{"id":121272,"date":"2025-10-22T02:05:10","date_gmt":"2025-10-22T02:05:10","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/121272\/"},"modified":"2025-10-22T02:05:10","modified_gmt":"2025-10-22T02:05:10","slug":"louvre-por-que-e-dificil-recuperar-joias-roubadas-21-10-2025-ilustrada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/121272\/","title":{"rendered":"Louvre: Por que \u00e9 dif\u00edcil recuperar joias roubadas &#8211; 21\/10\/2025 &#8211; Ilustrada"},"content":{"rendered":"<p>O que era para ser mais uma manh\u00e3 qualquer em <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-topicos\/paris\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Paris<\/a> deu lugar a uma cena de filme no \u00faltimo domingo, dia 19. Homens usaram um guindaste para invadir a galeria Galerie d\u2019Apollon no <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ilustrada\/2025\/10\/roubo-no-louvre-acorda-franceses-para-negligencia-ao-patrimonio-historico.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Louvre, maior museu do mundo<\/a>, e roubar oito joias da coroa francesa avaliadas em R$ 550 milh\u00f5es. Um especialista ouvido pela reportagem diz que as pe\u00e7as t\u00eam pouca chance de serem recuperadas.<\/p>\n<p>Desmanche<\/p>\n<p>&#8220;As pedras preciosas costumam ser retalhadas e ouro fundido, para n\u00e3o serem identificadas&#8221;, diz Leandro Varison, antrop\u00f3logo e diretor de ensino e pesquisa do Museu do Quai Branly, com acervo dedicado \u00e0 \u00c1frica, \u00e0s Am\u00e9ricas e \u00e0 Oceania, localizado em Paris. &#8220;No momento que voc\u00ea funde ouro, prata e retalha diamantes, \u00e9 imposs\u00edvel localizar essas pe\u00e7as em seguida.&#8221;<\/p>\n<p>Joias tamb\u00e9m s\u00e3o mais f\u00e1ceis de serem transportadas para fora do pa\u00eds, ao contr\u00e1rio de quadros ou esculturas, que n\u00e3o podem ser desmanchados e ter cada parte vendida para uma pessoa. Uma coroa, por outro lado, pode ser modificada e ter pe\u00e7as vendidas como acontece no roubo de um carro, por exemplo.<\/p>\n<p>A pr\u00e1tica, segundo ele, esvazia o valor hist\u00f3rico das pe\u00e7as, muitas vezes valiosas n\u00e3o tanto pelo material, mas pelo contexto que carregam. O especialista cita como exemplo pepitas de ouro<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ilustrada\/2025\/10\/roubo-no-louvre-acorda-franceses-para-negligencia-ao-patrimonio-historico.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"> roubadas em setembro do Museu de Hist\u00f3ria Natural, tamb\u00e9m na capital francesa<\/a>, preciosas por terem sido as primeiras encontradas na Guiana.<\/p>\n<p>Quadros e esculturas podem passar de m\u00e3o em m\u00e3o por anos sem deixar vest\u00edgio, mas t\u00eam mais chance de serem encontrados intactas. O Museu Quai Branly, por exemplo, conseguiu recuperar em maio passado duas telas a \u00f3leo rar\u00edssimas do artista <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ilustrada\/2024\/01\/as-pistas-sobre-visao-do-brasil-no-seculo-19-deixadas-pelo-pintor-frances-debret.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Jean-Baptiste Debret pintadas no Brasil<\/a>.<\/p>\n<p>Os quadros foram expostos no Louvre durante o s\u00e9culo 19, em meados de 1930 foram para o Museu do Homem, em Paris, at\u00e9 serem roubados durante a Segunda Guerra. Duas obras da mesma s\u00e9rie continuam desaparecidas.<\/p>\n<p>&#8220;Em setembro identificamos dois quadros, postos a venda por uma grande casa de leil\u00f5es na Fran\u00e7a que n\u00e3o percebeu que as obras eram roubadas, apesar de estarem em base de dados de arte roubada e de os quadros terem no verso antigas etiquetas de museus&#8221;, conta Varison. As obras s\u00e3o &#8220;Coroados \u2013 Le Signal du Combat&#8221; e &#8220;Coroados \u2013 Le Signal de la Retraite&#8221;, com valor estimado entre \u20ac 60 mil e \u20ac 120 mil, algo em torno de R$ 375 mil e R$750 mil.