{"id":114965,"date":"2025-10-17T17:47:12","date_gmt":"2025-10-17T17:47:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/114965\/"},"modified":"2025-10-17T17:47:12","modified_gmt":"2025-10-17T17:47:12","slug":"o-que-faz-os-tomahawk-tao-valiosos-para-a-ucrania-podem-ser-usados-contra-a-russia-guerra-na-ucrania","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/114965\/","title":{"rendered":"O que faz os Tomahawk t\u00e3o valiosos para a Ucr\u00e2nia? Podem ser usados contra a R\u00fassia? | Guerra na Ucr\u00e2nia"},"content":{"rendered":"<p>Os Tomahawk, m\u00edsseis de cruzeiro de longo alcance que fazem parte do arsenal militar dos Estados Unidos desde os anos 1980 e que j\u00e1 foram utilizados em conflitos no Iraque, S\u00edria, L\u00edbia ou Afeganist\u00e3o, podem ser um trunfo estrat\u00e9gico para a Ucr\u00e2nia na guerra contra a R\u00fassia. Ainda n\u00e3o \u00e9 certo que a Administra\u00e7\u00e3o Trump aceda aos pedidos de Kiev para ter acesso a estes equipamentos, mas, se o fizer, estar\u00e1 a dar a Kiev a capacidade de atingir alvos estrat\u00e9gicos no cora\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio inimigo, com \u00ednfima margem de erro. Saiba mais sobre estas armas letais de fabrico norte-americano.<\/p>\n<p>O que faz destes m\u00edsseis t\u00e3o valiosos?<\/p>\n<p>Entre as principais caracter\u00edsticas que os definem est\u00e3o o alcance e a precis\u00e3o. Desenvolvidos nos EUA nos anos de 1970, t\u00eam sido continuamente actualizados e desde 1994 s\u00e3o produzidos pela Raytheon Missiles and Defense. Estes m\u00edsseis de alta precis\u00e3o existem em v\u00e1rias vers\u00f5es e podem transportar diferentes tipos de ogivas, incluindo ogivas nucleares.<\/p>\n<p>S\u00e3o o m\u00edssil de cruzeiro com o maior alcance do arsenal ocidental e podem ser lan\u00e7ados a partir de diversas plataformas para atingir alvos em terra ou em mar. O especialista militar ucraniano Kostiantyn Kryvolap explicou \u00e0 emissora alem\u00e3 DW que \u201ct\u00eam tr\u00eas variantes\u201d e podem ser lan\u00e7ados do ar, do mar, ou da terra.<\/p>\n<p>O especialista diz que o alcance destes m\u00edsseis \u00e9 de cerca de 1600 quil\u00f3metros, embora algumas variantes cheguem a 2500 quil\u00f3metros. De acordo com a CNN, o raio de ac\u00e7\u00e3o dos Tomahawk \u00e9 muito superior aos restantes m\u00edsseis actualmente no arsenal da Ucr\u00e2nia: os Storm Shadow t\u00eam um alcance de cerca de 250 quil\u00f3metros e o dos ATACMS \u00e9 de 300 quil\u00f3metros.<\/p>\n<p>Voam a baixas altitudes e desviam-se dos obst\u00e1culos<\/p>\n<p>Um dos grandes trunfos \u00e9 a sua capacidade de voar a altitudes muito baixas e desviar-se de quaisquer obst\u00e1culos. \u201cO que \u00e9 importante sobre os Tomahawk \u00e9 que eles n\u00e3o v\u00e3o necessariamente do ponto A ao ponto B em linha recta. Seguem uma rota de circum-navega\u00e7\u00e3o para que n\u00e3o possam ser abatidos\u201d, explicou \u00e0 CNN James \u201cSpider\u201d Marks, major-general na reforma do Ex\u00e9rcito norte-americano.<\/p>\n<p>O New York Times salienta que esta capacidade de voar a baixas altitudes faz com que os Tomahawks sejam dif\u00edceis de captar por radares e tamb\u00e9m m\u00edsseis \u201cvoam relativamente r\u00e1pido: 550 milhas por hora [aproximadamente 885km\/h], ou cerca de 70% da velocidade do som\u201d.<\/p>\n<p>Como \u00e9 que a Ucr\u00e2nia pode usar estes m\u00edsseis contra a R\u00fassia?