{"id":118440,"date":"2025-10-20T07:44:07","date_gmt":"2025-10-20T07:44:07","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/118440\/"},"modified":"2025-10-20T07:44:07","modified_gmt":"2025-10-20T07:44:07","slug":"as-acacias-sao-uma-das-maiores-ameacas-a-biodiversidade-em-portugal-a-situacao-e-grave-e-ha-que-agir","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/118440\/","title":{"rendered":"As ac\u00e1cias s\u00e3o uma das maiores amea\u00e7as \u00e0 biodiversidade. &#8220;Em Portugal a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 grave e h\u00e1 que agir&#8221;"},"content":{"rendered":"<p><strong>Acompanhe toda a atualidade informativa em\u00a0<a href=\"http:\/\/24noticias.sapo.pt\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">24noticias.sapo.pt<\/a><\/strong><\/p>\n<p>As ac\u00e1cias, provenientes da Oce\u00e2nia, foram inicialmente introduzidas em Portugal para controlo da eros\u00e3o, mas a verdade \u00e9 que s\u00e3o agora uma das maiores amea\u00e7as \u00e0 biodiversidade em Portugal, dado que &#8220;substituem as esp\u00e9cies aut\u00f3ctones, alteram o solo, reduzem a disponibilidade de \u00e1gua e criam um monop\u00f3lio verde que sufoca a diversidade natural\u201d, diz a especialista em esp\u00e9cies invasoras, professora da Escola Superior Agr\u00e1ria do Polit\u00e9cnico de Coimbra (ESAC-IPC) e investigadora no CERNAS, H\u00e9lia Marchante, garantindo que as ac\u00e1cias trazem tamb\u00e9m outro tipo de problemas.<\/p>\n<p>&#8220;O p\u00f3len destas \u00e9 alerg\u00e9nico, afetando a sa\u00fade respirat\u00f3ria de muitos cidad\u00e3os. Para quem sofre de rinite ou asma e vive ou trabalha perto de ac\u00e1cias, esta pode ser uma \u00e9poca especialmente dif\u00edcil. Al\u00e9m disso, os custos econ\u00f3micos associados \u00e0 remo\u00e7\u00e3o destas plantas e ao impacto em setores como a floresta s\u00e3o significativos, refor\u00e7ando a necessidade de interven\u00e7\u00f5es coordenadas e continuadas&#8221;, salienta, pedindo ajuda \u00e0s pessoas.<\/p>\n<p>&#8220;Identifiquem ac\u00e1cias na sua regi\u00e3o e ajude a coloc\u00e1-las no mapa atrav\u00e9s de aplica\u00e7\u00f5es de ci\u00eancia cidad\u00e3 gratuitas como o iNaturalitst\/BioDiversity4All&#8221;, refere.<\/p>\n<blockquote><p>&#8220;O p\u00f3len destas \u00e9 alerg\u00e9nico, afetando a sa\u00fade respirat\u00f3ria de muitos cidad\u00e3os. Para quem sofre de rinite ou asma e vive\/trabalha perto de ac\u00e1cias, esta pode ser uma \u00e9poca especialmente dif\u00edcil. Al\u00e9m disso, os custos econ\u00f3micos associados \u00e0 remo\u00e7\u00e3o destas plantas e ao impacto em setores como a floresta s\u00e3o significativos, refor\u00e7ando a necessidade de interven\u00e7\u00f5es coordenadas e continuadas&#8221;H\u00e9lia Marchante<\/p><\/blockquote>\n<p>$$caption$$<\/p>\n<p>Perante o avan\u00e7o desta esp\u00e9cie em Portugal, foi feito recentemente um estudo, pela Universidade de Coimbra, que salienta a import\u00e2ncia de &#8220;atuar cedo sobre pequenas popula\u00e7\u00f5es de ac\u00e1cias \u00e9 essencial para travar o seu avan\u00e7o&#8221;.