{"id":114762,"date":"2025-10-17T14:55:25","date_gmt":"2025-10-17T14:55:25","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/114762\/"},"modified":"2025-10-17T14:55:25","modified_gmt":"2025-10-17T14:55:25","slug":"7-dicas-para-transformar-o-depois-faco-em-ja-esta-feito","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/114762\/","title":{"rendered":"7 dicas para transformar o \u201cdepois fa\u00e7o\u201d em \u201cj\u00e1 est\u00e1 feito\u201d"},"content":{"rendered":"<p>\u201cUm dos grandes mist\u00e9rios da humanidade continua a ser a raz\u00e3o pela qual se experimenta um singular e incompar\u00e1vel encantamento depois de se marcar uma tarefa como superada ou resolvida, em suma, ao faz\u00ea-la\u201d, lemos na apresenta\u00e7\u00e3o do t\u00edtulo dos autores d\u2019O Livro das Decis\u00f5es. Em O Livro das Estrat\u00e9gias (edi\u00e7\u00e3o Marcador) Mikael Krogerus e Roman Tsch\u00e4ppeler, oferecem-nos um manual para pormos m\u00e3os \u00e0 obra, ou seja, para desempenharmos as tarefas at\u00e9 ao fim.<\/p>\n<p>\u201cEntre as mais gratificantes sensa\u00e7\u00f5es que conhecemos est\u00e1 o orgulho de ter cumprido qualquer coisa que havia a fazer. Quer se trate de lavar a loi\u00e7a ou entregar a declara\u00e7\u00e3o de IRS, fazer uma apresenta\u00e7\u00e3o a um cliente ou ter aquela conversa que tardava e esclarece todas as d\u00favidas, tanto faz que sejamos estagi\u00e1rios ou tenhamos assento no conselho de administra\u00e7\u00e3o: a sensa\u00e7\u00e3o de ter conclu\u00eddo algo bem feito encoraja-nos a cumprir uma outra tarefa, depois outra e a seguir mais outra\u201d, escrevem os autores na introdu\u00e7\u00e3o ao livro.<\/p>\n<p>Uma obra que acompanha o leitor nos momentos de entusiasmo, rumo \u00e0 concretiza\u00e7\u00e3o da tarefa, mas tamb\u00e9m para facilitar nos momentos mais dif\u00edceis. Os autores re\u00fanem m\u00e9todos, teorias e truques, cuja aplicabilidade no mundo do trabalho em que nos movemos &#8211; digital, fragmentado e remoto \u2013 foi testada.<\/p>\n<p>Mikael Krogerus, nascido em Estocolmo, trabalha desde 2009 como jornalista freelancer para Der Freitag, Brand Eins e o NZZ, entre outros meios.<\/p>\n<p>Roman Tsch\u00e4ppeler, nascido em Berna, fundou em 2003 um est\u00fadio, guzo.ch, onde produz fimes e campanhas e aconselha empresas no desenvolvimento de ideias.<\/p>\n<p>D\u2019O Livro das Estrat\u00e9gias selecionamos o excerto abaixo:<\/p>\n<p><strong>Como come\u00e7ar coisas e lev\u00e1-las at\u00e9 ao fim<\/strong><\/p>\n<p>\u201cA vida \u00e9 um estaleiro de obras\u201d. Eis a tradu\u00e7\u00e3o do t\u00edtulo de um filme alem\u00e3o de 1997, Das Leben ist eine Baustelle, cujo tema \u00e9, precisamente, que na vida nunca nada corre como estava planeado, mas que ainda assim vale a pena viver. Ideia semelhante pode aplicar-se aos projetos em que nos envolvemos. Raramente correm como se pensava, mas a verdade \u00e9 que sem projetos nada se consegue planear e levar a cabo. Outra certeza ainda: seja qual for a profiss\u00e3o que se escolha, mais cedo ou mais tarde haver\u00e1 que p\u00f4r de p\u00e9 e \u201cencarrilar\u201d um projeto. Mas que quer isso dizer?