{"id":122822,"date":"2025-10-23T09:37:09","date_gmt":"2025-10-23T09:37:09","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/122822\/"},"modified":"2025-10-23T09:37:09","modified_gmt":"2025-10-23T09:37:09","slug":"psicologa-aborda-em-livro-a-descolonizacao-da-psicanalise-observador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/122822\/","title":{"rendered":"Psic\u00f3loga aborda em livro a descoloniza\u00e7\u00e3o da psican\u00e1lise \u2013 Observador"},"content":{"rendered":"<p>A organizadora de um livro que re\u00fane contributos de psicanalistas e artistas de v\u00e1rios pa\u00edses sobre<strong> o impacto do colonialismo no sofrimento ps\u00edquico coletivo<\/strong> questiona nesta obra como pode a pr\u00f3pria psican\u00e1lise ser descolonizada.<\/p>\n<p>Colonialismo \u2014 Entre a Psican\u00e1lise e a Arte\u00a0\u00e9 o nome do livro organizado pela psic\u00f3loga cl\u00ednica e especialista em refugiados, direitos humanos e acolhimento Sandra Roberto, que <strong>ser\u00e1 apresentado s\u00e1bado<\/strong> no Museu Nacional de Etnologia.<\/p>\n<p>Em declara\u00e7\u00f5es \u00e0 ag\u00eancia Lusa, Sandra Roberto defendeu que a <strong>psican\u00e1lise pode ser uma ferramenta importante para compreender as marcas profundas deixadas pelo colonialismo<\/strong>.<\/p>\n<p>\u201cApesar de ter havido independ\u00eancia formal das antigas col\u00f3nias, persistem feridas que s\u00e3o tamb\u00e9m fruto da viol\u00eancia, do racismo e da opress\u00e3o, e que s\u00e3o transmitidas transgeracionalmente\u201d, disse.<\/p>\n<p>E adiantou que algumas formas modernas desta viol\u00eancia, nas quais \u00e9 percet\u00edvel que \u201co colonialismo n\u00e3o ficou no passado, est\u00e1 presente tamb\u00e9m sobre estas formas de opress\u00e3o, de racismo e de um sofrimento que \u00e9, n\u00e3o s\u00f3 um sofrimento ps\u00edquico ou intra ps\u00edquico ou individual, mas \u00e9 um sofrimento que \u00e9 coletivo e \u00e9 partilhado nas din\u00e2micas atuais\u201d.<\/p>\n<p>\u201cUma din\u00e2mica que \u00e9 ainda muito presente e \u00e9 tamb\u00e9m <strong>presente pelo sil\u00eancio em que esteve mergulhado este assunto do colonialismo durante muitos, muitos anos<\/strong>, em particular em Portugal\u201d, observou.<\/p>\n<p>O livro conta com contributos espec\u00edficos de psicanalistas e artistas de Portugal, Mo\u00e7ambique, Angola, S\u00e3o Tom\u00e9 e Pr\u00edncipe, Brasil, Peru e Argentina, dividindo-se em tr\u00eas partes: (Des)coloniza\u00e7\u00f5es: M\u00faltiplas viol\u00eancias, (Des) constru\u00e7\u00f5es: Trauma e Racismo e Descolonizar a psican\u00e1lise: O colonialismo no div\u00e3.<\/p>\n<p>Os psicanalistas s\u00e3o convidados a dialogar com formas de express\u00e3o art\u00edsticas \u2014 cinema, fotografia, artes pl\u00e1sticas, m\u00fasica \u2014\u00a0numa tentativa de encontrar muitas vezes formas de express\u00e3o daquilo que \u00e9 profundamente violento.<\/p>\n<p>Confrontada com uma pergunta que a pr\u00f3pria organizadora da obra coloca na mesma \u2014\u00a0como pode a psican\u00e1lise ser descolonizada? \u2014\u00a0Sandra Roberto afirma que s\u00e3o deixadas \u201calgumas pistas\u201d no livro, com \u201ccontributos inestim\u00e1veis e muito importantes dos colegas\u201d de outros pa\u00edses, como o Brasil, que t\u00eam pensado a forma como <strong>tamb\u00e9m o conhecimento da psican\u00e1lise est\u00e1 naturalmente toldado e moldado pelas rela\u00e7\u00f5es coloniais.<\/strong><\/p>\n<p>\u201cAquilo que s\u00e3o os pressupostos base da teoria e da t\u00e9cnica psicanal\u00edtica est\u00e3o tamb\u00e9m inscritos num modelo muito euroc\u00eantrico\u201d, disse.<\/p>\n<p>E concluiu: \u201cDescolonizar a psican\u00e1lise tamb\u00e9m \u00e9 p\u00f4r a psican\u00e1lise e os psicanalistas a elaborarem as suas pr\u00f3prias subjetividades que est\u00e3o naturalmente alicer\u00e7adas e muitas vezes at\u00e9 podem ser pontos cegos que est\u00e3o presentes no trabalho anal\u00edtico e no trabalho com o paciente\u201d.<\/p>\n<p>O livro Colonialismo \u2014 Entre a Psican\u00e1lise e a Arte\u00a0ser\u00e1 apresentado no Museu Nacional de Etnologia, em Lisboa, e o lan\u00e7amento contar\u00e1 com uma mesa-redonda sobre colonialismo, incluindo a participa\u00e7\u00e3o da historiadora Isabel Castro Henriques.<\/p>\n<p>                    <strong>Tem um minuto?<\/strong><br \/>O Observador est\u00e1 a realizar junto dos seus leitores um curto estudo de apenas quatro perguntas. <a href=\"https:\/\/observador.typeform.com\/to\/DnJJ0FZQ\" target=\"_blank\" style=\"text-decoration: underline; color:#262626;\" rel=\"nofollow noopener\">Responda aqui<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A organizadora de um livro que re\u00fane contributos de psicanalistas e artistas de v\u00e1rios pa\u00edses sobre o impacto&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":122823,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[143],"tags":[169,442,27227,21504,315,114,115,864,170,62,32,4740,9825,33,2946,7326],"class_list":{"0":"post-122822","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-livros","8":"tag-books","9":"tag-ciu00eancia","10":"tag-ciu00eancias-sociais","11":"tag-colonialismo","12":"tag-cultura","13":"tag-entertainment","14":"tag-entretenimento","15":"tag-literatura","16":"tag-livros","17":"tag-mundo","18":"tag-portugal","19":"tag-psicologia","20":"tag-psiquiatria","21":"tag-pt","22":"tag-sau00fade","23":"tag-sau00fade-mental"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/122822","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=122822"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/122822\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/122823"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=122822"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=122822"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=122822"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}