{"id":122416,"date":"2025-10-23T00:44:06","date_gmt":"2025-10-23T00:44:06","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/122416\/"},"modified":"2025-10-23T00:44:06","modified_gmt":"2025-10-23T00:44:06","slug":"galp-continua-a-fazer-o-que-faz-bem-e-produz-mais-petroleo-observador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/122416\/","title":{"rendered":"&#8220;Galp continua a fazer o que faz bem&#8221; e produz mais petr\u00f3leo \u2013 Observador"},"content":{"rendered":"<p>A Galp vai \u201ccontinuar a fazer o que faz bem\u201d, n\u00e3o porque esteja \u201cviciada\u201d em combust\u00edveis f\u00f3sseis, mas numa l\u00f3gica de aceitar que tem uma vantagem competitiva na explora\u00e7\u00e3o e desenvolvimento de petr\u00f3leo e g\u00e1s. E tamb\u00e9m porque \u201co mundo mudou\u201d nos \u00faltimos anos no que toca \u00e0 velocidade da transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica, que vai \u201cdemorar mais tempo do que o esperado\u201d.<\/p>\n<p>Nuno Bastos, administrador executivo com o pelouro da explora\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o (upstream), avisa que vai ser preciso descobrir muito mais barris durante os pr\u00f3ximos anos de forma a sustentar a procura de combust\u00edveis f\u00f3sseis. A cada ano que passa desaparecem cinco milh\u00f5es de barris do mercado, o que equivale \u00e0 produ\u00e7\u00e3o anual do Brasil, e que \u00e9 necess\u00e1rio compensar. Com este prolongamento do tempo da transi\u00e7\u00e3o para os combust\u00edveis n\u00e3o f\u00f3sseis, todas as fontes energ\u00e9ticas v\u00e3o ser cr\u00edticas. E a \u201cGalp tem a sua expertise neste \u00e1rea e a ambi\u00e7\u00e3o de continuar a procurar novas oportunidades de crescimento\u201d.<\/p>\n<p>Numa conversa com jornalistas, o gestor da Galp n\u00e3o nega que houve um recuo face \u00e0 estrat\u00e9gia anunciada em 2021 quando o ent\u00e3o CEO, o brit\u00e2nico <a href=\"https:\/\/observador.pt\/2021\/11\/03\/galp-anuncia-fim-da-pesquisa-e-prospecao-de-petroleo-a-partir-de-2022\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Andy Brown, anunciou ao mundo<\/a> que a empresa ia deixar de procurar novos campos de petr\u00f3leo. O Brasil, onde foi selecionada para novos blocos na bacia de Pelotas a sul, Nam\u00edbia e S\u00e3o Tom\u00e9, s\u00e3o os locais preferenciais, mas a empresa n\u00e3o afasta analisar oportunidades que surjam fora das \u00e1reas de fronteira com as que j\u00e1 tem. Nuno Bastos assume que as posi\u00e7\u00f5es atuais da Galp em mat\u00e9ria de pesquisa \u201cs\u00e3o curtas\u201d.<\/p>\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"1QGbJ20Kag\">\n<p><a href=\"https:\/\/observador.pt\/2021\/11\/03\/galp-anuncia-fim-da-pesquisa-e-prospecao-de-petroleo-a-partir-de-2022\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Galp anuncia fim da pesquisa e prospe\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo a partir de 2022. \u201cQueremos estar na frente e n\u00e3o ser empurrados pela sociedade\u201d<\/a><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>A menor ambi\u00e7\u00e3o no caminho para a descarboniza\u00e7\u00e3o, que \u00e9 partilhada com outras grandes empresas do setor, j\u00e1 era vis\u00edvel na trajet\u00f3ria recente da Galp, em particular desde que foi<a href=\"https:\/\/observador.pt\/2024\/04\/21\/galp-admite-importante-descoberta-comercial-de-petroleo-na-namibia\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"> conhecida a descoberta de reservas importantes na Nam\u00edbia<\/a> em 2024. Mas Nuno Bastos aponta tamb\u00e9m para outras raz\u00f5es.<\/p>\n<p>A mudan\u00e7a do mundo nos \u00faltimos cinco anos \u00e9 explicada por vari\u00e1veis como a guerra na Europa e a crescente import\u00e2ncia dada \u00e0 seguran\u00e7a de abastecimento, mas tamb\u00e9m o reconhecimento de que \u201csustentabilidade a todo o custo n\u00e3o \u00e9 vi\u00e1vel\u201d. Temos tamb\u00e9m um problema de competitividade, sublinha, porque a Europa tem j\u00e1 custos de energia muito mais altos do que os Estados Unidos, em grande medida porque paga mais pelo g\u00e1s natural.