{"id":124781,"date":"2025-10-24T16:16:11","date_gmt":"2025-10-24T16:16:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/124781\/"},"modified":"2025-10-24T16:16:11","modified_gmt":"2025-10-24T16:16:11","slug":"livro-de-mauricio-melo-junior-radiografa-as-solidoes-na-capital-do-pais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/124781\/","title":{"rendered":"Livro de Maur\u00edcio Melo J\u00fanior radiografa as solid\u00f5es na capital do pa\u00eds"},"content":{"rendered":"<p dir=\"ltr\">O escritor e jornalista Maur\u00edcio Melo J\u00fanior, radicado em Bras\u00edlia, oferece um panorama in\u00e9dito sobre a capital federal em <a href=\"https:\/\/www.caoseletras.com\/sete-solidoes-mauricio-melo-junior\/p\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">seu livro &#8220;Sete solid\u00f5es&#8221;<\/a>. A obra prop\u00f5e uma imers\u00e3o na cidade ao longo de suas d\u00e9cadas de exist\u00eancia, deslocando o eixo narrativo do poder formal para a densidade das rela\u00e7\u00f5es privadas e dos conflitos cotidianos de seus habitantes. Melo J\u00fanior, que mora h\u00e1 mais de quarenta anos na capital, descreve o livro como um &#8220;pagamento de d\u00edvida&#8221; liter\u00e1ria, buscando entender a complexidade de uma popula\u00e7\u00e3o que reside na monumentalidade e convive com o poder, mas est\u00e1 &#8220;bem alheia a este lugar comum&#8221;.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">A estrutura do livro, composta por sete narrativas, uma para cada d\u00e9cada de Bras\u00edlia, manifesta um controle t\u00e9cnico na forma como o autor mobiliza o tempo como elemento estruturante. O escritor Jo\u00e3o Almino destaca, na orelha, o dom\u00ednio das &#8220;t\u00e9cnicas narrativas&#8221; de Melo J\u00fanior, observando que o tempo surge nas hist\u00f3rias ora como &#8220;agente apressado e despido de sensibilidades&#8221;, ora como &#8220;fonte de quietude&#8221; para a reflex\u00e3o. Em &#8220;Sete solid\u00f5es&#8221;, a presen\u00e7a do poder pol\u00edtico \u00e9 indireta; a cidade atua como cen\u00e1rio que afeta as vidas dos personagens, majoritariamente femininos, atravessados por dilemas conjugais e existenciais.<\/p>\n<p class=\"texto\">O foco da narrativa recai sobre a contradi\u00e7\u00e3o de viver dentro de uma estrutura de poder sem, contudo, exercer influ\u00eancia real sobre ela \u2013 uma din\u00e2mica que o autor define como a marca da rela\u00e7\u00e3o dos personagens com o ambiente. A abordagem busca observar Bras\u00edlia &#8220;de dentro&#8221;, pelo ponto de vista de quem a habita, evitando os estere\u00f3tipos pol\u00edticos ou arquitet\u00f4nicos. O objetivo \u00e9 revelar como a experi\u00eancia \u00edntima e a passagem do tempo moldam o cotidiano da metr\u00f3pole, abordando quest\u00f5es universais da sociedade humana contempor\u00e2nea em meio \u00e0 multiplicidade das vidas retratadas.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Maur\u00edcio Melo J\u00fanior, natural de Catende (PE), mant\u00e9m uma trajet\u00f3ria relevante no jornalismo cultural. Desde 2001, apresenta o programa Leituras na TV Senado, al\u00e9m de ter dirigido vinte document\u00e1rios para a emissora. O autor tamb\u00e9m publicou os romances &#8220;Noites simult\u00e2neas&#8221;, &#8220;N\u00e3o me empurre para os perdidos&#8221; e &#8220;Sujeito oculto&#8221;, e preside o Instituto Cultural Casa de Autores, atuando ainda como cr\u00edtico liter\u00e1rio no jornal Rascunho. Sua produ\u00e7\u00e3o ficcional, segundo ele, \u00e9 estimulada pela pr\u00f3pria experi\u00eancia no jornalismo e pelas conversas com escritores no Leituras.<\/p>\n<p>Leia a seguir a entrevista de Maur\u00edcio Melo Junior ao Pensar\u00a0<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>Como surge \u201cSete solid\u00f5es\u201d?<\/strong><\/p>\n<p dir=\"ltr\">O livro surgiu como uma esp\u00e9cie de pagamento de d\u00edvida. Moro em Bras\u00edlia h\u00e1 mais de quarenta anos e ela sempre esteve um tanto ausente de minha literatura.