{"id":113099,"date":"2025-10-16T12:15:08","date_gmt":"2025-10-16T12:15:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/113099\/"},"modified":"2025-10-16T12:15:08","modified_gmt":"2025-10-16T12:15:08","slug":"conheca-os-habitos-que-ajudam-a-causar-e-evitar-problemas-com-hemorroidas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/113099\/","title":{"rendered":"Conhe\u00e7a os h\u00e1bitos que ajudam a causar e evitar problemas com hemorroidas"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\">Pesquisa nos EUA aponta que o tempo prolongado sentado no vaso sanit\u00e1rio por uso do celular favorece a dilata\u00e7\u00e3o das veias na regi\u00e3o anal; saiba o que mais influencia<\/p>\n<p><strong>Por Fernanda Bassette, da Ag\u00eancia Einstein<\/strong><\/p>\n<p>O h\u00e1bito aparentemente inofensivo de levar o celular ao banheiro pode ser mais prejudicial do que se imagina. Um estudo conduzido por pesquisadores dos Estados Unidos indica que o uso de smartphone enquanto se est\u00e1 sentado no vaso sanit\u00e1rio est\u00e1 associado a um aumento de quase 50% no risco de desenvolver problemas de hemorroida, condi\u00e7\u00e3o que representa a terceira causa mais comum de consultas gastrointestinais ambulatoriais.<\/p>\n<p>Os resultados <a href=\"https:\/\/journals.plos.org\/plosone\/article?id=10.1371\/journal.pone.0329983\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">foram publicados<\/a> no in\u00edcio de setembro na revista cient\u00edfica Plos One. Os pesquisadores aplicaram question\u00e1rios sobre o uso do celular no banheiro e investigaram h\u00e1bitos comportamentais, como esfor\u00e7o evacuat\u00f3rio, consumo de fibras e pr\u00e1tica de atividade f\u00edsica. Participaram da pesquisa 125 adultos, que foram submetidos a colonoscopia de rotina entre 1\u00ba de agosto e 15 de dezembro de 2024. Desses, 43% apresentavam hemorroidas visualizadas no exame.<\/p>\n<p>O levantamento revela que 66% dos participantes utilizavam o celular no banheiro, seja para ler not\u00edcias, navegar nas redes sociais ou simplesmente passar o tempo. Entre eles, a probabilidade de apresentar hemorroidas foi 46% maior em compara\u00e7\u00e3o com quem n\u00e3o tinha esse costume, mesmo ap\u00f3s o ajuste para fatores cl\u00e1ssicos de risco, como idade, sexo, \u00edndice de massa corporal (IMC), n\u00edvel de atividade f\u00edsica e ingest\u00e3o de fibras.<\/p>\n<p>O tempo de perman\u00eancia no vaso sanit\u00e1rio foi apontado como um dos principais fatores por tr\u00e1s dessa associa\u00e7\u00e3o com o risco de hemorroidas. Entre os que usavam o celular no banheiro, 37,3% relataram permanecer sentados por mais de cinco minutos, contra apenas 7,1% dos que n\u00e3o utilizavam o aparelho. Esse tempo prolongado pode exercer press\u00e3o sobre os vasos sangu\u00edneos da regi\u00e3o anal, favorecendo o aparecimento das hemorroidas.<\/p>\n<p>Mas, afinal, o que s\u00e3o hemorroidas? <\/p>\n<p>Hemorroidas s\u00e3o veias normais que todos n\u00f3s temos no \u00e2nus.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cElas se tornam uma doen\u00e7a hemorroid\u00e1ria quando h\u00e1 dilata\u00e7\u00e3o desses vasos, causando prolapsos, caro\u00e7os e sangramento\u201d, explica a coloproctologista Patr\u00edcia Romero Prete, do Hospital Municipal de Aparecida de Goi\u00e2nia \u2013 Iris Rezende Machado (HMAP), unidade p\u00fablica gerenciada pelo Einstein Hospital Israelita em Goi\u00e1s. \u201cQuando elas est\u00e3o com problemas, os sintomas incluem coceira, incha\u00e7o, um caro\u00e7o doloroso em volta do \u00e2nus, sangramento e secre\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>A Sociedade Brasileira de Coloproctologia estima que em torno de 50% da popula\u00e7\u00e3o brasileira j\u00e1 teve ou ter\u00e1 uma crise hemorroid\u00e1ria. \u201cN\u00e3o h\u00e1 dados oficiais, pois a maioria das pessoas quando tem crises de hemorroida n\u00e3o procuram o m\u00e9dico por tabu ou vergonha. Mas esse \u00e9 um problema bastante comum\u201d, afirma Prete.