{"id":120502,"date":"2025-10-21T15:27:07","date_gmt":"2025-10-21T15:27:07","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/120502\/"},"modified":"2025-10-21T15:27:07","modified_gmt":"2025-10-21T15:27:07","slug":"observatorio-nacional-preve-otima-visibilidade-para-a-chuva-de-meteoros-agencia-gov","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/120502\/","title":{"rendered":"Observat\u00f3rio Nacional prev\u00ea \u00f3tima visibilidade para a chuva de meteoros \u2014 Ag\u00eancia Gov"},"content":{"rendered":"<p>A boa not\u00edcia \u00e9 que todo o Brasil pode observar. O radiante em \u00d3rion \u00e9 vis\u00edvel de Norte a Sul, com leve vantagem no Norte\/Nordeste, onde ele sobe mais alto. Mesmo no Sul, \u00e9 um show garantido<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">A chuva de meteoros Orion\u00eddeas\u00a0(Orionids, em ingl\u00eas)\u00a0atingir\u00e1\u00a0sua m\u00e1xima atividade\u00a0esta semana, com pico previsto para as noites de 21 para 22 e 22 para 23 de outubro.\u00a0A visibilidade no\u00a0Brasil ser\u00e1 excelente\u00a0em todo o territ\u00f3rio, com o melhor hor\u00e1rio de observa\u00e7\u00e3o sendo da meia-noite ao amanhecer.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">De acordo com o astr\u00f4nomo\u00a0Dr. Marcelo De Cicco, coordenador do Projeto Exoss,\u00a0parceiro do Observat\u00f3rio Nacional (ON\/MCTI), essa chuva possui\u00a0meteoros r\u00e1pidos, brilhantes\u00a0e que muitas vezes deixam trilhas luminosas no c\u00e9u. Os meteoros podem chegar a\u00a066 quil\u00f4metros por segundo, o que \u00e9 considerado\u00a0extremamente r\u00e1pido.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">O nome desta chuva de meteoros faz refer\u00eancia \u00e0\u00a0constela\u00e7\u00e3o de \u00d3rion,\u00a0o Ca\u00e7ador, de onde os meteoros parecem \u201cnascer\u201d perto da estrela Betelgeuse. No entanto, os meteoros podem surgir em qualquer parte do c\u00e9u.<\/p>\n<blockquote>\n<p>A boa not\u00edcia \u00e9 que todo o Brasil pode observar. O radiante em \u00d3rion \u00e9 vis\u00edvel de norte a sul, com leve vantagem no Norte\/Nordeste, onde ele sobe mais alto. Mesmo no Sul, \u00e9 um show garantido\u201d, destaca o Exoss.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>O pico das Orion\u00eddeas, entre 21 e 22 de outubro, coincide com a Lua Nova apenas 2% iluminada e se pondo cedo. Isso significa c\u00e9u escuro durante toda a noite, o que favorece a observa\u00e7\u00e3o da chuva de meteoros Orion\u00eddeas. Em seu pico, sob condi\u00e7\u00f5es ideais, os observadores podem esperar ver de 15 a 20 meteoros por hora.<\/p>\n<p><strong>Passagem do cometa Halley<\/strong><\/p>\n<p>As Orion\u00eddeas resultam da passagem da Terra atrav\u00e9s dos detritos deixados pelo cometa Halley, que s\u00f3 visita a Terra a cada 75-76 anos. Ao entrar na atmosfera, esses fragmentos queimam e criam os tra\u00e7os luminosos que vemos no c\u00e9u. O per\u00edodo de atividade deste fen\u00f4meno astron\u00f4mico vai de 2 de outubro a 12 de novembro, segundo o Exoss, quando a Terra atravessa a parte mais densa e empoeirada desses detritos.<\/p>\n<p>A chuva de meteoros Orion\u00eddeas \u00e9 a segunda chuva de meteoros criada pelo Cometa Halley. A Eta Aquariids, em maio, \u00e9 a outra chuva criada por detritos deixados pelo cometa.<\/p>\n<p><strong>Como observar as chuvas de meteoros?<\/strong><\/p>\n<p>Voc\u00ea n\u00e3o precisa de nenhum equipamento especial nem de muita habilidade para observar uma chuva de meteoros. Mas para tentar observar as chuvas \u00e9 necess\u00e1rio estar em um local com baixa polui\u00e7\u00e3o luminosa.