{"id":1121,"date":"2025-07-25T16:00:24","date_gmt":"2025-07-25T16:00:24","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/1121\/"},"modified":"2025-07-25T16:00:24","modified_gmt":"2025-07-25T16:00:24","slug":"uma-vila-na-noruega-pode-ser-a-solucao-para-um-dos-maiores-problemas-economicos-da-ue","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/1121\/","title":{"rendered":"Uma vila na Noruega pode ser a solu\u00e7\u00e3o para um dos maiores problemas econ\u00f3micos da UE"},"content":{"rendered":"<p class=\"wp-caption-text top\"><a href=\"https:\/\/commons.wikimedia.org\/wiki\/File:Ulefoss_kraftverk.jpg\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" class=\"ext-link\">Morten N\u00e6rb\u00f8e \/ Wikimedia<\/a><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-691222 size-kopa-image-size-3\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/50044781db283f8accc0d5819a715a47-783x450.jpg\" alt=\"\" width=\"700\" height=\"402\"  \/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text bot\">Ulefoss, Noruega<\/p>\n<p><strong>A pacata cidade norueguesa de Ulefoss ergue-se sobre um dep\u00f3sito de terras raras. As reservas podem ajudar a reduzir a depend\u00eancia da UE da China para os elementos necess\u00e1rios na tecnologia, como os telefones.<\/strong><\/p>\n<p>Com uma popula\u00e7\u00e3o de pouco mais de 2000 habitantes, Ulefoss pode n\u00e3o parecer a resposta para um dos atuais <strong>problemas econ\u00f3micos da Europa<\/strong>. Mas este ponto da paisagem do sul da Noruega situa-se diretamente acima do maior dep\u00f3sito de terras raras do continente.<\/p>\n<p>Estes metais dif\u00edceis de obter s\u00e3o <strong>componentes cruciais de muitas tecnologias<\/strong> e aparelhos modernos, desde ca\u00e7as a ve\u00edculos el\u00e9tricos, de televis\u00f5es de ecr\u00e3 plano a c\u00e2maras digitais.<\/p>\n<p>S\u00e3o t\u00e3o importantes, na verdade, que ter um fornecimento seguro deles passou a fazer parte da legisla\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o Europeia. Como, neste momento, a UE n\u00e3o disp\u00f5e de fornecimento interno pr\u00f3prio, <strong>Ulefoss \u00e9 promissor<\/strong>.<\/p>\n<p>O dep\u00f3sito oculto conhecido como complexo Fen repousa a <strong>apenas 100 metros da superf\u00edcie<\/strong>. A \u00e1rea fica mesmo por baixo das escolas e casas da comunidade, o que a torna uma opera\u00e7\u00e3o complexa e potencialmente controversa para a empresa mineira Rare Earths Norway (REN).<\/p>\n<p>Um morador que pediu para n\u00e3o ser identificado disse que tr\u00eas dos locais que a c\u00e2mara est\u00e1 a explorar como aterros sanit\u00e1rios para as minas <strong>s\u00e3o atualmente lagoas<\/strong>.<\/p>\n<p>\u201cPara mim, as <strong>lagoas existentes s\u00e3o quase sagradas<\/strong>, tendo em conta os problemas clim\u00e1ticos que temos ou teremos. Se isto tivesse acontecido nos anos 50, quando eu era crian\u00e7a, eu compreenderia, mas agora que os planos s\u00e3o para 2025, oponho-me veementemente.\u201d<\/p>\n<p>Mas Tor Espen Simonsen, representante da comunidade da REN e residente local, diz que a empresa tem feito um esfor\u00e7o para atender \u00e0s preocupa\u00e7\u00f5es dos residentes.<\/p>\n<p>\u201cMuitas pessoas est\u00e3o curiosas sobre novas atividades mineiras, esperando que isso <strong>traga empregos e pessoas de volta<\/strong>\u201c, disse. \u201cE estamos a trabalhar em estreita colabora\u00e7\u00e3o com as empresas locais para fortalecer a cria\u00e7\u00e3o de valor a n\u00edvel local.\u201d<\/p>\n<p>Pelo menos at\u00e9 agora, o projeto evitou o tipo de protestos e obje\u00e7\u00f5es do governo local que frequentemente dificultam grandes iniciativas de infra-estruturas semelhantes. O passado da cidade presta-se a esse apoio.<\/p>\n<p>A minera\u00e7\u00e3o \u00e9 um marco para Ulefoss<\/p>\n<p>Ulefoss \u00e9 uma das<strong> comunidades industriais mais antigas da Europa<\/strong>, com uma hist\u00f3ria de minera\u00e7\u00e3o de ferro que remonta ao s\u00e9culo XVII. A \u00faltima mina fechou na d\u00e9cada de 1960, quando as opera\u00e7\u00f5es mais pequenas na Noruega perderam terreno para as for\u00e7as da globaliza\u00e7\u00e3o e do com\u00e9rcio internacional.