{"id":115773,"date":"2025-10-18T11:10:08","date_gmt":"2025-10-18T11:10:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/115773\/"},"modified":"2025-10-18T11:10:08","modified_gmt":"2025-10-18T11:10:08","slug":"o-tramadol-nao-e-uma-solucao-milagrosa-afinal-o-analgesico-comum-tem-riscos-que-superam-os-beneficios-limitados-para-a-dor-cronica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/115773\/","title":{"rendered":"&#8220;O Tramadol n\u00e3o \u00e9 uma solu\u00e7\u00e3o milagrosa&#8221;. Afinal, o analg\u00e9sico comum tem riscos que superam os benef\u00edcios &#8220;limitados&#8221; para a dor cr\u00f3nica"},"content":{"rendered":"<p style=\"margin-bottom:11px\">O Tramadol, um potente opioide sint\u00e9tico, tem sido amplamente utilizado para tratar dores moderadas a intensas, mas um novo estudo sugere que os riscos potenciais do medicamento superam os seus benef\u00edcios \u201climitados\u201d para a dor cr\u00f3nica e que o seu uso deve ser minimizado.<\/p>\n<p>O estudo, publicadomna revista BMJ Evidence-Based Medicine, descobriu que o Tramadol pode ter um \u201cefeito leve\u201d na redu\u00e7\u00e3o da dor cr\u00f3nica, mas parece haver poucas evid\u00eancias.<\/p>\n<p>\u201cOs resultados indicam que os benef\u00edcios do Tramadol s\u00e3o question\u00e1veis ou, no m\u00ednimo, incertos. Al\u00e9m disso, as evid\u00eancias sugerem a presen\u00e7a de efeitos potencialmente prejudiciais\u201d, afirma o Janus Jakobsen, principal autor do estudo e professor cl\u00ednico da Universidade do Sul da Dinamarca, em Copenhaga, num e-mail.<\/p>\n<p>De acordo com o estudo, o Tramadol pode ter efeitos secund\u00e1rios graves, incluindo eventos card\u00edacos, como dor no peito, doen\u00e7a card\u00edaca ou insufici\u00eancia card\u00edaca congestiva.<\/p>\n<p>\u201cPortanto, op\u00e7\u00f5es alternativas de tratamento devem ser consideradas antes de prescrever Tramadol\u201d, diz Jakobsen. \u201cOs pacientes s\u00e3o aconselhados a consultar os seus m\u00e9dicos para determinar o tratamento mais adequado para a sua condi\u00e7\u00e3o. Esses tratamentos devem ser individualizados de acordo com o tipo de dor cr\u00f3nica apresentada.\u201d<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, os opioides, como classe de medicamentos, podem causar depend\u00eancia. Estima-se que cerca de 60 milh\u00f5es de pessoas em todo o mundo sofram os efeitos de depend\u00eancia dos opioides, e o Tramadol \u00e9 frequentemente considerado mais seguro do que outros opioides.<\/p>\n<p>Potenciais danos vs benef\u00edcios <\/p>\n<p>De acordo com os registos do fabricante, o novo estudo afirma que quase 12 milh\u00f5es de doses di\u00e1rias de Tramadol foram consumidas em todo o mundo entre 1990 e 2009.<\/p>\n<p>O estudo, conduzido por uma equipa de investiga\u00e7\u00e3o na Dinamarca, incluiu uma an\u00e1lise de 19 ensaios cl\u00ednicos separados que avaliaram o Tramadol em compara\u00e7\u00e3o com um placebo no tratamento de v\u00e1rios tipos de dor cr\u00f3nica. Os ensaios foram publicados entre 1998 e 2024 e, coletivamente, envolveram mais de 6.500 pessoas com idades entre 47 e 69 anos. Alguns dos ensaios inclu\u00eddos no estudo estavam relacionados com osteoartrite, dor nervosa diab\u00e9tica e dor lombar cr\u00f3nica.<\/p>\n<p>\u201cQue seja do nosso conhecimento, esta \u00e9 a primeira revis\u00e3o sistem\u00e1tica relacionada com o uso do Tramadol para qualquer tipo de dor cr\u00f3nica com uma investiga\u00e7\u00e3o aprofundada dos eventos adversos\u201d, escrevem os investigadores no estudo.<\/p>\n<p>A an\u00e1lise revelou que o Tramadol aumentava o risco de efeitos adversos graves e n\u00e3o graves, incluindo n\u00e1useas, tonturas, obstipa\u00e7\u00e3o, sonol\u00eancia, problemas card\u00edacos e \u201cneoplasias\u201d, que s\u00e3o um crescimento anormal e excessivo de c\u00e9lulas e tecidos que podem formar tumores. Estas neoplasias podem ser benignas ou cancer\u00edgenas.