{"id":117490,"date":"2025-10-19T15:56:11","date_gmt":"2025-10-19T15:56:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/117490\/"},"modified":"2025-10-19T15:56:11","modified_gmt":"2025-10-19T15:56:11","slug":"ciencia-explica-o-azul-vibrante-de-jackson-pollock","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/117490\/","title":{"rendered":"ci\u00eancia explica o azul vibrante de Jackson Pollock"},"content":{"rendered":"<p><strong>Investigadores norte-americanos confirmaram a origem da vibrante cor azul <\/strong><strong>numa das pinturas de <\/strong><a href=\"https:\/\/www.biography.com\/artists\/jackson-pollock\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\"><strong>Jackson Pollock<\/strong><\/a><strong> com a ajuda da qu\u00edmica: o <\/strong><strong>artista usou azul de mangan\u00eas, um pigmento sint\u00e9tico hoje em dia proibido.<\/strong><\/p>\n<p>Durante anos, o tom azul-turquesa salpicado na pintura \u201c<a href=\"https:\/\/www.moma.org\/collection\/works\/78699?artist_id=4675&amp;page=1&amp;sov_referrer=artist\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">\u201cN\u00famero 1A, 1948\u201d<\/a> deixou os cientistas intrigados. A obra, com 2,7 metros de largura, atualmente <a href=\"https:\/\/www.moma.org\/collection\/works\/78699?artist_id=4675&amp;page=1&amp;sov_referrer=artist\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">em exposi\u00e7\u00e3o no Museu de Arte Moderna de Nova Iorque<\/a>, exibe e o caracter\u00edstico estilo de pingos e salpicos de Jackson Pollock, bem como as impress\u00f5es das m\u00e3os do artista na parte superior.<\/p>\n<p>Os pigmentos vermelhos e amarelos j\u00e1 tinham sido identificados em an\u00e1lises anteriores, mas o azul permanecia um mist\u00e9rio.<\/p>\n<p>A qu\u00edmica confirma: \u00e9 um azul muito especial<\/p>\n<p>Num estudo agora publicado na revista <a href=\"https:\/\/www.pnas.org\/doi\/10.1073\/pnas.2513166122\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">Proceedings of the National Academy of Sciences<\/a>, uma equipa de investigadores recolheu pequenas amostras da tinta azul e analisou-as com lasers que espalham a luz, permitindo observar as vibra\u00e7\u00f5es das mol\u00e9culas.<\/p>\n<p>Esse \u201crasto\u201d serviu como uma impress\u00e3o digital qu\u00edmica que confirmou a presen\u00e7a de <a href=\"https:\/\/colourlex.com\/project\/manganese-blue\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">azul de mangan\u00eas<\/a>, um pigmento sint\u00e9tico e luminoso.<\/p>\n<blockquote><p> \u201c\u00c9 realmente interessante perceber de onde v\u00eam algumas cores surpreendentes a n\u00edvel molecular\u201d, explicou  <a href=\"https:\/\/news.stanford.edu\/stories\/2025\/10\/jackson-pollock-blue-mystery-color-research\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">Edward Solomon, qu\u00edmico inorg\u00e2nico da Universidade de Stanford<\/a>  e coautor do estudo. <\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Um pigmento t\u00e3o belo quanto t\u00f3xico<\/strong><\/p>\n<p>\t\t<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/1760889371_750_thumbs.web.sapo.io\"  loading=\"true\"\/><\/p>\n<p>                        SIC Not\u00edcias<\/p>\n<p>O azul de mangan\u00eas, usado desde meados do s\u00e9culo XX em tintas art\u00edsticas e at\u00e9 no cimento das piscinas, foi descontinuado nos anos 1990 devido a preocupa\u00e7\u00f5es com a sua toxicidade.<\/p>\n<p>Ainda assim, o pigmento continua a fascinar cientistas e conservadores pela pureza e intensidade da sua cor, descrita como &#8220;pura&#8221;, &#8220;limpa&#8221; e &#8220;luminosa&#8221;.<\/p>\n<blockquote><p> \u201cEstou bastante convencido de que pode ser azul de mangan\u00eas\u201d, disse \u00e0 AP Gene Hall, da Universidade de Rutgers, que estudou obras de Pollock mas n\u00e3o participou neste novo trabalho. <\/p><\/blockquote>\n<p>O estudo foi al\u00e9m da identifica\u00e7\u00e3o da cor: os cientistas de Stanford examinaram tamb\u00e9m a estrutura qu\u00edmica que confere ao pigmento o seu brilho singular.<\/p>\n<p>Os cientistas estudam a composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica dos materiais para conservar pinturas antigas e identificar falsifica\u00e7\u00f5es. Podem recolher amostras mais espec\u00edficas das pinturas de Pollock, uma vez que ele frequentemente as despejava diretamente na tela, em vez de misturar as tintas previamente numa paleta.<\/p>\n<p><strong>Do azul banido ao azul inventado<\/strong><\/p>\n<p>Com o azul de mangan\u00eas fora do mercado, os qu\u00edmicos t\u00eam procurado alternativas seguras.<\/p>\n<p>Em 2009, foi descoberto o <a href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/pii\/S2590049822001199\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">azul YInMn<\/a>, o primeiro novo pigmento azul em dois s\u00e9culos, considerado uma substitui\u00e7\u00e3o n\u00e3o t\u00f3xica e de tonalidade semelhante.<\/p>\n<p>Segundo os autores, a an\u00e1lise do espectro Raman do azul original de Pollock pode inspirar a cria\u00e7\u00e3o de pigmentos mais est\u00e1veis e ecol\u00f3gicos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Investigadores norte-americanos confirmaram a origem da vibrante cor azul numa das pinturas de Jackson Pollock com a ajuda&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":117491,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[144],"tags":[207,205,206,203,201,202,204,114,115,32,33],"class_list":{"0":"post-117490","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-arte-e-design","8":"tag-arte","9":"tag-arte-e-design","10":"tag-artedesign","11":"tag-arts","12":"tag-arts-and-design","13":"tag-artsanddesign","14":"tag-design","15":"tag-entertainment","16":"tag-entretenimento","17":"tag-portugal","18":"tag-pt"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/117490","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=117490"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/117490\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/117491"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=117490"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=117490"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=117490"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}