{"id":118619,"date":"2025-10-20T10:47:19","date_gmt":"2025-10-20T10:47:19","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/118619\/"},"modified":"2025-10-20T10:47:19","modified_gmt":"2025-10-20T10:47:19","slug":"o-ultimo-avo-de-afonso-reis-cabral","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/118619\/","title":{"rendered":"&#8216;O \u00daltimo Av\u00f4&#8217; de Afonso Reis Cabral"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/arc-c-marta-d-orey_2.jpg\" alt=\"\" width=\"333.5294117647059\" height=\"500\" data-udi=\"umb:\/\/media\/654b28630f3548c7b02e19ce67f89868\"\/>O lan\u00e7amento do seu \u00faltimo romance \u00e9 o pretexto para uma conversa com um dos mais aclamados e premiados escritores da nova gera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>J\u00e1 reconheceu que o romance que acaba de lan\u00e7ar, \u00abO \u00daltimo Av\u00f4\u00bb, \u00e9 o livro mais complexo que escreveu at\u00e9 hoje. Qual \u00e9 a explica\u00e7\u00e3o que encontra?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Todos os meus tr\u00eas romances s\u00e3o ficcionais, mas os dois primeiros partem de assuntos que, de uma maneira ou de outra, tive de estudar e tamb\u00e9m conhecer de perto. O meu romance de estreia fala de dois irm\u00e3os, inspirado no meu irm\u00e3o mais novo, portador de S\u00edndrome de Down. Por seu turno, o \u00abP\u00e3o de A\u00e7\u00facar\u00bb parte do caso Gisberta, a transexual assassinada por um grupo de rapazes, nas ruas do Porto, em 2006. Embora o livro seja ficcional, tal como o primeiro livro, \u00abO Meu Irm\u00e3o\u00bb, tem uma \u00e2ncora com a realidade. J\u00e1 este, \u00abO \u00daltimo Av\u00f4\u00bb, continuando a ser literatura ficcional, n\u00e3o parte de uma pedra de toque ou de um edif\u00edcio intelectual que j\u00e1 existisse, de alguma maneira. Esta \u00e9 a hist\u00f3ria de um homem de 80 anos que queima, no jardim das traseiras de casa, um manuscrito que escreveu ao longo da vida. E associado a esta imagem existiam v\u00e1rias perguntas \u00e0s quais eu precisava de dar resposta em forma de literatura. Este \u00e9 porventura o meu livro mais imaginativo, mas ao mesmo tempo o que tem menos \u00e2ncoras e menos proximidade. Em simult\u00e2neo, tem uma certa complexidade de temas e muitos riscos. Este livro apresenta tempos narrativos diferentes que se cruzam. Confesso que descobrir e montar isto foi, de facto, muito dif\u00edcil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A guerra colonial \u00e9 um tema que n\u00e3o \u00e9 abordado pelas novas gera\u00e7\u00f5es de romancistas. Tocou numa ferida ainda aberta da hist\u00f3ria recente do pa\u00eds?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sim, a guerra colonial \u00e9, certamente, uma ferida aberta. E para tocar nela teria de ser uma perspetiva completamente diferente da tradi\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria que existe, nomeadamente dos escritores que escreveram romances em torno dessa experi\u00eancia pessoal e que foram combatentes e at\u00e9 do registo de partilhas em forma de di\u00e1rios e de mem\u00f3rias. Por isso, pareceu-me que a perspetiva que podia, numa penada, unir gera\u00e7\u00f5es diferentes (ou seja, a gera\u00e7\u00e3o que participou na guerra colonial e a minha, que n\u00e3o faz ideia do que isso foi) numa problem\u00e1tica que \u00e9 nossa, era converter o livro numa hist\u00f3ria familiar, em que a guerra colonial servia como pano de fundo. A hist\u00f3ria desta fam\u00edlia tem, \u00e0 semelhan\u00e7a de tantas outras fam\u00edlias, a ferida da guerra colonial presente. Este livro \u00e9, portanto, um encontro de gera\u00e7\u00f5es e procura vencer o desafio de ultrapassar fronteiras que se colocam entre estas gera\u00e7\u00f5es, sendo a guerra colonial uma delas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Revelou que falou muito com o seu pai que foi capit\u00e3o miliciano em angola, em N\u2019dalatando e Cabinda, os cen\u00e1rios principais do livro. Qual foi a import\u00e2ncia destes relatos para a constru\u00e7\u00e3o e investiga\u00e7\u00e3o da obra?