<\/p>\n<p>\u00c9 certo que as empresas continuam a fazer esfor\u00e7os de eletrifica\u00e7\u00e3o nos consumos que podem ser el\u00e9tricos, e investimentos em gases renov\u00e1veis, como o hidrog\u00e9nio verde e o biometano, e em biocombust\u00edveis. A Galp tem em curso um investimento de mais de 600 milh\u00f5es de euros para descarbonizar a refinaria (substituindo g\u00e1s natural) e para produzir combust\u00edveis mais limpos, como o SAF usado na avia\u00e7\u00e3o e o HVO que \u00e9 misturado no gas\u00f3leo. Mas estes produtos s\u00e3o mais caros e \u00e9 preciso criar a procura que os viabilize<\/p>\n<p>Para essa descarboniza\u00e7\u00e3o, a produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo \u00e9 importante, na medida em que permite gerar os recursos financeiros para financiar estes investimentos, argumenta, a par com o pagamento de dividendos, a procura de novos campos e o desenvolvimento dos que est\u00e3o no portef\u00f3lio da empresa.<\/p>\n<p>At\u00e9 porque estes novos produtos s\u00e3o menos competitivos porque s\u00e3o mais caros e os incentivos financeiros p\u00fablicos s\u00e3o poucos, em particular em Portugal. Segundo os respons\u00e1veis da Galp, o projeto de reconvers\u00e3o da refinaria de Sines\u00a0beneficia de muito menos apoios dos que foram dados em Espanha a um projeto simular da Repsol.<\/p>\n<p>A conversa com jornalistas aconteceu a pretexto do arranque da produ\u00e7\u00e3o de um novo super-campo em \u00e1guas profundas do Brasil, com reservas recuper\u00e1veis estimadas em mais de mil milh\u00f5es de barris, e que vai permitir \u00e0 Galp aumentar em 30% a produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo. O projeto Bacalhau corresponde a um investimento de dois mil milh\u00f5es de euros para a empresa com sede em Portugal, o maior j\u00e1 feito num ativo de produ\u00e7\u00e3o num longo ciclo que s\u00f3 agora come\u00e7a a dar o retorno.<\/p>\n<p>Quando estiver a produzir no seu m\u00e1ximo, o Bacalhau vai gerar um cash-flow de 400 milh\u00f5es de d\u00f3lares (343 milh\u00f5es de euros) por ano para a Galp, afirmou o administrador da \u00e1rea do upstream. O campo ter\u00e1 uma produ\u00e7\u00e3o di\u00e1ria de 220 mil barris di\u00e1rios,\u00a0 que \u00e9 uma quantidade equivalente \u00e0 capacidade de processamento da refinaria de Sines, mas a parte que cabe \u00e0 Galp s\u00e3o 40 mil barris, o que corresponde aos 20% que tem na concess\u00e3o.<\/p>\n<p>Este \u00e9 um projeto que est\u00e1 acima do standard da ind\u00fastria petrol\u00edfera quer em termos de retorno, quer em termos de sustentabilidade e efici\u00eancia, garante Nuno Bastos, que destaca uma efici\u00eancia energ\u00e9tica que permite otimizar o consumo em 50% face ao padr\u00e3o do setor, gra\u00e7as a um sistema inovador de ciclo combinado a g\u00e1s natural. Sem deixar de admitir algum contrasenso no que toca \u00e0 descarboniza\u00e7\u00e3o, Nuno Bastos diz que a empresa procura alcan\u00e7ar \u201co melhor dos dois mundos para produzir e entregar o petr\u00f3leo da forma mais eficiente poss\u00edvel\u201d.<\/p>\n<p>Para al\u00e9m do Brasil, onde concorreu a novas licen\u00e7as, o desenvolvimento da descoberta feita na Nam\u00edbia \u00e9 o foco das aten\u00e7\u00f5es na Galp, que espera encontrar um parceiro para este investimento <strong>at\u00e9 ao final do ano<\/strong>. O desenvolvimento de um projeto desta magnitude envolve um investimento total que pode chegar aos <strong>dez mil milh\u00f5es de euros<\/strong>, quase o equivalente \u00e0 capitaliza\u00e7\u00e3o bolsista da Galp. Esta \u00e9 uma ind\u00fastria de capital intensivo. \u00c9 preciso investir muito com probabilidades de sucesso relativamente baixas \u2014 uma em cinco \u2014 cada perfura\u00e7\u00e3o para procurar petr\u00f3leo ou g\u00e1s no mar pode custar cem milh\u00f5es de euros.<\/p>\n<p>O retorno \u00e9 incerto e pode demorar mais de dez anos. A licen\u00e7a do Bacalhau foi concedida em 2012 e s\u00f3 agora arrancou a produ\u00e7\u00e3o. Na Nam\u00edbia ainda n\u00e3o h\u00e1 decis\u00e3o final de investimento, mas o valor comercial das descobertas \u00e9 j\u00e1 uma garantia.<\/p>\n<p>Por causa da dimens\u00e3o, do risco e da capacidade de execu\u00e7\u00e3o, \u201cs\u00f3 faz sentido que estes neg\u00f3cios aconte\u00e7am em parceria\u201d, refere Nuno Bastos. E h\u00e1 muitos interessados em partilhar esse risco (e ganho) na Nam\u00edbia, ainda que a Galp esteja a demorar mais tempo que o previsto para encontrar parceiro. Foi uma demora propositada com o objetivo de identificar o mais poss\u00edvel o valor da descoberta para garantir \u201cque conseguimos o melhor dos dois mundo em termos de cria\u00e7\u00e3o de valor para a Galp\u201d.<\/p>\n<p>A Galp tem 80% deste bloco (e fez 100% do investimento j\u00e1 que os outros parceiros s\u00e3o locais) e quer ceder 40% do total a uma empresa ou empresas que assumam tamb\u00e9m o papel de operadores.