<\/p>\n<p>\u201cCrescendo em Ulefoss, muitas pessoas disseram que um dia haveria nova atividade mineira\u201d, disse Simonsen. \u201cS\u00f3 n\u00e3o sabemos quando\u201d.<\/p>\n<p>Mas, se o projeto da REN avan\u00e7ar como planeado, esse dia poder\u00e1 n\u00e3o estar muito longe e poder\u00e1 tornar-se o cap\u00edtulo mais significativo da atividade mineira da comunidade. A empresa afirma ter identificado <strong>9 milh\u00f5es de toneladas de \u00f3xidos de terras raras<\/strong>, o que coloca o dep\u00f3sito numa escala semelhante \u00e0s maiores minas ativas do mundo na China e nos Estados Unidos.<\/p>\n<p>A empresa espera iniciar as suas opera\u00e7\u00f5es em grande escala em 2030, mas s\u00f3 poder\u00e1 extrair estes elementos de terras raras se o conseguir fazer sem afetar ou deslocar a aldeia acima.<\/p>\n<p>Para isso, a REN planeia criar aquilo a que chama uma \u201c<strong>mina invis\u00edvel<\/strong>\u201c. Come\u00e7ando a cerca de 4 quil\u00f3metros do centro da cidade, a REN ir\u00e1 escavar um t\u00fanel diagonal longo e estreito diretamente no cora\u00e7\u00e3o do dep\u00f3sito de Fen. Utilizando perfuradoras automatizadas, a REN escavar\u00e1 sec\u00e7\u00f5es gigantes de 300 metros por 50 metros do dep\u00f3sito.<\/p>\n<p>Este material ser\u00e1 despejado num britador diretamente abaixo do ponto de escava\u00e7\u00e3o. Uma vez pulverizado, ser\u00e1 enviado de volta para a superf\u00edcie em tapetes transportadores para ser <strong>separado no local de processamento<\/strong>, que ser\u00e1 constru\u00eddo junto \u00e0 entrada do t\u00fanel.<\/p>\n<p>Como \u00e9 que a minera\u00e7\u00e3o subterr\u00e2nea impactar\u00e1 a aldeia?<\/p>\n<p>O risco desta abordagem \u00e9 a subsid\u00eancia. O espa\u00e7o vazio recentemente criado abaixo do solo pode<strong> causar instabilidade geol\u00f3gica<\/strong>, como foi o caso em Kiruna, a cidade mais setentrional da Su\u00e9cia.<\/p>\n<p>A mina de min\u00e9rio de ferro de Kiruna deixou o centro urbano acima dela com fissuras e <strong>deforma\u00e7\u00e3o do solo<\/strong>. Assim, no in\u00edcio dos anos 2000, decidiu-se que a cidade necessitaria de ser realojada permanentemente, processo que est\u00e1 em curso. Esta experi\u00eancia n\u00e3o passou despercebida em Ulefoss.<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 algumas pessoas que viram coisas de outros lugares. T\u00eam medo que as nossas casas <strong>caiam numa grande cratera<\/strong> ou que algo seja destru\u00eddo\u201d, disse o residente local Eli Landsdal. \u201cMas sinto que agora cheg\u00e1mos a um ponto em que cada vez mais pessoas est\u00e3o a migrar do lado negativo para o positivo.\u201d<\/p>\n<p>Para evitar o mesmo destino de Kiruna, a REN planeia devolver cerca de metade dos seus res\u00edduos aos buracos deixados no dep\u00f3sito de Fen, misturados com um agente aglutinante para fortalecer a rocha.<\/p>\n<p>A mina invis\u00edvel pode tornar-se um ponto de viragem para a Europa<\/p>\n<p>Se a empresa conseguir concretizar as suas ambi\u00e7\u00f5es, ser\u00e1 um grande avan\u00e7o para a UE, que se apressa atualmente a garantir o fornecimento interno de materiais essenciais tamb\u00e9m utilizados para energias renov\u00e1veis, aeroespacial e defesa, que, na sua maioria, <strong>s\u00e3o provenientes da China<\/strong>.<\/p>\n<p>As cadeias de abastecimento tamb\u00e9m est\u00e3o firmemente sob controlo chin\u00eas, o que deixa a UE <strong>\u00e0 merc\u00ea de quaisquer tens\u00f5es geopol\u00edticas<\/strong> e mudan\u00e7as que o futuro reserve. Isto tornou-se evidente em Abril, quando Pequim imp\u00f4s controlos de exporta\u00e7\u00e3o de elementos de terras raras e \u00edmanes.