{"id":124791,"date":"2025-10-24T16:25:11","date_gmt":"2025-10-24T16:25:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/124791\/"},"modified":"2025-10-24T16:25:11","modified_gmt":"2025-10-24T16:25:11","slug":"exercito-portugues-em-crescimento-estrutural","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/124791\/","title":{"rendered":"Ex\u00e9rcito Portugu\u00eas em Crescimento Estrutural"},"content":{"rendered":"<p>Gostava de ver como ela se chamava. \u00c0s tantas o senhor chama-nos assim: \u201cSenhor general, voc\u00ea est\u00e1 a olhar para a viatura numa perspectiva errada.\u201d Eu disse: \u201cSim, senhor.\u201d \u201cVoc\u00ea tem de vir comigo para dentro da viatura.\u201d Eu fui para dentro da viatura e ele diz-me assim: \u201cVoc\u00ea j\u00e1 sabe, \u00e9 que 70% do pre\u00e7o desta viatura est\u00e1 aqui dentro.\u201d Portanto, toda a digitaliza\u00e7\u00e3o e o ferro eram mais o sistema digital que estava dentro da viatura: sensores situacionais, controlo de tiro. Isto para dizer que os fundamentos podem n\u00e3o variar muito, mas a tecnologia vai ser enorme.<\/p>\n<p>N\u00f3s sabemos que os ciclos de evolu\u00e7\u00e3o dos nossos equipamentos e sistemas de armas v\u00e3o ser muito mais curtos. Isto \u00e9 hoje. N\u00f3s cheg\u00e1mos a ter ciclos de 40 anos; depois passou para 20. Na Pandur j\u00e1 estamos em 10, e as pr\u00f3ximas viaturas, se calhar, v\u00e3o ter ciclos de dois ou tr\u00eas anos \u2014 v\u00e3o ter de estar constantemente atualizadas. <\/p>\n<p>Ora, isto \u00e9 uma novidade para o Ex\u00e9rcito, mas n\u00e3o \u00e9 uma novidade para a For\u00e7a A\u00e9rea, por exemplo. Os sistemas est\u00e3o em constante atualiza\u00e7\u00e3o e isto vai ser uma realidade com que o Ex\u00e9rcito ter\u00e1 de viver: as atualiza\u00e7\u00f5es constantes dos seus sistemas de armas.<\/p>\n<p>Quando falo de atualizar o carro de combate, sei que o carro de combate vai atingir o limite da sua evolu\u00e7\u00e3o at\u00e9 2040 e que a sua evolu\u00e7\u00e3o vai ser sobretudo na sua digitaliza\u00e7\u00e3o. J\u00e1 nos inscrevemos no cons\u00f3rcio internacional que est\u00e1 a desenvolver a viatura que vai substituir o carro de combate. <\/p>\n<p>Trabalhamos com a For\u00e7a A\u00e9rea: a For\u00e7a A\u00e9rea j\u00e1 sabia quando o F-16 ia acabar e quando teria de ter uma nova plataforma. O Ex\u00e9rcito \u00e9 exatamente igual; n\u00e3o tem nenhuma diferen\u00e7a. Mas n\u00f3s n\u00e3o est\u00e1vamos habituados a isto \u2014 n\u00f3s, sociedade e Ex\u00e9rcito, n\u00e3o est\u00e1vamos habituados. Mas vai ser assim. S\u00e3o os novos tempos.<\/p>\n<p>Portanto, quando falamos de 2045 estamos a falar em termos de estrutura de for\u00e7as; estamos a falar em termos de estrutura de sistemas de armas e equipamentos complexos que v\u00e3o evoluir ao longo destes anos.<\/p>\n<p> <strong>Qual vai ser a base principal desse Ex\u00e9rcito em 2045, em termos de meios e carros de combate? Quantos? Como \u00e9 que vai ser?<\/strong><\/p>\n<p>Esta for\u00e7a responde \u00e0quilo que s\u00e3o os requisitos da NATO. N\u00f3s vamos ter que, a partir do sistema de for\u00e7as, que tamb\u00e9m ter\u00e1 de ser revisto depois da revis\u00e3o do Conceito Estrat\u00e9gico de Defesa Nacional e da afirma\u00e7\u00e3o do Conceito Estrat\u00e9gico Militar, gerar duas brigadas: uma brigada m\u00e9dia, que ter\u00e1 equipamentos e meios da atual Brigada de Interven\u00e7\u00e3o, e uma brigada pesada, que ter\u00e1 quatro unidades de escal\u00e3o batalh\u00e3o e todas as suas val\u00eancias de prote\u00e7\u00e3o, fogos e sustenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>E em termos de meios, tem ideia de quantos carros?