<\/p>\n<p>Antes de mais, cada projeto \u00e9 diferente, mas todos se regem pelos mesmos par\u00e2metros: com que <strong>recursos <\/strong>(financeiros, intelectuais, pessoais) se consegue, num dado espa\u00e7o de <strong>tempo<\/strong>, alcan\u00e7ar um dado n\u00edvel de <strong>qualidade<\/strong>? Este livro proporciona-lhe diversas estrat\u00e9gias para conseguir harmonizar esses tr\u00eas par\u00e2metros, sendo que todas elas se orientam aproximadamente pelo plano seguinte, que \u00e9 posto em pr\u00e1tica na gest\u00e3o de projetos e que consiste em sete etapas.<\/p>\n<p><strong>1. Qual \u00e9 a minha inten\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 poss\u00edvel que tenha sido encarregue de um projeto, ou ent\u00e3o que esteja a trabalhar de modo aut\u00f3nomo \u2014 seja qual for a situa\u00e7\u00e3o, precisar\u00e1 de come\u00e7ar por uma ideia. S\u00e3o muitas as fontes das quais essa ideia pode brotar: de conversas com outras pessoas, de leituras aprofundadas, de longos passeios, de workshops intensos, de um profundo t\u00e9dio, da revisita\u00e7\u00e3o de ideias antigas, do sono. As ideias chegam sem que as chamemos ou talvez at\u00e9 quando menos and\u00e1vamos \u00e0 procura. Se lhe ocorrer uma boa ideia, tome nota dela, fique a remo\u00ea-la durante algum tempo \u2014 mas n\u00e3o precisa de tratar logo de avali\u00e1-la. Nesta fase, os m\u00e9todos que lhe poder\u00e3o ser \u00fateis s\u00e3o o brainstorming, a burstiness e a avalia\u00e7\u00e3o de ideias.<\/p>\n<p>Tudo demora mais do que o inicialmente planeado. Algumas coisas s\u00e3o mais dif\u00edceis do que se pensava. Muitas coisas n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o m\u00e1s como se antecipava.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"\" title=\"o livro das estrat\u00e9gias\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/d67552806b1676c4590e9eea35aeeddcfe3248d8.jpg\" alt=\"o livro das estrat\u00e9gias\" width=\"221\" height=\"248\" data-mediabank-id=\"4127275\" data-post-id=\"1939810\"\/><\/p>\n<p>cr\u00e9ditos: Marcador<\/p>\n<p><strong>2. Qual \u00e9, ao certo, a minha inten\u00e7\u00e3o? E porqu\u00ea?<\/strong><\/p>\n<p>Dever-se-\u00e1 distinguir entre a ideia e o objetivo. \u201cQuero montar um neg\u00f3cio de com\u00e9rcio de pimenta\u00bb \u00e9 uma ideia. Um objetivo poder\u00e1 ser: \u201cAt\u00e9 ao pr\u00f3ximo ano, gostaria que o restaurante XY juntasse a minha pimenta aos seus pratos que levam queijo\u201d. Um objetivo \u00e9 uma ideia com uma data apensa.<\/p>\n<p><strong>3. Como pretendo alcan\u00e7ar o meu objetivo?<\/strong><\/p>\n<p>Para conseguir descobrir como ir\u00e1 alcan\u00e7ar o seu objetivo, tem de conhecer os seus recursos. Quanto tempo tem \u00e0 sua disposi\u00e7\u00e3o? Quanto dinheiro? Quem \u00e9 que participa no projeto (e quem \u00e9 que ser\u00e1 prefer\u00edvel n\u00e3o participar)? Que informa\u00e7\u00f5es lhe faltam? Conhece as suas capacidades? E sabe exatamente do que n\u00e3o \u00e9 capaz? Assim que tiver respostas razo\u00e1veis a estas perguntas, distribua os seus recursos e organize as medidas a tomar numa determinada sequ\u00eancia \u2014 que na maioria dos casos acaba por se revelar errada. Por essa raz\u00e3o, poder\u00e1 ser que prefira come\u00e7ar por avaliar os recursos e s\u00f3 depois se ponha a aperfei\u00e7oar as ideias e os objetivos. A verdade \u00e9 que \u00e9 extremamente enervante planear com base em milh\u00f5es que nem sequer est\u00e3o dispon\u00edveis. Ou ent\u00e3o \u2014 insistindo no exemplo da pimenta \u2014 n\u00e3o saber que na Europa Central nem sequer \u00e9 poss\u00edvel produzir pimenta. Regra geral, esta \u00e9 uma etapa do projeto que nunca pode ser realizada de um modo definitivo; em vez disso, dever\u00e1 estar sempre com aten\u00e7\u00e3o, a ver se os recursos est\u00e3o bem distribu\u00eddos. Assemelha-se mais ao estar casado, do que propriamente \u00e0 festa de casamento. Para esta fase precisar\u00e1 de: or\u00e7amenta\u00e7\u00e3o, circle of competence, teoria dos pequenos presentes.