\u00a0 Por isso passei a refletir sobre as peculiaridades da cidade e a escrever estas sete hist\u00f3rias que buscam entender e descrever a rela\u00e7\u00e3o da gente brasiliense, que mora na monumentalidade e convive com o poder, mas est\u00e1 bem alheia a este lugar comum.\u00a0<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>No livro, Bras\u00edlia aparece como personagem capaz de afetar, em maior ou menor for\u00e7a, o destino dos personagens, alguns deles diretamente impactados pelas rela\u00e7\u00f5es \u2013 inclusive \u2013 \u00edntimas com o poder.\u00a0 E \u00e9 descrita de diversas formas: \u201ccidade calada, tolhida, que vive o esp\u00edrito da contradi\u00e7\u00e3o\u201d, afirma no \u00faltimo cap\u00edtulo. O que \u00e9 mais marcante nessa rela\u00e7\u00e3o dos personagens com o poder?<\/strong><\/p>\n<p dir=\"ltr\">A contradi\u00e7\u00e3o de viver dentro de uma estrutura de poder, mas n\u00e3o exercer poder nenhum. Voc\u00ea pode tomar chope com um ministro ou um senador, mas dificilmente ir\u00e1 influir nas decis\u00f5es tomadas por estas pessoas, at\u00e9 porque, por tr\u00e1s delas, h\u00e1 um gama de interesses e compromissos que nem sempre deixam essas autoridades plenamente livres para decidir. Pode parecer um lugar comum, mas a verdade \u00e9 que nem sempre as decis\u00f5es s\u00e3o efetivamente tomadas em Bras\u00edlia.\u00a0\u00a0\u00a0<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>Ao mostrar o lado \u00edntimo dos moradores de Bras\u00edlia, \u201cSete solid\u00f5es\u201d lembra \u201cIdeias para onde passar o fim do mundo\u201d, \u201cAs cinco esta\u00e7\u00f5es do amor\u201d e outros romances de Jo\u00e3o Almino, que assina a orelha do seu livro. Concorda com a compara\u00e7\u00e3o? Como v\u00ea a literatura de Almino? Poderia destacar outras narrativas que se passam na capital?<\/strong><\/p>\n<p dir=\"ltr\">Sim, Jo\u00e3o Almino me ensinou a caminhar nestas linhas brasilienses. A literatura dele p\u00f5e Bras\u00edlia em definitivo no cen\u00e1rio liter\u00e1rio nacional, e a p\u00f5e descarnada dos estere\u00f3tipos que tanto recaem sobre ela. Jo\u00e3o vem de uma tradi\u00e7\u00e3o que foi inaugurada com Paulo Dantas, em \u201cO Lobo do Planalto\u201d; Garcia de Paiva, em \u201cLuana\u201d; e Almeida Fischer, em romances como \u201cO homem de duas cabe\u00e7as\u201d e \u201cO rosto perdido\u201d. Outros escritores falaram da cidade com brilhantismo, como Ruy Fabiano, Lima Trindade e Clara Arreguy, na prosa, e Nicolas Behr, Lu\u00eds Turiba e Anderson Braga Horta, na poesia. Mesmo Marcelo Rubens Paiva, no romance \u201cUa: Brari\u201d, tem uma passagem por Bras\u00edlia. Isso mostra o quanto a cidade tem de possibilidades liter\u00e1rias.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>Minas Gerais surge no livro, entre outros momentos, em uma refer\u00eancia ao ciclo da ditadura militar, \u201cO fim do regime vir\u00e1 de Minas Gerais, onde come\u00e7ou\u201d, na origem de uma das personagens com fam\u00edlia em Varginha&#8230; Como voc\u00ea enxerga a influ\u00eancia e a presen\u00e7a de Minas na capital federal?\u00a0<\/strong><\/p>\n<p dir=\"ltr\">Minas est\u00e1 no DNA de Bras\u00edlia, n\u00e3o apenas por JK, que a construiu, mas desde que Jos\u00e9 Bonif\u00e1cio de Andrade sugeriu que a capital fosse transferida para onde hoje fica o Tri\u00e2ngulo Mineiro. Oscar Niemeyer disse v\u00e1rias vezes que Bras\u00edlia come\u00e7ou no Complexo Cultural da Pampulha. Quando cheguei aqui, h\u00e1 mais de quarenta anos, fui abra\u00e7ado por uma fam\u00edlia mineira, assim aprendia como a discri\u00e7\u00e3o e a determina\u00e7\u00e3o de Minas foram fundamentais para consolidar a cidade.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>Quais os seus autores mineiros prediletos?