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As mem\u00f3rias do meu pai estiveram sempre presentes, ali\u00e1s, como acontece em muitas fam\u00edlias. Muitas vezes a gest\u00e3o dos sil\u00eancios e os tabus significam at\u00e9 mais do que as hist\u00f3rias relatadas. Na escrita do romance propriamente dita o meu pai foi uma esp\u00e9cie de assessor, at\u00e9 do ponto de vista factual, no sentido de me orientar sobre a descri\u00e7\u00e3o da minha escrita, enquadrando-a no tempo e no espa\u00e7o que ele viveu. Isto sem esquecer a literatura de guerra colonial que, paralelamente, consultei. Em suma, deixei que a literatura e a fic\u00e7\u00e3o crescessem neste ambiente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Disse que no processo de escrita e cria\u00e7\u00e3o, \u00abcada frase \u00e9 um embate\u00bb. \u00c9 um escritor que lan\u00e7a obras com um certo espa\u00e7amento no tempo \u2013 esta surge sete anos depois de \u00abP\u00e3o de A\u00e7\u00facar\u00bb. Isto deve-se ao facto de necessitar de consolidar a amadurecer ideias e narrativas?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O ponto essencial \u00e9 que, por temperamento, desconfio permanentemente do que fa\u00e7o. \u00c9 isso que explica o tal embate com cada frase e com cada par\u00e1grafo escrito. Essa luta n\u00e3o se faz todos os anos ou de um dia para o outro. Ao mesmo tempo, o compromisso que tenho com a literatura \u00e9 escrever algo que seja suficientemente bom e que mere\u00e7a ser publicado. E n\u00e3o acho que isso se consiga ao escrever um romance todos os anos. E como perguntou, de facto, acho que \u00e9 preciso amadurecimento, estudo e tempo, para que cada livro seja um mundo em si mesmo. Finalmente, os temas que trato n\u00e3o podem, de maneira nenhuma, ser abordados de forma leviana. A literatura \u00e9, por isso mesmo, uma forma oposta de olhar o mundo de forma leviana.\u00a0 E depois a vida tamb\u00e9m acontece \u2013 casei, tive uma filha, etc.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/_dsf9788.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"333.5294117647059\" data-udi=\"umb:\/\/media\/206d0d4df3f645078eb11911c2bdaf60\"\/>Escreve desde os nove anos de idade. Ter sido escritor dependeu de influ\u00eancias familiares (no seu caso \u00e9 conhecida sua rela\u00e7\u00e3o familiar com E\u00e7a de Queiroz) ou considera que \u00e9 uma voca\u00e7\u00e3o? Nasce-se escritor?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o sei se algu\u00e9m nasce alguma coisa. Sinceramente acho que, desde muito pequeno, que tenho essa voca\u00e7\u00e3o. Para al\u00e9m disso, foi essencial ter a ilus\u00e3o dessa voca\u00e7\u00e3o desde muito cedo e o ambiente familiar em que cresci contribuiu para essa realidade. Comecei a escrever desde muito novo e ao fim de alguns anos tornou-se numa esp\u00e9cie de tra\u00e7o de personalidade, uma condi\u00e7\u00e3o \u201csine qua non\u201d \u2013 n\u00e3o consigo existir sem que a escrita exista. Quando estou a escrever mal ou com dificuldade, costumo associar isso a uma dificuldade de temperamento. Se quiser, \u00e9 como se a escrita se tivesse entrosado com o meu car\u00e1cter.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00ab\u00c9 muito dif\u00edcil chamar a aten\u00e7\u00e3o das pessoas para um livro\u00bb, disse numa entrevista. Apesar de as nossas feiras do livro, em Lisboa e Porto, serem sempre grandes momentos liter\u00e1rios, o tempo que se dedica \u00e0 leitura no nosso pa\u00eds \u00e9 ainda residual?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os \u00edndices de leitura t\u00eam sido mais favor\u00e1veis e otimistas nos \u00faltimos tempos. Lembro-me do falecido Pedro Sobral e de como ele era um entusiasta de um crescimento, cada vez maior, dos \u00edndices de leitura. Eu tenho essa perspetiva otimista. Os recentes dados sobre o crescimento do mercado livreiro assim o demonstram, seguindo a mesma tend\u00eancia desde a pandemia. O que n\u00e3o quer dizer que, comparativamente com outros pa\u00edses, n\u00e3o haja um contraste grande. Em Portugal \u00e9 muito grande o n\u00famero de pessoas que s\u00f3 l\u00ea um livro por ano ou n\u00e3o l\u00ea nenhum livro. E nem sempre as leituras s\u00e3o fic\u00e7\u00e3o ou propriamente literatura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E qual \u00e9 a resposta da faixa et\u00e1ria mais jovem?