{"id":110071,"date":"2025-10-14T06:31:07","date_gmt":"2025-10-14T06:31:07","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/110071\/"},"modified":"2025-10-14T06:31:07","modified_gmt":"2025-10-14T06:31:07","slug":"campanha-quer-ajudar-a-pesar-os-medos-da-obesidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/110071\/","title":{"rendered":"Campanha quer ajudar a &#8220;pesar&#8221; os medos da obesidade"},"content":{"rendered":"<p>A presidente da Sociedade Portuguesa de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo (SPEDM), Paula Freitas, explicou que a iniciativa pretende alertar para todas as doen\u00e7as ligadas \u00e0 obesidade, muitas delas as pessoas nem relacionam.<\/p>\n<p data-remotead-prev-elm=\"true\" data-remotead-elm-id=\"inread\">&#8220;Se tiver obesidade, eu tenho medo de n\u00e3o viver o suficiente para criar os meus filhos. (&#8230;) Mas muitas vezes as pessoas t\u00eam medo do cancro, mas ningu\u00e9m associa o cancro \u00e0 obesidade&#8221;, disse a respons\u00e1vel, acrescentando: &#8220;as pessoas t\u00eam medo de ficar limitadas, mas n\u00e3o associam que aquilo que est\u00e1 na base daquelas 200 doen\u00e7as ou comorbidades \u00e9 a obesidade&#8221;.<\/p>\n<p>A campanha, sob o mote &#8220;Quanto pesa o medo?&#8221; e que estar\u00e1 presente nas televis\u00f5es, hospitais, farm\u00e1cias e plataformas digitais, defende que a empatia e compreens\u00e3o pelos medos e ang\u00fastias que muitos sentem perante os desafios do excesso de peso e da obesidade &#8220;\u00e9 uma parte essencial para gerir esta doen\u00e7a&#8221;, que pode comprometer a sa\u00fade f\u00edsica, mental e emocional.<\/p>\n<p data-remotead-prev-elm=\"true\" data-remotead-elm-id=\"centro1\">A presidente da SPEDM lembrou, em declara\u00e7\u00f5es \u00e0 Lusa, que o estigma e o preconceito &#8220;est\u00e1 enraizado nas pr\u00f3prias pessoas que vivem com a obesidade, na sociedade em geral, mas tamb\u00e9m nos profissionais de sa\u00fade&#8221;, que muitas vezes ainda consideram que o tratamento da obesidade &#8220;\u00e9 o coma menos e mexa-se mais&#8221;.<\/p>\n<p>A iniciativa, desenvolvida em conjunto pela Associa\u00e7\u00e3o Portuguesa de Pessoas que vivem com Obesidade (ADEXO), Sociedade Portuguesa de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo (SPEDM) e Sociedade Portuguesa para o Estudo da Obesidade (SPEO), com o apoio da Novo Nordisk, pretende refor\u00e7ar a mensagem de que a obesidade \u00e9 uma doen\u00e7a cr\u00f3nica e que tem tratamento.<\/p>\n<p data-remotead-prev-elm=\"true\" data-remotead-elm-id=\"centro2\">&#8220;O desafio lan\u00e7ado \u00e9 simples, mas urgente: n\u00e3o deixar que o medo pese mais do que a decis\u00e3o de procurar apoio m\u00e9dico&#8221;, acrescentam os organizadores.<\/p>\n<p>Paula Freitas recordou que os tratamentos existentes para a obesidade assentam em &#8220;tr\u00eas pilares fundamentais&#8221; &#8211; altera\u00e7\u00f5es comportamentais, medica\u00e7\u00e3o e cirurgia &#8211; e lembra que a primeira coisa que quem sofre de obesidade deve fazer \u00e9 procurar ajuda m\u00e9dica.<\/p>\n<p data-remotead-prev-elm=\"true\" data-remotead-elm-id=\"centro3\">&#8220;O m\u00e9dico, sobretudo o m\u00e9dico de fam\u00edlia, seria a primeira porta a quem devem bater para falar sobre o problema da doen\u00e7a da obesidade&#8221;, defendeu, sublinhando que muitos m\u00e9dicos de Medicina Geral e Familiar j\u00e1 est\u00e3o capacitados para tratar a obesidade ou, quando n\u00e3o est\u00e3o, podem referenciar para os cuidados hospitalares, para tratamento m\u00e9dico ou cir\u00fargico.