{"id":116266,"date":"2025-10-18T19:01:09","date_gmt":"2025-10-18T19:01:09","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/116266\/"},"modified":"2025-10-18T19:01:09","modified_gmt":"2025-10-18T19:01:09","slug":"a-voyager-1-da-nasa-esta-prestes-a-fazer-historia-novamente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/116266\/","title":{"rendered":"A Voyager 1 da NASA est\u00e1 prestes a fazer hist\u00f3ria novamente"},"content":{"rendered":"<p>Quase meio s\u00e9culo ap\u00f3s o seu lan\u00e7amento, a Voyager 1 continua a desafiar os limites da explora\u00e7\u00e3o espacial. A sonda da NASA est\u00e1 prestes a alcan\u00e7ar uma nova marca impressionante, tornando-se o primeiro objeto criado pelo ser humano a viajar a uma dist\u00e2ncia equivalente a um dia-luz da Terra.<\/p>\n<p><a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/pplware.sapo.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/voyager1_record00.webp\" rel=\"nofollow noopener\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/voyager1_record00-720x404.webp.webp\" alt=\"\" width=\"720\" height=\"404\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-1084063\"  \/><\/a><\/p>\n<p>Ol\u00e1, eu sou a Voyager 1 e estou um dia-luz de casa<\/p>\n<p>Quando a <a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/pplware.sapo.pt\/informacao\/voyager-1-chega\/\" rel=\"nofollow noopener\">NASA lan\u00e7ou a sonda<\/a> Voyager 1 em 1977, o <strong>objetivo inicial era recolher informa\u00e7\u00f5es sobre o nosso sistema solar<\/strong>, especificamente, a regi\u00e3o para al\u00e9m do cintur\u00e3o de asteroides (entre as \u00f3rbitas de Marte e J\u00fapiter).<\/p>\n<p>Ap\u00f3s mais de quatro d\u00e9cadas no cosmos, a Voyager 1 e a sua sonda g\u00e9mea, a Voyager 2, captaram imagens e dados incr\u00edveis dos planetas vizinhos e do Sol. E agora, a Voyager 1 est\u00e1 a caminho de se tornar o primeiro objeto criado pelo ser humano a <strong>viajar uma dist\u00e2ncia equivalente a um dia-luz da Terra<\/strong>, uma fa\u00e7anha inacredit\u00e1vel para a humanidade.<\/p>\n<p>Se tudo correr como planeado, a <strong>sonda estar\u00e1 a cerca de 25,7 mil milh\u00f5es de quil\u00f3metros da Terra<\/strong> em 15 de novembro de 2026, o equivalente a um dia-luz.<\/p>\n<p>A <strong>Voyager 1 saiu oficialmente do nosso sistema solar em agosto de 2012<\/strong>, entrando numa regi\u00e3o do espa\u00e7o conhecida como heliopausa, onde o vento solar do Sol encontra o vazio gal\u00e1ctico al\u00e9m.<\/p>\n<p>A viajar a cerca de 61.000 km\/h, era apenas uma quest\u00e3o de tempo at\u00e9 que a Voyager 1 se aproximasse deste novo marco hist\u00f3rico.<\/p>\n<p><a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/pplware.sapo.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/voyager1_problema01.jpg\" onclick=\"refreshIframe()\" class=\"foobox\" rel=\"nofollow noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/voyager1_problema01-720x405.jpg\" alt=\"\" width=\"720\" height=\"405\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-872373\"  \/><\/a><\/p>\n<p>Devagar se vai longe, at\u00e9 entre as estrelas<\/p>\n<p>Como parte da <a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Programa_Voyager\" rel=\"nofollow noopener\">Miss\u00e3o Interestelar Voyager<\/a> (VIM), as sondas <strong>Voyager 1 e 2 t\u00eam operado al\u00e9m da heliopausa desde 2012 e 2018<\/strong>, respetivamente. Os atuais objetivos da miss\u00e3o incluem a medi\u00e7\u00e3o de campos magn\u00e9ticos, part\u00edculas e ondas de plasma no espa\u00e7o interestelar.<\/p>\n<p>A VIM \u00e9, na verdade, uma extens\u00e3o da miss\u00e3o principal das Voyager, conclu\u00edda com sucesso em 1989, quando a Voyager 2 sobrevoou Neptuno.<\/p>\n<p><strong>Heliopausa<\/strong> \u00e9 a fronteira que marca o limite da influ\u00eancia do Sol no espa\u00e7o. \u00c9 o ponto onde o <strong>vento solar<\/strong> \u2014 um fluxo constante de part\u00edculas carregadas emitidas pelo Sol \u2014 perde for\u00e7a suficiente para j\u00e1 n\u00e3o conseguir afastar o <strong>meio interestelar<\/strong>, composto por g\u00e1s, poeira e radia\u00e7\u00e3o provenientes de outras estrelas.<\/p>\n<p>Em termos simples, \u00e9 a \u201cfronteira final\u201d do Sistema Solar, onde termina a heliosfera (a bolha criada pelo vento solar) e come\u00e7a o espa\u00e7o interestelar propriamente dito. A <strong>Voyager 1<\/strong> cruzou esta fronteira em <strong>agosto de 2012<\/strong>, tornando-se a primeira sonda humana a entrar nesse vasto territ\u00f3rio entre as estrelas.