{"id":115036,"date":"2025-10-17T18:58:09","date_gmt":"2025-10-17T18:58:09","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/115036\/"},"modified":"2025-10-17T18:58:09","modified_gmt":"2025-10-17T18:58:09","slug":"nao-ha-comprovacao-cientifica-de-que-5g-cause-cancer-post-distorce-caso-antigo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/115036\/","title":{"rendered":"N\u00e3o h\u00e1 comprova\u00e7\u00e3o cient\u00edfica de que 5G cause c\u00e2ncer; post distorce caso antigo"},"content":{"rendered":"<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 gsLklW  \"><strong>O que est\u00e3o compartilhando: <\/strong>que a tecnologia <a href=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/tudo-sobre\/5g\/?srsltid=AfmBOorid6KaLyMw16SgIcQDaU-r89Ip5OyySoCI4i8610DEWzuGyMAn\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer nofollow noopener\" title=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/tudo-sobre\/5g\/?srsltid=AfmBOorid6KaLyMw16SgIcQDaU-r89Ip5OyySoCI4i8610DEWzuGyMAn\">5G <\/a>pode oferecer riscos \u00e0 sa\u00fade, principalmente quando antenas s\u00e3o instaladas em locais como escolas e hospitais. Uma postagem cita como exemplo um caso nos Estados Unidos, em que uma torre 5G instalada em uma escola na Calif\u00f3rnia teria sido desativada ap\u00f3s oito crian\u00e7as serem diagnosticadas com <a href=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/tudo-sobre\/cancer\/?srsltid=AfmBOop5hkeTtBtMsrUZNsYv_ElT-EW0lKivTsp78u0azHdAdoQFAr8p\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer nofollow noopener\" title=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/tudo-sobre\/cancer\/?srsltid=AfmBOop5hkeTtBtMsrUZNsYv_ElT-EW0lKivTsp78u0azHdAdoQFAr8p\">c\u00e2ncer<\/a>.<\/p>\n<p><strong>O Estad\u00e3o Verifica investigou e concluiu que: <\/strong>\u00e9 enganoso. N\u00e3o h\u00e1 comprova\u00e7\u00e3o cient\u00edfica de que o 5G, nome dado \u00e0 quinta gera\u00e7\u00e3o da tecnologia de conex\u00e3o m\u00f3vel, cause problemas de sa\u00fade. Assim como nas gera\u00e7\u00f5es anteriores, o 5G funciona por meio de torres que transmitem dados usando ondas de r\u00e1dio. Essas ondas emitem radia\u00e7\u00e3o n\u00e3o ionizante, que <strong>n\u00e3o tem energia suficiente para causar danos ao DNA ou muta\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas<\/strong>, mecanismos que levam ao c\u00e2ncer. O post verificado omite que o caso citado \u00e9 de 2019. A torre de celular em quest\u00e3o foi desligada pela empresa Sprint <strong>antes de o 5G come\u00e7ar a ser implantado comercialmente<\/strong> nos EUA (saiba mais abaixo). <\/p>\n<p>Procurado, o autor da postagem citou uma tese de doutorado defendida em 2010, sobre casos de c\u00e2ncer ocorridos entre 1996 e 2006 em Belo Horizonte. A tecnologia de 5G ainda n\u00e3o havia sido adotada naquela \u00e9poca.<\/p>\n<p><img  loading=\"lazy\" class=\"lazy-load-img\"\/><\/p>\n<p>Postagem engana ao associar tecnologia 5G a diagn\u00f3sticos de c\u00e2ncer em alunos de escola da Calif\u00f3rnia\u00a0Foto:  Reprodu\u00e7\u00e3o\/Instagram<\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 gsLklW  \"><strong>Saiba mais:<\/strong> a preocupa\u00e7\u00e3o com a exposi\u00e7\u00e3o humana a campos eletromagn\u00e9ticos de radiofrequ\u00eancia \u00e9 antiga e o debate \u00e9 leg\u00edtimo. No entanto, a pe\u00e7a verificada distorce e omite informa\u00e7\u00f5es ao citar um caso antigo, em que uma torre de celular foi desativada em uma escola em Ripon, na Calif\u00f3rnia, ap\u00f3s pais associarem as ondas de radiofrequ\u00eancia emitidas pela estrutura a casos de c\u00e2ncer em alunos. <\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 gsLklW  \">A torre foi desligada mesmo ap\u00f3s testes confirmarem sua seguran\u00e7a e conformidade com as normas federais (<a href=\"https:\/\/www.cbsnews.com\/news\/cell-tower-shut-down-some-california-parents-link-to-several-cases-of-childhood-cancer\/\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">aqui<\/a>). A postagem engana ao afirmar que a torre era de 5G e ao relacionar a tecnologia ao c\u00e2ncer.