{"id":113792,"date":"2025-10-16T21:59:10","date_gmt":"2025-10-16T21:59:10","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/113792\/"},"modified":"2025-10-16T21:59:10","modified_gmt":"2025-10-16T21:59:10","slug":"renata-piza-lanca-livro-de-anti-ajuda-sobre-luto-do-marido-16-10-2025-ilustrada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/113792\/","title":{"rendered":"Renata Piza lan\u00e7a livro de anti-ajuda sobre luto do marido &#8211; 16\/10\/2025 &#8211; Ilustrada"},"content":{"rendered":"<p>Em seu livro de estreia, a jornalista Renata Piza vai contra o ditado que diz que &#8220;todos morremos sozinhos&#8221; e mergulha fundo na ideia de que, quando um ente querido morre, uma parte de n\u00f3s morre com ele.<\/p>\n<p>&#8220;No dia em que eu morri, segurei a morte nos bra\u00e7os&#8221;, ela escreve ao narrar a partida repentina e precoce de seu ent\u00e3o marido, o tamb\u00e9m<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/fsp\/cotidiano\/17843-escritor-e-jornalista-daniel-piza-sofre-avc-e-morre-aos-41.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\"> jornalista Daniel Piza<\/a>.<\/p>\n<p>Morto em 2012, aos 41 anos, por causa de um <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/equilibrioesaude\/2025\/05\/avc-principal-causa-de-morte-cardiaca-no-brasil-tem-deficiencia-em-prevencao-e-em-atendimento-rapido-no-sus.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">acidente vascular cerebral<\/a>, Daniel deixou Renata em um<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/equilibrio\/2024\/11\/luto-nao-e-processo-linear-e-muda-funcionamento-do-cerebro-diz-pesquisadora.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\"> processo de luto<\/a> cheio de raiva e sofrimento, que inspirou &#8220;Ningu\u00e9m Morre Sozinho&#8221;.<\/p>\n<p>Misturando humor \u00e1cido e melancolia, ela escreve em primeira pessoa o que chama de &#8220;livro desespero&#8221; e &#8220;anti-ajuda&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Para mim foi uma coisa muito violenta que aconteceu de forma rand\u00f4mica e sem sentido nenhum. Eu quis retratar essa confus\u00e3o mesmo. N\u00e3o \u00e9 um livro de<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/fsp\/ribeirao\/ri3105201107.htm\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\"> autoajuda <\/a>porque eu n\u00e3o estou conseguindo nem me ajudar&#8221;, diz.<\/p>\n<p>Este \u00e9 o primeiro livro da autora, que diz que o guardava h\u00e1 dez anos. Ela o escreveu em 2015, com a perda do marido ainda recente, como uma forma de dar sentido ao que viveu e se apropriar de sua hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>A obra intercala descarregos de indigna\u00e7\u00e3o, diante da injusti\u00e7a da morte, com lembran\u00e7as que buscam compreender a perda e contar uma hist\u00f3ria de amor. Renata parece escrever para guardar e ao mesmo tempo se livrar de suas mem\u00f3rias.<\/p>\n<p>Durante a d\u00e9cada entre a escrita e a publica\u00e7\u00e3o, a autora passou da &#8220;Renata do Daniel&#8221; para a &#8220;Renata com o Daniel&#8221;, afirma ela. A primeira vers\u00e3o tinha Daniel &#8220;quase como um l\u00edder religioso&#8221;, segundo a vi\u00fava. J\u00e1 a segunda passou a existir depois de se &#8220;redescobrir como um ser humano&#8221;.<\/p>\n<p>A Renata idealizada por Daniel morreu, como ela diz. &#8220;Foi todo um processo de tentar entender quem que eu era sem o Daniel. Ent\u00e3o eu tive que me aproximar muito mais da crian\u00e7a que eu fui antes de ser a mulher dele, depois a vi\u00fava, para recuperar a mim mesma.&#8221;<\/p>\n<p>Em pleno s\u00e9culo 21, quando a independ\u00eancia das mulheres do casamento est\u00e1 mais concretizada, pode soar estranho Renata se apresentar como a mulher de um homem. Ela conta que teve essa preocupa\u00e7\u00e3o, mas escolheu ser verdadeira sobre seus sentimentos.<\/p>\n<p>&#8220;Eu j\u00e1 fui t\u00e3o julgada na \u00e9poca em que me casei e peguei o sobrenome dele que n\u00e3o tenho receio do que as pessoas v\u00e3o achar agora.&#8221; Sua \u00fanica <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/blogs\/morte-sem-tabu\/2023\/05\/minha-filha-sabe-o-que-e-morrer.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">preocupa\u00e7\u00e3o era com os filhos, <\/a>que hoje j\u00e1 s\u00e3o adultos e escolheram n\u00e3o ler o livro.<\/p>\n<p>    Tudo a Ler<\/p>\n<p class=\"c-newsletter__subtitle\">Receba no seu email uma sele\u00e7\u00e3o com lan\u00e7amentos, cl\u00e1ssicos e curiosidades liter\u00e1rias<\/p>\n<p>Renata diz que o marido ainda se faz presente em sua vida de outras maneiras, por meio dos filhos e em diversos tipos de memorab\u00edlia. Segurando uma caneta que pertenceu a seu falecido pai, ela conta que aprendeu a conviver com seus mortos.<\/p>\n<p>Ao ressignificar a morte, ela diz estar pronta at\u00e9 para sua pr\u00f3pria partida. &#8220;N\u00e3o que eu queira morrer. Eu quero viver bastante. Mas eu fiquei mais em paz com os mortos e com a morte porque ela deixou de ser um lugar de infinitude e concreto.&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Em seu livro de estreia, a jornalista Renata Piza vai contra o ditado que diz que &#8220;todos morremos&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":113793,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[143],"tags":[169,114,115,1907,236,864,237,170,1339,1437,32,33],"class_list":{"0":"post-113792","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-livros","8":"tag-books","9":"tag-entertainment","10":"tag-entretenimento","11":"tag-escritores","12":"tag-folha","13":"tag-literatura","14":"tag-livro","15":"tag-livros","16":"tag-luto","17":"tag-morte","18":"tag-portugal","19":"tag-pt"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/113792","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=113792"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/113792\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/113793"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=113792"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=113792"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=113792"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}