{"id":124687,"date":"2025-10-24T15:04:07","date_gmt":"2025-10-24T15:04:07","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/124687\/"},"modified":"2025-10-24T15:04:07","modified_gmt":"2025-10-24T15:04:07","slug":"angola-brasil-mocambique-e-portugal-estao-na-final-do-premio-oceanos-2025","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/124687\/","title":{"rendered":"Angola, Brasil, Mo\u00e7ambique e Portugal est\u00e3o na final do Pr\u00eamio Oceanos 2025"},"content":{"rendered":"<p>Treze editoras concorrem com livros finalistas; Silvana Tavano, Maria do Carmo Ferreira, Ana Maria Vasconcelos e Fabiano Calixto s\u00e3o os brasileiros com obras selecionadas<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/yaPkPCS8QPc1IzehANuA1vnN4ulreUq3FtVDjyadly4mnJkRVrOWi2nnmjzUhYzfmml6sq1oDIguS0XI.jpg\" \/> <\/p>\n<p>O <a href=\"https:\/\/www.publishnews.com.br\/etiquetas\/premio-oceanos\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong>Pr\u00eamio Oceanos<\/strong><\/a> anunciou nesta quinta-feira (23) os 10 <strong>finalistas<\/strong> de 2025. Cinco livros de prosa e cinco de poesia, de autores de Angola, Brasil, Mo\u00e7ambique e Portugal foram selecionados por j\u00faris especializados em cada uma das categorias, entre os respectivos grupos semifinalistas desta edi\u00e7\u00e3o, a qual contou com o n\u00famero recorde de 3.432 livros inscritos.<\/p>\n<p>Se, na primeira etapa, que classificou os 25 semifinalistas de prosa e os 25 de poesia, cada jurado leu parte dos livros concorrentes, nesta segunda, que classificou os finalistas, cada um deles leu os 25 livros semifinalistas de prosa ou os 25 de poesia. Todo o processo foi realizado na plataforma desenvolvida pelo Ita\u00fa Tecnologia para o Pr\u00eamio Oceanos.<\/p>\n<p>O \u00e2mbito transnacional do pr\u00eamio ficou evidenciado nos quatro pa\u00edses contemplados nessa etapa, assim como na diversidade de editoras classificadas para concorrer \u00e0 etapa final: 13 editoras. O n\u00famero maior de editoras em rela\u00e7\u00e3o ao n\u00famero de livros se explica porque tr\u00eas das obras foram publicadas em mais de um pa\u00eds, como especificado abaixo:<\/p>\n<p><strong>Finalistas prosa:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>A cegueira do rio, Mia Couto \u2013 Mo\u00e7ambique. Romance publicado pelas editoras Caminho (Portugal), Companhia das Letras (Brasil) e Funda\u00e7\u00e3o Fernando Leite Couto (Mo\u00e7ambique);<\/li>\n<li>As melhoras da morte, Rui Cardoso Martins \u2013 Portugal. Romance da Tinta-da-China (Portugal);<\/li>\n<li>Mestre dos batuques, Jos\u00e9 Eduardo Agualusa \u2013 Angola. Romance publicado pela Quetzal (Portugal) e pela Tusquets (Brasil);<\/li>\n<li>Ressuscitar mamutes, Silvana Tavano \u2013 Brasil. Romance da Aut\u00eantica (Brasil);<\/li>\n<li>Vermelho delicado, Teresa Veiga \u2013 Portugal. Livro de contos da Tinta-da-China (Portugal).<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Finalistas poesia:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>As coisas do morto, Francisco Guita Jr. \u2013 Mo\u00e7ambique. Publicado pelas editoras Gala-Gala (Mo\u00e7ambique) e Kacimbo (Angola);<\/li>\n<li>Coram populo &#8211; Poesia reunida [2], Maria do Carmo Ferreira \u2013 Brasil. Publicado pela editora Martelo (Brasil);<\/li>\n<li>Li\u00e7\u00f5es da miragem, Ricardo Gil Soeiro \u2013 Portugal. Publicado pela editora Ass\u00edrio &amp; Alvim (Portugal);<\/li>\n<li>Longarinas, Ana Maria Vasconcelos \u2013 Brasil. Publicado pela editora 7Letras (Brasil);<\/li>\n<li>O pito do pango &amp; outros poemas, Fabiano Calixto \u2013 Brasil. Publicado pela editora Cors\u00e1rio-Sat\u00e3 (Brasil).