica e me encaminhei at\u00e9 o bandida\u00e7o, genuflexo e ainda de m\u00e3os amarradas atr\u00e1s.<\/p>\n<p>Ordenei ent\u00e3o a ele que se acomodasse no banquinho, que se colocasse bem \u00e0 vontade. At\u00e9 brinquei.<\/p>\n<p>\u2013 Tome assento, cabe\u00e7a de vento!<\/p>\n<p>Ressabiado, pressentindo maus bocados, ele se sentou devagar e cuidadosamente.<\/p>\n<p>Ato cont\u00ednuo, principiei a sess\u00e3o pela orelha.<\/p>\n<p>Ao lado dele, segurei-lhe o tampo da cabe\u00e7a com uma m\u00e3o e, com a outra, eu lhe grampeei o ouvido. Foi como se algu\u00e9m, mal comparando, um gigante, tivesse agarrado a porta aberta de uma casa. De repente, dei um forte pux\u00e3o. Eu era o gigante arrancando a porta do seu marco.<\/p>\n<p>O sujeito assombrou-se. Deve ter pensado: se o homem come\u00e7a desse modo \u00e9 porque vai me destruir a fachada.<\/p>\n<p>Deixei que se recuperasse um pouco enquanto esperava pelo pr\u00f3ximo ataque. Onde ser\u00e1?<\/p>\n<p>Voc\u00ea se retarda. Deixa o indigitado aguardando. A\u00ed, acaba fazendo o que ele de certo modo j\u00e1 esperava: ataca-lhe a outra orelha. Por\u00e9m, num movimento contr\u00e1rio. Premiei-o com uma tapona de fora para dentro, de modo que ele teve a clara impress\u00e3o de que a cartilagem ia penetrar-lhe pela lateral do cr\u00e2nio.<\/p>\n<p>Sabendo explorar, orelha rende bem.<\/p>\n<p>\u2013 J\u00e1 est\u00e1s me ouvindo melhor, minha flor?<\/p>\n<p><img alt=\"photography of lightning storm\" loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"683\" decoding=\"async\" data-nimg=\"1\" class=\"rounded-lg my-6\" style=\"color:transparent;height:auto;max-width:100%\"   src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/1760309888_76_image\"\/><\/p>\n<p>Nem era uma pergunta a valer, era mais uma informa\u00e7\u00e3o \u00e0 besta: que se preparasse para ser cozinhada em fogo baixo.<\/p>\n<p>Ele ent\u00e3o me encarou pela primeira vez. Foi por fra\u00e7\u00e3o de segundo, mas consegui perceber pelo risinho que escorria dos olhos dele que, interiormente, o danado j\u00e1 comemorava minha derrota.<\/p>\n<p>Por entre os dentes cerrados, ca\u00e7oou.<\/p>\n<p>\u2013 Ser\u00e1 dessa maneira que o coronel pensa me fazer recitar a tabuada?<\/p>\n<p>Sou um trabalhador controlado que raramente perde as estribeiras. Por isso, fervi sem soltar vapor e at\u00e9 motejei.<\/p>\n<p>\u2013 Erraste, burro. Vou te ensinar astrologia. Ver\u00e1s estrelas.<\/p>\n<p>Admito que n\u00e3o devia ter fornecido tanta trela a ele, porque prisioneiro gosta de ouvir a voz de quem lhe aplica a corre\u00e7\u00e3o. O racioc\u00ednio \u00e9 simples: esse a\u00ed tem boca e fala, portanto, \u00e9 humano.<\/p>\n<p>O verdugo deve ser mudo.<\/p>\n<p>Chegou-me ent\u00e3o uma ideia estranha. Encostei minha botina esquerda no nascedouro das costas dele e com as duas m\u00e3os agarrei a ponta da corda que lhe amarrava os punhos. Puxei-a para mim e para o alto, mas devagarzinho, testando a resist\u00eancia da ossamenta dele.<\/p>\n<p>Botei muita for\u00e7a, me creia. Fui at\u00e9 ouvir uns estalidos de graveto seco. Parei antes de alcan\u00e7ar o ponto de ruptura. Julguei para mim que o indiv\u00edduo tinha ossos de borracha. Mas n\u00e3o lhe dei repouso.