<\/strong><\/p>\n<p>Cada uma destas brigadas ter\u00e1 cerca de 100 viaturas base, cerca de 400 viaturas no total.<\/p>\n<p>\u00c9 disto que estamos a falar. Mas o grande desafio que n\u00f3s temos \u00e9 que vamos ter de duplicar a artilharia antia\u00e9rea, duplicar as unidades de apoio log\u00edstico e de campanha, incluindo o apoio sanit\u00e1rio. <\/p>\n<p>Essas unidades ainda n\u00e3o existem \u2014 ter\u00e3o de ser criadas de novo. \u00c9 um desafio enorme para o Ex\u00e9rcito, que obrigar\u00e1 a rever o seu efetivo estrutural. Vamos ter mais gente.<\/p>\n<p><strong>Precisar\u00e3o de mais quantas pessoas? Qual ser\u00e1 o quadro m\u00ednimo?<\/strong><\/p>\n<p>Entre mais 2 000 e 2 500 militares no efetivo estrutural.<\/p>\n<p><strong>No total?<\/strong><\/p>\n<p>Teremos de ir para 22 500 a 23 000 efetivos estruturais, e atualmente somos cerca de 20 mil. Portanto, teremos de crescer em m\u00e9dia mil efetivos por ano.<\/p>\n<p>E com militares altamente qualificados. Todos eles altamente profissionais e qualificados. Tecnol\u00f3gicos e tudo. Mas isto, tamb\u00e9m na perspetiva do pa\u00eds, \u00e9 importante: o Ex\u00e9rcito \u00e9 um instrumento fundamental para qualificar os seus cidad\u00e3os e faz\u00ea-los evoluir.<\/p>\n<p><strong>O que \u00e9 que o faz acreditar que daqui a 20 anos ainda vamos precisar de \u201cbotas no ch\u00e3o\u201d para defender o pa\u00eds?<\/strong><\/p>\n<p>Tenho visto a hist\u00f3ria \u2014 a hist\u00f3ria toda \u2014 e a evolu\u00e7\u00e3o do combate. Ainda n\u00e3o vi quem inventasse a capacidade de conquistar e manter a posse do terreno. Ainda n\u00e3o vi nenhum Estado prescindir do seu territ\u00f3rio e das suas fronteiras.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Gostava de ver como ela se chamava. \u00c0s tantas o senhor chama-nos assim: \u201cSenhor general, voc\u00ea est\u00e1 a&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":124792,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[50],"tags":[27,28,25523,25524,2537,306,741,1070,15,16,6293,14,9399,25,26,21,22,28736,62,3400,12,13,19,20,23,24,17,18,29,30,31,63,64,65],"class_list":{"0":"post-124791","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-mundo","8":"tag-breaking-news","9":"tag-breakingnews","10":"tag-ceme","11":"tag-chefe-de-estado-maior-do-exercito","12":"tag-defesa","13":"tag-edicao-impressa","14":"tag-entrevista","15":"tag-exercito","16":"tag-featured-news","17":"tag-featurednews","18":"tag-forcas-armadas","19":"tag-headlines","20":"tag-investimento","21":"tag-latest-news","22":"tag-latestnews","23":"tag-main-news","24":"tag-mainnews","25":"tag-mendes-ferrao","26":"tag-mundo","27":"tag-nato","28":"tag-news","29":"tag-noticias","30":"tag-noticias-principais","31":"tag-noticiasprincipais","32":"tag-principais-noticias","33":"tag-principaisnoticias","34":"tag-top-stories","35":"tag-topstories","36":"tag-ultimas","37":"tag-ultimas-noticias","38":"tag-ultimasnoticias","39":"tag-world","40":"tag-world-news","41":"tag-worldnews"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":"Validation failed: Text character limit of 500 exceeded"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/124791","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=124791"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/124791\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/124792"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=124791"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=124791"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=124791"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}