<\/p>\n<p><strong>4. Ponha m\u00e3os \u00e0 obra<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 prov\u00e1vel que passe ent\u00e3o a trabalhar mais vezes sozinho ou apenas com contactos muito espec\u00edficos com outros.<\/p>\n<p><strong>5. Motive-se a seguir em frente<\/strong><\/p>\n<p>Sejamos sinceros, em qualquer projeto surge um momento em que j\u00e1 n\u00e3o se consegue seguir em frente, em que falta a vontade ou em que se perde a f\u00e9. Nessa altura precisa das ferramentas seguintes: a regra dos cinco segundos, a t\u00e9cnica pomodoro ou o modelo das reservas de energia.<\/p>\n<p><strong>6. Fa\u00e7a um sprint<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o acredite em nenhum consultor (nem mesmo em n\u00f3s) que queira convenc\u00ea-lo da exist\u00eancia de um m\u00e9todo que evita por completo que tudo fique sempre pronto \u201c\u00e0 \u00faltima hora\u201d. Vigora a lei de Parkinson, segundo a qual \u201co trabalho cresce em propor\u00e7\u00e3o ao tempo dispon\u00edvel para a sua realiza\u00e7\u00e3o\u201d. Quer isso dizer que, quanto mais tempo tiver dispon\u00edvel, mais tudo ir\u00e1 demorar. No entanto, o sprint final n\u00e3o tem de acontecer aos cinco minutos para o meio-dia; pode tamb\u00e9m ter in\u00edcio logo aos cinco minutos para as 11.<\/p>\n<p><strong>7. Olhe para tr\u00e1s (e depois para a frente)<\/strong><\/p>\n<p>Quer atinja ou n\u00e3o o seu objetivo, qualquer final, mesmo que n\u00e3o seja bom, \u00e9 uma raz\u00e3o para brindar. E depois de a ondula\u00e7\u00e3o acalmar, pergunte a si mesmo como foi o caminho que percorreu, se quer voltar a percorr\u00ea-lo e questione-se sobre o que vir\u00e1 a seguir.<\/p>\n<p><strong>Imagem de abertura:\u00a0Designed by Freepik \u2014 <a href=\"http:\/\/www.freepik.com\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">www.freepik.com<\/a><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\u201cUm dos grandes mist\u00e9rios da humanidade continua a ser a raz\u00e3o pela qual se experimenta um singular e&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":114763,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[143],"tags":[169,114,115,170,32,33],"class_list":{"0":"post-114762","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-livros","8":"tag-books","9":"tag-entertainment","10":"tag-entretenimento","11":"tag-livros","12":"tag-portugal","13":"tag-pt"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/114762","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=114762"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/114762\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/114763"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=114762"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=114762"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=114762"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}