{"id":119258,"date":"2025-10-20T19:40:16","date_gmt":"2025-10-20T19:40:16","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/119258\/"},"modified":"2025-10-20T19:40:16","modified_gmt":"2025-10-20T19:40:16","slug":"este-cometa-so-regressara-daqui-a-mil-anos-saiba-como-ve-lo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/119258\/","title":{"rendered":"Este cometa s\u00f3 regressar\u00e1 daqui a mil anos. Saiba como v\u00ea-lo."},"content":{"rendered":"<p class=\"description\">Assine a revista National Geographic agora por apenas <b>1\u20ac por m\u00eas<\/b>.<\/p>\n<p>Nesta semana, a Terra ter\u00e1 um lugar na primeira fila para ver uma das mais antigas rel\u00edquias do Sistema Solar. No dia 21 de Outubro, o <a href=\"http:\/\/apod.nasa.gov\/apod\/ap250930.html\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">cometa C\/2025 A6 Lemmon<\/a> ir\u00e1 atingir o ponto mais pr\u00f3ximo da Terra \u2013 a sua <strong>primeira e<\/strong><strong>\u00fanica apari\u00e7\u00e3o em mais de mil anos<\/strong>.<\/p>\n<p>\u201cOs cometas s\u00e3o muito comuns, mas o cometa Lemmon \u00e9, definitivamente, <strong>o melhor cometa para ver a partir da Terra neste ano<\/strong>\u201d, diz <a href=\"http:\/\/search.asu.edu\/profile\/4050085\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Rhonda Stroud<\/a>, directora do Centro de Estudos de Meteoritos na Universidade Estadual do Arizona, em Tempe, nos EUA.<\/p>\n<p>De onde veio este cometa \u2013 e como podemos detect\u00e1-lo no c\u00e9u nocturno? Dizemos-lhe o que precisa de saber antes de ele chegar.<\/p>\n<p><strong>De onde veio o cometa?<\/strong><\/p>\n<p>O espa\u00e7o n\u00e3o \u00e9 completamente vazio. As imedia\u00e7\u00f5es do Sol est\u00e3o polvilhadas com<strong> gelo e part\u00edculas de poeira que podem ser encontradas entre planetas, estrelas e at\u00e9 gal\u00e1xias<\/strong>. Os cometas e os aster\u00f3ides s\u00e3o provas f\u00edsicas do gelo e da poeira que existe no Sistema Solar \u2013 detritos deixados por uma nuvem grande e densa de g\u00e1s e poeira aquando da forma\u00e7\u00e3o do Sistema Solar, <strong>h\u00e1 cerca de 4.600 milh\u00f5es de anos<\/strong>.<\/p>\n<p>Depois de o Sol se acender, o g\u00e1s e a poeira remanescentes come\u00e7aram a juntar-se. Longe do calor, <strong>nos locais mais frios, formaram-se os cometas<\/strong>. Estes arredores gelados transformaram-se mais tarde no <strong>Cintur\u00e3o de Kuiper<\/strong> e na<strong> Nuvem de Oort<\/strong>, ainda mais distante \u2013 vastos reservat\u00f3rios cheios de cometas gelados.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/cometa-c2023-a3-cedric-pereira_705fca5f_241018115200_800x800.jpg\" alt=\"Cometa C2023 A3 Ce\u0301dric Pereira\" class=\"image lazyload\"\/><\/p>\n<p>\u201cOs cometas s\u00e3o fant\u00e1sticos de estudar porque s\u00e3o ba\u00fas de tesouro dos blocos de constru\u00e7\u00e3o do nosso Sistema Solar\u201d, diz Stroud. \u201cO estado congelado dos cometas significa que grande parte da poeira e do gelo permanece praticamente inalterada durante milhares de milh\u00f5es de anos.\u201d<\/p>\n<p><strong>Porque h\u00e1 tantos cometas chamados Lemmon?<\/strong><\/p>\n<p>Quando o cometa Lemmon apareceu pela primeira vez, no dia <strong>3 de Janeiro<\/strong>, n\u00e3o parecia grande coisa \u2013 apenas um ponto t\u00e9nue no c\u00e9u nocturno. <a href=\"http:\/\/www.lpl.arizona.edu\/staff\/carson-fuls\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Carson Fuls<\/a>, director do Catalina Sky Survey e observador de servi\u00e7o essa noite, diz que isso \u00e9 normal. \u201cPor vezes, s\u00f3 os vemos quando eles \u2018se acendem\u2019\u201d, diz Fuls, ou<strong> quando se aproximam suficientemente do Sol para os seus gelos se transformarem em g\u00e1s<\/strong>, dando origem \u00e0 cauda t\u00edpica de um cometa.<\/p>\n<p>Apesar do nome, este n\u00e3o \u00e9, de todo, o primeiro cometa Lemmon. Fuls diz que \u00e9 um de cerca de <strong>70 \u201ccometas Lemmons\u201d <\/strong>e que os cometas recebem frequentemente o<strong> nome do observat\u00f3rio que os detectou <\/strong>\u2013 ou da pessoa que os descobriu, caso os reconhe\u00e7a imediatamente como cometas. No caso de Fuls, este cometa Lemmon ainda n\u00e3o estava \u201caceso\u201d, por isso <strong>assemelhava-se mais a um aster\u00f3ide do que a um cometa com cauda<\/strong>.