<\/p>\n<p>Contudo, embora seja uma condi\u00e7\u00e3o comum, ainda h\u00e1 dificuldades na identifica\u00e7\u00e3o precisa de todos os fatores que contribuem para seu surgimento. Constipa\u00e7\u00e3o intestinal, esfor\u00e7o excessivo para evacuar, dieta pobre em fibras, sedentarismo e gesta\u00e7\u00e3o est\u00e3o entre as causas conhecidas. Agora, o tempo prolongado no vaso sanit\u00e1rio potencializado pelo uso do celular surgiu como mais um elemento de risco.<\/p>\n<p>De acordo com a m\u00e9dica, o aumento de casos de hemorroidas associados ao uso de smartphones \u00e9 percept\u00edvel na pr\u00e1tica cl\u00ednica.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cEsse \u00e9 um tema abordado com frequ\u00eancia no consult\u00f3rio. As pessoas carregam o celular para todos os lugares e o banheiro, muitas vezes, \u00e9 o \u00fanico momento em que conseguem ficar sozinhas e desconectar dos problemas e do trabalho. Muitos pacientes dizem que aproveitam esse tempo para ler mensagens ou checar as redes sociais. Isso se tornou um novo fator de risco que n\u00e3o existia antigamente\u201d, observa.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>O motivo para isso \u00e9 fisiol\u00f3gico: a partir do momento em que a pessoa fica mais de dez minutos sentada no vaso sanit\u00e1rio, existe um aumento do esfor\u00e7o evacuat\u00f3rio. \u201cImagine voc\u00ea somar esses dez minutinhos nessa posi\u00e7\u00e3o cont\u00ednua ao longo dos anos. Isso provoca uma queda for\u00e7ada das mucosas, que s\u00e3o os tecidos que sustentam as hemorroidas, e elas descem, causando dilata\u00e7\u00e3o, dor e sangramento\u201d, explica a coloproctologista.<\/p>\n<p>A recomenda\u00e7\u00e3o para evitar o problema \u00e9 ir ao banheiro apenas para fazer coc\u00f4. \u201cTemos que sentir a vontade de evacuar e entrar sem nada no banheiro \u2014 sem celular, sem revista, sem livro. O ideal \u00e9 evacuar em tr\u00eas a cinco minutos. Essa n\u00e3o \u00e9 uma regra absoluta, pois nem todo intestino funciona igual, mas esse \u00e9 considerado um tempo seguro. Se n\u00e3o conseguir evacuar, levante-se e saia\u201d, orienta a especialista.<\/p>\n<p>Diagn\u00f3stico cl\u00ednico<\/p>\n<p>O diagn\u00f3stico da doen\u00e7a hemorroid\u00e1ria \u00e9 realizado pelo coloproctologista durante o exame f\u00edsico, que inclui a avalia\u00e7\u00e3o externa do \u00e2nus e o toque retal. Em alguns casos, especialmente em pacientes com 45 anos ou mais, ou com hist\u00f3rico familiar de c\u00e2ncer colorretal, a colonoscopia pode ser indicada. O tratamento varia conforme a gravidade e pode ser cl\u00ednico \u2014 com uso de pomadas, medicamentos e mudan\u00e7as de h\u00e1bitos \u2014 ou cir\u00fargico, nos casos mais avan\u00e7ados.<\/p>\n<p>Segundo Patr\u00edcia Prete, as hemorroidas internas s\u00e3o classificadas de grau 1 a 4, conforme a gravidade dos sintomas.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cNo grau 1, h\u00e1 apenas sangramento; no grau 2, elas saem durante a evacua\u00e7\u00e3o e retornam sozinhas; no grau 3, saem e precisam ser empurradas de volta com o dedo; e no grau 4, permanecem para fora o tempo todo\u201d, detalha a especialista. J\u00e1 as hemorroidas externas se localizam ao redor do \u00e2nus e podem formar uma trombose hemorroid\u00e1ria, um caro\u00e7o duro e doloroso que costuma regredir espontaneamente.