<\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 gsLklW  \">Conforme not\u00edcias publicadas pela imprensa (<a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/economia\/tecnologia\/noticia\/2019\/04\/08\/5g-ja-e-realidade-nos-eua-e-na-coreia-do-sul-quando-chegara-ao-brasil.ghtml\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">aqui<\/a> e <a href=\"https:\/\/www.forbes.com\/sites\/jeanbaptiste\/2019\/04\/04\/verizon-launches-worlds-first-commercial-5g-smartphone-service\/\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">aqui<\/a>), o 5G come\u00e7ou a ser oferecido comercialmente nos EUA em abril de 2019, na mesma \u00e9poca em que a Sprint, antiga empresa de telecomunica\u00e7\u00f5es americana, desligou a torre instalada na escola. Naquele ano, a Sprint anunciou que ativaria sua rede 5G em maio, come\u00e7ando em Atlanta, Chicago, Dallas e Kansas City (<a href=\"https:\/\/www.theverge.com\/2019\/2\/25\/18239508\/sprint-5g-launch-may-chicago-dallas-atlanta\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">aqui<\/a>).<\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 gsLklW  \">Os diagn\u00f3sticos de c\u00e2ncer em quatro alunos de uma escola prim\u00e1ria em Ripon, registrados entre 2016 e 2019, ganharam repercuss\u00e3o quando a CBS News noticiou que pais acreditavam que os casos tinham liga\u00e7\u00e3o com a radia\u00e7\u00e3o de radiofrequ\u00eancia emitida por uma torre de celular presente no campus.<\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 gsLklW  \">As reportagens da emissora sobre o caso n\u00e3o mencionam que a torre seria 5G. Ap\u00f3s a Sprint desativar a estrutura, pais que investigavam as poss\u00edveis causas dos diagn\u00f3sticos elaboraram uma lista com outros registros de c\u00e2ncer na cidade e perceberam que os casos iam al\u00e9m do ambiente escolar. Com isso, passaram a considerar outra hip\u00f3tese: a presen\u00e7a de tricloroetileno (TCE), subst\u00e2ncia qu\u00edmica associada ao c\u00e2ncer, encontrada nas \u00e1guas subterr\u00e2neas e nos po\u00e7os de Ripon.<\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 gsLklW  \">Ao Verifica, Ubirani Barros Otero, epidemiologista que atua na \u00c1rea T\u00e9cnica Ambiente, Trabalho e C\u00e2ncer da Coordena\u00e7\u00e3o de Preven\u00e7\u00e3o e Vigil\u00e2ncia do Instituto Nacional do C\u00e2ncer (Inca), explicou que n\u00e3o seria poss\u00edvel atribuir os casos ao 5G, j\u00e1 que a tecnologia foi lan\u00e7ada comercialmente apenas em 2019 e o c\u00e2ncer n\u00e3o \u00e9 uma doen\u00e7a de desenvolvimento imediato. <\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 gsLklW  \">\u201cQualquer tipo de c\u00e2ncer requer um per\u00edodo m\u00ednimo que a gente chama de per\u00edodo de lat\u00eancia, que vai da exposi\u00e7\u00e3o at\u00e9 o surgimento da doen\u00e7a\u201d, explicou.<\/p>\n<p>A radia\u00e7\u00e3o do 5G e das torres de celular faz mal \u00e0 sa\u00fade?<\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 gsLklW  \">A diferen\u00e7a entre a quinta gera\u00e7\u00e3o de redes m\u00f3veis para as gera\u00e7\u00f5es anteriores (3G, 4G) est\u00e1 no uso de faixas de frequ\u00eancia mais altas, o que permite que mais dispositivos acessem a internet simultaneamente e com maior velocidade. Apesar dessa evolu\u00e7\u00e3o, o tipo de radia\u00e7\u00e3o emitido pelas torres de celular permanece o mesmo.