{"id":110572,"date":"2025-10-14T14:54:08","date_gmt":"2025-10-14T14:54:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/110572\/"},"modified":"2025-10-14T14:54:08","modified_gmt":"2025-10-14T14:54:08","slug":"cancro-do-figado-mata-1-200-pessoas-por-ano-aponta-estudo-observador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/110572\/","title":{"rendered":"Cancro do f\u00edgado mata 1.200 pessoas por ano, aponta estudo \u2013 Observador"},"content":{"rendered":"<p>O <strong>cancro do f\u00edgado mata 1.200 pessoas\/ano<\/strong>, segundo um estudo de investigadores portugueses, que pedem uma aposta forte na preven\u00e7\u00e3o e estimam um<strong> impacto econ\u00f3mico anual da doen\u00e7a de 77 milh\u00f5es de euros em 2027<\/strong>.<\/p>\n<p>Em declara\u00e7\u00f5es \u00e0 Lusa, Jos\u00e9 Presa Ramos, coautor do estudo, sublinha a import\u00e2ncia da aposta na preven\u00e7\u00e3o e lembra: \u201cas estimativas s\u00e3o feitas com base nos custos daquele momento, provavelmente, se o fiz\u00e9ssemos agora, os custos seriam muit\u00edssimo superiores\u201d.<\/p>\n<p>O especialista, que presidiu \u00e0 <strong>Associa\u00e7\u00e3o Portuguesa para o Estudo do F\u00edgado,<\/strong> que realizou o estudo em parceria com a <strong>Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia<\/strong> e a <strong>Exigo consultores,<\/strong> alerta ainda para o facto de <strong>mais de metade dos casos serem diagnosticados numa fase demasiado avan\u00e7ada da doen\u00e7a,<\/strong> sublinhando a necessidade de uma resposta mais r\u00e1pida no rastreio.<\/p>\n<p>\u201cQuando chegam \u00e0 consulta os doentes chegam j\u00e1 em fases muito avan\u00e7adas da doen\u00e7a, e isso tem custos\u201d, contou o especialista, referindo que, neste momento, o tratamento indicado para estes doentes s\u00e3o esquemas baseados em imunoterapia.<\/p>\n<p>Acrescentou ainda os outros custos da doen\u00e7a: \u201cestes doentes v\u00e3o deixar de trabalhar (\u2026), v\u00e3o representar uma sobrecarga para a seguran\u00e7a social, e isto tudo s\u00e3o anos de vida perdidos, al\u00e9m do sofrimento para o doente e para a fam\u00edlia\u201d.<\/p>\n<p>O estudo, que contou com o apoio da Roche e estimou a carga da doen\u00e7a at\u00e9 2027 e o custo deste tipo de cancro de Portugal, indica que a preval\u00eancia do carcinoma hepatocelular \u2014 o tipo mais comum de cancro do f\u00edgado \u2014\u00a0est\u00e1 aumentar, passando de 4.151 pessoas em 2023 para 4.851 em 2027, exigindo \u201cinterven\u00e7\u00f5es de sa\u00fade abrangentes e eficazes\u201d.<\/p>\n<p>Os custos atribu\u00eddos a este cancro tamb\u00e9m devem aumentar, passando de cerca de 70 milh\u00f5es de euros (2023) para mais de 77 milh\u00f5es (2027), o que totaliza cerca de 370 milh\u00f5es de euros nos cinco anos avaliados. Deste valor, 44,3% est\u00e1 relacionado com o tratamento sist\u00e9mico e 29% com o transplante hep\u00e1tico.<\/p>\n<p>Em declara\u00e7\u00f5es \u00e0 Lusa, Jos\u00e9 Presa Ramos explica que 90% destes tumores malignos do f\u00edgado nascem ou desenvolvem-se \u201cem f\u00edgados que est\u00e3o doentes\u201d, na esmagadora maioria com cirrose hep\u00e1tica.<\/p>\n<p>\u201cE a cirrose hep\u00e1tica surge porqu\u00ea? Em Portugal a principal causa \u00e9 que h\u00e1 um consumo exagerado, nocivo, de \u00e1lcool\u201d, lamentou, pedido um maior envolvimento de todos \u2014\u00a0\u201cn\u00e3o s\u00f3 profissionais de sa\u00fade\u201d \u2014\u00a0e mais pol\u00edticas que dificultem o acesso e ajudem a reduzir o consumo.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m esta ter\u00e7a-feira, a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) Europa e a Ag\u00eancia Internacional de Investiga\u00e7\u00e3o sobre o Cancro (IARC) defenderam a necessidade de pol\u00edticas rigorosas sobre o \u00e1lcool, como impostos elevados e restri\u00e7\u00f5es de venda, para reduzir o consumo e prevenir o cancro.<\/p>\n<p>De acordo com a OMS Europa e a IARC, as novas an\u00e1lises cient\u00edficas refor\u00e7am a liga\u00e7\u00e3o entre o consumo de \u00e1lcool e v\u00e1rios tipos de cancro, sublinhando que pol\u00edticas p\u00fablicas fortes s\u00e3o um dos investimentos mais eficazes para proteger a sa\u00fade e poupar dinheiro aos pa\u00edses.<\/p>\n<p>Jos\u00e9 Presa aponta igualmente a necessidade de reduzir o tempo de espera de quem tem cirrose hep\u00e1tica at\u00e9 \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o de uma ecografia, que deveria ser feita de seis em seis meses.<\/p>\n<p>\u201cEstes doentes, na esmagadora maioria, est\u00e3o referenciados no SNS para os hospitais p\u00fablicos, que muitas vezes t\u00eam dificuldade em dar resposta atempada a esta necessidade de seis meses de rastreio\u201d, disse o especialista, acrescentando que 40% do rastreio n\u00e3o \u00e9 cumprida dentro desse per\u00edodo de tempo por falta de capacidade de resposta.<\/p>\n<p>Diz ainda que h\u00e1 \u201cuma percentagem importante\u201d de casos em que \u00e9 o doente que n\u00e3o faz o exame, \u201cem muitos casos porque n\u00e3o compreende a doen\u00e7a, que \u00e9 silenciosa\u201d, sublinhou, lembrando a necessidade de mais literacia na popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O cancro do f\u00edgado mata 1.200 pessoas\/ano, segundo um estudo de investigadores portugueses, que pedem uma aposta forte&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":110573,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[86],"tags":[1207,442,14199,116,1208,32,33,2946,117],"class_list":{"0":"post-110572","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-saude","8":"tag-cancro","9":"tag-ciu00eancia","10":"tag-estudo-cientu00edfico","11":"tag-health","12":"tag-medicina","13":"tag-portugal","14":"tag-pt","15":"tag-sau00fade","16":"tag-saude"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/110572","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=110572"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/110572\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/110573"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=110572"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=110572"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=110572"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}