{"id":125982,"date":"2025-10-25T16:39:15","date_gmt":"2025-10-25T16:39:15","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/125982\/"},"modified":"2025-10-25T16:39:15","modified_gmt":"2025-10-25T16:39:15","slug":"falhar-a-primeira-mamografia-esta-associado-a-um-risco-maior-de-morte-por-cancro-da-mama","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/125982\/","title":{"rendered":"Falhar a primeira mamografia est\u00e1 associado a um risco maior de morte por cancro da mama"},"content":{"rendered":"<p style=\"margin-bottom:11px\">Mulheres que falham a primeira consulta de rastreio do <a href=\"https:\/\/www.cnn.com\/2025\/01\/16\/health\/young-women-cancer-incidence-report-wellness\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">cancro da mama<\/a> podem ter um risco 40% maior de morrer da doen\u00e7a a longo prazo, de acordo com um novo estudo agora divulgado.<\/p>\n<p>Quer\u00edamos entender melhor a import\u00e2ncia do rastreio e os resultados desse grande estudo \u2014 especialmente porque outubro \u00e9 o <a href=\"https:\/\/www.nationalbreastcancer.org\/breast-cancer-awareness-month\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">M\u00eas da Consciencializa\u00e7\u00e3o para o Cancro da Mama<\/a>. A investiga\u00e7\u00e3o, cujos resultados foram publicados a 24 de setembro na <a href=\"https:\/\/www.bmj.com\/content\/390\/bmj-2025-085029\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">revista The BMJ<\/a>, envolveu mais de 400 mil mulheres na Su\u00e9cia, que foram acompanhadas durante 25 anos.<\/p>\n<p>Quando devem as mulheres come\u00e7ar a fazer o rastreio do cancro da mama e por que raz\u00e3o o atraso no rastreio inicial pode resultar num risco maior de morte por cancro a longo prazo? Al\u00e9m das mamografias, existem outros exames que as mulheres devem solicitar? E quanto ao autoexame das mamas? E quais s\u00e3o as medidas que as mulheres podem tomar para reduzir o risco de desenvolver cancro da mama?<\/p>\n<p>Para nos orientar nessas quest\u00f5es, convers\u00e1mos com Leana Wen, especialista em bem-estar da CNN. Leana Wen \u00e9 m\u00e9dica de urg\u00eancias e professora adjunta associada da Universidade George Washington. A especialista j\u00e1 foi tamb\u00e9m comiss\u00e1ria de sa\u00fade de Baltimore.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>CNN:<\/strong> O cancro da mama \u00e9 comum?<\/p>\n<p><strong>Leana Wen:<\/strong> Nos Estados Unidos, o cancro da mama <a href=\"https:\/\/www.cdc.gov\/breast-cancer\/statistics\/index.html\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">\u00e9 o segundo tipo de cancro mais comum<\/a> entre as mulheres e a segunda principal causa de morte por cancro entre elas, de acordo com os Centros de Controlo e Preven\u00e7\u00e3o de Doen\u00e7as dos EUA. Em 2022, mais de 279 mil novos casos de cancro da mama em pacientes do sexo feminino foram relatados nos Estados Unidos. Em 2023, mais de 42 mil mulheres morreram, na sequ\u00eancia da doen\u00e7a.<\/p>\n<p>Um relat\u00f3rio publicado em fevereiro revelou que, globalmente, <a href=\"https:\/\/www.iarc.who.int\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/pr361_E.pdf\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">uma em cada 20 mulheres<\/a> ser\u00e1 diagnosticada com cancro da mama ao longo da vida. A este ritmo, os investigadores estimam que, at\u00e9 2050, haver\u00e1 3,2 milh\u00f5es de novos casos de cancro da mama e 1,1 milh\u00f5es de mortes relacionadas com o cancro da mama por ano.<\/p>\n<p>O rastreio precoce \u00e9 crucial, porque o melhor progn\u00f3stico \u00e9 quando o cancro da mama \u00e9 diagnosticado e tratado nos seus est\u00e1gios iniciais. Quando o cancro da mama \u00e9 diagnosticado nos seus est\u00e1gios localizados \u2014 antes de se espalhar \u2014 a taxa de sobreviv\u00eancia em cinco anos \u00e9 superior a 99%, de acordo com a <a href=\"https:\/\/www.cancer.org\/cancer\/types\/breast-cancer\/understanding-a-breast-cancer-diagnosis\/breast-cancer-survival-rates.html\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">American Cancer Society<\/a>. Quando o cancro \u00e9 detetado ap\u00f3s se ter espalhado para outros \u00f3rg\u00e3os, a taxa de sobreviv\u00eancia cai para cerca de 32%.<\/p>\n<p> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" height=\"400\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/68f916b4d34ee0c2fed18e8f.webp\" width=\"600\"\/> <\/p>\n<p>   Come\u00e7ar a fazer mamografias na meia-idade \u00e9 essencial para reduzir o risco de morte por cancro da mama, de acordo com um novo estudo. (pixelfit\/E+\/Getty Images) <\/p>\n<p><strong>Quando \u00e9 que as mulheres devem come\u00e7ar a fazer o rastreio do cancro da mama?