{"id":110167,"date":"2025-10-14T08:33:26","date_gmt":"2025-10-14T08:33:26","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/110167\/"},"modified":"2025-10-14T08:33:26","modified_gmt":"2025-10-14T08:33:26","slug":"funk-santista-ganha-livro-que-conta-40-anos-de-revolucao-musical","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/110167\/","title":{"rendered":"Funk santista ganha livro que conta 40 anos de revolu\u00e7\u00e3o musical"},"content":{"rendered":"<p>O funk santista finalmente tem sua hist\u00f3ria registrada em um livro. Diego Turato, mestre em Ci\u00eancias Sociais pela PUC-SP, professor, historiador e pesquisador, lan\u00e7a \u201c<strong>A hist\u00f3ria do funk santista<\/strong>, <strong>a arte Santista protagonista no Brasil e no Estado de S\u00e3o Paulo\u201d<\/strong>.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" data-od-removed-fetchpriority=\"high\" data-od-replaced- data-od-xpath=\"\/HTML\/BODY\/SECTION[@id='single']\/*[1][self::DIV]\/*[3][self::DIV]\/*[1][self::DIV]\/*[4][self::DIV]\/*[2][self::FIGURE]\/*[1][self::IMG]\" data-dominant-color=\"3f4950\" data-has-transparency=\"false\" style=\"--dominant-color: #3f4950;\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-173595 size-full not-transparent\" src=\"https:\/\/www.juicysantos.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Historia-do-Funk-png.avif\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"800\"  \/><\/p>\n<p>A obra preenche uma lacuna importante: a car\u00eancia de bons livros sobre a hist\u00f3ria do <strong>funk da Baixada Santista<\/strong>.<\/p>\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>&#13;<\/p>\n<p>\u201cO estilo sempre foi um sucesso em Santos e na Baixada. Eu sempre escutei, principalmente na minha inf\u00e2ncia e adolesc\u00eancia\u201d, conta Turato.\u00a0<\/p>\n<p>&#13;\n<\/p><\/blockquote>\n<p>Esse interesse pessoal, combinado com a forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica em hist\u00f3ria, motivou o autor a mergulhar na pesquisa sobre hist\u00f3ria regional.<\/p>\n<p><strong>Dos morros para o Brasil<\/strong><\/p>\n<p>Muita gente associa o funk ao Rio de Janeiro, mas Santos teve um papel essencial no desenvolvimento do g\u00eanero em S\u00e3o Paulo. Os morros e a Zona Noroeste foram fundamentais para o acolhimento do funk carioca.<\/p>\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>&#13;<\/p>\n<p>\u201cSantos abra\u00e7ou o funk carioca. Muitos santistas gostam do Rio e muitos cariocas gostam de Santos\u201d, explica o autor.<\/p>\n<p>&#13;\n<\/p><\/blockquote>\n<p>O <strong>Morro do Jabaquara<\/strong> recebeu uma fam\u00edlia de S\u00e3o Jo\u00e3o de Meriti (RJ) que trouxe Jorginho, atleta de futebol na base do Santos FC e cantor de funk. Ele foi um dos pioneiros e formou dupla com Daniel. Al\u00e9m disso, o<strong> Morro do Marap\u00e9<\/strong> se tornou um grande celeiro de artistas, com nomes como Thim e Dedesso, Renatinho e Alem\u00e3o, Vina e Fandangos, entre outros.<\/p>\n<p>Em 1995, o funk de Santos j\u00e1 era hit. Por\u00e9m, demorou para chegar em S\u00e3o Paulo. Artistas como Renatinho e Alem\u00e3o, Thim e Dedesso, MC Careca, Vina e Fandangos, MC Primo, MC Bola, Neguinho do Kaxeta, Duda do Marap\u00e9, Felipe Bolad\u00e3o e Boy do Charmes foram alguns dos nomes que fizeram o nosso funk se consolidar na capital paulista.<\/p>\n<p>Identidade perif\u00e9rica atrav\u00e9s da m\u00fasica<\/p>\n<p>A m\u00fasica influencia a sociedade, e o funk sempre ditou ritmo em Santos e na Baixada. Durante muitos anos, jovens da regi\u00e3o usavam bermuda de veludo, camisa de time e t\u00eanis americano porque as letras de funk falavam sobre isso.<\/p>\n<p>O corte de cabelo, a cor do cabelo pintado, as g\u00edrias no vocabul\u00e1rio provam que as comunidades em Santos t\u00eam uma grande influ\u00eancia do funk desde a d\u00e9cada de 1990.<\/p>\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>&#13;<\/p>\n<p>\u201cCom o surgimento do funk ostenta\u00e7\u00e3o, \u00e9 isso que passou a influenciar\u201d, destaca Turato.<\/p>\n<p>&#13;\n<\/p><\/blockquote>\n<p>O g\u00eanero revela como os jovens da Baixada constroem pertencimento e voz atrav\u00e9s da arte.<\/p>\n<p>Da criminaliza\u00e7\u00e3o ao reconhecimento acad\u00eamico<\/p>\n<p>Apesar do sucesso, o funk ainda \u00e9 alvo de preconceito e criminaliza\u00e7\u00e3o. Turato est\u00e1 dedicado a mudar esse cen\u00e1rio.<\/p>\n<blockquote><p>&#13;<\/p>\n<p>\u00a0\u201cMuita gente fala sem conhecimento, e normalmente \u00e9 preconceituosa, n\u00e3o quer aprender. O preconceito \u00e9 maior na elite, e a academia tem gente de classe m\u00e9dia que acha que \u00e9 elite\u201d, critica.<\/p>\n<p>&#13;\n<\/p><\/blockquote>\n<p>Quando o g\u00eanero come\u00e7a a ser estudado academicamente e publicado em livro, o reconhecimento institucional ajuda a reduzir o estigma em torno dos bailes e MCs.<\/p>\n<p>Orgulho de Santos na m\u00fasica brasileira<\/p>\n<p>Como santista, Turato sente orgulho ao ver a cidade reconhecida por essa pot\u00eancia cultural.<\/p>\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>&#13;<\/p>\n<p>\u201cAcho que todo mun\u00edcipe deveria ter o mesmo sentimento. \u00c9 gente trabalhadora, empregando gente e levando o nome da cidade e da Regi\u00e3o\u201d, afirma.<\/p>\n<p>&#13;\n<\/p><\/blockquote>\n<p>O livro<strong> <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/diego_turato\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">A hist\u00f3ria do funk santista<\/a>\u00a0<\/strong>n\u00e3o apenas documenta quatro d\u00e9cadas de revolu\u00e7\u00e3o musical. Ele resgata a mem\u00f3ria de uma cidade que foi protagonista na difus\u00e3o do funk pelo Estado de S\u00e3o Paulo e pelo Brasil. \u00c9 um registro hist\u00f3rico que celebra a arte, a resist\u00eancia e a identidade perif\u00e9rica da Baixada Santista.<\/p>\n<p>                    <script async src=\"\/\/www.instagram.com\/embed.js\"><\/script><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O funk santista finalmente tem sua hist\u00f3ria registrada em um livro. 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