<\/p>\n<p>\u201cCostumo ver uns quantos [cometas] por noite quando estou a usar os telesc\u00f3pios dos estudos, mas \u00e9 sempre especial. Nunca me canso de ver algo t\u00e3o profundo em sec\u00e7\u00f5es t\u00e3o grandes do c\u00e9u nocturno\u201d, diz Fuls.<\/p>\n<p><strong>Por que raz\u00e3o o cometa Lemmon parece verde?<\/strong><\/p>\n<p>Embora dezenas de cometas atravessem a regi\u00e3o interior do Sistema Solar todos os anos, o brilho verde diferenciador do cometa Lemmon e a sua proximidade da Terra fazem com que seja <strong>o cometa mais impressionante de 2025<\/strong>. O seu tom verde-esmeralda deve-se \u00e0 presen\u00e7a de <strong>carbono diat\u00f3mico<\/strong> (C2), uma mol\u00e9cula que \u00e9 decomposta pela radia\u00e7\u00e3o solar e emite luz verde.<\/p>\n<p>A <strong>cauda azul-clara<\/strong> \u00e9, na verdade, formada por duas caudas: uma feita de gelo e poeira do pr\u00f3prio cometa e outra feita de i\u00f5es, ou part\u00edculas com carga el\u00e9ctrica, que s\u00e3o excitadas quando o cometa se \u201cacende\u201d, \u00e0 medida que se aproxima da radia\u00e7\u00e3o do Sol.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/cometa-c2023-a3-tsuchinshan-atlas_61999547_240918152712_800x800.jpg\" alt=\"Cometa C\/2023 A3 (Tsuchinshan-ATLAS)\" class=\"image lazyload\"\/><\/p>\n<p>Os ingredientes comuns dos cometas incluem <strong>mon\u00f3xido de carbono, di\u00f3xido de carbono e gelo de \u00e1gua<\/strong>, mas o r\u00e1cio das mol\u00e9culas varia, diz Stroud. \u201cCada cometa que vimos de perto com uma nave espacial parecia diferente dos outros.\u201d<\/p>\n<p>Os cometas s\u00e3o invulgarmente din\u00e2micos. <strong>As suas formas e luminosidade podem mudar em horas<\/strong>, \u00e0 medida que a luz solar e o calor remodelam as suas superf\u00edcies congeladas e expelem material da parte principal do cometa.<\/p>\n<p>\u201cPor vezes, conseguimos ver acontecimentos disruptivos quando peda\u00e7os do cometa s\u00e3o arremessados. Parecem ondas na cauda, cuja evolu\u00e7\u00e3o lenta conseguimos observar\u201d, diz Fuls. \u201c\u00c9 raro ver algo t\u00e3o din\u00e2mico no espa\u00e7o.\u201d<\/p>\n<p>Para muitos investigadores que estudam cometas, o pr\u00f3ximo Santo Graal da ci\u00eancia ser\u00e1 uma miss\u00e3o de recolha de amostras que traga um peda\u00e7o congelado de um cometa e estude o seu gelo e poeira ancestrais, tal como eram quando ele surgiu no espa\u00e7o.<\/p>\n<p>\u201cQuanto mais aprendo sobre [cometas], mais ligada me sinto \u00e0 hist\u00f3ria do universo\u201d, diz Stroud. \u201cSeguir a poeira de um cometa \u00e9 como seguir migalhas para resolver o mist\u00e9rio de como o nosso Sistema Solar e, por fim, eu e voc\u00ea, nos form\u00e1mos.\u201d<\/p>\n<p>\u00a0<strong>Como ver o cometa Lemmon<\/strong><\/p>\n<p>O cometa Lemmon atingir\u00e1 o ponto mais pr\u00f3ximo da Terra no dia <strong>21 de Outubro<\/strong>, coincidindo com uma Lua Nova, um momento de vantagem, pois o c\u00e9u escuro facilitar\u00e1 a observa\u00e7\u00e3o de objectos celestes mais p\u00e1lidos. Procure um brilho verde suave junto \u00e0s constela\u00e7\u00f5es de Escorpi\u00e3o ou Balan\u00e7a, junto ao horizonte a oeste, <strong>pouco depois do p\u00f4r do Sol<\/strong>. O cometa dever\u00e1 permanecer vis\u00edvel desde meados de Outubro<strong> at\u00e9 ao in\u00edcio de Novembro<\/strong>, empalidecendo gradualmente \u00e0 medida que se afastar da Terra.<\/p>\n<p>\u201cEmbora seja divertido v\u00ea-lo com s\u00f3 com os olhos, recomendo a <strong>utiliza\u00e7\u00e3o de bin\u00f3culos<\/strong> e a captura de fotografias com bom telem\u00f3vel ou uma m\u00e1quina fotogr\u00e1fica digital. Assim conseguir\u00e1 ver melhor a cabeleira\u201d, diz Stroud, referindo-se \u00e0 nuvem brilhante de g\u00e1s e poeira que rodeia o n\u00facleo gelado de um cometa.<\/p>\n<p>Para ajudar ainda mais, o dia 21 de Outubro tamb\u00e9m assinala o <strong>pico da chuva de estrelas das Orion\u00eddeas<\/strong>, proporcionando um raro espect\u00e1culo duplo no c\u00e9u nocturno. Para a melhor experi\u00eancia de visionamento, os astr\u00f3nomos sugerem a utiliza\u00e7\u00e3o de <strong>aplica\u00e7\u00f5es de observa\u00e7\u00e3o celeste ou o calend\u00e1rio Sky Events da NASA<\/strong>, para saber a hora exacta em que o cometa aparece e desaparece do c\u00e9u no seu local de observa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Assine a revista National Geographic agora por apenas 1\u20ac por m\u00eas. 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