<\/p>\n<p>\u2013 Vou aumentar a press\u00e3o nas caldeiras. Ministrarei ao estimado companheiro um medicamento indicado para febre alta.<\/p>\n<p>Destaquei do cinto a bainha do fac\u00e3o.<\/p>\n<p>\u2013 Pode berrar \u00e0 vontade. N\u00e3o se acanhe. Dependendo da sonoridade, seu choro ser\u00e1 educativo. Sinalizar\u00e1 \u00e0 bicharada da Jaula Grande como a Justi\u00e7a trata malfeitores que se deixam apanhar em flagrante.<\/p>\n<p><img alt=\"black and silver knife on brown wood\" loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"683\" decoding=\"async\" data-nimg=\"1\" class=\"rounded-lg my-6\" style=\"color:transparent;height:auto;max-width:100%\"   src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/1760309888_330_image\"\/><\/p>\n<p>De bainha em punho, eu me postei um pouco para tr\u00e1s do vadio, mas num \u00e2ngulo bom para que ele pudesse me capturar pelo ladinho do olho. Num movimento muito vagaroso, levei a m\u00e3o direita para o bem alto, muito acima da minha cabe\u00e7a, alargando a extens\u00e3o toda do bra\u00e7o. Dei um tempo para que ele me admirasse a postura. S\u00f3 ent\u00e3o comecei a contagem.<\/p>\n<p>\u2013 Um!<\/p>\n<p>Quando o meu bra\u00e7o se veio abaixo, eu, no meio do movimento, desmunhequei. Ent\u00e3o, em vez de encontrar o alto do cocuruto, a bainha se acomodou na lateral do pesco\u00e7o da personagem.<\/p>\n<p>Saltou fa\u00edsca!<\/p>\n<p>Se eu batesse na cabe\u00e7a, ele teria o resguardo da caixa craniana. J\u00e1 o gasganete n\u00e3o tem amortecimento de gordura ou osso. \u00c9 pura pelanca. Deve ter do\u00eddo uma enormidade, mas ele nem mugiu. N\u00e3o nego que fiquei meio desacor\u00e7oado.<\/p>\n<p>A\u00ed, acintosamente, eu me plantei diante dele. Abri o bra\u00e7o para o lado, de modo que ele pudesse, depois, captar a aproxima\u00e7\u00e3o do improvisado a\u00e7oite. Eu queria acert\u00e1-lo no cume do nariz, mais precisamente no intervalo entre os olhos. Foi o que fiz com bom aproveitamento.<\/p>\n<p>\u2013 Dois!<\/p>\n<p>O golpe propriamente n\u00e3o deve ter do\u00eddo tanto, mas o infrator se sobressaltou bastante. Afinal, o olho \u00e9 dos nossos organismos o mais precioso. O que valeu, enfim, foi a surpresa ruim: o couro duro aparecendo de supet\u00e3o, rente \u00e0s \u00f3rbitas, anunciando cegueira.<\/p>\n<p>Quando inteirei a primeira d\u00fazia de lapadas, distribu\u00eddas por muitas superf\u00edcies, percebi que a faxina n\u00e3o estava rendendo. Naquela noite eu n\u00e3o me encontrava inspirado. Em busca de aconselhamento, fui ao p\u00e1tio consultar o grande disco de prata.<\/p>\n<p>L\u00e1 fora, comecei botando em dia a respira\u00e7\u00e3o. Minutos depois, de chofre, enquanto distra\u00eddo fitava o c\u00edrculo que cintilava no firmamento, uma sugest\u00e3o de origem transcendente penetrou-me no \u00e2mago da alma. Apanhei balde, atopetei de \u00e1gua e voltei ao pr\u00e9dio.<\/p>\n<p><img alt=\"three empty bottles are shown in black and white\" loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"1024\" decoding=\"async\" data-nimg=\"1\" class=\"rounded-lg my-6\" style=\"color:transparent;height:auto;max-width:100%\"   src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/1760309888_480_image\"\/><\/p>\n<p>Sem palavreado, verti o precioso l\u00edquido sobre o custodiado, atentando para que os lados todos recebessem rega por igual. Diante daquela ducha fora de hor\u00e1rio e em s\u00edtio inadequado, o sujeito alvorotou-se. Notei o corpo se encolhendo e a cabe\u00e7a questionando: o que ser\u00e1 que me vem pela frente?