<\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 gsLklW  \">Embora a radia\u00e7\u00e3o de radiofrequ\u00eancia emitida por torres de celular j\u00e1 tenha gerado d\u00favidas sobre poss\u00edveis riscos \u00e0 sa\u00fade, especialistas ouvidos pelo Verifica explicaram que n\u00e3o h\u00e1 evid\u00eancias cient\u00edficas s\u00f3lidas de que esse tipo de radia\u00e7\u00e3o cause c\u00e2ncer.<\/p>\n<p>A radiofrequ\u00eancia est\u00e1 no espectro das radia\u00e7\u00f5es n\u00e3o ionizantes, usadas para transmitir sinais de celular e Wi-Fi, e n\u00e3o tem energia suficiente para alterar o DNA ou causar danos significativos \u00e0s c\u00e9lulas do corpo. \u00c9 o que explicou a oncologista Maria Del Pilar Estevez Diz, diretora do Corpo Cl\u00ednico e coordenadora da Oncologia Cl\u00ednica do Instituto do C\u00e2ncer do Estado de S\u00e3o Paulo (Icesp).<\/p>\n<p>\u201cAs ondas de radiofrequ\u00eancia s\u00e3o ondas de radia\u00e7\u00e3o, mas \u00e9 o que a gente chama de radia\u00e7\u00e3o n\u00e3o ionizante. Ela \u00e9 completamente diferente da radia\u00e7\u00e3o do raio-x, do raio gama e da radia\u00e7\u00e3o ultravioleta\u201d, disse a oncologista. <\/p>\n<p>A radia\u00e7\u00e3o ionizante \u00e9 capaz de causar danos \u00e0 sa\u00fade, como o c\u00e2ncer, dependendo da dose de exposi\u00e7\u00e3o. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 radia\u00e7\u00e3o n\u00e3o ionizante, a m\u00e9dica pontuou que estamos praticamente imersos nessa radia\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 gsLklW  \">\u201cN\u00f3s temos ondas de r\u00e1dio, de micro-ondas e a pr\u00f3pria luz vis\u00edvel, ent\u00e3o n\u00f3s temos um espectro grande desse tipo de radia\u00e7\u00e3o e n\u00e3o temos nenhum dado que mostre que isso \u00e9 capaz de causar danos \u00e0 sa\u00fade ou causar c\u00e2ncer\u201d, disse. <\/p>\n<p>Em 2011, a Ag\u00eancia Internacional de Pesquisa em C\u00e2ncer (IARC) da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) <a href=\"https:\/\/www.iarc.who.int\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/pr208_E.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">classificou os campos eletromagn\u00e9ticos de radiofrequ\u00eancia como possivelmente carcinog\u00eanicos para humanos<\/a> (grupo 2B), com base em evid\u00eancias limitadas de um poss\u00edvel aumento no risco de tumores cerebrais entre usu\u00e1rios de celulares. <\/p>\n<p>Segundo a epidemiologista Ubirani e a oncologista Maria Del Pilar, a classifica\u00e7\u00e3o n\u00e3o confirma que h\u00e1 evid\u00eancias consistentes de que a exposi\u00e7\u00e3o a esse tipo de radia\u00e7\u00e3o possa causar c\u00e2ncer. <\/p>\n<p>Em 2024, a Ag\u00eancia Australiana de Prote\u00e7\u00e3o contra Radia\u00e7\u00e3o e Seguran\u00e7a Nuclear (Arpansa) publicou o resultado de uma revis\u00e3o sistem\u00e1tica encomendada pela OMS sobre os potenciais efeitos \u00e0 sa\u00fade causados \u200b\u200bpela exposi\u00e7\u00e3o a ondas de r\u00e1dio (<a href=\"https:\/\/www.arpansa.gov.au\/who-review-finds-no-link-between-mobile-phone-use-and-brain-cancer\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\" title=\"https:\/\/www.arpansa.gov.au\/who-review-finds-no-link-between-mobile-phone-use-and-brain-cancer\">aqui<\/a>). A an\u00e1lise n\u00e3o encontrou associa\u00e7\u00e3o entre o uso de celulares e o risco de c\u00e2ncer no c\u00e9rebro.<\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 gsLklW  \">O professor Ken Karipidis, que liderou a revis\u00e3o pela ag\u00eancia australiana, disse que essa \u00e9 a avalia\u00e7\u00e3o mais abrangente e atualizada das evid\u00eancias at\u00e9 o momento. Segundo ele, quando a IARC classificou as ondas de r\u00e1dio como possivelmente cancer\u00edgenas para humanos, ela se baseou \u201cem evid\u00eancias limitadas de estudos observacionais em humanos\u201d.