<\/p>\n<p>&#8220;Existe um mercado de pe\u00e7as roubadas. Tem gente que compra sabendo que \u00e9 roubado. A Interpol \u00e0s vezes consegue captar a desmembrar essas redes, mas \u00e9 dif\u00edcil&#8221;, diz o especialista. Ele se refere \u00e0 se\u00e7\u00e3o da Interpol, organiza\u00e7\u00e3o que investiga crimes internacionais, dedicada a desmantelar o prof\u00edcuo <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ilustrada\/2025\/07\/como-roubos-guerras-e-leiloes-definiram-destino-de-pedras-preciosas-pelo-mundo.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">mercado clandestino alimentado por saques a museus<\/a> e cole\u00e7\u00f5es de arte.<\/p>\n<p>At\u00e9 a publica\u00e7\u00e3o dessa reportagem, apenas uma pe\u00e7a das oito roubadas no Louvre neste domingo foi recuperada \u2014uma coroa de diamantes que pertenceu a imperatriz Eug\u00eania, mulher de Napole\u00e3o 3\u00ba, composta por 1.354 diamantes e 56 esmeraldas, segundo a imprensa francesa.<\/p>\n<p>As bibliotecas de arte roubada<\/p>\n<p>Existe tamb\u00e9m uma base de dados privada que rastreia itens roubados, o Art Loss Register. S\u00e3o listas diferentes. A da Interpol, que atualmente conta com 57 mil itens, \u00e9 mais r\u00edgida e s\u00f3 cadastra objetos de arte roubados e desaparecidos reportados pelas ag\u00eancias policiais de seus respectivos pa\u00edses ou por entidades parceiras, como a Unesco. O Art Loss Register, por outro lado, contabiliza tamb\u00e9m den\u00fancias feitas pelas v\u00edtimas diretas dos saques, como colecionadores ou museus.<\/p>\n<p>Hoje, o Art Loss Register, localizado em Londres, \u00e9 a maior base de dados do mundo para obras de arte, antiguidades e itens colecion\u00e1veis perdidos e roubados, reunindo 700 mil pe\u00e7as. L\u00e1 constam, por exemplo, <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ilustrada\/2024\/06\/entenda-como-santos-sao-roubados-de-igrejas-mineiras-e-traficados-para-fora-do-pais.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">santos centen\u00e1rios roubados de igrejas brasileiras<\/a>, como uma Nossa Senhora do Ros\u00e1rio saqueada em 1953 da capela de mesmo nome em Japara\u00edba, no interior de Minas Gerais.<\/p>\n<p>Em 2021, uma pesquisa no site ajudou a recuperar um broche anglo-sax\u00e3o de bronze que havia sido roubado em 1995 de um museu municipal no norte da Inglaterra. Em maio, a Interpol prendeu 80 pessoas e apreendeu mais de 37 mil itens, incluindo pe\u00e7as arqueol\u00f3gicas, obras de arte, moedas e instrumentos musicais. Entre eles estavam 300 artefatos romanos encontrados em um apartamento na It\u00e1lia, que estavam sendo vendidos pela internet.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O que era para ser mais uma manh\u00e3 qualquer em Paris deu lugar a uma cena de filme&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":121273,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[207,28068,559,27,28,15,16,236,208,14,25,26,27439,21,22,17544,12,13,19,20,32,23,24,33,17,18,29,30,31],"class_list":{"0":"post-121272","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-principais-noticias","8":"tag-arte","9":"tag-arte-roubada","10":"tag-artes-plasticas","11":"tag-breaking-news","12":"tag-breakingnews","13":"tag-featured-news","14":"tag-featurednews","15":"tag-folha","16":"tag-franca","17":"tag-headlines","18":"tag-latest-news","19":"tag-latestnews","20":"tag-louvre","21":"tag-main-news","22":"tag-mainnews","23":"tag-museus","24":"tag-news","25":"tag-noticias","26":"tag-noticias-principais","27":"tag-noticiasprincipais","28":"tag-portugal","29":"tag-principais-noticias","30":"tag-principaisnoticias","31":"tag-pt","32":"tag-top-stories","33":"tag-topstories","34":"tag-ultimas","35":"tag-ultimas-noticias","36":"tag-ultimasnoticias"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115415372594165537","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/121272","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=121272"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/121272\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/121273"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=121272"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=121272"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=121272"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}