{"id":122547,"date":"2025-10-23T03:38:10","date_gmt":"2025-10-23T03:38:10","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/122547\/"},"modified":"2025-10-23T03:38:10","modified_gmt":"2025-10-23T03:38:10","slug":"se-vai-beber-qual-a-forma-mais-saudavel-de-o-fazer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/122547\/","title":{"rendered":"Se vai beber, qual a forma mais \u2018saud\u00e1vel\u2019 de o fazer?"},"content":{"rendered":"<p class=\"description\">Assine a revista National Geographic agora por apenas <b>1\u20ac por m\u00eas<\/b>.<\/p>\n<p>Durante d\u00e9cadas, a ideia de beber com modera\u00e7\u00e3o, como beber um copo de vinho ao jantar ou cocktails no fim-de-semana, foi enquadrada num estilo de vida saud\u00e1vel \u2013 um ritual queat\u00e9 poderia proteger o cora\u00e7\u00e3o. Agora, por\u00e9m, a investiga\u00e7\u00e3o mostra que <strong>n\u00e3o existe nenhum n\u00edvel \u201cseguro\u201d para o consumo de \u00e1lcool<\/strong>.<\/p>\n<p>\u201cApesar de gostarmos que assim fosse, nunca nenhum estudo demonstrou um efeito protector ou ben\u00e9fico do \u00e1lcool\u201d, diz <a href=\"http:\/\/www.medschool.lsuhsc.edu\/physiology\/molina.aspx\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Patricia Molina<\/a>, investigadora de fisiologia na Universidade Estadual do Louisiana (EUA), cuja investiga\u00e7\u00e3o se foca no impacto do \u00e1lcool no organismo.<\/p>\n<p>Isso n\u00e3o significa que cada golo acarrete o mesmo risco \u2013 mas levanta uma nova quest\u00e3o: <strong>o que significa \u201cbeber com modera\u00e7\u00e3o\u201d e quanto \u00e9 demasiado?<\/strong> Embora nenhuma quantidade de \u00e1lcool seja inteiramente isenta de riscos, h\u00e1 n\u00edveis de consumo que podem causar menos mal \u2013 e reduzi-los, mesmo que ligeiramente, pode fazer uma diferen\u00e7a mensur\u00e1vel.<\/p>\n<p>\u201cSe quiser fazer alguma mudan\u00e7a no seu comportamento que seja \u00fatil para diminuir o risco de v\u00e1rias condi\u00e7\u00f5es de sa\u00fade cr\u00f3nicas, reduzir o consumo de \u00e1lcool poder\u00e1 ser uma maneira f\u00e1cil e modific\u00e1vel de o fazer\u201d, diz <a href=\"http:\/\/uihc.org\/providers\/andrea-n-weber\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Andrea Weber<\/a>, psiquiatra e especialista em adi\u00e7\u00e3o na Universidade de Iowa (EUA). \u201cAt\u00e9 beber menos do que bebe actualmente pode ter um efeito geral positivo\u201d.<\/p>\n<p><strong>O que o \u00e1lcool faz ao organismo?\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Assim que o \u00e1lcool entra na corrente sangu\u00ednea, o f\u00edgado come\u00e7a a decomp\u00f4-lo. Ao faz\u00ea-lo, produz <strong>acetalde\u00eddo<\/strong>, um composto altamente reactivo e carcinog\u00e9nico que \u00e9 respons\u00e1vel por muitos dos danos causados pelo \u00e1lcool. \u201cQuando bebemos \u00e1lcool, cada c\u00e9lula do nosso organismo, cada \u00f3rg\u00e3o do nosso corpo, fica exposto ao \u00e1lcool\u201d, diz Molina. \u201cIsso explica porque muitos \u00f3rg\u00e3os que n\u00e3o achamos que sejam afectados pelo \u00e1lcool, sofram consequ\u00eancias.\u201d<\/p>\n<p><strong>O consumo de \u00e1lcool est\u00e1 associado a mais de 200 condi\u00e7\u00f5es de sa\u00fade<\/strong>, incluindo doen\u00e7a card\u00edaca, dem\u00eancia, perda muscular, osteoporose e v\u00e1rios tipos de cancro, incluindo cancro da mama. Para al\u00e9m de contribuir para v\u00e1rios problemas de sa\u00fade, \u201cpode acelerar o processo de <strong>envelhecimento<\/strong>\u201d, diz Molina. \u201c\u00c9 quase como se fosse um fardo adicional suportado pelo nosso organismo, que faz com que muitos dos nossos sistemas comecem a evidenciar um<strong> fen\u00f3tipo mais velho numa idade mais precoce<\/strong>.