{"id":123020,"date":"2025-10-23T12:21:38","date_gmt":"2025-10-23T12:21:38","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/123020\/"},"modified":"2025-10-23T12:21:38","modified_gmt":"2025-10-23T12:21:38","slug":"asterix-na-lusitania-chega-as-livrarias-autores-falam-em-homenagem-a-cultura-portuguesa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/123020\/","title":{"rendered":"Ast\u00e9rix na Lusit\u00e2nia&#8221; chega \u00e0s livrarias: autores falam em &#8220;homenagem \u00e0 cultura portuguesa"},"content":{"rendered":"<p data-remotead-prev-elm=\"true\" data-remotead-elm-id=\"inread\">A nova banda desenhada de Ast\u00e9rix e Ob\u00e9lix, intitulada &#8220;Ast\u00e9rix na Lusit\u00e2nia&#8221;, <strong>publicada esta quinta-feira mundialmente<\/strong>, pretende ser uma homenagem \u00e0 cultura lusitana e dar a conhecer a hist\u00f3ria de Portugal, segundo os autores Fabcaro e Didier Conrad.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 uma homenagem \u00e0 cultura lusitana, \u00e0 saudade. N\u00f3s fomos a Portugal, vimos concertos de fado e foi maravilhoso. Quando fazemos um \u00e1lbum de viagem a um pa\u00eds que existe realmente, n\u00f3s queremos que o pa\u00eds goste&#8221;, disse \u00e0 Lusa o argumentista Fabcaro, nome art\u00edstico de Fabrice Caro, numa entrevista nas instala\u00e7\u00f5es da \u00c9ditions Albert Ren\u00e9.<\/p>\n<p>Durante uma das tr\u00eas visitas ao pa\u00eds, Fabcaro, que j\u00e1 tinha escrito &#8220;Ast\u00e9rix &#8211; O L\u00edrio Branco&#8221; (2023), teve a ideia de levar os dois gauleses para Portugal pela primeira vez para <strong>dar a conhecer &#8220;um pouco da cultura lusitana&#8221; e da hist\u00f3ria de Portugal aos leitores<\/strong>, ap\u00f3s visitarem mais de 15 pa\u00edses acompanhados do seu fiel companheiro de quatro patas, Ideiafix.<\/p>\n<p data-remotead-prev-elm=\"true\" data-remotead-elm-id=\"centro1\">&#8220;Eu queria um \u00e1lbum ao lado do mar, num pa\u00eds do Sul, com \u00e1gua, sol, luz bonita, fachadas coloridas. Um \u00e1lbum que me desse vontade de ir de f\u00e9rias, ent\u00e3o Portugal foi perfeito&#8221;, acrescentou.<\/p>\n<p>Apesar de n\u00e3o terem muitos conhecimentos sobre Portugal na \u00e9poca romana, foi atrav\u00e9s da pesquisa &#8211; que incluiu conhecer &#8220;a hist\u00f3ria de Viriato&#8221; e a produ\u00e7\u00e3o de garum (molho popular na Roma Antiga, feito a partir da fermenta\u00e7\u00e3o de peixes e sal) &#8211; que surgiu a hist\u00f3ria para a nova aventura da dupla de gauleses mergulhada num sentimento de saudade, s\u00edmbolo da identidade portuguesa.<\/p>\n<p><strong>O livro com 48 p\u00e1ginas aborda ainda v\u00e1rios estere\u00f3tipos, com refer\u00eancias a fado, bacalhau, cal\u00e7ada, azulejo e vinho<\/strong>, sempre com o humor caracter\u00edstico das personagens, que o autor espera &#8220;n\u00e3o conter erros&#8221; e agradar a todos, mas principalmente aos leitores portugueses.<\/p>\n<p data-remotead-prev-elm=\"true\" data-remotead-elm-id=\"centro2\">&#8220;Eu tento fazer um \u00e1lbum que funcione em franc\u00eas, que seja engra\u00e7ado e o melhor poss\u00edvel em franc\u00eas, sem me perguntar muito sobre como vai ser traduzido, mas quando terminei pensei: pobres tradutores, como v\u00e3o traduzir as brincadeiras, os jogos de palavras?&#8221;, revelou Fabcaro.<\/p>\n<p>Em mar\u00e7o, quando foi anunciado que a nova aventura do tempo dos romanos seria em terras lusitanas, os autores revelavam \u00e0 imprensa internacional que <strong>a hist\u00f3ria inclui uma personagem que j\u00e1 tinha aparecido na BD &#8220;O Dom\u00ednio dos Deuses&#8221; (1971), um escravo lusitano.