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tamb\u00e9m se regista um crescimento entre os jovens, muito fruto do \u201cTikTok\u201d ou de outras redes sociais, o que \u00e9 muito interessante. Encarar com desconfian\u00e7a os novos leitores que nascem nesses ambientes \u00e9 tamb\u00e9m um pouco \u201csnob\u201d. Deve ser dado espa\u00e7o e tempo \u00e0s novas tend\u00eancias, sem desconfian\u00e7as, que se pode traduzir na leitura de fic\u00e7\u00e3o comercial, \u201cthrillers\u201d e por a\u00ed fora. Esse pode ser um come\u00e7o para, mais tarde, se progredir para obras com outra densidade. Acho que \u00e9 importante n\u00e3o privar uma planta de oxig\u00e9nio quando ela est\u00e1 a crescer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A aten\u00e7\u00e3o humana \u00e9 um recurso escasso, valioso e muito disputado. H\u00e1 condi\u00e7\u00f5es de ler e absorver a ess\u00eancia de um livro perante tantos est\u00edmulos e distra\u00e7\u00f5es, nomeadamente os provenientes das redes sociais?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os nossos c\u00e9rebros est\u00e3o viciados no imediatismo. E digo viciados no sentido cl\u00ednico do termo \u2013 muitos estudos indicam que a nossa qu\u00edmica cerebral se altera perante os est\u00edmulos r\u00e1pidos e tamb\u00e9m do pr\u00f3prio empolgamento que as <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/_dsf9816.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"333.5294117647059\" data-udi=\"umb:\/\/media\/e4496961a787409b9e943309630adb0b\"\/>redes sociais geram e dos temas que impactam, e que s\u00e3o as pol\u00e9micas, os esc\u00e2ndalos e a indigna\u00e7\u00e3o. \u00c9 isso que \u00e9 devorado pelo algoritmo, que nos capta a aten\u00e7\u00e3o e nos mant\u00e9m agarrados. A literatura \u00e9 o contr\u00e1rio. \u00c9 um sil\u00eancio cheio de vozes e de outro tipo de est\u00edmulos intelectuais, incomparavelmente mais recompensadores do que o imediatismo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Falando sobre os novos autores. Como escritor da nova gera\u00e7\u00e3o, deviam existir mais incentivos para a atribui\u00e7\u00e3o de bolsas liter\u00e1rias?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As bolsas de cria\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria foram reformuladas recentemente e, para ser franco, n\u00e3o estou propriamente a par da atual situa\u00e7\u00e3o em termos de apoios p\u00fablicos. Mas tenho alguns amigos que se est\u00e3o a candidatar e procurarei informar-me. Independentemente disso, s\u00e3o precisos mais apoios e, sobretudo, um ambiente cultural que acolha melhor os novos autores. \u00c9 evidente o d\u00e9fice enorme que existe em termos de cr\u00edtica liter\u00e1ria, o que acarreta falta de proje\u00e7\u00e3o e at\u00e9 encontro com os leitores atrav\u00e9s dos jornais. Muitos livros acabam perdidos no meio das livrarias e rodeados de sil\u00eancios. E n\u00e3o estou a dizer isto em causa pr\u00f3pria, at\u00e9 porque o percurso tem-me corrido bem e sou um privilegiado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A Intelig\u00eancia Artificial (IA) \u00e9 um dos desafios que, a pouco e pouco, vai chegando a todas as \u00e1reas da sociedade. Acredita que o livro vai resistir e afirmar-se como o \u00faltimo reduto cultural?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Antes de mais, devo dizer que a IA \u00e9 uma ferramenta extraordin\u00e1ria. A partir do momento em que est\u00e1 inventada, n\u00e3o a podemos negar. \u00c9 incontorn\u00e1vel. O que temos de fazer \u00e9 control\u00e1-la. Prever os seus riscos e legisl\u00e1-la, nomeadamente no que diz respeito aos direitos de autor.\u00a0 Na dimens\u00e3o liter\u00e1ria defendo que \u00e9 preciso control\u00e1-la e limitar eventuais perigos. Dito isto, n\u00e3o podemos prescindir da IA, ao n\u00edvel da medicina, da farmacologia e outras \u00e1reas relacionadas. A IA tem potencial para ser a salva\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m pode ser a perdi\u00e7\u00e3o. Apesar de tudo, a intelig\u00eancia biol\u00f3gica \u00e9 muito maior do que a IA. Somos animais emocionais que raciocinam. A IA tenta simular a emo\u00e7\u00e3o e nunca conseguir\u00e1 reproduzir isso em termos de literatura. Veremos como ser\u00e1 a sua evolu\u00e7\u00e3o nos pr\u00f3ximos anos.