<\/p>\n<p>&#8220;Na verdade, existem pessoas que j\u00e1 t\u00eam formas de obesidade graves em que a \u00fanica solu\u00e7\u00e3o, ou a primeira, pode ser a cirurgia. Para outras, a solu\u00e7\u00e3o passa pela terap\u00eautica m\u00e9dica e, para outras, pela terap\u00eautica comportamental&#8221;, afirmou a especialista em Endocrinologia, frisando que &#8220;ao longo da vida, algu\u00e9m que tem obesidade vai precisando de todas estas terap\u00eauticas&#8221;.<\/p>\n<p data-remotead-prev-elm=\"true\" data-remotead-elm-id=\"centro4\">A presidente da SPEDM recorda que h\u00e1 terap\u00eauticas m\u00e9dicas muito eficazes e que s\u00e3o muito seguras e bem toleradas, insistindo: &#8220;hoje, felizmente, podemos tratar as pessoas que t\u00eam obesidade como tratamos as que t\u00eam diabetes, hipertens\u00e3o, colesterol alto ou doen\u00e7a cardiovascular&#8221;.<\/p>\n<p>Defende que \u00e9 importante tratar estas pessoas numa fase precoce, antes de desenvolverem todas as doen\u00e7as que potencialmente podem estar associadas \u00e0 obesidade.<\/p>\n<p data-remotead-prev-elm=\"true\" data-remotead-elm-id=\"centro5\">Apontou ainda a carga econ\u00f3mica da obesidade, lembrando um estudo da SPEO que mostrou que s\u00f3 os custos diretos associados a obesidade rondam 1,2 mil milh\u00f5es de euros (representava na altura 0,6% do PIB e 5,8% das despesas em sa\u00fade em Portugal).<\/p>\n<p>&#8220;Depois, temos os custos indiretos, porque muitas vezes estas pessoas s\u00e3o preteridas de um local de trabalho, ou as pessoas, pelas pr\u00f3prias doen\u00e7as associadas, ficam com incapacidades, t\u00eam mais dias de absentismo&#8221;, disse.<\/p>\n<p data-remotead-prev-elm=\"true\" data-remotead-elm-id=\"centro6\">E recordou: &#8220;O que n\u00f3s queremos \u00e9 que os decisores pol\u00edticos percebam que pode ser muito caro tratar a obesidade agora, mas se eu n\u00e3o a tratar agora, vou pagar muito mais quando tiver de tratar aquelas mais de 200 doen\u00e7as&#8221;.<\/p>\n<p>Atualmente, as doen\u00e7as cr\u00f3nicas representam 86% da carga global de doen\u00e7a em Portugal, com cerca de dois milh\u00f5es de adultos a viverem com obesidade e 67,6% da popula\u00e7\u00e3o com pr\u00e9-obesidade, o que coloca Portugal no terceiro pior lugar na Europa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A presidente da Sociedade Portuguesa de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo (SPEDM), Paula Freitas, explicou que a iniciativa pretende&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":110072,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[86],"tags":[1677,20491,116,1022,4880,32,33,117],"class_list":{"0":"post-110071","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-saude","8":"tag-campanha","9":"tag-delas","10":"tag-health","11":"tag-obesidade","12":"tag-perder-peso","13":"tag-portugal","14":"tag-pt","15":"tag-saude"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/110071","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=110071"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/110071\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/110072"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=110071"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=110071"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=110071"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}