{"id":125522,"date":"2025-10-25T09:05:15","date_gmt":"2025-10-25T09:05:15","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/125522\/"},"modified":"2025-10-25T09:05:15","modified_gmt":"2025-10-25T09:05:15","slug":"brilho-misterioso-na-via-lactea-pode-ser-uma-evidencia-de-materia-escura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/125522\/","title":{"rendered":"Brilho misterioso na Via L\u00e1ctea pode ser uma evid\u00eancia de mat\u00e9ria escura"},"content":{"rendered":"<p class=\"wp-caption-text top\">ESA\/Gaia\/DPAC, T. Donlon et al.; Stefan Payne-Wardenaar<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-kopa-image-size-3 wp-image-608906\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/e55c404c5419f94b399275c204e06770-783x450.jpg\" alt=\"\" width=\"700\" height=\"402\"  \/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text bot\">A Via L\u00e1ctea e o seu \u201chalo\u201d circundante de estrelas<\/p>\n<p><strong>Investigadores identificaram o que poder\u00e1 ser uma pista convincente na ca\u00e7a em curso para provar a exist\u00eancia da mat\u00e9ria escura.<\/strong><\/p>\n<p>Um <strong>misterioso brilho difuso de raios gama<\/strong> perto do centro da Via L\u00e1ctea tem deixado os investigadores perplexos durante d\u00e9cadas, enquanto tentam discernir se a luz prov\u00e9m de part\u00edculas de mat\u00e9ria escura em colis\u00e3o ou de estrelas de neutr\u00f5es em r\u00e1pida rota\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Acontece que <strong>ambas as teorias <\/strong>s\u00e3o<strong> igualmente prov\u00e1veis<\/strong>, de acordo com uma novo <a href=\"https:\/\/journals.aps.org\/prl\/abstract\/10.1103\/g9qz-h8wd\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" class=\"ext-link\">estudo<\/a>, publicado na semana passada revista Physical Review Letters.<\/p>\n<p>Se o excesso de raios gama n\u00e3o for proveniente de estrelas moribundas, pode tornar-se a primeira prova de que a mat\u00e9ria escura existe.<\/p>\n<p>\u201c<strong>A mat\u00e9ria escura domina o Universo<\/strong> e mant\u00e9m as gal\u00e1xias unidas. \u00c9 extremamente importante e estamos sempre a pensar desesperadamente em ideias para a detetar\u201d, diz <strong>Joseph Silk<\/strong>, professor de f\u00edsica e astronomia na Universidade Johns Hopkins e investigador no Instituto de Astrof\u00edsica da Universidade de Sorbonne.<\/p>\n<p>\u201cOs raios gama, e especificamente o excesso de luz que estamos a observar no centro da nossa Gal\u00e1xia, podem ser a nossa primeira pista\u201d, acrescenta Silk, co-autor do estudo recentemente publicado.<\/p>\n<p>Silk e uma equipa internacional de investigadores, liderada por <strong>Moorits Muru<\/strong>, do Instituto Leibniz de Astrof\u00edsica de Potsdam, utilizaram supercomputadores para criar <strong>mapas da localiza\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria escura na Via L\u00e1ctea<\/strong>, tendo em conta, pela primeira vez, a hist\u00f3ria da forma\u00e7\u00e3o da Gal\u00e1xia.<\/p>\n<p>Atualmente, a Via L\u00e1ctea <strong>\u00e9 um sistema relativamente fechado<\/strong>, sem materiais a entrar ou a sair dela. <strong>Mas nem sempre foi assim<\/strong>.<\/p>\n<p>Durante os primeiros mil milh\u00f5es de anos, muitos sistemas semelhantes a gal\u00e1xias mais pequenas,<strong> feitos de mat\u00e9ria escura e outros materiais<\/strong>, entraram e tornaram-se os blocos de constru\u00e7\u00e3o da jovem Via L\u00e1ctea.<\/p>\n<p>\u00c0 medida que as part\u00edculas de mat\u00e9ria escura gravitavam em dire\u00e7\u00e3o ao centro da Gal\u00e1xia e se agrupavam,<strong> o n\u00famero de colis\u00f5es de mat\u00e9ria escura aumentava<\/strong>.