<\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 gsLklW  \">\u201cEsta revis\u00e3o sistem\u00e1tica de estudos observacionais humanos \u00e9 baseada em um conjunto de dados muito maior comparado ao examinado pelo IARC, que tamb\u00e9m inclui estudos mais recentes e abrangentes, para que possamos ter mais confian\u00e7a de que a exposi\u00e7\u00e3o a ondas de r\u00e1dio da tecnologia sem fio n\u00e3o \u00e9 um risco \u00e0 sa\u00fade humana\u201d, disse o professor \u00e0 Arpansa. <\/p>\n<p><img  loading=\"lazy\" class=\"lazy-load-img\"\/><\/p>\n<p>Radia\u00e7\u00e3o de radiofrequ\u00eancia emitida por torres de celular s\u00e3o n\u00e3o ionizantes e n\u00e3o tem energia suficiente para alterar o DNA, ou causar danos significativos \u00e0s c\u00e9lulas do corpo\u00a0Foto:  Marcelo Camargo\/Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n<p>No Brasil, Anatel regula os n\u00edveis de radia\u00e7\u00e3o de radiofrequ\u00eancia<\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 gsLklW  \">Conforme informa\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis no site da Ag\u00eancia Nacional de Telecomunica\u00e7\u00f5es (Anatel) (<a href=\"https:\/\/www.gov.br\/anatel\/pt-br\/regulado\/radiofrequencia\/exposicao-a-campos-eletromagneticos\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\" title=\"https:\/\/www.gov.br\/anatel\/pt-br\/regulado\/radiofrequencia\/exposicao-a-campos-eletromagneticos\">aqui<\/a>), os limites de exposi\u00e7\u00e3o humana a campos eletromagn\u00e9ticos de radiofrequ\u00eancia adotados no Brasil seguem as diretrizes estabelecidas pela Comiss\u00e3o Internacional de Prote\u00e7\u00e3o Contra Radia\u00e7\u00e3o N\u00e3o Ionizante (ICNIRP), que desenvolve e dissemina recomenda\u00e7\u00f5es cient\u00edficas sobre a limita\u00e7\u00e3o da exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 radia\u00e7\u00e3o n\u00e3o ionizante.<\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 gsLklW  \">A ag\u00eancia afirma que \u201cde acordo com os estudos desenvolvidos na OMS, n\u00e3o h\u00e1 evid\u00eancias cient\u00edficas convincentes de que a exposi\u00e7\u00e3o humana a valores de campos eletromagn\u00e9ticos abaixo dos limites estabelecidos cause efeitos adversos \u00e0 sa\u00fade\u201d.<\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 gsLklW  \">De acordo com Hugo Filgueiras, doutor em telecomunica\u00e7\u00f5es pelo Instituto Nacional de Telecomunica\u00e7\u00f5es (Inatel), a radiofrequ\u00eancia gera calor, mas os n\u00edveis emitidos costumam ser de 50 a 60 vezes menores do que o necess\u00e1rio para causar uma eleva\u00e7\u00e3o de 1 grau na temperatura ao redor da torre. Segundo o especialista, a dist\u00e2ncia entre as pessoas e a estrutura faz com que a exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 radia\u00e7\u00e3o caia para valores considerados insignificantes em termos de varia\u00e7\u00e3o t\u00e9rmica.<\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 gsLklW  \">Segundo Filgueiras, a instala\u00e7\u00e3o de torres de celular ocorre mediante autoriza\u00e7\u00e3o da Anatel, que define a faixa de frequ\u00eancia a ser utilizada para cada tecnologia, al\u00e9m de estabelecer limites como a pot\u00eancia m\u00e1xima e a altura permitida para a estrutura. <\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 gsLklW  \">\u201cTudo isso \u00e9 regulado pela Anatel e, posteriormente, s\u00e3o realizadas fiscaliza\u00e7\u00f5es peri\u00f3dicas, tanto de forma preventiva quanto mediante den\u00fancias\u201d, afirmou.<\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 gsLklW  \">\u201cEssas den\u00fancias chegam de outros sistemas ou de outras operadoras que percebem que o sistema dela est\u00e1 sofrendo algum tipo de interfer\u00eancia\u201d, comentou.