{"id":115893,"date":"2025-10-18T12:48:07","date_gmt":"2025-10-18T12:48:07","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/115893\/"},"modified":"2025-10-18T12:48:07","modified_gmt":"2025-10-18T12:48:07","slug":"este-portuense-ja-leu-267-livros-e-publicou-o-primeiro-aos-11-anos-new-in-porto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/115893\/","title":{"rendered":"Este portuense j\u00e1 leu 267 livros e publicou o primeiro aos 11 anos \u2014 New in Porto"},"content":{"rendered":"<p>Aprender a ler cedo n\u00e3o \u00e9 invulgar. Mas come\u00e7ar aos cinco anos, ler 267 livros at\u00e9 aos 12 e, ainda assim, arranjar tempo para escrever e publicar uma obra de poesia \u00e9 uma hist\u00f3ria que merece ser contada. C\u00e9sar Diogo Pereira, \u00e9 natural do Porto, e desde cedo mostrou que o gosto pela leitura pode ser \u201ct\u00e3o natural quanto respirar\u201d.<\/p>\n<p>O h\u00e1bito come\u00e7ou, literalmente, antes de nascer. <strong>A m\u00e3e lia-lhe hist\u00f3rias todas as noites durante a gravidez, enquanto massajava a barriga.<\/strong> O jovem acredita que esse ritual simples, mas constante criou uma liga\u00e7\u00e3o vital\u00edcia entre C\u00e9sar e os livros. \u201cAcredito que foi a\u00ed que come\u00e7ou tudo\u201d, explica. Aos cinco anos, lia sozinho o primeiro volume da cole\u00e7\u00e3o \u201cOs Cinco\u201d, de Enid Blyton. A partir da\u00ed, nunca mais parou.<\/p>\n<p>Hoje, o seu curr\u00edculo liter\u00e1rio \u00e9 digno de um adulto: dos romances hist\u00f3ricos de Jos\u00e9 Rodrigues dos Santos ao \u201cRich Dad, Poor Dad\u201d, manual de finan\u00e7as pessoais que descobriu neste ver\u00e3o, passando por cl\u00e1ssicos como \u201cA Arte da Guerra\u201d de Sun Tzu ou \u201cO Tigre\u201d de Jo\u00ebl Dicker, o livro que mais o marcou. \u201c<strong>O momento em que o ca\u00e7ador se tornou a verdadeira fera \u00e9 inesquec\u00edvel<\/strong>\u201d, comenta. Tamb\u00e9m \u201c2030\u201d, de Mauro F. Guill\u00e9n, o impressionou pela vis\u00e3o do futuro, e \u201cO Segredo de Espinosa\u201d conquistou-o pela forma como mistura filosofia e narrativa.<\/p>\n<p>Este ver\u00e3o, em apenas dois meses de f\u00e9rias, leu 12 livros \u2014 em portugu\u00eas e ingl\u00eas. Enquanto muitos colegas passavam horas no TikTok, C\u00e9sar dividia-se entre \u201cRich Dad, Poor Dad\u201d, \u201cThe Art of War\u201d e \u201cBelmiro, A Hist\u00f3ria de uma Vida\u201d, biografia de Belmiro de Azevedo.<\/p>\n<p>A leitura trouxe-lhe naturalmente a vontade de escrever. <strong>Aos 11 anos, editou o seu primeiro <a href=\"https:\/\/www.atlanticbookshop.pt\/infanto-juvenis\/na-cabeca-dos-poemas-sem-pes\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">livro<\/a>: \u201cNa Cabe\u00e7a dos Poemas Sem P\u00e9s\u201d.<\/strong> Um t\u00edtulo curioso, que traduz bem a forma como encara a escrita: intuitiva, sem filtros, fruto do impulso criativo. O livro de 89 poemas e reflete as reflex\u00f5es de um pr\u00e9-adolescente sobre o quotidiano, a vida e o mundo que o rodeia, teve direito a tr\u00eas entrevistas em r\u00e1dios regionais, nove apresenta\u00e7\u00f5es de norte a sul do Pa\u00eds (de Lisboa a Miranda do Douro) e j\u00e1 vendeu cerca de 900 exemplares em apenas seis meses.<\/p>\n<p>O processo, admite, foi agridoce. \u201c<strong>Publicar foi interessante, mas ao mesmo tempo fiquei curioso para saber o que as pessoas achariam.