\u201d<\/p>\n<p>Para algumas <a href=\"http:\/\/www.jchr.org\/index.php\/JCHR\/article\/view\/2407#:~:text=Abstract%20When%20alcohol%20is%20consumed%2C%20Alcohol%20dehydrogenase,acetaldehyde%20to%20a%20significantly%20less%20toxic%20acetate.\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">pessoas que t\u00eam uma muta\u00e7\u00e3o num gene que processa o acetalde\u00eddo<\/a>, o risco de desenvolver condi\u00e7\u00f5es de sa\u00fade relacionadas com o \u00e1lcool \u00e9 ainda maior porque o seu organismo demora mais tempo a processar o acetalde\u00eddo. \u201cSe tiver uma dessas variantes gen\u00e9ticas, quando bebe \u00e1lcool, ter\u00e1 uma <strong>reac\u00e7\u00e3o ruborizante<\/strong>\u201d, diz <a href=\"http:\/\/www.ctsu.ox.ac.uk\/team\/iona-millwood\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Iona Millwood<\/a>, epidemiologista da Universidade de Oxford (Inglaterra). \u201c\u00c9 mesmo desagrad\u00e1vel. A pessoa fica toda vermelha. O cora\u00e7\u00e3o come\u00e7a a bater mais depressa. A pessoa n\u00e3o se sente bem porque n\u00e3o est\u00e1 a metabolizar devidamente o \u00e1lcool e este metabolito t\u00f3xico do \u00e1lcool <strong>persiste na circula\u00e7\u00e3o<\/strong>.\u201d<\/p>\n<p>Esta muta\u00e7\u00e3o \u00e9 mais prevalecente entre pessoas com<strong> ascend\u00eancia da \u00c1sia Oriental <\/strong>e significa que t\u00eam um risco muito maior risco de desenvolver condi\u00e7\u00f5es de sa\u00fade relacionadas com o \u00e1lcool, nomeadamente cancro, caso beba. \u201cO limiar para o risco de cancro \u00e9 muito mais baixo\u201d, diz <a href=\"http:\/\/med.stanford.edu\/profiles\/che-hong-chen\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Che-Hong Chen<\/a>, investigador da Faculdade de Medicina da Universidade de Stanford (EUA), cuja investiga\u00e7\u00e3o incide no estudo destas variantes gen\u00e9ticas.<\/p>\n<p><strong>Quais os riscos de beber com modera\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>Historicamente, a maioria dos estudos sobre os efeitos de sa\u00fade do consumo de \u00e1lcool t\u00eam sido realizados perguntando \u00e0s pessoas sobre os seus h\u00e1bitos de consumo e depois acompanhando-as ao longo de anos ou d\u00e9cadas, de modo a ver o tipo de problemas de sa\u00fade que se manifestam.<\/p>\n<p>Nestes estudos, os investigadores observaram aquilo a que se chama uma <strong>curva J<\/strong>. As pessoas que bebiam moderadamente aparentavam viver mais tempo do que as pessoas que bebiam muito e as pessoas que se abstinham completamente. Isso parecia sugerir que uma pequena quantidade de \u00e1lcool poderia ser ben\u00e9fica para n\u00f3s.<\/p>\n<p>No entanto, \u201cn\u00e3o \u00e9 necessariamente uma rela\u00e7\u00e3o causal, porque o \u00e1lcool est\u00e1 frequentemente correlacionado com muitos outros factores que afectam a sa\u00fade\u201d, como <strong>fumar, condi\u00e7\u00f5es de sa\u00fade pr\u00e9-existentes, estatuto socioecon\u00f3mico ou padr\u00f5es de alimenta\u00e7\u00e3o<\/strong>, diz Millwood.<\/p>\n<p>Estes factores de confus\u00e3o podem fazer com que o consumo de \u00e1lcool pare\u00e7a mais saud\u00e1vel do que \u00e9. Por exemplo, as pessoas com problemas de sa\u00fade deixam frequentemente de beber devido a esses problemas, o que pode criar aquilo que se conhece como um<strong> efeito de causalidade inversa<\/strong>, no qual foi o problema de sa\u00fade que levou \u00e0 elimina\u00e7\u00e3o do \u00e1lcool em vez de ser a aus\u00eancia de \u00e1lcool a causar os problemas de sa\u00fade.<\/p>\n<p>O consumo moderado de \u00e1lcool, que costumava ser considerado um n\u00edvel de consumo saud\u00e1vel, est\u00e1 frequentemente associado a outros factores que contribuem para um <strong>estilo de vida saud\u00e1vel<\/strong>, como um rendimento mais alto, uma dieta mais nutritiva e melhor acesso a cuidados de sa\u00fade, que podem ajudar a mascarar os danos causados pelo \u00e1lcool ao organismo.