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>As hemorroidas n\u00e3o causam c\u00e2ncer, mas podem gerar complica\u00e7\u00f5es que afetam o dia a dia.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cHemorroida n\u00e3o causa nada mais grave, n\u00e3o vira c\u00e2ncer e n\u00e3o causa outras doen\u00e7as. Mas, se crescer muito e causar sangramento intenso, pode levar \u00e0 anemia; se houver secre\u00e7\u00e3o, pode irritar a regi\u00e3o anal e dificultar a higiene\u201d, relata.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Al\u00e9m do tempo no vaso sanit\u00e1rio, fatores como hist\u00f3rico familiar, constipa\u00e7\u00e3o, diarreia cr\u00f4nica, sobrepeso e atividades que exigem esfor\u00e7o f\u00edsico intenso podem ser prejudiciais. \u201cAlimentos irritativos, como pimenta e molho de tomate, podem desencadear crises. Exerc\u00edcios com muito peso, ciclismo, spinning e at\u00e9 a pr\u00e1tica de equita\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m podem contribuir\u201d, alerta a m\u00e9dica do HMAP.<\/p>\n<p>Como prevenir?<\/p>\n<p>Para prevenir o surgimento de hemorroidas, recomenda-se manter o peso sob controle, praticar atividade f\u00edsica regularmente e adotar um h\u00e1bito evacuat\u00f3rio saud\u00e1vel, seguindo a \u201cregra de tr\u00eas\u201d: evacuar no m\u00ednimo tr\u00eas vezes por semana e no m\u00e1ximo tr\u00eas vezes por dia. \u201cEvitar comidas gordurosas, bebida alco\u00f3lica e alimentos muito condimentados tamb\u00e9m ajuda. Mas \u00e9 importante lembrar que, mesmo com todos os cuidados, a pessoa pode ter uma crise eventualmente\u201d, adverte a coloproctologista.<\/p>\n<p>Sintomas como dor, sangramento, secre\u00e7\u00e3o anal, prolapso e desconforto tamb\u00e9m podem estar presentes em casos mais graves.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cHemorroidas n\u00e3o causam c\u00e2ncer, mas t\u00eam sintomas semelhantes aos de doen\u00e7as malignas. Por isso, qualquer altera\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o anal precisa ser avaliada por um proctologista. N\u00e3o adianta recorrer \u00e0 automedica\u00e7\u00e3o ou tentar diagn\u00f3stico por intelig\u00eancia artificial. Apenas o especialista pode diferenciar o que \u00e9 benigno do que pode ser mais s\u00e9rio\u201d, orienta Patr\u00edcia Prete.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Einstein<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Pesquisa nos EUA aponta que o tempo prolongado sentado no vaso sanit\u00e1rio por uso do celular favorece a&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":113100,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[86],"tags":[116,1348,32,33,117],"class_list":{"0":"post-113099","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-saude","8":"tag-health","9":"tag-pesquisa","10":"tag-portugal","11":"tag-pt","12":"tag-saude"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/113099","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=113099"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/113099\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/113100"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=113099"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=113099"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=113099"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}