<\/strong><\/p>\n<p>No ano passado, a Task Force de Servi\u00e7os Preventivos dos Estados Unidos reduziu a <a href=\"https:\/\/www.cnn.com\/2024\/05\/08\/health\/breast-cancer-screening-mammogram-guidelines-wellness\/index.html\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">idade recomendada<\/a> para a maioria das mulheres come\u00e7arem a fazer mamografias para os 40 anos. A orienta\u00e7\u00e3o \u00e9 que as mulheres fa\u00e7am uma mamografia a cada dois anos at\u00e9 aos 74 anos. Para aquelas com 75 anos ou mais, a decis\u00e3o de continuar os rastreios \u00e9 pessoal e deve ser tomada com o m\u00e9dico de fam\u00edlia.<\/p>\n<p>Esta recomenda\u00e7\u00e3o abrange pessoas com risco m\u00e9dio de cancro da mama. Aquelas com risco mais elevado s\u00e3o encorajadas a falar com o seu m\u00e9dico para discutir se devem come\u00e7ar os exames mais cedo e com uma frequ\u00eancia maior do que a cada dois anos. Os elementos que aumentam o risco incluem hist\u00f3rico de radia\u00e7\u00e3o no peito, certas muta\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas e ter um parente de primeiro grau (como m\u00e3e ou irm\u00e3) com cancro da mama.<\/p>\n<p><strong>E o que \u00e9 que este novo estudo mostra realmente?<\/strong><\/p>\n<p>Este estudo acompanhou os resultados de 432.775 mulheres na Su\u00e9cia durante 25 anos. Entre as mulheres convidadas para a sua primeira mamografia, quase um ter\u00e7o n\u00e3o participou. As n\u00e3o participantes continuaram a ser menos propensas a participar em mamografias subsequentes e mais propensas a ter cancro da mama diagnosticado em est\u00e1gios avan\u00e7ados, descobriram os investigadores.<\/p>\n<p>De forma not\u00f3ria, as probabilidades dessas mulheres que n\u00e3o participaram inicialmente serem diagnosticadas com cancro em est\u00e1gio 3 eram 1,5 vezes maiores, e 3,6 vezes maiores para cancro em est\u00e1gio 4, em compara\u00e7\u00e3o com aquelas que participaram no primeiro exame. As mortes por cancro da mama, ap\u00f3s 25 anos, para esse grupo foram significativamente maiores em compara\u00e7\u00e3o com aquelas que realizaram a primeira mamografia.<\/p>\n<p>Estes resultados s\u00e3o not\u00e1veis, por causa da grande popula\u00e7\u00e3o que a equipa do estudo monitorizou durante um per\u00edodo substancial de tempo. Os investigadores salientam que as conclus\u00f5es podem n\u00e3o ser generaliz\u00e1veis a todas as popula\u00e7\u00f5es que t\u00eam sistemas de sa\u00fade diferentes do da Su\u00e9cia, embora eu ache que o conceito de rastreios perpetuamente perdidos, levando a taxas mais elevadas de cancro, provavelmente seja um problema de abrang\u00eancia mundial. <a href=\"https:\/\/www.bmj.com\/content\/390\/bmj.r1893\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Um editorial que acompanha a mesma revista<\/a> destacou que a decis\u00e3o de fazer o primeiro rastreio mamogr\u00e1fico n\u00e3o \u00e9 apenas um check-up de sa\u00fade de curto prazo. \u00c9 um investimento de longo prazo, que tem implica\u00e7\u00f5es para a sa\u00fade e a sobreviv\u00eancia futuras.<\/p>\n<p><strong>E porque \u00e9 que o atraso no rastreio inicial resulta num risco maior de morte por cancro a longo prazo neste estudo?<\/strong><\/p>\n<p>Acho que o principal motivo \u00e9 que as pessoas que n\u00e3o participaram inicialmente tamb\u00e9m eram mais propensas a faltar persistentemente aos exames de rastreio de acompanhamento subsequentes. As raz\u00f5es para isso s\u00e3o provavelmente complexas e podem ser uma combina\u00e7\u00e3o de fatores, incluindo falta de consciencializa\u00e7\u00e3o, barreiras ao acesso e medo de descobrir o resultado. Fatores culturais tamb\u00e9m podem estar em jogo. O resultado \u00e9 que essas pessoas eram mais propensas a ter o cancro diagnosticado numa fase mais avan\u00e7ada, quando as taxas de sobreviv\u00eancia s\u00e3o mais baixas, e, portanto, tragicamente acabaram por ter mais mortes por cancro.<\/p>\n<p><strong>Al\u00e9m das mamografias, existem outros exames que as mulheres devem solicitar?