<\/p>\n<p><strong>Beber com modera\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m pode ser dif\u00edcil de estudar, uma vez que os padr\u00f5es de consumo de uma pessoa podem mudar de dia para dia ou de ano para ano.<\/strong> \u201cO grupo moderado \u00e9, provavelmente, o grupo mais heterog\u00e9neo de todos os grupos que bebem, porque podem beber imenso no ano a seguir e beber pouco nos outros anos\u201d, diz <a href=\"http:\/\/portal.findresearcher.sdu.dk\/en\/persons\/caki\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Carolina Kilian<\/a>, epidemiologista da Universidade do Sul da Dinamarca.<\/p>\n<p>Quando conseguiram identificar estes factores de confus\u00e3o, os investigadores descobriram um padr\u00e3o claro de riscos de sa\u00fade associados ao \u00e1lcool e uma probabilidade de desenvolver <strong>problemas de sa\u00fade cr\u00f3nicos <\/strong>a par com o aumento do consumo de \u00e1lcool.<\/p>\n<p><strong>At\u00e9 beber pouco pode aumentar acentuadamente os riscos<\/strong><\/p>\n<p>No que diz respeito ao \u00e1lcool, o perigo n\u00e3o aumenta gradualmente \u2013 acelera. Estudos mostram que, \u00e0 medida que o consumo de \u00e1lcool aumenta, o mesmo acontece \u00e0 probabilidade de desenvolver problemas de sa\u00fade, desde cancro a doen\u00e7a card\u00edaca e hep\u00e1tica.<\/p>\n<p>E <strong>o ponto de viragem \u00e9 mais cedo<\/strong> do que a maioria das pessoas pensam. Conforme exposto em dois grandes relat\u00f3rios governamentais sobre todas as <strong>causas de mortalidade<\/strong>, que se refere \u00e0 morte por qualquer causa relacionada com o \u00e1lcool, este aumento do risco acontece por volta de uma bebida por dia, com o risco de morte por causas relacionadas com o \u00e1lcool a aumentar de 1 em 1.000 para 1 em 100.<\/p>\n<p>O <a href=\"http:\/\/www.ccsa.ca\/sites\/default\/files\/2023-01\/CCSA_Canadas_Guidance_on_Alcohol_and_Health_Final_Report_en.pdf\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Relat\u00f3rio de Orienta\u00e7\u00f5es sobre o \u00c1lcool e a Sa\u00fade, elaborado no <strong>Canad\u00e1<\/strong><\/a> e publicado em 2023, estima que este aumento do risco acontece <strong>quando se passa de duas bebidas por semana para tr\u00eas a seis bebidas por semana<\/strong>. O Estudo sobre o Consumo de \u00c1lcool e a Sa\u00fade, que \u00e9 elaborado pelo Departamento da Sa\u00fade e Servi\u00e7os Humanos dos <strong>EUA<\/strong>, usa uma metodologia semelhante e estima que este aumento do risco acontece <strong>quando se passa de sete bebidas por semana para nove bebidas por semana<\/strong>.<\/p>\n<p>\u201cO risco aumenta muito depressa\u201d, diz <a href=\"http:\/\/providers.clevelandclinic.org\/provider\/david-streem\/4271246\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">David Streem<\/a>, psiquiatra e director cl\u00ednico do Centro de Recupera\u00e7\u00e3o de \u00c1lcool e Drogas na Cleveland Clinic (EUA).<\/p>\n<p><strong>Benef\u00edcios para a sa\u00fade de reduzir o consumo de \u00e1lcool<\/strong><\/p>\n<p>Uma vez que os efeitos do \u00e1lcool aumentam com cada golo, at\u00e9 pequenas redu\u00e7\u00f5es na quantidade que bebe podem ter efeitos mensur\u00e1veis. <strong>Reduzir o consumo de \u00e1lcool n\u00e3o s\u00f3 diminui o risco de desenvolver doen\u00e7as, como pode ajudar o organismo a come\u00e7ar a auto-reparar-se.