<\/p>\n<p>Recomenda-se que o observador procure um local escuro, se poss\u00edvel afastado das grandes cidades, para evitar a polui\u00e7\u00e3o luminosa. Al\u00e9m disso, deve-se apagar as luzes em volta e \u00e9 imprescind\u00edvel que o tempo esteja bom.<\/p>\n<p><strong>O que s\u00e3o chuvas de meteoros?<\/strong><\/p>\n<p>As chuvas de meteoros s\u00e3o fen\u00f4menos dos mais apreciados pelos amantes da Astronomia. Os meteoros s\u00e3o fen\u00f4menos luminosos atmosf\u00e9ricos devido a entrada de meteoroides em alt\u00edssima velocidade na atmosfera da Terra. Os meteoroides s\u00e3o fragmentos de cometas ou de asteroides que ficam \u00e0 deriva no espa\u00e7o.<\/p>\n<p>Conforme a rocha espacial cai em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 Terra, a resist\u00eancia do ar, atuando no meteoroide, ocasiona a abla\u00e7\u00e3o (\u201cqueima\u201d), formando um \u201crastro\u201d brilhante.<\/p>\n<p>Quando a Terra encontra muitos meteoroides ao mesmo tempo, temos uma chuva de meteoros. Esse fen\u00f4meno acontece quando nosso planeta passa pelas zonas de detritos deixadas pelos cometas.<\/p>\n<p>Os meteoroides s\u00e3o geralmente pequenos, desde part\u00edculas de poeira at\u00e9 pedregulhos. Eles quase sempre s\u00e3o pequenos o suficiente para queimar rapidamente na atmosfera.<\/p>\n<p>Do ponto de vista cient\u00edfico, o estudo das chuvas de meteoros permite estimar a quantidade e per\u00edodo de maior penetra\u00e7\u00e3o de detritos na Terra. A partir disso, as miss\u00f5es espaciais e centros de controle de sat\u00e9lites podem elaborar meios de prote\u00e7\u00e3o de suas naves e equipamentos. Outro ponto a considerar tem rela\u00e7\u00e3o com o estudo da forma\u00e7\u00e3o do Sistema Solar. Afinal, atrav\u00e9s da pesquisa das propriedades dos meteoros, pode-se aferir as caracter\u00edsticas dos cometas.<\/p>\n<p><strong>Sobre o Exoss<\/strong><\/p>\n<p>Apoiada pelo Observat\u00f3rio Nacional (ON\/MCTI), o EXOSS \u00e9 uma rede colaborativa, que busca conhecer as origens, natureza e caracteriza\u00e7\u00e3o de \u00f3rbitas dos meteoros. Para isso, integra as esta\u00e7\u00f5es de monitoramento montadas por seus associados, obtendo imagens em diversos locais \u2013 entre os quais, na sede do Observat\u00f3rio Nacional, no Rio de Janeiro, e no Observat\u00f3rio Astron\u00f4mico do Sert\u00e3o de Itaparica (OASI), tamb\u00e9m do ON, em Itacuruba, Pernambuco.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A boa not\u00edcia \u00e9 que todo o Brasil pode observar. O radiante em \u00d3rion \u00e9 vis\u00edvel de Norte&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":120503,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[84],"tags":[4556,109,107,108,27966,32,33,105,103,104,106,110],"class_list":{"0":"post-120502","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-ciencia-e-tecnologia","8":"tag-chuva-de-meteoros","9":"tag-ciencia","10":"tag-ciencia-e-tecnologia","11":"tag-cienciaetecnologia","12":"tag-como-assistir","13":"tag-portugal","14":"tag-pt","15":"tag-science","16":"tag-science-and-technology","17":"tag-scienceandtechnology","18":"tag-technology","19":"tag-tecnologia"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115412863852531873","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/120502","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=120502"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/120502\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/120503"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=120502"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=120502"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=120502"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}