<\/li>\n<\/ul>\n<p>Na prosa, de acordo com a organiza\u00e7\u00e3o do Pr\u00eamio, verifica-se uma intersec\u00e7\u00e3o de mito, poesia e Hist\u00f3ria nos romances africanos. Sobre o incidente militar ver\u00eddico, ocorrido em Mo\u00e7ambique em 1914 e narrado em A cegueira do rio, diz Mia Couto que a literatura consegue revisitar o passado, revelar o que se quis apagar, mas \u201csem apontar o dedo \u00e0s pessoas\u201d. Agualusa tamb\u00e9m traz um acontecimento hist\u00f3rico em Mestre dos batuques para narrar uma hist\u00f3ria de amor, configurando o que ele chama de \u201cfalso romance hist\u00f3rico\u201d. J\u00e1 as hist\u00f3rias de indiv\u00edduos que, confrontados com a morte, v\u00e3o em busca de suas origens, mem\u00f3rias, rela\u00e7\u00f5es pessoais e familiares, est\u00e3o em Ressuscitar mamutes, de Silvana Tavano, e As melhoras da morte, de Rui Cardoso Martins. Nos contos de Vermelho delicado, Teresa Veiga questiona os limites entre o \u201cnormal\u201d e o \u201canormal\u201d, ou as v\u00e1rias faces assumidas pela \u201cloucura\u201d.<\/p>\n<p>Na poesia, o \u201cacontecimento\u201d da publica\u00e7\u00e3o da obra de Maria do Carmo Ferreira, at\u00e9 este ano in\u00e9dita em livro. Coram populo d\u00e1 uma ideia sobre sua poesia inventiva e provocadora. Diversidade \u00e9 tamb\u00e9m a marca de O pito do pango, que explora &#8220;regularidade e versilibrismo, experimentos gr\u00e1ficos e rimas, sonoridade, imag\u00e9tica e cr\u00edtica&#8221;. Como a de Fabiano Calixto, a poesia de Ana Maria Vasconcelos, em Longarinas, prima pela consci\u00eancia formal, num livro em que formas breves comp\u00f5em conjuntos instigantes. Inspiradoras s\u00e3o tamb\u00e9m as Li\u00e7\u00f5es da miragem, em que Ricardo Gil Soeiro transita por in\u00fameras epistemologias, subvertendo-as poeticamente. Francisco Guita Jr. \u00e9 outro que convida \u00e0 reflex\u00e3o: As coisas do morto tratam da morte e da finitude, mas num chamado \u00e0 urg\u00eancia de viver.<\/p>\n<p>O j\u00fari intermedi\u00e1rio, que fez a leitura dos 25 semifinalistas de prosa, foi composto pelos brasileiros Jacques Fux (pesquisador, professor, tradutor e escritor) e Leonardo Piana (prosador e poeta); os portugueses Gustavo Rubim (escritor, pesquisador e professor na Universidade Nova de Lisboa) e Teresa Carvalho (professora e cr\u00edtica liter\u00e1ria), e o mo\u00e7ambicano Jos\u00e9 dos Rem\u00e9dios (ensa\u00edsta, jornalista e professor de literatura).<\/p>\n<p>O j\u00fari intermedi\u00e1rio, que fez a leitura dos 25 semifinalistas de poesia, foi composto pelo angolano Lopito Feij\u00f3 (poeta, cr\u00edtico liter\u00e1rio e professor de literatura angolana); os brasileiros Bruna Beber (poeta, escritora, artista visual, compositora, tradutora e pesquisadora) e Rodrigo Garcia Lopes (poeta, romancista, professor, tradutor e ensa\u00edsta), e os portugueses Pedro Teixeira Neves (escritor, jornalista e fot\u00f3grafo) e Raquel Lima (poeta, performer, slammer, arte-educadora e pesquisadora).