<\/strong><\/p>\n<p dir=\"ltr\">Leio poesia diariamente, ent\u00e3o, obviamente, sou leitor ass\u00edduo de Carlos Drummond de Andrade e Em\u00edlio de Moura, mas tenho um carinho particular com Henriqueta Lisboa. Na prosa, sigo os cronistas Fernando Sabino, que prefiro como romancista, Otto Lara Rezende e Paulo Mendes Campos, e os romancistas M\u00e1rio Palm\u00e9rio e Cyro dos Anjos, mas sou profundamente grato e encantado pelas prosas m\u00edticas de Campos de Carvalho e Murilo Rubi\u00e3o.\u00a0\u00a0<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>Voc\u00ea apresenta, desde 2001, o programa \u201cLeituras\u201d, na TV Senado. Poderia citar algumas das entrevistas mais marcantes, algo que um de seus entrevistados disse e que voc\u00ea nunca esqueceu?<\/strong><\/p>\n<p dir=\"ltr\">S\u00e3o muitos, os momentos marcantes, mas sempre destaco quatro deles. Primeiro Jo\u00e3o Gilberto Noll falando da import\u00e2ncia de come\u00e7ar com muita for\u00e7a, com uma frase ou uma cena definitiva, qualquer narrativa. A coincid\u00eancia de Lygia Fagundes Telles dizendo que sua fun\u00e7\u00e3o era encantar o leitor desde a primeira letra, assertiva repetida, dias depois, pelo cordelista Jota Borges. E o soci\u00f3logo Leandro Tocantins falando da for\u00e7a da natureza a domar as vidas. Ou seja, o \u201cLeituras\u201d, para mim, se faz tamb\u00e9m como uma oficina liter\u00e1ria.\u00a0<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>As entrevistas com escritores j\u00e1 estimularam, em algum momento, a sua produ\u00e7\u00e3o ficcional? E a conviv\u00eancia com o poder?<\/strong><\/p>\n<p dir=\"ltr\">Sim, muitas vezes. Em uma conversa o poeta Bernardo de Mendon\u00e7a me alertou para o fato de que eu conhecia todos os dramas da zona canavieira do sul de Pernambuco e do norte de Alagoas, e que precisava cont\u00e1-los. Eu era rep\u00f3rter de cultura do Correio Braziliense. Tempos depois, j\u00e1 como apresentador do \u201cLeituras\u201d, Carlos Nejar me falou que somente se sentiu poeta quando conseguiu retratar a plenitude do Pampa em seus versos. Isso redespertou minha vontade de ficcionar os canaviais de Pernambuco e Alagoas, e eles est\u00e3o presentes nos meus livros \u201cAndarilhos\u201d, \u201cNoites Simult\u00e2neas\u201d e \u201cN\u00e3o me Empurre para os Perdidos\u201d. Ou seja, de conversa em conversa fui amadurecendo como ficcionista.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>Voc\u00ea tem dedicado parte de seu tempo a pesquisar a vida e os escritos de Miguel Torga. O que mais o fascina na vida e na obra do escritor portugu\u00eas? Consegue enxergar conex\u00f5es liter\u00e1rias entre Torga e nomes da literatura brasileira? Poderia enviar um de seus poemas favoritos de Torga?<\/strong><\/p>\n<p dir=\"ltr\">Atualmente trabalho em um romance de forma\u00e7\u00e3o onde o jovem Adolpho Rocha, que ainda n\u00e3o usava o pseud\u00f4nimo de Miguel Torga, encontra numa fazenda do interior de Minas o poeta Ricardo Reis. Sim, Miguel Torga morou em Minas entre os treze e os dezoito anos, e essa condi\u00e7\u00e3o de migrante e de poeta aprendiz \u00e9 a base de minha narrativa. J\u00e1 o meu fasc\u00ednio pelo poeta vem desde que li sua Antologia Po\u00e9tica nos anos 1980. E ali encontrei muitos rastros da literatura brasileira, afinal foram poetas como Olavo Bilac, Castro Alves e Cassimiro de Abreu que deram a Torga os primeiros conceitos de poesia. No poeta maduro Miguel Torga veja a secura precisa de Jo\u00e3o Cabral de Melo Neto e o lirismo ir\u00f4nico de Manuel Bandeira. Sua poesia e sua prosa, enfim, se fazem com toda carga cultural europeia e com todo lirismo brasileiro, uma jun\u00e7\u00e3o irresist\u00edvel, enfim, como demonstra o poema F\u00e1bula da F\u00e1bula.\u00a0\u00a0<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>Voc\u00ea faz a coordena\u00e7\u00e3o do Pr\u00eamio Candango de Literatura, atualmente um dos maiores pr\u00eamios liter\u00e1rios da l\u00edngua portuguesa. O que mais chama aten\u00e7\u00e3o no conjunto geral de obras inscritas?