<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;Desde que decidimos que seria a Lusit\u00e2nia, eu pensei nessa pequena personagem, nesse escravo. Eu gosto muito da ideia de fazer liga\u00e7\u00f5es entre os \u00e1lbuns&#8221;, afirmou Fabcaro, revelando que tiveram de lhe dar um nome, porque seria ele o respons\u00e1vel por trazer Ast\u00e9rix e Ob\u00e9lix para Olissipo (Lisboa).<\/p>\n<p data-remotead-prev-elm=\"true\" data-remotead-elm-id=\"centro3\">A tiragem mundial prevista \u00e9 de <strong>cinco milh\u00f5es de exemplares, em 19 l\u00ednguas e dialetos<\/strong>, para o 41.\u00ba \u00e1lbum de uma das mais conhecidas s\u00e9ries de banda desenhada, que surgiu em 29 de outubro de 1959, nas p\u00e1ginas da revista francesa Pilote pelas m\u00e3os de Ren\u00e9 Goscinny e Albert Uderzo.<\/p>\n<p>Este novo \u00e1lbum, que levou um ano e meio a ser produzido, foi <strong>desenhado por Didier Conrad<\/strong>, que j\u00e1 ilustrou sete \u00e1lbuns de Ast\u00e9rix a tentar respeitar a &#8220;dif\u00edcil&#8221; tarefa de manter o estilo do Uderzo, &#8220;que evoluiu muito atrav\u00e9s dos \u00e1lbuns&#8221;, ao dar vida \u00e0s novas personagens e \u00e0s paisagens portuguesas.<\/p>\n<p>&#8220;Uderzo sempre fez como ele queria, podia variar bastante de um \u00e1lbum para outro. Ent\u00e3o, eu tenho de escolher o que me parece o melhor e isso pode ser complicado&#8221;, afirmou Didier Conrad.<\/p>\n<p data-remotead-prev-elm=\"true\" data-remotead-elm-id=\"centro4\">Segundo o ilustrador, <strong>ap\u00f3s mais de 60 anos de aventura, humor e cultura misturados, Ast\u00e9rix mant\u00e9m-se &#8220;intemporal&#8221;<\/strong> por &#8220;falar da Antiguidade&#8221;, em que a cada hist\u00f3ria h\u00e1 &#8220;uma esp\u00e9cie de desenvolvimento da Antiguidade sobre os comportamentos e as situa\u00e7\u00f5es que s\u00e3o muito pr\u00f3ximas do que se encontra na realidade atual&#8221;, fazendo assim um paralelo entre o presente e o tempo dos romanos.<\/p>\n<p>&#8220;Ast\u00e9rix na Lusit\u00e2nia&#8221;, publicado esta quinta-feira em Portugal pela editora Asa numa tiragem de 80.000 exemplares, ser\u00e1 apresentado pelos autores no espa\u00e7o cultural do El Corte Ingl\u00e9s no dia 27 de outubro, com apresenta\u00e7\u00e3o do humorista Hugo van der Ding.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A nova banda desenhada de Ast\u00e9rix e Ob\u00e9lix, intitulada &#8220;Ast\u00e9rix na Lusit\u00e2nia&#8221;, publicada esta quinta-feira mundialmente, pretende ser&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":123021,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[143],"tags":[26027,169,315,114,115,864,170,32,33],"class_list":{"0":"post-123020","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-livros","8":"tag-asterix","9":"tag-books","10":"tag-cultura","11":"tag-entertainment","12":"tag-entretenimento","13":"tag-literatura","14":"tag-livros","15":"tag-portugal","16":"tag-pt"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115423457299785324","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/123020","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=123020"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/123020\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/123021"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=123020"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=123020"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=123020"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}