<\/p>\n<p>Os investigadores tamb\u00e9m descobriram que havia \u201cevid\u00eancias de baixa certeza\u201d de que o Tramadol pode reduzir a intensidade da dor cr\u00f3nica abaixo de um determinado n\u00edvel, que eles chamaram de limiar de \u201cdiferen\u00e7a m\u00ednima importante\u201d.<\/p>\n<p>Normalmente, a intensidade da dor \u00e9 medida usando uma escala visual ou num\u00e9rica, como quando os pacientes s\u00e3o solicitados a classificar a sua dor em uma escala de 0 a 10, sendo 10 uma dor insuport\u00e1vel, diz Jakobsen. Mas, como cada pessoa pode ter uma percep\u00e7\u00e3o diferente da dor, os investigadores usaram um limiar m\u00ednimo para avaliar a diferen\u00e7a cl\u00ednica na capacidade do Tramadol de reduzir a dor em compara\u00e7\u00e3o com um placebo, com base nos ensaios cl\u00ednicos que avaliaram.<\/p>\n<p>\u201cEmbora as an\u00e1lises estat\u00edsticas possam revelar diferen\u00e7as nas pontua\u00e7\u00f5es de dor entre os pacientes, essas diferen\u00e7as podem ser t\u00e3o pequenas que n\u00e3o s\u00e3o percept\u00edveis para os pr\u00f3prios pacientes\u201d, explica Jakobsen. \u201cPortanto, \u00e9 crucial predefinir uma diferen\u00e7a m\u00ednima clinicamente importante ao avaliar os n\u00edveis de dor para garantir que os resultados reflitam mudan\u00e7as significativas para os pacientes.\u201d<\/p>\n<p>No novo estudo, os investigadores escolheram uma \u201cdiferen\u00e7a m\u00ednima importante\u201d equivalente a um ponto na escala num\u00e9rica de 10 pontos. Parecia que o efeito ben\u00e9fico do Tramadol na dor cr\u00f3nica estava abaixo dessa \u201cdiferen\u00e7a m\u00ednima importante\u201d de um ponto, em m\u00e9dia.<\/p>\n<p>A Associa\u00e7\u00e3o para Medicamentos Acess\u00edveis, que representa os fabricantes de medicamentos gen\u00e9ricos, n\u00e3o respondeu imediatamente ao pedido da CNN para comentar o novo estudo.<\/p>\n<p>\u201cA conclus\u00e3o de que o Tramadol em ensaios aleat\u00f3rios controlados por placebo n\u00e3o atingiu o limiar designado de redu\u00e7\u00e3o dos \u00edndices de dor em um ponto n\u00e3o me surpreende muito\u201d, refere o Michael Hooten, anestesiologista e especialista em dor da Mayo Clinic em Rochester, Minnesota, que n\u00e3o participou do novo estudo.<\/p>\n<p>\u201cOs opioides para dor cr\u00f3nica persistente e de longo prazo n\u00e3o s\u00e3o os melhores medicamentos devido \u00e0 toler\u00e2ncia e outros fatores que podem interferir na trajet\u00f3ria de longo prazo da terapia com opioides\u201d, considera Hooten. \u201cComo especialista em dor que trabalha clinicamente, esta revis\u00e3o basicamente confirma muitos dos fatores cl\u00ednicos que eu j\u00e1 conhe\u00e7o intuitivamente.\u201d<\/p>\n<p>E embora o estudo tenha conclu\u00eddo que o Tramadol pode ter um \u201cefeito ligeiro\u201d na redu\u00e7\u00e3o dos n\u00edveis de dor cr\u00f3nica, isso acarreta um risco acrescido de eventos card\u00edacos preocupantes e outros efeitos secund\u00e1rios potenciais.<\/p>\n<p>\u201cNa minha perspetiva, n\u00e3o uso muito Tramadol, porque sei que vai haver muitos efeitos adversos. Sei que os efeitos redutores da dor ser\u00e3o m\u00ednimos. Portanto, esse n\u00e3o \u00e9 necessariamente um medicamento que eu utilizo\u201d, revela Hooten. \u201cIsso representa a minha pr\u00e1tica cl\u00ednica pessoal e emp\u00edrica &#8211; se conversar com outro especialista em dor, ele poder\u00e1 ter uma opini\u00e3o completamente diferente. \u00c9 realmente complexo.