<\/p>\n<p>Embora a Noruega n\u00e3o fa\u00e7a parte da UE, \u00e9 um aliado pr\u00f3ximo com fortes la\u00e7os comerciais, e a incipiente cadeia de abastecimento europeia de terras raras seria o principal alvo de tudo o que sa\u00edsse de Fen.<\/p>\n<p>\u201cEstamos muito atrasados, tanto na UE como, naturalmente, na Noruega\u201d, disse Tomas Norvoll, secret\u00e1rio de Estado do Minist\u00e9rio do Com\u00e9rcio, Ind\u00fastria e Pescas da Noruega, respons\u00e1vel pelo setor mineiro. Real\u00e7a a import\u00e2ncia de n\u00e3o ficarmos \u201cexclu\u00eddos\u201d das cadeias de abastecimento de \u00edmanes. \u201cPortanto, \u00e9 importante que o <strong>fa\u00e7amos com os nossos pr\u00f3prios recursos<\/strong> aqui.\u201d<\/p>\n<p>A nova mina da Fen ainda est\u00e1 a d\u00e9cadas de dist\u00e2ncia do sonho da empresa de satisfazer um ter\u00e7o da procura estimada da Europa por elementos de terras raras. Mas a empresa espera iniciar uma opera\u00e7\u00e3o piloto de pequena escala no pr\u00f3ximo ano. Se tudo correr como planeado, esta tornar-se-\u00e1 a primeira fonte industrial de elementos de terras raras na Europa.<\/p>\n<p>    <a href=\"https:\/\/zap.aeiou.pt\/subscrever-newsletter\" data-wpel-link=\"internal\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">&#13;<br \/>\n        <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-575475\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/2d51fe4a0ba54894421ead1809309ed9-1-450x140.jpg\" alt=\"Subscreva a Newsletter ZAP\" width=\"450\" height=\"140\"\/>&#13;<br \/>\n    <\/a><\/p>\n<p>                <a href=\"https:\/\/whatsapp.com\/channel\/0029VaIC4EE2f3EJZPPSbR34\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" class=\"ext-link\">&#13;<br \/>\n                    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-575475\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/c68c559d956d4ca20f435ed74a6e71e6.png\" alt=\"Siga-nos no WhatsApp\" width=\"175\" height=\"64\"\/>&#13;<br \/>\n                <\/a><\/p>\n<p>                <a href=\"https:\/\/news.google.com\/publications\/CAAiEHRwZondIV71PDjWNoqMduEqFAgKIhB0cGaJ3SFe9Tw41jaKjHbh?hl=en-US&amp;gl=US&amp;ceid=US%3Aen\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" class=\"ext-link\">&#13;<br \/>\n                    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-575475\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/5123dd8b087b644fdb8f8603acd1bad4.png\" alt=\"Siga-nos no Google News\" width=\"176\" height=\"64\"\/>&#13;<br \/>\n                <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Morten N\u00e6rb\u00f8e \/ Wikimedia Ulefoss, Noruega A pacata cidade norueguesa de Ulefoss ergue-se sobre um dep\u00f3sito de terras&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":1122,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[50],"tags":[964,27,28,358,15,16,14,25,26,21,22,62,12,965,13,19,20,23,24,17,18,29,30,31,636,63,64,65],"class_list":{"0":"post-1121","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-mundo","8":"tag-ambiente","9":"tag-breaking-news","10":"tag-breakingnews","11":"tag-china","12":"tag-featured-news","13":"tag-featurednews","14":"tag-headlines","15":"tag-latest-news","16":"tag-latestnews","17":"tag-main-news","18":"tag-mainnews","19":"tag-mundo","20":"tag-news","21":"tag-noruega","22":"tag-noticias","23":"tag-noticias-principais","24":"tag-noticiasprincipais","25":"tag-principais-noticias","26":"tag-principaisnoticias","27":"tag-top-stories","28":"tag-topstories","29":"tag-ultimas","30":"tag-ultimas-noticias","31":"tag-ultimasnoticias","32":"tag-uniao-europeia","33":"tag-world","34":"tag-world-news","35":"tag-worldnews"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1121","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1121"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1121\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1122"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1121"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1121"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1121"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}