{"id":114315,"date":"2025-10-17T08:34:11","date_gmt":"2025-10-17T08:34:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/114315\/"},"modified":"2025-10-17T08:34:11","modified_gmt":"2025-10-17T08:34:11","slug":"revolucao-das-baterias-chega-a-portugal-com-dois-gigas-na-calha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/114315\/","title":{"rendered":"Revolu\u00e7\u00e3o das baterias chega a Portugal com dois gigas na calha"},"content":{"rendered":"<p>        Projetos associados a centrais renov\u00e1veis surgem por todo o pa\u00eds com os maiores a serem desenvolvidos por chineses, portugueses ou espanh\u00f3is. Apag\u00e3o refor\u00e7ou necessidade de baterias.    <\/p>\n<p>H\u00e1 uma revolu\u00e7\u00e3o silenciosa em curso no setor energ\u00e9tico em Portugal e por todo o mundo. As baterias vieram para ficar. Portugal j\u00e1 conta com projetos de quase dois gigawatts de pot\u00eancia nominal em baterias.<\/p>\n<p>O pa\u00eds tem uma grande ambi\u00e7\u00e3o neste campo: o roteiro nacional para a transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica (PNEC 2030) prev\u00ea que sejam atingidos 2 gigawatts de baterias at\u00e9 ao final da d\u00e9cada. O apag\u00e3o ib\u00e9rico de 28 de abril tamb\u00e9m veio demonstrar a import\u00e2ncia das baterias num sistema el\u00e9trico dominado por energias renov\u00e1veis. Mas para que \u00e9 que servem as baterias? Para injetar eletricidade na rede em caso de apag\u00e3o ou para libertar energia nas horas de maior consumo.<\/p>\n<p>S\u00e3o cerca de 50 projetos com quase 2 gigas, segundo as contas feitas pelo JE, que encontram-se em diferentes fases de desenvolvimento, incluindo os mais de 40 que v\u00e3o ter direito a receber 100 milh\u00f5es do Fundo Ambiental e do PRR.<\/p>\n<p>O maior pertence aos chineses da Chint Solar que t\u00eam uma carteira de projetos solares com 6,6 gigas. O projeto h\u00edbrido de Pinel no concelho da Vidigueira, conta com uma pot\u00eancia solar de 340 MWp e com uma capacidade de baterias de 310 MW (620 MWh). Segue-se o complexo solar fotovoltaico do Sado, da portuguesa Tecneira, com um sistema de armazenamento de energia el\u00e9trica com 300 MW de pot\u00eancia nominal e com 600 MWh de capacidade de armazenamento de energia, divididos por 180 contentores de 20 p\u00e9s, mais de 6 metros cada. A central solar tem 600 MW.<\/p>\n<p>Na terceira posi\u00e7\u00e3o, o projeto da Endesa no Pego, que nasceu do antigo ponto de liga\u00e7\u00e3o da central a carv\u00e3o. O projeto de baterias conta com 247 MW, integrado num projeto com 365 MWp de pot\u00eancia solar, 264 MW de pot\u00eancia e\u00f3lica e um eletrolisador de 500 kW para o hidrog\u00e9nio verde. Al\u00e9m do Pego, tem o projeto solar flutuante h\u00edbrido do Alto Rabag\u00e3o, distrito de Vila Real, com um sistema de armazenamento de 57 MWdc de pot\u00eancia nominal (114 MWh) com uma autonomia de 2 horas. O projeto conta com 44 MWp de pot\u00eancia solar e 50 MW de pot\u00eancia e\u00f3lica. O terceiro projeto \u00e9 a central solar fotovoltaica do Pereiro em Alcoutim, distrito de Faro, com 24 MWdc de pot\u00eancia e 99 MVA de capacidade solar.<\/p>\n<p>O quarto projeto com mais capacidade prevista \u00e9 o BigBATT da EDP junto \u00e0 central a g\u00e1s natural do Carregado: 150 MW.<br \/>J\u00e1 no Algarve, ali junto a Espanha, o projeto Solara4 (a maior central solar em Portugal com 220 MWp) dos irlandeses da WeLink tem previsto um projeto de baterias de 100 MW, com capacidade para 4 horas. A companhia tamb\u00e9m prev\u00ea instalar mais 165 MW de e\u00f3lica e outros 50 MW de solar.<\/p>\n<p>Segue-se o projeto dos brit\u00e2nicos da Lightsource BP: a central solar fotovoltaica do Alqueva, distrito de Beja, conta com 86 MW de pot\u00eancia em baterias para uma pot\u00eancia solar de 431 MWp com 600 milh\u00f5es de investimento. J\u00e1 a Galp prev\u00ea ter um total de 65 MW de baterias nos projetos solares em Alcoutim, Faro.<\/p>\n<p>Mas h\u00e1 mais projetos na calha. S\u00f3 o envelope de 100 milh\u00f5es do Fundo Ambiente, com verbas do PRR, vai apoiar mais de 630 MW de baterias, apurou o JE, nos quais se incluem os projetos da Solara4 e da Galp. Neste envelope, a Iberdrola conta com 90 MW de baterias em seis projetos.