<\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 gsLklW  \">Para o doutor em telecomunica\u00e7\u00f5es, as discuss\u00f5es em torno do 5G est\u00e3o relacionadas ao receio do que \u00e9 novo e desconhecido. <\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 gsLklW  \">\u201cO 5G \u00e9 uma tecnologia nova, que muda suas codifica\u00e7\u00f5es para melhorar a experi\u00eancia do usu\u00e1rio. Mas, na pr\u00e1tica, o que estamos colocando no ar n\u00e3o \u00e9 nada diferente do que j\u00e1 transmitimos h\u00e1 muito tempo\u201d, disse. <\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 gsLklW  \">\u201cEstamos com exposi\u00e7\u00e3o a ondas eletromagn\u00e9ticas tanto quanto sempre estivemos, n\u00e3o h\u00e1 nada diferente do que a gente j\u00e1 tem\u201d.<\/p>\n<p>O que diz o autor da postagem<\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 gsLklW  \">A publica\u00e7\u00e3o aqui verificada foi publicada pelo m\u00e9dico William Ara\u00fajo, que tem um milh\u00e3o de seguidores no Instagram. Procurado pelo Verifica, Ara\u00fajo enviou um link de uma tese de doutorado defendida em 2010 por uma engenheira na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). O estudo mostrou correla\u00e7\u00e3o entre casos de morte por c\u00e2ncer e a localiza\u00e7\u00e3o de antenas de celular em Belo Horizonte. <\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 gsLklW  \">A an\u00e1lise foi feita com base em bancos de dados preexistentes, que reuniam informa\u00e7\u00f5es sobre \u00f3bitos registrados na capital mineira entre 1996 e 2006. Entre os 22.543 casos de morte por c\u00e2ncer ocorridos nesse per\u00edodo, a engenheira selecionou 4.924, cujos tipos \u2013 pr\u00f3stata, mama, pulm\u00e3o, rins e f\u00edgado \u2013 s\u00e3o reconhecidos na literatura cient\u00edfica como relacionados \u00e0 radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica. Ela utilizou geoprocessamento para descobrir a dist\u00e2ncia entre as resid\u00eancias das pessoas que morreram por c\u00e2ncer e as antenas. <\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 gsLklW  \">A epidemiologista Ubirani explicou que h\u00e1 grupos de pesquisadores no Brasil que defendem a tese de que as torres de celular podem ser prejudiciais \u00e0 sa\u00fade e causar c\u00e2ncer. No entanto, n\u00e3o h\u00e1 evid\u00eancias cient\u00edficas que comprovem essa rela\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 gsLklW  \">\u201cAt\u00e9 o momento, na literatura cient\u00edfica que a gente consulta, que s\u00e3o aquelas sem conflitos de interesse, como a da OMS e da IARC, que s\u00e3o ag\u00eancias reguladoras de pesquisa mundialmente, n\u00e3o existe uma resposta que comprove isso\u201d, afirmou.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O que est\u00e3o compartilhando: que a tecnologia 5G pode oferecer riscos \u00e0 sa\u00fade, principalmente quando antenas s\u00e3o instaladas&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":115037,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[86],"tags":[476,2732,116,32,33,117],"class_list":{"0":"post-115036","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-saude","8":"tag-economia","9":"tag-geral","10":"tag-health","11":"tag-portugal","12":"tag-pt","13":"tag-saude"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/115036","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=115036"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/115036\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/115037"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=115036"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=115036"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=115036"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}