{"id":110427,"date":"2025-10-14T12:42:09","date_gmt":"2025-10-14T12:42:09","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/110427\/"},"modified":"2025-10-14T12:42:09","modified_gmt":"2025-10-14T12:42:09","slug":"nova-lei-permite-a-putin-mobilizar-dois-milhoes-de-reservistas-para-a-guerra-na-ucrania","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/110427\/","title":{"rendered":"Nova lei permite a Putin mobilizar dois milh\u00f5es de reservistas para a guerra na Ucr\u00e2nia"},"content":{"rendered":"<p>\t                Os militares poder\u00e3o ser utilizados em opera\u00e7\u00f5es no estrangeiro, incluindo nas regi\u00f5es ucranianas de Kharkiv e Sumy<\/p>\n<p>O governo russo aprovou um projeto de lei que d\u00e1 a Vladimir Putin o poder de mobilizar reservistas n\u00e3o s\u00f3 em tempos de guerra, mas tamb\u00e9m em tempos de paz, avan\u00e7a a imprensa russa. As novas regras v\u00e3o permitir a utiliza\u00e7\u00e3o destes cidad\u00e3os em combate, incluindo nas regi\u00f5es ucranianas de Sumy e Kharkiv.<\/p>\n<p>Esta mudan\u00e7a de lei permite a Vladimir Putin aceder \u00e0 enorme quantidade de reservistas, apesar de n\u00e3o ter declarado guerra formalmente contra a Ucr\u00e2nia. O estatuto de &#8220;Opera\u00e7\u00e3o Militar Especial&#8221;, como Moscovo classifica a invas\u00e3o militar da Ucr\u00e2nia, acabava por ser um entrave burocr\u00e1tico \u00e0 mobiliza\u00e7\u00e3o destes militares.\u00a0<\/p>\n<p>De acordo com a nova legisla\u00e7\u00e3o, os cidad\u00e3os inscritos na reserva de mobiliza\u00e7\u00e3o podem ser chamados para cumprir tarefas relacionadas com a defesa durante conflitos armados, opera\u00e7\u00f5es antiterroristas ou quando as for\u00e7as russas est\u00e3o destacadas no estrangeiro. A chamada destes homens ficaria dependente de uma autoriza\u00e7\u00e3o direta do presidente Vladimir Putin.<\/p>\n<p>A medida aplica-se, no entanto, apenas a todos os que assinaram um contrato direto com o Minist\u00e9rio da Defesa russo para fazer parte da reserva do pa\u00eds. No entanto, at\u00e9 ao momento, estes homens s\u00f3 podiam ser chamados durante tempo de guerra ou de mobiliza\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/p>\n<p>&#8220;Uma nota explicativa da lei refere que as altera\u00e7\u00f5es permitir\u00e3o \u00e0 R\u00fassia destacar reservistas em tempo de paz, alargando a atual legisla\u00e7\u00e3o que apenas permite \u00e0 R\u00fassia destacar reservistas durante a mobiliza\u00e7\u00e3o ou em tempo de guerra&#8221;, explica o Instituto para o Estudo da Guerra (ISW), um think thank de defesa norte-americano.<\/p>\n<p>A lei estabelece que, por decis\u00e3o do presidente russo, estes homens podem ser chamados para um treino especial, que pode durar at\u00e9 dois meses. O presidente da Comiss\u00e3o de Defesa do parlamento russo, Andrei Kartapolov, adiantou que a legisla\u00e7\u00e3o vai permitir o envio de reservistas para o estrangeiro, &#8220;incluindo para as regi\u00f5es ucranianas de Sumy e Kharkiv&#8221;.<\/p>\n<p>O objetivo \u00e9 poder ativar a enorme capacidade de mobiliza\u00e7\u00e3o russa, que conta com mais de dois milh\u00f5es de reservistas, depois de Putin ter assinado um decreto para esse efeito em 2015. Segundo o vice-presidente da Comiss\u00e3o de Defesa do parlamento russo, Aleksey Zhuravlyov, mais de dois milh\u00f5es de russos podem agora ser chamados para o combate.<\/p>\n<p>Estes indiv\u00edduos s\u00e3o antigos militares que serviram voluntariamente e que se encontram a receber um pagamento e benef\u00edcios para fazer parte da reserva. Estes militares v\u00e3o agora ser mobilizados com &#8220;muito mais frequ\u00eancia&#8221; do que antigamente, segundo Zhuravlyov.<\/p>\n<p>&#8220;Estamos a conduzir opera\u00e7\u00f5es de combate muito reais e em grande escala, mas oficialmente n\u00e3o foi declarada guerra&#8221;, disse Zhuravlyov. &#8220;Estes pormenores t\u00e9cnicos legais limitavam a flexibilidade do Minist\u00e9rio da Defesa, agora foram eliminados.