<\/p>\n<p>Molhado, o ser humano perde a atitude. Vira pintinho. Isso em se tratando de pensamento. Mas o mais importante se d\u00e1 ao n\u00edvel da epiderme, que fica mais sensibilizada.<\/p>\n<p>\u2013 Treze!<\/p>\n<p>Dei come\u00e7o \u00e0 fase molhada, limitando-me ao comezinho: a lambada corriqueira, sem muito m\u00e9todo ou ci\u00eancia. Eu, por\u00e9m, nunca executo como os demais representantes da Lei. N\u00e3o! \u00c9 uma quest\u00e3o muito minha. Tenho a tenta\u00e7\u00e3o de ser diverso e variante. Era um a\u00e7oite no ombro direito, outro na paleta esquerda. O seguinte na base do cr\u00e2nio, de atravessado. Um na polpa da bunda. Outro, bem sonoro, no alto da coxa, de jeito que a bainha se transformasse em cobra e amea\u00e7asse morder a virilha do condenado. Parei duas vezes para enxugar o suor da testa.<\/p>\n<p>\u2013 Quarenta e dois!<\/p>\n<p>Na \u00faltima dessas paradas cheguei a agachar-me para analisar a fu\u00e7a dele, que permanecia abaixada. Era a mesma, inexpressiva, de antes do supl\u00edcio.<\/p>\n<p>Resumindo: parei de numerar em voz alta as pancadas ao inteirar meio cento.<\/p>\n<p>O porqu\u00ea da contagem? \u00c9 o efeito que ela causa no esp\u00edrito de quem sofre a flagela\u00e7\u00e3o. O padecente imagina, penso eu, que o carrasco vai contar at\u00e9 o infinito. Acaba sofrendo tanto pelos golpes quanto pela enumera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><img alt=\"pink petaled flower closeup photography\" loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"732\" decoding=\"async\" data-nimg=\"1\" class=\"rounded-lg my-6\" style=\"color:transparent;height:auto;max-width:100%\"   src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/1760309888_255_image\"\/><\/p>\n<p>Bater \u00e9 maquinal. Pode parecer exagero, mas aquele que fustiga se transforma em m\u00e1quina acionada pelo seu pr\u00f3prio movimento. Motor perp\u00e9tuo, como se diz.<\/p>\n<p>N\u00e3o, Excel\u00eancia, ele n\u00e3o soltou nome nenhum. Nem mesmo um suspiro exalou. Os recolhidos \u00e0 Jaula Grande n\u00e3o ouviram nada al\u00e9m da estrid\u00eancia das lambadas. O sentenciado recebeu a co\u00e7a sem dar resposta vis\u00edvel e retardou-se para amolecer.<\/p>\n<p>\u2013 Cinquenta!<\/p>\n<p>Foi s\u00f3 quando eu, consumido, resfolegava como cavalo ap\u00f3s corrida forte que ele arriou. Aluiu de frente. Como uma casa arrastada pelas \u00e1guas de um rio furioso depois que o barranco em que ela se assentava foi lambido pela inunda\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Deitado no ch\u00e3o sujo, ele ficou sendo mesmo o que aparentava ser. Um traste. Aproveitei para encerrar com chave de prata, mas ele n\u00e3o acusou o pontap\u00e9 que lhe mandei \u00e0 jun\u00e7\u00e3o das virilhas.<\/p>\n<p><strong>Louren\u00e7o Cazarr\u00e9 \u00e9 escritor<\/strong><\/p>\n<p>Publicado originalmente no livro O soldado amarelo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Credo! 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