<\/p>\n<p>Quando os investigadores consideraram <strong>colis\u00f5es mais realistas<\/strong>, os mapas simulados corresponderam aos mapas de raios gama reais obtidos pelo Telesc\u00f3pio Espacial de Raios Gama Fermi.<\/p>\n<p>Estes mapas concordantes <strong>completam uma tr\u00edade de evid\u00eancias<\/strong> que sugerem que o excesso de raios gama na gal\u00e1xia <strong>pode ter origem na mat\u00e9ria escura<\/strong>.<\/p>\n<p>Os raios gama provenientes de colis\u00f5es de part\u00edculas de mat\u00e9ria escura produziriam o <strong>mesmo sinal e teriam as mesmas propriedades<\/strong> que os observados no mundo real, disseram os investigadores \u2013 embora n\u00e3o seja uma prova definitiva.<\/p>\n<p>A luz emitida por estrelas de neutr\u00f5es velhas e revigoradas que giram rapidamente \u2013 os chamados <strong>pulsares de milissegundo<\/strong> \u2013 tamb\u00e9m poderia explicar o mapa de raios gama existente, as medi\u00e7\u00f5es e a assinatura do sinal.<\/p>\n<p>Mas os investigadores consideram que esta teoria dos pulsares de milissegundo \u00e9 imperfeita.<strong> Para que esses c\u00e1lculos funcionem<\/strong>, os investigadores t\u00eam de assumir que existem<strong> mais pulsares de milissegundo<\/strong> do que os que observaram.<\/p>\n<p>As respostas poder\u00e3o vir com a constru\u00e7\u00e3o de um novo e enorme telesc\u00f3pio de raios gama CTAO (Cherenkov Telescope Array Observatory). Os investigadores pensam que os dados do telesc\u00f3pio de maior resolu\u00e7\u00e3o, que tem a capacidade de medir sinais de alta energia, <strong>ajudar\u00e3o os astrof\u00edsicos a quebrar o paradoxo<\/strong>.<\/p>\n<p>A equipa de investiga\u00e7\u00e3o est\u00e1 agora a planear uma nova experi\u00eancia para testar se estes raios gama da Via L\u00e1ctea <strong>t\u00eam energias mais elevadas<\/strong>, o que significa que s\u00e3o pulsares de milissegundo, ou se s\u00e3o o produto de energias mais baixas de colis\u00f5es de mat\u00e9ria escura.<\/p>\n<p>\u201c<strong>Um sinal limpo seria a prova derradeira<\/strong>\u201c, diz Silk. \u201c\u00c9 poss\u00edvel que vejamos os novos dados e confirmemos uma teoria em detrimento da outra. Ou talvez n\u00e3o encontremos nada e, nesse caso, <strong>ser\u00e1 um mist\u00e9rio ainda maior para resolver<\/strong>\u201c.<\/p>\n<p>    <a href=\"https:\/\/zap.aeiou.pt\/subscrever-newsletter\" data-wpel-link=\"internal\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">&#13;<br \/>\n        <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-575475\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/1759862234_971_2d51fe4a0ba54894421ead1809309ed9-1-450x140.jpg\" alt=\"Subscreva a Newsletter ZAP\" width=\"450\" height=\"140\"\/>&#13;<br \/>\n    <\/a><\/p>\n<p>                <a href=\"https:\/\/whatsapp.com\/channel\/0029VaIC4EE2f3EJZPPSbR34\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" class=\"ext-link\">&#13;<br \/>\n                    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-575475\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/1759862234_512_c68c559d956d4ca20f435ed74a6e71e6.png\" alt=\"Siga-nos no WhatsApp\" width=\"175\" height=\"64\"\/>&#13;<br \/>\n                <\/a><\/p>\n<p>                <a href=\"https:\/\/news.google.com\/publications\/CAAiEHRwZondIV71PDjWNoqMduEqFAgKIhB0cGaJ3SFe9Tw41jaKjHbh?hl=en-US&amp;gl=US&amp;ceid=US%3Aen\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" class=\"ext-link\">&#13;<br \/>\n                    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-575475\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/1759862235_242_5123dd8b087b644fdb8f8603acd1bad4.png\" alt=\"Siga-nos no Google News\" width=\"176\" height=\"64\"\/>&#13;<br \/>\n                <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"ESA\/Gaia\/DPAC, T. 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