\u201d<\/p>\n<p>\u201cO Tramadol n\u00e3o \u00e9 uma solu\u00e7\u00e3o milagrosa\u201d <\/p>\n<p>O novo estudo pode estar a sobrestimar os benef\u00edcios do Tramadol, afirma Jakobsen.<\/p>\n<p>\u201cTodos os ensaios inclu\u00eddos, exceto dois, foram avaliados como tendo um alto risco de vi\u00e9s. Isso aumenta a probabilidade de que as nossas conclus\u00f5es possam sobrestimar os efeitos ben\u00e9ficos e subestimar os efeitos nocivos do Tramadol, apresentando potencialmente uma vis\u00e3o excessivamente favor\u00e1vel da sua efic\u00e1cia\u201d, aponta Jakobsen.<\/p>\n<p>\u201cO Tramadol continua a ser amplamente prescrito para o tratamento da dor cr\u00f3nica e \u00e9 frequentemente considerado mais seguro do que outros opioides, mas sem evid\u00eancias que sustentem isso\u201d, explica. \u201cO uso de Tramadol e outros opioides deve ser minimizado tanto quanto poss\u00edvel. O nosso estudo fornece evid\u00eancias que sustentam essa recomenda\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p>Uma limita\u00e7\u00e3o do novo estudo \u00e9 que o tempo de acompanhamento dos pacientes variou entre os ensaios, o que torna incerto quais podem ser os riscos e benef\u00edcios a longo prazo do medicamento.<\/p>\n<p>\u201cA maioria dos ensaios inclu\u00eddos foi de curta dura\u00e7\u00e3o &#8211; a maioria com 12 semanas ou menos -, por isso n\u00e3o podemos tirar conclus\u00f5es definitivas sobre a seguran\u00e7a a longo prazo ou os benef\u00edcios sustentados\u201d, obejtiva Jason Chang, professor assistente e especialista em medicina intervencionista da coluna vertebral e musculoesquel\u00e9tica da Faculdade de M\u00e9dicos e Cirurgi\u00f5es Vagelos da Universidade de Columbia, num e-mail.<\/p>\n<p>\u201cA revis\u00e3o tamb\u00e9m agrupou uma ampla gama de condi\u00e7\u00f5es de dor, o que pode obscurecer as diferen\u00e7as na forma como o Tramadol funciona para diagn\u00f3sticos espec\u00edficos\u201d, esclarece Chang, que n\u00e3o esteve envolvido na nova pesquisa. \u201cPor fim, o estudo apenas comparou o Tramadol com o placebo &#8211; n\u00e3o com outros tratamentos ativos -, por isso n\u00e3o sabemos como ele se compara a alternativas como AINEs ou medicamentos neurop\u00e1ticos.\u201d<\/p>\n<p>Os AINEs s\u00e3o medicamentos anti-inflamat\u00f3rios n\u00e3o ester\u00f3ides, como o ibuprofeno e a aspirina. Alguns m\u00e9dicos podem prescrever Tramadol a pessoas que n\u00e3o podem tomar AINEs, por exemplo, devido a uma condi\u00e7\u00e3o de sa\u00fade subjacente ou outros medicamentos que est\u00e3o a tomar.<\/p>\n<p>\u201cO Tramadol n\u00e3o \u00e9 uma solu\u00e7\u00e3o milagrosa &#8211; em m\u00e9dia, proporciona apenas um al\u00edvio modesto da dor e acarreta riscos reais, incluindo n\u00e1useas, tonturas, obstipa\u00e7\u00e3o e, em casos raros, complica\u00e7\u00f5es mais graves, como eventos card\u00edacos ou convuls\u00f5es\u201d, destaca Chang.<\/p>\n<p>\u201c Pode ser \u00fatil para determinados pacientes que n\u00e3o podem tomar AINEs ou precisam de ajuda a curto prazo para restaurar a fun\u00e7\u00e3o, mas deve ser prescrito com objetivos funcionais claros, por per\u00edodos limitados e com monitoriza\u00e7\u00e3o rigorosa dos efeitos secund\u00e1rios\u201d, afirma. \u201cA conversa n\u00e3o deve ser sobre a proibi\u00e7\u00e3o do Tramadol, mas sobre o seu uso mais inteligente &#8211; tratamentos de curta dura\u00e7\u00e3o, sele\u00e7\u00e3o cuidadosa dos pacientes e sempre como parte de um plano que priorize a mobilidade, a fun\u00e7\u00e3o e a qualidade de vida.\u201d<\/p>\n<p>Os novos resultados da pesquisa n\u00e3o foram surpresa para Erika Schwartz, m\u00e9dica internista sediada em Nova Iorque e autora do livro \u201cDon\u2019t Let Your Doctor Kill You\u201d (N\u00e3o deixe o seu m\u00e9dico mat\u00e1-lo).