{"id":124867,"date":"2025-10-24T17:36:11","date_gmt":"2025-10-24T17:36:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/124867\/"},"modified":"2025-10-24T17:36:11","modified_gmt":"2025-10-24T17:36:11","slug":"revisao-da-lei-da-nacionalidade-passa-em-especialidade-sem-maioria-absoluta-garantida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/124867\/","title":{"rendered":"Revis\u00e3o da Lei da Nacionalidade passa em especialidade sem maioria absoluta garantida"},"content":{"rendered":"<p>                <b>A lei votada al\u00ednea a al\u00ednea, mesmo sem consenso, acabou aprovada na especialidade. Em vota\u00e7\u00e3o final global, na ter\u00e7a-feira, o conjunto da proposta do Governo, para passar, ter\u00e1 de obter uma maioria absoluta de 116 votos a favor entre os 230 deputados em efetividade de fun\u00e7\u00f5es.<br \/>&#13;<br \/>\n<\/b><\/p>\n<p>O Chega acabou de aprovar aquilo que, na quinta-feira, tinha estabelecido como &#8220;absoluta linha vermelha&#8221;. Andr\u00e9 Ventura dizia que a perda de nacionalidade tinha que ser autom\u00e1tica para a pr\u00e1tica de determinados crimes.<\/p>\n<p>O PSD estava contra esta proposta. <b>E o Chega acabou por aprovar a proposta do Governo, que prev\u00ea que a perda de nacionalidade funcione como uma pena acess\u00f3ria &#8211; ou seja, tem de ser decretada por um juiz e em determinados crimes.<\/b>&#13;\n<\/p>\n<p>          <img decoding=\"async\" itemprop=\"image\" class=\"img-fluid\"   src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/a76615c372826a9f8484861212c71620_N.jpg\"\/><\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nAo in\u00edcio da tarde,\u00a0ainda n\u00e3o havia garantia de apoio do Chega para a vota\u00e7\u00e3o final global.<br \/>&#13;\n<\/p>\n<p>O Chega viabilizou a maioria das propostas do Governo no novo diploma e o PS que, inicialmente, tinha dito que iria votar contra a quase totalidade do diploma, acabou por viabilizar o prazo de dez anos ap\u00f3s a aquisi\u00e7\u00e3o da nacionalidade como o per\u00edodo em que a san\u00e7\u00e3o acess\u00f3ria pode ser aplicada.<\/p>\n<p>Considerando a posi\u00e7\u00e3o do PS, do Livre, do PCP e do Bloco de Esquerda no processo de aprecia\u00e7\u00e3o na especialidade, <b>em vota\u00e7\u00e3o final global o Chega ter\u00e1 de juntar-se ao PSD, CDS e Iniciativa Liberal para que a proposta do Governo seja aprovada.<\/b><br \/>&#13;<br \/>\n<b><br \/>&#13;<br \/>\nNa comiss\u00e3o desta manh\u00e3, o PSD e CDS reprovaram todas as propostas de altera\u00e7\u00e3o apresentadas pelo Chega <\/b>&#8211; algumas consideradas linhas vermelhas colocadas por Andr\u00e9 Ventura &#8211; e apenas se aproximaram ao colocarem a condi\u00e7\u00e3o de garantias de meios de subsist\u00eancia para acesso \u00e0 nacionalidade portuguesa. <b>O Chega, por sua vez, votou inclusivamente contra a proposta do PSD\/CDS de concess\u00e3o de nacionalidade a ap\u00e1tridas que residam h\u00e1 pelo menos quatro anos em territ\u00f3rio nacional. Na maioria dos casos, no entanto, o Chega aprovou ou absteve-se nas propostas do PSD\/CDS.<\/b><\/p>\n<p>Na al\u00ednea que define que a altera\u00e7\u00e3o ao C\u00f3digo Penal se refere a factos que &#8220;tenham sido praticados nos 10 anos posteriores \u00e0 aquisi\u00e7\u00e3o da nacionalidade&#8221;, inicialmente Chega &#8211; que defende, numa altera\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria, que o prazo deveria ser de 20 anos -, PS e Livre votaram contra, o que levaria ao chumbo da medida. Pouco depois, o PS mudou o seu sentido de voto e acabou por viabilizar a proposta do Governo, abstendo-se.