<\/strong><\/p>\n<p>As mamografias, que s\u00e3o essencialmente um raio-X da mama, s\u00e3o o exame de rastreio padr\u00e3o para a maioria das mulheres com risco m\u00e9dio de cancro da mama. Aquelas com maior risco de cancro da mama podem ser recomendadas para exames adicionais, como testes gen\u00e9ticos, resson\u00e2ncia magn\u00e9tica da mama ou ecografia mam\u00e1ria. Mulheres com <a href=\"https:\/\/www.cnn.com\/2024\/09\/09\/health\/mammogram-breast-density-fda-wellness\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">tecido mam\u00e1rio denso<\/a> tamb\u00e9m podem perguntar ao seu m\u00e9dico se exames adicionais s\u00e3o recomendados, uma vez que a mamografia \u00e9 menos sens\u00edvel na dete\u00e7\u00e3o do cancro da mama nessas pessoas.<\/p>\n<p><strong>E quanto ao autoexame da mama?<\/strong><\/p>\n<p>O autoexame da mama n\u00e3o \u00e9 recomendado rotineiramente como um teste de rastreio e n\u00e3o deve substituir a mamografia. No entanto, as mulheres devem conhecer a apar\u00eancia e a textura das suas mamas e estar atentas a quaisquer altera\u00e7\u00f5es preocupantes.<\/p>\n<p>\u00c9 importante separar o rastreio do diagn\u00f3stico. A mamografia \u00e9 um teste de rastreio, realizado quando a pessoa n\u00e3o apresenta sintomas. Mas se algu\u00e9m detetar uma nova massa ou n\u00f3dulo, \u00e9 necess\u00e1rio avali\u00e1-lo para verificar se pode ser cancro.<\/p>\n<p>Outras altera\u00e7\u00f5es potencialmente preocupantes incluem secre\u00e7\u00e3o mamilar, dor ou incha\u00e7o na mama, altera\u00e7\u00f5es na cor do mamilo ou da mama, mamilo voltado para dentro, n\u00f3dulos linf\u00e1ticos dolorosos ou aumentados nas axilas ou perto da clav\u00edcula, ou vermelhid\u00e3o ou descama\u00e7\u00e3o da pele na mama. As pessoas que notarem essas altera\u00e7\u00f5es n\u00e3o devem esperar para marcar uma consulta com o seu m\u00e9dico.<\/p>\n<p><strong>Para as mulheres que est\u00e3o preocupadas com o risco de cancro da mama, h\u00e1 medidas que podem tomar para reduzir esse risco?<\/strong><\/p>\n<p>Sim. Os <a href=\"https:\/\/www.cancer.org\/cancer\/types\/breast-cancer\/risk-and-prevention\/lifestyle-related-breast-cancer-risk-factors.html\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">fatores de risco<\/a> para o desenvolvimento do cancro da mama incluem tabagismo, consumo excessivo de \u00e1lcool, sobrepeso e obesidade. Parar de fumar, reduzir o consumo de \u00e1lcool e manter um peso saud\u00e1vel ajudar\u00e1 a reduzir o risco de cancro da mama. Ser fisicamente ativo e ter uma alimenta\u00e7\u00e3o nutritiva tamb\u00e9m pode reduzir o risco de cancro, al\u00e9m de melhorar a sa\u00fade em geral.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Inspire-se com um resumo semanal sobre como viver bem, de forma simples. Inscreva-se no boletim informativo <a href=\"https:\/\/www.cnn.com\/newsletters\/life-but-better?source=nl-acq_article\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Life, But Better da CNN<\/a> para obter informa\u00e7\u00f5es e ferramentas destinadas a melhorar o seu bem-estar.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Mulheres que falham a primeira consulta de rastreio do cancro da mama podem ter um risco 40% maior&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":125983,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[86],"tags":[609,2642,611,27,1207,28916,607,608,2646,2641,2644,610,28917,2645,2643,981,116,2648,570,20068,23854,2647,13,32,33,117,1030,216,2649,29,2640],"class_list":{"0":"post-125982","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-saude","8":"tag-alerta","9":"tag-amor","10":"tag-ao-minuto","11":"tag-breaking-news","12":"tag-cancro","13":"tag-cancro-da-mama","14":"tag-cnn","15":"tag-cnn-portugal","16":"tag-conselhos","17":"tag-covid-19","18":"tag-dicas","19":"tag-direto","20":"tag-ecografia-mamaria","21":"tag-especialistas","22":"tag-estudos","23":"tag-familia","24":"tag-health","25":"tag-hospitais","26":"tag-live","27":"tag-mama","28":"tag-mamografia","29":"tag-medicos","30":"tag-noticias","31":"tag-portugal","32":"tag-pt","33":"tag-saude","34":"tag-saude-mental","35":"tag-sexo","36":"tag-sns","37":"tag-ultimas","38":"tag-vida-saudavel"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115435796234279402","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/125982","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=125982"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/125982\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/125983"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=125982"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=125982"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=125982"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}