<\/p>\n<p>Liderado por Raquel Juan Ovejero, investigadora do Centro de Ecologia Funcional (CFE) da Faculdade de Ci\u00eancias e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) e da Universidade de Vigo, este estudo, realizado na Serra da Lous\u00e3, apresenta novos dados, da forma como &#8220;a invas\u00e3o da Acacia dealbata (ac\u00e1cia-mimosa) e da Acacia melanoxylon (ac\u00e1cia-negra) afeta a estrutura da vegeta\u00e7\u00e3o, a qualidade do solo e da folhagem (em termos de teor de carbono e azoto), e as comunidades de col\u00eambolos &#8211; pequenos invertebrados do solo fundamentais para o ciclo de nutrientes e para a decomposi\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria org\u00e2nica. Foram ainda estudados os efeitos em cascata que estas altera\u00e7\u00f5es podem provocar no funcionamento geral do ecossistema&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c0 medida que aumenta a sua cobertura, diminui, de forma significativa a abund\u00e2ncia de plantas herb\u00e1ceas e a riqueza de esp\u00e9cies, o que se traduz numa perda clara de biodiversidade&#8221;, explica a respons\u00e1vel do estudo.<\/p>\n<blockquote><p>&#8220;Em Portugal, a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 especialmente grave. \u00c9 o pa\u00eds mediterr\u00e2nico com maior n\u00famero de esp\u00e9cies de ac\u00e1cias invasoras, favorecidas pelo abandono rural e pela fragmenta\u00e7\u00e3o florestal. Estes fatores aumentam a vulnerabilidade das florestas e matos, onde as ac\u00e1cias avan\u00e7am rapidamente e provocam perdas de biodiversidade, altera\u00e7\u00f5es no solo e maiores dificuldades na gest\u00e3o florestal&#8221;Raquel Juan Ovejero<\/p><\/blockquote>\n<p>&#8220;N\u00e3o s\u00f3 se detetou uma redu\u00e7\u00e3o na rela\u00e7\u00e3o carbono\/azoto da folhagem e um aumento do carbono org\u00e2nico com a invas\u00e3o das ac\u00e1cias &#8211; altera\u00e7\u00f5es que modificam a disponibilidade de nutrientes e os processos de decomposi\u00e7\u00e3o, como tamb\u00e9m se registaram impactos na fauna&#8221;, acrescenta a investigadora, destacando que os diferentes grupos funcionais de col\u00eambolos responderam de forma desigual \u00e0s modifica\u00e7\u00f5es no solo e na folhagem, evidenciando &#8220;altera\u00e7\u00f5es subtis, mas relevantes na din\u00e2mica dos ecossistemas&#8221;.<\/p>\n<p>Esta investiga\u00e7\u00e3o refere que as ac\u00e1cias australianas tornaram-se num dos principais problemas ambientais da regi\u00e3o do Mediterr\u00e2neo, nomeadamente no nosso pa\u00eds.<\/p>\n<p>$$caption-2$$<\/p>\n<p>&#8220;Em Portugal, a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 especialmente grave. \u00c9 o pa\u00eds mediterr\u00e2nico com maior n\u00famero de esp\u00e9cies de ac\u00e1cias invasoras, favorecidas pelo abandono rural e pela fragmenta\u00e7\u00e3o florestal. Estes fatores aumentam a vulnerabilidade das florestas e matos, onde as ac\u00e1cias avan\u00e7am rapidamente e provocam perdas de biodiversidade, altera\u00e7\u00f5es no solo e maiores dificuldades na gest\u00e3o florestal&#8221;, refere Raquel.<\/p>\n<p>Com base neste estudo, os especialistas conclu\u00edram que &#8220;as interven\u00e7\u00f5es precoces s\u00e3o mais eficazes, menos dispendiosas e reduzem o risco de consequ\u00eancias ecol\u00f3gicas graves. No entanto, a gest\u00e3o requer acompanhamento cont\u00ednuo, dado que ambas as esp\u00e9cies possuem bancos de sementes persistentes e podem rebrotar ap\u00f3s perturba\u00e7\u00f5es\u00bb, alertam. Al\u00e9m disso, acrescentam que a restaura\u00e7\u00e3o de habitats nativos surge como uma ferramenta fundamental para refor\u00e7ar a estabilidade dos ecossistemas e prevenir novas invas\u00f5es&#8221;.<\/p>\n<p>Raquel diz tamb\u00e9m que &#8220;as medidas para conter a expans\u00e3o das ac\u00e1cias baseiam-se, geralmente, na elimina\u00e7\u00e3o manual ou mec\u00e2nica de pl\u00e2ntulas e pequenos n\u00facleos, no descasque ou, quando tal n\u00e3o \u00e9 vi\u00e1vel, na inje\u00e7\u00e3o de herbicida em exemplares isolados, bem como no corte basal de manchas mais extensas&#8221;.