<\/p>\n<p><b>PSD e CDS recusaram ainda o car\u00e1ter autom\u00e1tico do diploma, exigindo que cada caso seja apreciado por um juiz, uma parte do texto final que o Chega viabilizou com a absten\u00e7\u00e3o.<\/b><br \/>&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nO socialista Pedro Delgado Alves lamentou que o Governo n\u00e3o tenha querido dialogar com o PS e recordou que esta altera\u00e7\u00e3o cria &#8220;situa\u00e7\u00f5es de discrep\u00e2ncia entre cidad\u00e3os&#8221; e &#8220;pessoas que pratiquem o mesmo facto il\u00edcito passam a ser abrangidos de forma diferente&#8221;.&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nAs altera\u00e7\u00f5es afetam apenas os cidad\u00e3os naturalizados que mantenham dupla nacionalidade que tenham sido condenados &#8220;em pena de pris\u00e3o efetiva de dura\u00e7\u00e3o igual ou superior a quatro anos&#8221;, refere o diploma.&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nO socialista considerou que o &#8220;elenco&#8221; dos crimes &#8220;\u00e9 t\u00e3o extenso que qualquer binacional corre o risco de perder a nacionalidade&#8221;.&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nPaulo Marcelo (PSD) insistiu que a altera\u00e7\u00e3o feita no C\u00f3digo Penal resolve as d\u00favidas de inconstitucionalidade e destacou o &#8220;esfor\u00e7o de di\u00e1logo muito grande com todos os grupos parlamentares&#8221;, tendo por base o princ\u00edpio de que &#8220;quem pratica crimes graves, no caso de ter outra nacionalidade, deve ser sujeito a uma san\u00e7\u00e3o acess\u00f3ria de perda de nacionalidade&#8221;.&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nAo mesmo tempo, <b>PSD e CDS recusam o car\u00e1ter autom\u00e1tico do diploma, exigindo que cada caso seja apreciado por um juiz, uma parte do texto final que o Chega viabilizou com a absten\u00e7\u00e3o<\/b>.A nova lei &#8220;protege os ap\u00e1tridas&#8221; e &#8220;quem n\u00e3o tiver &#13;<br \/>\noutra nacionalidade, n\u00e3o ficar\u00e1 sujeita a esta san\u00e7\u00e3o acess\u00f3ria&#8221;, &#13;<br \/>\nacrescentou.&#13;<br \/>\n&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nAnt\u00f3nio Rodrigues (PSD) criticou a posi\u00e7\u00e3o do PS nesta mat\u00e9ria que disse que o diploma era inaceit\u00e1vel e agora pedia mudan\u00e7as. &#8220;Se isto era uma linha vermelha e n\u00e3o aceitariam discuti-la&#8221;, pedem agora &#8220;melhorias&#8221;? &#8212; questionou.&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nEm resposta, Pedro Delgado Alves lamentou o &#8220;tom das interven\u00e7\u00f5es e das adjetiva\u00e7\u00f5es&#8221; e disse que o discurso do PSD est\u00e1 &#8220;contaminado pelo Chega&#8221;, suscitando respostas da deputada Cristina Rodrigues.&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#8220;Se o senhor deputado est\u00e1 chateado, n\u00e3o \u00e9 culpa nossa, foram os portugueses que decidiram e os senhores t\u00eam que aceitar isso&#8221;, disse a deputada do Chega, ao que Pedro Delgado Alves insistiu.&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#8220;Sim senhora deputada, o seu partido tem provocado dano \u00e0 democracia&#8221; e contribui para &#8220;leis piores&#8221;.&#13;\n<\/p>\n<p class=\"fontsmall\">&#13;<br \/>\nc\/ Lusa&#13;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A lei votada al\u00ednea a al\u00ednea, mesmo sem consenso, acabou aprovada na especialidade. 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