<\/strong><\/p>\n<p>Para ajudar as pessoas a perceberem como o consumo de \u00e1lcool contribui para a sua sa\u00fade em geral, o Relat\u00f3rio de Orienta\u00e7\u00f5es sobre o \u00c1lcool e a Sa\u00fade, elaborado no Canad\u00e1, criou <strong>uma <a href=\"http:\/\/knowalcohol.ca\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">ferramenta<\/a> que estima o risco de morrer devido a causas relacionadas com o \u00e1lcool<\/strong> e estima o impacto de cada bebida na esperan\u00e7a de vida.<\/p>\n<p>\u201cPara uma pessoa m\u00e9dia, que bebe uma bebida por dia ao longo de toda a sua vida, espera-se que cada uma dessas bebidas retire cerca de cinco minutos de sua esperan\u00e7a de vida\u201d, diz <a href=\"http:\/\/www.uvic.ca\/research\/centres\/cisur\/about\/scientists\/profiles\/stockwell-tim.php\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Tim Stockwell<\/a>, investigador e director do Instituto Canadiano para a Investiga\u00e7\u00e3o do Consumo de Subst\u00e2ncias da Universidade de Victoria.<\/p>\n<p>O risco diminui se uma pessoa reduzir o consumo de \u00e1lcool e as directrizes canadianas estimam que o consumo de duas bebidas por semana tenha um impacto quase negligenci\u00e1vel na sa\u00fade geral de uma pessoa e na sua esperan\u00e7a de vida.<\/p>\n<p>No que diz respeito ao cancro, o risco acelera com um consumo de \u00e1lcool mais elevado. No entanto este risco pode ser suavizado. \u201cMuitas das doen\u00e7as relacionadas com o \u00e1lcool ou os riscos de cancro s\u00e3o revers\u00edveis\u201d, diz Chen, comentando que <a href=\"http:\/\/pubmed.ncbi.nlm.nih.gov\/38157507\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">alguns estudos<\/a> mostram que, <strong>quando uma pessoa p\u00e1ra de beber, o seu f\u00edgado e c\u00e9rebro podem recuperar e os riscos de cancro diminu\u00edrem<\/strong>.<\/p>\n<p>Para outras condi\u00e7\u00f5es de sa\u00fade cr\u00f3nicas, como doen\u00e7a card\u00edaca, doen\u00e7a hep\u00e1tica ou diabetes, reduzir pode ter um impacto ben\u00e9fico, sobretudo se for feito <strong>precocemente<\/strong>. \u201cReduzir antes de desenvolver a doen\u00e7a, isso \u00e9 que \u00e9 mesmo importante\u201d, diz <a href=\"http:\/\/www.bcm.edu\/people-search\/xinqi-mike-ren-29327\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Mike Ren<\/a>, m\u00e9dico de fam\u00edlia na Baylor College of Medicine.<\/p>\n<p>Para pessoas com condi\u00e7\u00f5es de sa\u00fade associadas ao consumo de \u00e1lcool, como doen\u00e7a card\u00edaca ou diabetes, reduzir o consumo pode ajudar a gerir melhor a sua condi\u00e7\u00e3o. \u201cQuando acrescentamos \u00e1lcool a condi\u00e7\u00f5es j\u00e1 existentes, estamos a piorar a situa\u00e7\u00e3o\u201d, diz Molina.<\/p>\n<p>Segundo a experi\u00eancia de Weber, iniciativas como o <strong>Janeiro Seco<\/strong> ou o <strong>Outubro S\u00f3brio <\/strong>t\u00eam a vantagem de proporcionar uma desculpa socialmente aceit\u00e1vel para n\u00e3o consumir \u00e1lcool. \u201cO \u00e1lcool faz tanto parte da nossa cultura que as pessoas nem se apercebem que podem ter amigos, colegas ou familiares com problemas relacionados com o consumo de \u00e1lcool\u201d, diz Weber.<\/p>\n<p>Como demonstrado por alguns estudos, as pessoas que eliminam o consumo de \u00e1lcool durante um m\u00eas d\u00e3o por si a beber menos depois de esse m\u00eas acabar, mesmo que n\u00e3o decidam eliminar o \u00e1lcool completamente.<\/p>\n<p>\u201cMuitas pessoas que experimentaram [o Janeiro Seco], talvez n\u00e3o tivessem um problema de alcoolismo, mas perceberam o qu\u00e3o melhor se sentiam, qu\u00e3o melhor dormiam, qu\u00e3o melhor era a sua energia, qu\u00e3o melhor era a sua for\u00e7a\u201d, diz Streem. \u201cSentiram-se simplesmente melhores quando eliminaram o \u00e1lcool da sua vida durante um m\u00eas.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Assine a revista National Geographic agora por apenas 1\u20ac por m\u00eas. 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