<\/p>\n<p>A avalia\u00e7\u00e3o dos finalistas est\u00e1 a cargo de outro j\u00fari, de nacionalidades distintas, e tamb\u00e9m capacitado em termos t\u00e9cnicos. O de prosa \u00e9 formado pelos brasileiros Bernardo Ajzenberg (jornalista, tradutor, editor e escritor) e Wellington de Melo (escritor, editor e professor universit\u00e1rio na UFPE); o mo\u00e7ambicano Ungulani Ba Ka Khosa (escritor integrante da lista dos cem melhores autores africanos do s\u00e9culo XX), e os portugueses Carlos Maria Bobone (escritor, editor e cr\u00edtico liter\u00e1rio) e Sara Figueiredo Costa (jornalista, colaboradora de publica\u00e7\u00f5es na \u00e1rea da cr\u00edtica liter\u00e1ria e do jornalismo cultural).<\/p>\n<p>O j\u00fari em poesia tem a angolana Ana Paula Tavares (historiadora e poeta, ganhadora do Pr\u00eamio Cam\u00f5es 2025); os brasileiros Juliana Krapp (jornalista, poeta, finalista do Oceanos 2024) e Rodrigo Lobo Damasceno (ensa\u00edsta e poeta, finalista do Oceanos 2025), e os portugueses Daniel Jonas (tradutor e poeta) e Rosa Oliveira (professora, ensa\u00edsta e poeta).<\/p>\n<p>Vale lembrar que ambos os j\u00faris foram eleitos pelo primeiro j\u00fari, que selecionou os semifinalistas entre os livros inscritos. Dia 10 de dezembro ser\u00e3o conhecidos os dois vencedores do Oceanos 2025, um em cada categoria.<\/p>\n<p><strong>O pr\u00eamio<\/strong><\/p>\n<p>O Oceanos \u00e9 realizado via Lei de Incentivo \u00e0 Cultura (Lei Rouanet), pelo Minist\u00e9rio da Cultura, e conta com o patroc\u00ednio do Banco Ita\u00fa, da Dire\u00e7\u00e3o-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas da Rep\u00fablica Portuguesa, o apoio do Ita\u00fa Cultural, da Biblioteca Nacional de Mo\u00e7ambique e do Minist\u00e9rio da Cultura e das Ind\u00fastrias Criativas de Cabo Verde; e o apoio institucional da CPLP. O Pr\u00eamio Oceanos \u00e9 administrado pela Associa\u00e7\u00e3o Oceanos, em Portugal, e pela Oceanos Cultura, no Brasil. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Treze editoras concorrem com livros finalistas; Silvana Tavano, Maria do Carmo Ferreira, Ana Maria Vasconcelos e Fabiano Calixto&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":124688,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[143],"tags":[868,877,867,169,869,872,873,880,114,115,874,870,875,878,879,864,876,237,871,170,865,866,13,32,33],"class_list":{"0":"post-124687","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-livros","8":"tag-best-seller","9":"tag-biblioteca","10":"tag-bienal-do-livro","11":"tag-books","12":"tag-clipping","13":"tag-e-book","14":"tag-ebook","15":"tag-editora","16":"tag-entertainment","17":"tag-entretenimento","18":"tag-escritor","19":"tag-eventos","20":"tag-festival-literario","21":"tag-lancamentos","22":"tag-leitura","23":"tag-literatura","24":"tag-livraria","25":"tag-livro","26":"tag-livro-digital","27":"tag-livros","28":"tag-mercado-editorial","29":"tag-mercado-livreiro","30":"tag-noticias","31":"tag-portugal","32":"tag-pt"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115429760854629673","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/124687","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=124687"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/124687\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/124688"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=124687"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=124687"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=124687"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}