<\/strong> E, claro, houve familiares e amigos que n\u00e3o compraram o livro. Mas no geral os feedbacks foram positivos\u201d, conta com a maturidade de quem leva a escrita a s\u00e9rio.<\/p>\n<p>Entre os momentos mais desafiantes, recorda as apresenta\u00e7\u00f5es p\u00fablicas. \u201cEstar diante de um audit\u00f3rio cheio, sob press\u00e3o, a falar do meu trabalho, foi intenso. Mas tamb\u00e9m percebi que era a\u00ed que os livros ganhavam vida.\u201d<\/p>\n<p>E n\u00e3o parou por a\u00ed. O segundo livro j\u00e1 est\u00e1 em revis\u00e3o e dever\u00e1 ser publicado at\u00e9 ao final do ano. \u201cVai explorar temas como os sufocos do mundo, a hipocrisia, a tristeza, a saudade\u201d, adianta.<\/p>\n<p>Apesar da seriedade com que fala de livros, C\u00e9sar \u00e9, antes de tudo, um rapaz de 12 anos com uma vida cheia. \u00c9 aluno de excel\u00eancia na escola e frequenta o Conservat\u00f3rio de M\u00fasica do Porto, onde toca piano desde os tr\u00eas anos. J\u00e1 concluiu quatro n\u00edveis do programa de c\u00e1lculo mental Aloha, terminou um curso de quatro anos na Academia de Rob\u00f3tica e praticou xadrez, judo, taekwondo, h\u00f3quei em patins e gin\u00e1stica. Atualmente divide-se entre o t\u00e9nis e a nata\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Nas horas vagas, gosta de conviver com amigos e viajar com a fam\u00edlia. Uma vez por m\u00eas, t\u00eam por h\u00e1bito fazer viagens culturais, seja a concertos, museus ou exposi\u00e7\u00f5es. \u201c<strong>O piano e as viagens s\u00e3o as minhas maiores fontes de inspira\u00e7\u00e3o<\/strong>\u201d, revela.<\/p>\n<p>Quanto \u00e0 tecnologia, tem um telem\u00f3vel desde os 10 anos. Mas, curiosamente, as estat\u00edsticas da Apple mostram que o usa apenas uma hora por dia. \u201cAcho que deve haver equil\u00edbrio. O telem\u00f3vel faz parte da vida, mas n\u00e3o pode dominar. Prefiro ler e escrever nos tempos mortos, como quando espero pelas aulas ou ando nos transportes p\u00fablicos.\u201d<\/p>\n<p>Al\u00e9m dos livros, mant\u00e9m presen\u00e7a no Facebook, Instagram e YouTube, com o canal DiDatic, onde j\u00e1 partilhou v\u00eddeos sobre curiosidades e leituras. Mais recentemente, tem publicado menos, porque a escrita ocupa-lhe cada vez mais tempo.<\/p>\n<p>Com tanto talento e dedica\u00e7\u00e3o, \u00e9 natural que surja a pergunta: o que quer ser quando crescer? C\u00e9sar n\u00e3o hesita: \u201c<strong>Gosto da \u00e1rea das matem\u00e1ticas e do empreendedorismo e penso seguir uma profiss\u00e3o ligada a isso.<\/strong> Mas n\u00e3o vou deixar de escrever nem de tocar piano.\u201d<\/p>\n<p>Mais do que um plano de carreira, tem um ideal: \u201cO meu sonho \u00e9 gostar do que fa\u00e7o, ter uma vida est\u00e1vel e escrever o que penso, n\u00e3o o que os outros querem que eu escreva.\u201d<\/p>\n<p>Talvez seja essa a chave para compreender este jovem invulgar: a combina\u00e7\u00e3o entre curiosidade, disciplina e autenticidade. Entre a leveza da inf\u00e2ncia e a maturidade de quem j\u00e1 vive como autor publicado.<\/p>\n<p>E se algu\u00e9m ainda duvida da import\u00e2ncia da leitura, C\u00e9sar deixa uma mensagem direta: \u201cO mundo \u00e9 confuso, por isso n\u00e3o esperes que te entenda. Mas a leitura d\u00e1 conhecimento, aumenta o pensamento cr\u00edtico e abre portas. Se ainda n\u00e3o l\u00eas, come\u00e7a j\u00e1.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Aprender a ler cedo n\u00e3o \u00e9 invulgar. 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