\u00a0 Tamb\u00e9m me apercebo de um certo cansa\u00e7o e desconfian\u00e7a das pessoas em rela\u00e7\u00e3o ao que \u00e9 produzido digitalmente. Nesse sentido, o livro pode ser, de facto, um reduto extraordin\u00e1rio para encontrarmos a nossa humanidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A autora japonesa Rie Qudan reconheceu ter usado a IA no processo de escrita. \u00c9 uma s\u00e9ria amea\u00e7a aos autores?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Certamente. Ser\u00e1 a desconfian\u00e7a relativamente \u00e0 pr\u00f3pria voz autoral.\u00a0 \u00c9 um assunto muito delicado. Se noutras \u00e1reas pode ser uma ajuda <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/afonso-reis-cabral-c-vitorino-coragem.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"333.5294117647059\" data-udi=\"umb:\/\/media\/0f643ebe7ac04906bc403b62b9ebfa4b\"\/>t\u00e9cnica, a intromiss\u00e3o da IA na literatura \u00e9 uma forma de imiscuir-se na nossa alma. E isso \u00e9 perigos\u00edssimo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00c9 frequente ser convidado para conversas liter\u00e1rias e palestras com estudantes um pouco por todo o pa\u00eds. Nos minutos de proximidade com os mais jovens, o que \u00e9 que tem retido dessas intera\u00e7\u00f5es?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 um certo fasc\u00ednio sobre a cria\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria. Como \u00e9 que se escreve um livro, por exemplo. Tenho-me cruzado com adolescentes interessados em escrever e alguns j\u00e1 em processo de escrita. E sugest\u00f5es de novas leituras. Aproveito nestas sess\u00f5es para perguntar aos alunos sobre o que andam a ler. Claro que tamb\u00e9m existe muita indiferen\u00e7a. Mas acho que o facto de existir intera\u00e7\u00e3o e interesse por estas sess\u00f5es tem muita a ver com os professores. A carreira de professor est\u00e1 cheia de dificuldades, mas o melhor que um professor pode fazer \u00e9 que os seus alunos descubram o que h\u00e1 de melhor em si mesmos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A CARA DA NOT\u00cdCIA<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Distinguido com os pr\u00e9mios LeYa e Jos\u00e9 Saramago<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Afonso Reis Cabral nasceu a 31 de mar\u00e7o de 1990, no Porto. Escritor e editor, formou-se em Estudos Portugueses pela Universidade de Lisboa e tem desenvolvido uma carreira tanto na escrita como noutras \u00e1reas culturais, incluindo a edi\u00e7\u00e3o e participa\u00e7\u00e3o em projetos de inclus\u00e3o social.\u00a0 O primeiro romance, &#8220;O Meu Irm\u00e3o&#8221;, venceu o Pr\u00e9mio LeYa e o segundo, \u201cP\u00e3o de A\u00e7\u00facar\u201d, foi distinguido com o Pr\u00e9mio Liter\u00e1rio Jos\u00e9 Saramago.\u00a0 Acaba de lan\u00e7ar \u201cO \u00daltimo Av\u00f4\u00bb, com a chancela da LeYa.\u00a0 Desde 2022, desempenha tamb\u00e9m a fun\u00e7\u00e3o de presidente da Funda\u00e7\u00e3o E\u00e7a de Queiroz.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O lan\u00e7amento do seu \u00faltimo romance \u00e9 o pretexto para uma conversa com um dos mais aclamados e&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":118620,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[143],"tags":[27624,169,114,115,741,874,237,170,27623,32,33],"class_list":{"0":"post-118619","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-livros","8":"tag-afonso-reis-cabral","9":"tag-books","10":"tag-entertainment","11":"tag-entretenimento","12":"tag-entrevista","13":"tag-escritor","14":"tag-livro","15":"tag-livros","16":"tag-o-ltimo-av","17":"tag-portugal","18":"tag-pt"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115406100554288391","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/118619","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=118619"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/118619\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/118620"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=118619"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=118619"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=118619"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}