{"id":11351,"date":"2025-08-01T10:13:10","date_gmt":"2025-08-01T10:13:10","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/11351\/"},"modified":"2025-08-01T10:13:10","modified_gmt":"2025-08-01T10:13:10","slug":"menos-de-13-dos-brasileiros-conseguem-controlar-hipertensao-e-diabetes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/11351\/","title":{"rendered":"Menos de 13% dos brasileiros conseguem controlar hipertens\u00e3o e diabetes"},"content":{"rendered":"<p> 18 <\/p>\n<p>Apenas 12,7% da popula\u00e7\u00e3o brasileira consegue controlar, ao mesmo tempo, a press\u00e3o arterial e a glicemia. \u00c9 o que aponta um estudo apresentado no Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de S\u00e3o Paulo (Socesp), que aconteceu nos dias 19, 20 e 21 de junho na capital paulista.<\/p>\n<p>O trabalho, chamado SNAPSHOT, foi conduzido pelo laborat\u00f3rio Servier do Brasil em parceria com m\u00e9dicos l\u00edderes de grandes centros cl\u00ednicos e avaliou 451 brasileiros com hipertens\u00e3o e diabetes tipo 2, duas das principais causas de mortalidade no Brasil.<\/p>\n<p>\u201cNosso objetivo foi entender se quem convive com hipertens\u00e3o e diabetes realmente atinge as metas recomendadas pelas diretrizes \u2013 e descobrimos que estamos muito longe disso\u201d, afirma Emilton Lima Jr., coordenador nacional do estudo e professor da Universidade Federal do Paran\u00e1 (UFPR).<\/p>\n<p>O estudo mostrou que manter os pacientes dentro do tratamento e das metas de controle das doen\u00e7as ainda \u00e9 um desafio no Brasil. Em m\u00e9dia, os pacientes fazem uso de 9,7 comprimidos por dia, e apenas 20% utilizam combina\u00e7\u00f5es em p\u00edlula \u00fanica (dose fixa), uma estrat\u00e9gia recomendada para melhorar a ades\u00e3o ao tratamento.<\/p>\n<p>Apesar da alta taxa de prescri\u00e7\u00e3o de medicamentos \u2014 98% estavam em tratamento para diabetes e 97,9% para hipertens\u00e3o \u2014, apenas 28,9% dos pacientes tinham a press\u00e3o arterial controlada, e 61% apresentavam controle inadequado da hemoglobina glicada.<\/p>\n<p>\u201cManter esses pacientes em tratamento, mas fora da meta, \u00e9 quase como n\u00e3o tratar: eles continuam expostos ao mesmo risco e pagar\u00e3o com o encurtamento da pr\u00f3pria vida\u201d, alerta Lima. \u201cPor isso defendo o modelo CTI \u2013 trate cedo, trate tudo e trate intensivamente. Controlar todos os fatores de risco de forma simult\u00e2nea e r\u00e1pida \u00e9 a \u00fanica maneira de entregarmos mais anos de vida aos nossos pacientes\u201d, conclui.<\/p>\n<p>93% dos participantes tinham uma comorbidade cardiovascular<br \/>O estudo mostrou que quase todos os participantes (93%) tinham ao menos uma comorbidade cardiovascular: dislipidemia, ou colesterol alto (33,5%), doen\u00e7a arterial perif\u00e9rica (24,7%) ou hist\u00f3rico de infarto do mioc\u00e1rdio (18,1%).<\/p>\n<p>Ainda assim, a percep\u00e7\u00e3o dos m\u00e9dicos e o c\u00e1lculo real do risco cardiovascular dos pacientes foi subestimado pelos m\u00e9dicos. Enquanto os investigadores classificaram 15,6% dos pacientes com risco moderado, 48,1% com risco alto e 35,8% com risco muito alto, os crit\u00e9rios objetivos mostraram que 100% dos pacientes tinham risco alto (23,9%) ou muito alto (76,1%).<\/p>\n<p>O estudo foi realizado por todas as regi\u00f5es do pa\u00eds, sendo 50% dos pacientes atendidos em hospitais p\u00fablicos e 50% em cl\u00ednicas privadas. O desenho e a abrang\u00eancia da pesquisa conferem representatividade aos dados.<\/p>\n<p>O artigo cient\u00edfico completo est\u00e1 em fase final de revis\u00e3o para submiss\u00e3o em revista cient\u00edfica m\u00e9dica. A expectativa \u00e9 de que seja publicado ainda em 2025.<\/p>\n<p><strong>Mat\u00e9ria \u2013 Gabriela Maraccini, da CNN<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"18 Apenas 12,7% da popula\u00e7\u00e3o brasileira consegue controlar, ao mesmo tempo, a press\u00e3o arterial e a glicemia. \u00c9&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":11352,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[86],"tags":[1027,529,116,3158,32,33,117,1130],"class_list":{"0":"post-11351","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-saude","8":"tag-diabetes","9":"tag-doencas","10":"tag-health","11":"tag-hipertensao","12":"tag-portugal","13":"tag-pt","14":"tag-saude","15":"tag-tratamento"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11351","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11351"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11351\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/11352"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11351"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11351"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11351"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}