<\/p>\n<p>\u201cO armazenamento pode providenciar acesso a eletricidade durante horas em que existe mais procura. A inje\u00e7\u00e3o de eletricidade a partir de baterias d\u00e1 mais flexibilidade ao sistema\u201d, disse ao JE Francesca Piazza, respons\u00e1vel internacional da Lightsource BP, durante uma passagem recente por Portugal.<\/p>\n<p>A companhia prev\u00ea instalar baterias e e\u00f3lica em todos os seus projetos em Portugal. \u201cAs baterias desempenham um papel central na transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica, gra\u00e7as \u00e0 sua capacidade diferenciada de atuar simultaneamente como produtor, consumidor de energia e estabilizador da rede. Ao armazenarem o excedente de energia renov\u00e1vel e prestarem servi\u00e7os essenciais \u00e0 seguran\u00e7a e fiabilidade do sistema, trazem flexibilidade, estabilidade e rapidez de resposta \u00e0 rede el\u00e9trica\u201d.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u201cNas centrais de grande escala, como as solares e e\u00f3licas, o seu papel torna-se ainda mais estrat\u00e9gico, facilitando a integra\u00e7\u00e3o de volumes crescentes de energia renov\u00e1vel no sistema el\u00e9trico nacional. A forte redu\u00e7\u00e3o dos custos das baterias nos \u00faltimos anos tornou estas solu\u00e7\u00f5es cada vez mais competitivas, permitindo viabilizar projetos h\u00edbridos e otimizar o valor dos contratos de compra e venda de eletricidade (PPAs)\u201d, acrescenta Miguel Lobo, destacando a queda de 90% nos pre\u00e7os das baterias desde 2010.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Por sua vez, os franceses da Akuo tamb\u00e9m est\u00e3o a desenvolver dois projetos de baterias em Portugal. \u201cAcredito que com o progresso das baterias, os pre\u00e7os negativos do solar devem desaparecer\u201d, disse ao JE o CEO da Akuo Bruno Bensasson, que passou recentemente por Lisboa. \u201cAs baterias v\u00e3o ajudar porque s\u00e3o um complemento natural para as renov\u00e1veis\u201d.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>A Ag\u00eancia Internacional de Energia (IEA) considera as baterias um dos pilares cr\u00edticos para a seguran\u00e7a de abastecimento, a par de uma robusta rede el\u00e9trica.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Miguel Lobo da BP tamb\u00e9m destaca o novo quadro-legal para o setor. \u201cA recente atualiza\u00e7\u00e3o do enquadramento legal veio simplificar a integra\u00e7\u00e3o de sistemas de armazenamento, mas \u00e9 essencial que a DGEG acelere a emiss\u00e3o das licen\u00e7as de produ\u00e7\u00e3o quando as baterias s\u00e3o integradas. S\u00f3 assim Portugal poder\u00e1 atrair mais investimento, refor\u00e7ar a seguran\u00e7a do sistema el\u00e9trico e consolidar a sua lideran\u00e7a na descarboniza\u00e7\u00e3o do sistema energ\u00e9tico.\u201d<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Em Portugal, foi inaugurado este ano o primeiro projeto aut\u00f3nomo de baterias, com 12 megawatts na zona da Batalha. Um investimento de 12 milh\u00f5es de euros da Infraventus e da CS Energy. Esta eletricidade via baterias j\u00e1 est\u00e1 a ser injetada diariamente na rede nacional.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Projetos associados a centrais renov\u00e1veis surgem por todo o pa\u00eds com os maiores a serem desenvolvidos por chineses,&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":114316,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[83],"tags":[307,88,89,90,32,33],"class_list":{"0":"post-114315","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-empresas","8":"tag-baterias","9":"tag-business","10":"tag-economy","11":"tag-empresas","12":"tag-portugal","13":"tag-pt"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/114315","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=114315"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/114315\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/114316"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=114315"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=114315"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=114315"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}