\n<\/p>\n<p>Embora a NASA espere que ambas as sondas deixem de produzir energia suficiente para alimentar os seus instrumentos cient\u00edficos dentro de alguns anos, a conquista do \u201cdia-luz\u201d \u00e9 um lembrete incr\u00edvel de at\u00e9 onde o alcance humano conseguiu chegar.<\/p>\n<p>E n\u00e3o se deve esquecer que a <strong>Voyager 1 foi constru\u00edda com tecnologia dos anos 1970<\/strong>, e ainda assim continua a recolher dados quase meio s\u00e9culo depois do seu lan\u00e7amento.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, os sinais da Voyager 1, que percorrem milhares de milh\u00f5es de quil\u00f3metros atrav\u00e9s do espa\u00e7o, ainda chegam \u00e0s antenas terrestres com for\u00e7a suficiente para que os cientistas possam decifrar as informa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/pplware.sapo.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/voyager1_2_04.jpg\" onclick=\"refreshIframe()\" class=\"foobox\" rel=\"nofollow noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-857958\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/voyager1_2_04-720x405.jpg\" alt=\"\" width=\"720\" height=\"405\" class=\"wp-image-857958 size-medium\"  \/><\/a><\/p>\n<p id=\"caption-attachment-857958\" class=\"wp-caption-text\">O <strong>Disco de Ouro das sondas Voyager 1 e 2<\/strong> \u00e9 uma <a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/pplware.sapo.pt\/ciencia\/estas-sao-as-imagens-gravadas-no-disco-de-ouro-que-esta-a-25-mil-milhoes-de-km-de-si\/\" rel=\"nofollow noopener\">c\u00e1psula do tempo interestelar<\/a>. Transportam uma mensagem da humanidade para poss\u00edveis civiliza\u00e7\u00f5es extraterrestres e 115 imagens. Veja algumas das imagens enviadas para os alien\u00edgenas.<\/p>\n<p>Um disco dourado \u00e0 espera de quem a encontrar<\/p>\n<p>Se existirem extraterrestres e algum dia estes misteriosos habitantes c\u00f3smicos descobrirem a Voyager 1, os humanos deixaram-lhes um presente de boas-vindas digno de nota. A bordo da sonda encontra-se o \u201cGolden Record\u201d, um disco de cobre revestido a ouro, com 12 polegadas de di\u00e2metro, que cont\u00e9m sons e imagens da Terra, bem como instru\u00e7\u00f5es sobre como chegar at\u00e9 n\u00f3s.<\/p>\n<p>As imagens e os sons foram compilados para a NASA por um comit\u00e9 liderado por Carl Sagan, da Universidade Cornell. A cole\u00e7\u00e3o inclui sons naturais da Terra, como o mar, trov\u00f5es, vento, aves e baleias, bem como m\u00fasicas de v\u00e1rias \u00e9pocas e cumprimentos falados em mais de 55 idiomas.<\/p>\n<p>O disco cont\u00e9m ainda mensagens escritas do Presidente Jimmy Carter e do Secret\u00e1rio-Geral da ONU, Kurt Waldheim.<\/p>\n<p>Embora n\u00e3o se saiba se a Voyager 1 ser\u00e1 <strong>algum dia encontrada por uma forma de vida suficientemente inteligente<\/strong> para compreender o seu conte\u00fado, o facto \u00e9 que, em 1977, a humanidade criou esta comovente c\u00e1psula do tempo, oferecendo aos potenciais vizinhos c\u00f3smicos um vislumbre dos sons e imagens que nos tornam humanos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Quase meio s\u00e9culo ap\u00f3s o seu lan\u00e7amento, a Voyager 1 continua a desafiar os limites da explora\u00e7\u00e3o espacial.&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":116267,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[84],"tags":[109,107,108,1149,32,33,105,103,104,106,110,27249,27250],"class_list":{"0":"post-116266","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-ciencia-e-tecnologia","8":"tag-ciencia","9":"tag-ciencia-e-tecnologia","10":"tag-cienciaetecnologia","11":"tag-nasa","12":"tag-portugal","13":"tag-pt","14":"tag-science","15":"tag-science-and-technology","16":"tag-scienceandtechnology","17":"tag-technology","18":"tag-tecnologia","19":"tag-voyager","20":"tag-voyager-1"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/116266","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=116266"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/116266\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/116267"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=116266"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=116266"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=116266"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}