<\/p>\n<p>Kostiantyn Kryvolap sustenta que a Ucr\u00e2nia precisa dos sistemas terrestres de Tomahawk. O pa\u00eds, que n\u00e3o tem navios e submarinos de guerra, passaria a ter uma grande capacidade de penetra\u00e7\u00e3o em territ\u00f3rio russo. Com recurso a este equipamento, o Ex\u00e9rcito ucraniano teria capacidade de destrui\u00e7\u00e3o de alvos estrat\u00e9gicos russos, como instala\u00e7\u00f5es militares, energ\u00e9ticas ou f\u00e1bricas de armamento.<\/p>\n<p>Para isso, al\u00e9m dos m\u00edsseis propriamente ditos, os Estados Unidos teriam igualmente de acordar a entrega \u00e0 Ucr\u00e2nia do novo sistema de lan\u00e7amento chamado Typhon, que o NYT descreve como \u201cum contentor de transporte padr\u00e3o de 40 p\u00e9s que esconde quatro tubos de m\u00edsseis\u201d prontos a disparar para cima. O Ex\u00e9rcito norte-americano testou pela primeira vez um Tomahawk a partir desse lan\u00e7ador em 2023. O inconveniente, segundo o Guardian, \u00e9 que h\u00e1 muito poucos Typhon dispon\u00edveis.<\/p>\n<p>Qual \u00e9 a carga habitual de um Tomahawk?<\/p>\n<p>Normalmente, estes m\u00edsseis transportam uma ogiva com o equivalente explosivo a cerca de 180kg de TNT, escreve o NYT. O jornal norte-americano explica que existem vers\u00f5es com armas de fragmenta\u00e7\u00e3o, sendo a mais comum a que transporta 166 pequenas bombas, mas que s\u00e3o muito menos precisas.<\/p>\n<p>H\u00e1 ainda uma outra vers\u00e3o confidencial que foi desenvolvida para \u201cdesactivar temporariamente a rede el\u00e9ctrica do inimigo, libertando pequenos recipientes de filamentos de fibra de carbono que cobrem as linhas de transmiss\u00e3o el\u00e9ctrica e causam curto-circuito nos transformadores e outros equipamentos [de rede]\u201d.<\/p>\n<p>Quanto custa um Tomahawk?<\/p>\n<p>De acordo com o Guardian, o pre\u00e7o de cada m\u00edssil de cruzeiro ronda os 1,3 milh\u00f5es de euros. S\u00e3o especialmente caros n\u00e3o apenas pelo poder destrutivo, mas tamb\u00e9m pela componente tecnol\u00f3gica, como os sistemas de orienta\u00e7\u00e3o, alcance e adaptabilidade em combate, que os tornam t\u00e3o letais.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Os Tomahawk, m\u00edsseis de cruzeiro de longo alcance que fazem parte do arsenal militar dos Estados Unidos desde&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":114966,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[50],"tags":[27,28,92,413,15,16,889,14,25,26,21,22,62,12,13,19,20,23,24,839,17,18,840,29,30,31,2416,63,64,65],"class_list":{"0":"post-114965","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-mundo","8":"tag-breaking-news","9":"tag-breakingnews","10":"tag-donald-trump","11":"tag-eua","12":"tag-featured-news","13":"tag-featurednews","14":"tag-guerra-na-ucrania","15":"tag-headlines","16":"tag-latest-news","17":"tag-latestnews","18":"tag-main-news","19":"tag-mainnews","20":"tag-mundo","21":"tag-news","22":"tag-noticias","23":"tag-noticias-principais","24":"tag-noticiasprincipais","25":"tag-principais-noticias","26":"tag-principaisnoticias","27":"tag-russia","28":"tag-top-stories","29":"tag-topstories","30":"tag-ucrania","31":"tag-ultimas","32":"tag-ultimas-noticias","33":"tag-ultimasnoticias","34":"tag-volodymyr-zelensky","35":"tag-world","36":"tag-world-news","37":"tag-worldnews"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/114965","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=114965"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/114965\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/114966"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=114965"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=114965"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=114965"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}