\u00a0<\/strong><\/p>\n<p dir=\"ltr\">A for\u00e7a narrativa e a diversidade da l\u00edngua portuguesa. Por ser um pr\u00eamio destinado aos autores de l\u00edngua portuguesa, o pr\u00eamio mostra todos os sotaques poss\u00edveis. Cada pa\u00eds da lusofonia criou sua pr\u00f3pria linguagem de maneira inovadora, mas sem macular o cerne do portugu\u00eas. Podemos entender e adorar todas essas literaturas por serem filhas de um mesmo tronco. Da\u00ed a import\u00e2ncia deste pr\u00eamio, descobrir como somos ricos em cren\u00e7as e linguagens. Lembro Lygia Fagundes Telles que um dia pensou que sua literatura talvez fosse mais intensa e conhecida se escrevesse em ingl\u00eas, at\u00e9 descobrir que n\u00e3o conseguiria escrever suas verdades sen\u00e3o em portugu\u00eas.\u00a0<\/p>\n<p>\u201cF\u00e1bula da f\u00e1bula\u201d<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Miguel Torga<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Era uma vez<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Uma f\u00e1bula famosa,<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Aliment\u00edcia<\/p>\n<p dir=\"ltr\">E moralizadora,<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Que, em verso e prosa,<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Toda gente<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Inteligente,<br \/>Prudente<\/p>\n<p dir=\"ltr\">E sabedora<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Repetia<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Aos filhos,<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Aos netos<\/p>\n<p dir=\"ltr\">E aos bisnetos.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u00c0 base duns insetos,<\/p>\n<p dir=\"ltr\">De que n\u00e3o vale a pena fixar o nome,<\/p>\n<p dir=\"ltr\">A f\u00e1bula garantia<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Que quem cantava<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Morria<\/p>\n<p dir=\"ltr\">De fome.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">E realmente&#8230;<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Simplesmente,<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Enquanto a f\u00e1bula contava,<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Um dem\u00f4nio secreto segredava<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Ao ouvido secreto<\/p>\n<p dir=\"ltr\">De cada criatura<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Que quem n\u00e3o cantava<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Morria de fartura.<\/p>\n<p>\u201cSete solid\u00f5es\u201d<\/p>\n<p dir=\"ltr\">De Maur\u00edcio Melo J\u00fanior.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Caos&amp;Letras<\/p>\n<p dir=\"ltr\">148 p\u00e1ginas<\/p>\n<p dir=\"ltr\">R$ 55<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Pode ser adquirido no site da editora ou em livrarias virtuais<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O escritor e jornalista Maur\u00edcio Melo J\u00fanior, radicado em Bras\u00edlia, oferece um panorama in\u00e9dito sobre a capital federal&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":124782,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[143],"tags":[169,114,115,170,32,33],"class_list":{"0":"post-124781","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-livros","8":"tag-books","9":"tag-entertainment","10":"tag-entretenimento","11":"tag-livros","12":"tag-portugal","13":"tag-pt"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115430043582829209","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/124781","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=124781"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/124781\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/124782"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=124781"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=124781"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=124781"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}