<\/p>\n<p>Refira-se que outro estudo, tamb\u00e9m da Universidade de Coimbra, refere que &#8220;as invas\u00f5es biol\u00f3gicas num ecossistema terrestre podem ter efeitos em ecossistemas adjacentes, como os ribeiros.<\/p>\n<p>Foi feito um trabalho, durante um ano, &#8220;em seis ribeiros na Serra da Lous\u00e3, uma \u00e1rea grandemente invadida por mimosa, tr\u00eas ribeiros em floresta de esp\u00e9cies nativas e tr\u00eas ribeiros em floresta invadida por mimosa\u201d, onde foi vis\u00edvel que &#8220;a invas\u00e3o das florestas ribeirinhas por ac\u00e1cias afeta as comunidades aqu\u00e1ticas nos ribeiros\u201d.<\/p>\n<p>&#8220;As altera\u00e7\u00f5es na diversidade dos organismos aqu\u00e1ticos nos ribeiros em floresta invadida s\u00e3o preocupantes, uma vez que comunidades menos diversas est\u00e3o menos preparadas para lidar com altera\u00e7\u00f5es ambientais que possam ocorrer, como as associadas a mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, e podem ser menos eficazes a desempenhar fun\u00e7\u00f5es no ecossistema, como a reciclagem dos nutrientes\u201d, referiram.<\/p>\n<p>__<br \/><b id=\"s-b-embed-68\" data-stringify-type=\"bold\">A sua newsletter de sempre, agora ainda mais \u00fatil<\/b><\/p>\n<p>Com o lan\u00e7amento da nova marca de informa\u00e7\u00e3o\u00a0<b>24not\u00edcias<\/b>, estamos a mudar a plataforma de newsletters, aproveitando para refor\u00e7ar a informa\u00e7\u00e3o que os leitores mais valorizam:\u00a0<b>a que lhes \u00e9 \u00fatil, ajuda a tomar decis\u00f5es e a entender o mundo.<\/b><\/p>\n<p><b>Assine a nova newsletter do 24not\u00edcias\u00a0<\/b><b><a href=\"https:\/\/sapo.us1.list-manage.com\/subscribe?u=8f49263740b14ab5854be8045&amp;id=57a39c5e8f\" target=\"_blank\" id=\"s-a-embed-68\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\" data-stringify-link=\"https:\/\/sapo.us1.list-manage.com\/subscribe?u=8f49263740b14ab5854be8045&amp;id=57a39c5e8f\" data-sk=\"tooltip_parent\">aqui<\/a><\/b><b>.<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Acompanhe toda a atualidade informativa em\u00a024noticias.sapo.pt As ac\u00e1cias, provenientes da Oce\u00e2nia, foram inicialmente introduzidas em Portugal para controlo&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":118441,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[27,28,15,16,14,25,26,21,22,12,13,19,20,32,23,24,33,17,18,29,30,31],"class_list":{"0":"post-118440","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-portugal","8":"tag-breaking-news","9":"tag-breakingnews","10":"tag-featured-news","11":"tag-featurednews","12":"tag-headlines","13":"tag-latest-news","14":"tag-latestnews","15":"tag-main-news","16":"tag-mainnews","17":"tag-news","18":"tag-noticias","19":"tag-noticias-principais","20":"tag-noticiasprincipais","21":"tag-portugal","22":"tag-principais-noticias","23":"tag-principaisnoticias","24":"tag-pt","25":"tag-top-stories","26":"tag-topstories","27":"tag-ultimas","28":"tag-ultimas-noticias","29":"tag-ultimasnoticias"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115405381009748983","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/118440","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=118440"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/118440\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/118441"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=118440"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=118440"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=118440"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}