<\/p>\n<p>\u201cEste estudo confirma o que tenho observado na pr\u00e1tica cl\u00ednica h\u00e1 anos: o Tramadol tem sido comercializado como uma alternativa \u2018opioide mais segura\u2019, mas a realidade \u00e9 muito mais complicada\u201d, explica Schwartz, que n\u00e3o participou da pesquisa, num e-mail.<\/p>\n<p>Se algu\u00e9m receber uma receita de Tramadol, alerta Schwartz, deve fazer as seguintes perguntas ao seu m\u00e9dico: Por que est\u00e1 a receber este medicamento? Que alternativas existem? Algu\u00e9m realmente investigou o que est\u00e1 a causar a sua dor cr\u00f3nica?<\/p>\n<p>Estima-se que um em cada cinco adultos vive com dor cr\u00f3nica nos Estados Unidos, diz o correspondente m\u00e9dico-chefe da CNN, Sanjay Gupta, autor do livro \u201cIt Doesn\u2019t Have to Hurt: Your Smart Guide to a Pain-Free Life\u201d (N\u00e3o precisa doer: o guia inteligente para uma vida sem dor).<\/p>\n<p>\u201cCerca de um ter\u00e7o deles tem restri\u00e7\u00f5es no que pode fazer e em como viver. Mas existem alternativas \u00e0 medica\u00e7\u00e3o. Podemos reduzir e at\u00e9 mesmo eliminar a dor usando a capacidade do nosso pr\u00f3prio corpo e mente para control\u00e1-la\u201d, explica Gupta. \u201cAs op\u00e7\u00f5es podem incluir medita\u00e7\u00e3o e ioga, massagem e acupuntura. At\u00e9 mesmo enfatizar a ingest\u00e3o de alimentos anti-inflamat\u00f3rios, como gr\u00e3os integrais e verduras folhosas, pode ajudar a mitigar a rea\u00e7\u00e3o do nosso corpo.\u201d<\/p>\n<p>As terapias n\u00e3o opioides para o controle da dor tamb\u00e9m podem incluir gelo ou calor, eleva\u00e7\u00e3o, repouso e sono de qualidade, ou fisioterapia e exerc\u00edcios. Os medicamentos podem incluir AINEs, paracetamol ou outros medicamentos n\u00e3o opioides.<\/p>\n<p>\u201cEu n\u00e3o prescrevo Tramadol para dor cr\u00f3nica. Ponto final. Os riscos ficam claros neste estudo\u201d, garante Schwartz. \u201cA verdadeira trag\u00e9dia \u00e9 que milh\u00f5es de pacientes receberam prescri\u00e7\u00e3o de Tramadol quando o que precisavam era de algu\u00e9m para investigar a causa real da dor. Trocamos solu\u00e7\u00f5es reais por receitas m\u00e9dicas, e os pacientes est\u00e3o a sofrer por isso.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O Tramadol, um potente opioide sint\u00e9tico, tem sido amplamente utilizado para tratar dores moderadas a intensas, mas um&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":115774,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[86],"tags":[609,2642,27150,611,27,607,608,2646,2641,2644,610,9968,2645,2643,981,116,2648,570,2647,13,27151,32,33,117,1030,216,2649,27149,29,2640],"class_list":{"0":"post-115773","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-saude","8":"tag-alerta","9":"tag-amor","10":"tag-analgesico","11":"tag-ao-minuto","12":"tag-breaking-news","13":"tag-cnn","14":"tag-cnn-portugal","15":"tag-conselhos","16":"tag-covid-19","17":"tag-dicas","18":"tag-direto","19":"tag-dor-cronica","20":"tag-especialistas","21":"tag-estudos","22":"tag-familia","23":"tag-health","24":"tag-hospitais","25":"tag-live","26":"tag-medicos","27":"tag-noticias","28":"tag-opioides","29":"tag-portugal","30":"tag-pt","31":"tag-saude","32":"tag-saude-mental","33":"tag-sexo","34":"tag-sns","35":"tag-tramadol","36":"tag-ultimas","37":"tag-vida-saudavel"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/115773","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=115773"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/115773\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/115774"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=115773"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=115773"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=115773"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}