&#8221;<\/p>\n<p>Problemas de recrutamento <\/p>\n<p>A aprova\u00e7\u00e3o desta medida surge numa altura em que a R\u00fassia pode estar a sofrer problemas de recrutamento. Segundo o ISW, o Kremlin est\u00e1 a recrutar 31.600 militares por m\u00eas para fazer parte do seu esfor\u00e7o de guerra na Ucr\u00e2nia, no entanto, o n\u00famero m\u00e9dio de baixas russas este ano ronda os 35.193 por m\u00eas.<\/p>\n<p>&#8220;As for\u00e7as russas parecem capazes e dispostas a manter estas taxas de baixas, apesar de terem conseguido avan\u00e7os t\u00e1cticos limitados&#8221;, concluiu o ISW.<\/p>\n<p>Esta realidade est\u00e1 a obrigar a R\u00fassia a aumentar os pr\u00e9mios de assinatura de contrato para novos recrutas, com os novos soldados a receberem um pagamento que pode atingir 2,5 milh\u00f5es de rublos (27.120 mil euros), um valor cinco vezes superior ao sal\u00e1rio anual m\u00e9dio.\u00a0<\/p>\n<p>A comunica\u00e7\u00e3o em torno do recrutamento tamb\u00e9m parece estar a mudar, de acordo com um <a href=\"https:\/\/www.openminds.ltd\/reports\/the-war-will-be-publicised-military-service-ads-in-russia-hit-record-high-after-the-kursk-incursion?utm_source=chatgpt.com\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">relat\u00f3rio<\/a> do think thank brit\u00e2nico OpenMinds. O Minist\u00e9rio da Defesa russo parece estar a focar as suas campanhas de recrutamento em posi\u00e7\u00f5es longe da linha da frente, aumentando significativamente a utiliza\u00e7\u00e3o de termos como &#8220;servi\u00e7o seguro&#8221;, &#8220;unidades de retaguarda&#8221; ou &#8220;servi\u00e7o f\u00e1cil&#8221; ou longe da &#8220;linha da frente&#8221;.\u00a0<\/p>\n<p>Mas nem isso parece ter sido suficiente para fazer frente \u00e0s enormes necessidades que surgem no campo de batalha na Ucr\u00e2nia. Al\u00e9m de contar com o apoio da Coreia do Norte e de Cuba, Moscovo tem recorrido ao recrutamento de cidad\u00e3os africanos e do M\u00e9dio Oriente para fazer frente a esta escassez.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Os militares poder\u00e3o ser utilizados em opera\u00e7\u00f5es no estrangeiro, incluindo nas regi\u00f5es ucranianas de Kharkiv e Sumy O&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":75636,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[50],"tags":[609,836,611,27,28,607,608,333,832,604,135,610,476,15,16,301,830,14,603,25,26,570,21,22,831,833,22962,62,834,12,13,19,20,835,602,52,32,23,24,26203,839,17,18,840,29,30,31,2415,63,64,65],"class_list":{"0":"post-110427","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-mundo","8":"tag-alerta","9":"tag-analise","10":"tag-ao-minuto","11":"tag-breaking-news","12":"tag-breakingnews","13":"tag-cnn","14":"tag-cnn-portugal","15":"tag-comentadores","16":"tag-costa","17":"tag-crime","18":"tag-desporto","19":"tag-direto","20":"tag-economia","21":"tag-featured-news","22":"tag-featurednews","23":"tag-governo","24":"tag-guerra","25":"tag-headlines","26":"tag-justica","27":"tag-latest-news","28":"tag-latestnews","29":"tag-live","30":"tag-main-news","31":"tag-mainnews","32":"tag-mais-vistas","33":"tag-marcelo","34":"tag-mobilizacao","35":"tag-mundo","36":"tag-negocios","37":"tag-news","38":"tag-noticias","39":"tag-noticias-principais","40":"tag-noticiasprincipais","41":"tag-opiniao","42":"tag-pais","43":"tag-politica","44":"tag-portugal","45":"tag-principais-noticias","46":"tag-principaisnoticias","47":"tag-reservistas","48":"tag-russia","49":"tag-top-stories","50":"tag-topstories","51":"tag-ucrania","52":"tag-ultimas","53":"tag-ultimas-noticias","54":"tag-ultimasnoticias","55":"tag-vladimir-putin","56":"tag-world","57":"tag-world-news","58":"tag-worldnews"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/110427","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=110427"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/110427\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/75636"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=110427"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=110427"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=110427"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}