<\/p>\n<p><strong>A 14 de janeiro de 1986 um acontecimento muda o rumo da campanha das presidenciais: a inesperada agress\u00e3o a Soares na Marinha Grande. Nas urnas, o socialista e Zenha lutam por um lugar na segunda volta frente a Freitas.\u00a0<\/strong><strong>A\u00a0<a href=\"https:\/\/observador.pt\/programas\/a-eleio-mais-louca-de-sempre\/episodio-4-portugal-nao-e-moscovo\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">\u201cElei\u00e7\u00e3o Mais Louca de Sempre\u201d<\/a>\u00a0\u00e9 o novo Podcast Plus do Observador sobre as Presidenciais de 1986. Uma s\u00e9rie narrada pelo ator Gon\u00e7alo Waddington, com banda sonora original de Samuel \u00daria. Pode ouvir\u00a0<a href=\"https:\/\/observador.pt\/programas\/a-eleio-mais-louca-de-sempre\/episodio-4-portugal-nao-e-moscovo\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">aqui<\/a>, no\u00a0Observador, e tamb\u00e9m na\u00a0<a href=\"https:\/\/podcasts.apple.com\/pt\/podcast\/epis%C3%B3dio-4-portugal-n%C3%A3o-%C3%A9-moscovo\/id1841273464?i=1000732704045\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Apple Podcasts<\/a>, no\u00a0<a href=\"https:\/\/open.spotify.com\/episode\/2SQPr5qiggrruRId3AGmaa?si=4da7e55fbfa04153\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Spotify<\/a>\u00a0e no\u00a0<a href=\"https:\/\/music.youtube.com\/watch?v=lwRI8iL_ZKI&amp;si=LeJjFBTc0_lsQ8FS\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Youtube Music<\/a>. E pode ouvir o primeiro epis\u00f3dio\u00a0<a href=\"https:\/\/observador.pt\/programas\/a-eleio-mais-louca-de-sempre\/estreia-a-eleicao-mais-louca-de-sempre-episodio-1-apostamos-no-cavalo-errado\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">aqui<\/a>, o segundo\u00a0<a href=\"https:\/\/observador.pt\/programas\/a-eleio-mais-louca-de-sempre\/episodio-2-uma-traicao-inesperada\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">aqui<\/a>\u00a0e o terceiro\u00a0<a href=\"https:\/\/observador.pt\/programas\/a-eleio-mais-louca-de-sempre\/episodio-3-ele-nao-e-meu-irmao\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">aqui<\/a>.]<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/observador.pt\/programas\/a-eleio-mais-louca-de-sempre\/episodio-4-portugal-nao-e-moscovo\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"><\/p>\n<p>        <img src=\"https:\/\/bordalo.observador.pt\/v2\/q:60\/rs:fill:560\/plain\/https:\/\/s3.observador.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/14085651\/770-a-eleicao-mais-louca-de-sempre-playicon.png\" alt=\"\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone\" onload=\"this.parentElement.classList.remove('spinner')\" onerror=\"this.parentElement.classList.remove('spinner')\" width=\"770\" height=\"433\"\/>    <\/p>\n<p><\/a><\/p>\n<p>                    <strong>Tem um minuto?<\/strong><br \/>O Observador est\u00e1 a realizar junto dos seus leitores um curto estudo de apenas quatro perguntas. <a href=\"https:\/\/observador.typeform.com\/to\/DnJJ0FZQ\" target=\"_blank\" style=\"text-decoration: underline; color:#262626;\" rel=\"nofollow noopener\">Responda aqui<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A Galp vai \u201ccontinuar a fazer o que faz bem\u201d, n\u00e3o porque esteja \u201cviciada\u201d em combust\u00edveis f\u00f3sseis, mas&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":122417,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[83],"tags":[11509,964,726,88,442,2271,476,89,90,2270,4851,62,7152,32,33],"class_list":{"0":"post-122416","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-empresas","8":"tag-alterau00e7u00f5es-climu00e1ticas","9":"tag-ambiente","10":"tag-brasil","11":"tag-business","12":"tag-ciu00eancia","13":"tag-clima","14":"tag-economia","15":"tag-economy","16":"tag-empresas","17":"tag-energia","18":"tag-galp","19":"tag-mundo","20":"tag-petru00f3leo","21":"tag-portugal","22":"tag-pt"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115420716503269554","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/122416","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=122416"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/122416\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/122417"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=122416"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=122416"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=122416"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}