{"id":124594,"date":"2025-10-24T13:55:08","date_gmt":"2025-10-24T13:55:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/124594\/"},"modified":"2025-10-24T13:55:08","modified_gmt":"2025-10-24T13:55:08","slug":"gasolina-portugueses-pagam-mais-147-centimos-por-litro-do-que-a-media-europeia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/124594\/","title":{"rendered":"Gasolina: Portugueses pagam mais 14,7 c\u00eantimos por litro do que a m\u00e9dia europeia"},"content":{"rendered":"<p data-remotead-prev-elm=\"true\" data-remotead-elm-id=\"inread\">A compara\u00e7\u00e3o com a m\u00e9dia europeia exp\u00f5e duas realidades paralelas. Por um lado, os pre\u00e7os &#8220;antes de impostos&#8221; ajudam a perceber a componente de custos de produto e log\u00edstica: na gasolina, Portugal apresenta 0,746 \u20ac\/l, face a 0,690 \u20ac\/l na UE-27 &#8211; uma diferen\u00e7a de 5,6 c\u00eantimos por litro. Por outro, \u00e9 a carga fiscal que acaba por cimentar a diverg\u00eancia. Na gasolina 95 simples, os impostos representam 56,1% do pre\u00e7o final em Portugal, face a 55,2% na m\u00e9dia europeia. Esta diferen\u00e7a aparentemente pequena ganha escala no pre\u00e7o final, sobretudo quando comparada com mercados pr\u00f3ximos como o espanhol.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"ngx-body\" guid=\"b0ffbbbf-5303-46db-b5e2-8ffc66e4d89b\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/1761314108_204_image.jpg\" width=\"100%\"\/><\/p>\n<p>Espanha \u00e9, ali\u00e1s, o espelho mais revelador. No trimestre em an\u00e1lise, o pre\u00e7o m\u00e9dio da gasolina com impostos foi 1,485 \u20ac\/l do lado de l\u00e1 da fronteira &#8211; menos 21,3 c\u00eantimos por litro do que em Portugal. Mas, retirando a componente fiscal, a ordem inverte-se: Portugal apresentou um pre\u00e7o ligeiramente inferior ao espanhol (0,746 \u20ac\/l contra 0,754 \u20ac\/l). Ou seja, o diferencial que o consumidor paga na bomba nasce quase por inteiro do desenho fiscal portugu\u00eas. Esta assimetria tamb\u00e9m se observa no gas\u00f3leo, ainda que com menor intensidade: Portugal cobrou 1,570 \u20ac\/l, mais 6,3 c\u00eantimos do que a m\u00e9dia da UE (1,507 \u20ac\/l), e 15,2 c\u00eantimos acima de Espanha. Sem impostos, por\u00e9m, Portugal volta a estar mais barato do que o vizinho em 2,0 c\u00eantimos por litro.<\/p>\n<p data-remotead-prev-elm=\"true\" data-remotead-elm-id=\"centro1\"><img decoding=\"async\" class=\"ngx-body\" guid=\"1352749e-a252-4137-99e6-2bbba1715492\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/1761314108_188_image.jpg\" width=\"100%\"\/><\/p>\n<p>Na hierarquia europeia, Portugal figura entre os pa\u00edses com pre\u00e7os finais mais elevados. Na gasolina, ocupa a 8.\u00aa posi\u00e7\u00e3o; no gas\u00f3leo, a 9.\u00aa. E se a fotografia sem impostos coloca Portugal na metade superior na gasolina (5.\u00ba pre\u00e7o mais alto), no gas\u00f3leo o pa\u00eds baixa para o 12.\u00ba lugar, sinal de que a fiscalidade tem um papel mais decisivo na diferen\u00e7a que chega ao consumidor na gasolina do que no gas\u00f3leo. Em ambos os combust\u00edveis, a tributa\u00e7\u00e3o portuguesa supera a m\u00e9dia europeia, mas o impacto \u00e9 mais expressivo quando o pre\u00e7o base j\u00e1 \u00e9 relativamente elevado, como acontece com a gasolina na fachada atl\u00e2ntica.<\/p>\n<p>O trimestre foi marcado, \u00e0 escala europeia, por ligeiras subidas: 0,4 c\u00eantimos por litro na gasolina 95 e 2,9 c\u00eantimos no gas\u00f3leo, face ao per\u00edodo anterior. Portugal acompanhou a tend\u00eancia e manteve-se consistentemente acima da m\u00e9dia comunit\u00e1ria. Entre os pa\u00edses com pre\u00e7os de refer\u00eancia mais altos est\u00e3o Dinamarca e Pa\u00edses Baixos, tanto em gasolina como em gas\u00f3leo, ao passo que Malta e Bulg\u00e1ria continuam a marcar o piso europeu em v\u00e1rios indicadores.<\/p>\n<p>Para o consumidor portugu\u00eas, o resultado \u00e9 claro: na gasolina, a fatura \u00e9 significativamente mais pesada do que a m\u00e9dia europeia, quase 15 c\u00eantimos por litro acima. No gas\u00f3leo, a diferen\u00e7a existe, mas \u00e9 menos de metade. O desfasamento n\u00e3o decorre de uma inefici\u00eancia intr\u00ednseca no mercado nacional &#8211; os pre\u00e7os sem impostos mostram at\u00e9 uma ligeira vantagem face a Espanha -, mas de uma op\u00e7\u00e3o fiscal que, no agregado, empurra Portugal para o topo dos pre\u00e7os finais na Uni\u00e3o. Enquanto essa matriz tribut\u00e1ria n\u00e3o mudar, a diferen\u00e7a face \u00e0 m\u00e9dia europeia tender\u00e1 a persistir, com especial incid\u00eancia na gasolina, onde o peso dos impostos e o n\u00edvel de pre\u00e7o base se combinam para produzir a maior diverg\u00eancia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A compara\u00e7\u00e3o com a m\u00e9dia europeia exp\u00f5e duas realidades paralelas. 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