{"id":126200,"date":"2025-10-25T19:50:20","date_gmt":"2025-10-25T19:50:20","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/126200\/"},"modified":"2025-10-25T19:50:20","modified_gmt":"2025-10-25T19:50:20","slug":"uma-pergunta-assombra-a-cidade-proibida-quem-vai-suceder-a-xi-jinping","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/126200\/","title":{"rendered":"Uma pergunta assombra a Cidade Proibida: quem vai suceder a Xi Jinping?"},"content":{"rendered":"<p class=\"wp-caption-text top\">Reuters \/ Khanm \/ EPA<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-180550 size-kopa-image-size-3\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/bd426d57aba57c6d80a4f4d1f4486a3b-783x450.jpg\" alt=\"\" width=\"700\" height=\"402\"  \/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text bot\">O presidente da China, Xi Jinping<\/p>\n<p><strong>Xi Jinping parece acreditar que apenas a sua continuidade \u00e0 frente dos destinos da China pode assegurar a prosperidade do pa\u00eds e sua consolida\u00e7\u00e3o como maior superpot\u00eancia econ\u00f3mica e militar. Mas \u00e0 medida que envelhece, escolher um sucessor tornar-se-\u00e1 mais arriscado e dif\u00edcil.<\/strong><\/p>\n<p>Enquanto os principais dirigentes chineses se reuniam \u00e0 porta fechada em Pequim, na semana que passou, para tra\u00e7ar o rumo estrat\u00e9gico da na\u00e7\u00e3o, uma quest\u00e3o cr\u00edtica n\u00e3o verbalizada pairava sobre os trabalhos: quem vai <strong>suceder a Xi Jinping<\/strong> <strong>\u2014 e quando?<\/strong><\/p>\n<p>Ap\u00f3s 13 anos no poder, o presidente da China consolidou uma autoridade a n\u00edveis que n\u00e3o eram vistos <strong>desde Mao Ts\u00e9-tung<\/strong>. Contudo, a sua relut\u00e2ncia em designar um sucessor cria uma <strong>incerteza crescente<\/strong> sobre o futuro pol\u00edtico do pa\u00eds, nota o <a href=\"https:\/\/www.nytimes.com\/2025\/10\/20\/world\/asia\/china-communist-succession-plenum.html\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" class=\"ext-link\">The New York Times.<\/a><\/p>\n<p>Aos 72 anos, Xi enfrenta o<strong> dilema cl\u00e1ssico do autocrata<\/strong>. Nomear um sucessor arrisca<strong> criar um centro de poder rival<\/strong> que poderia minar a sua actual domin\u00e2ncia, enquanto falhar no estabelecimento de planos claros de sucess\u00e3o amea\u00e7a o seu legado e poderia<strong> desestabilizar a elite pol\u00edtica chinesa<\/strong>.<\/p>\n<p>Este equil\u00edbrio delicado torna-se <strong>cada vez mais prec\u00e1rio<\/strong> \u00e0 medida que Xi envelhece e o <strong>grupo de herdeiros adequados se estreita<\/strong>.<\/p>\n<p>A abordagem de Xi \u00e0 sucess\u00e3o reflcte a sua <strong>profunda desconfian\u00e7a<\/strong> em rela\u00e7\u00e3o aos rivais pol\u00edticos e a sua convic\u00e7\u00e3o de que apenas a continuidade da sua lideran\u00e7a pode assegurar a ascens\u00e3o da China como superpot\u00eancia global.<\/p>\n<p>Xi <strong>eliminou sistematicamente os limites de mandatos<\/strong> e rodeou-se de aliados leais, <strong>removendo efetivamente os mecanismos de transi\u00e7\u00e3o<\/strong> estabelecidos pelos l\u00edderes anteriores.<\/p>\n<p><strong>Esta consolida\u00e7\u00e3o de poder<\/strong>, embora tenha fortalecido a sua posi\u00e7\u00e3o imediata, complica o planeamento a longo prazo para a transi\u00e7\u00e3o de lideran\u00e7a da China.<\/p>\n<p>O actual <strong>Comit\u00e9 Permanente do Politburo<\/strong>, o \u00f3rg\u00e3o de sete membros no topo do poder chin\u00eas, \u00e9 constitu\u00eddo<strong> inteiramente por aliados de longa data<\/strong> de Xi, que t\u00eam agora 60 anos ou mais.<\/p>\n<p><strong>Esta realidade demogr\u00e1fica torna-os candidatos improv\u00e1veis<\/strong> \u00e0 sucess\u00e3o, uma vez que seriam demasiado avan\u00e7ados em idade para liderar a China nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas.<\/p>\n<p><strong>O pr\u00f3prio Xi tinha 54 anos<\/strong> quando ingressou no Comit\u00e9 Permanente em 2007, uma promo\u00e7\u00e3o que sinalizou claramente o seu estatuto de herdeiro aparente.<\/p>\n<p>A abordagem de Xi \u00e0 sucess\u00e3o \u00e9 fortemente influenciada por precedentes hist\u00f3ricos que ele <strong>v\u00ea como exemplos a evitar<\/strong>.<\/p>\n<p>O presidente chin\u00eas criticou <strong>explicitamente a escolha da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica<\/strong> de <strong>Mikhail Gorbachev como sucessor<\/strong>, tendo argumentando que selecionar um reformador <strong>levou diretamente \u00e0 dissolu\u00e7\u00e3o da URSS<\/strong>.<\/p>\n<p>Esta perspetiva molda a insist\u00eancia de Xi de que qualquer futuro l\u00edder deve <strong>demonstrar lealdade inabal\u00e1vel \u00e0s suas pol\u00edticas<\/strong> e enquadramento ideol\u00f3gico.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria pessoal de Xi tamb\u00e9m contextualiza a sua abordagem cautelosa. O seu pai, um alto dirigente do Partido Comunista, <strong>foi purgado por Mao<\/strong>, e o l\u00edder chin\u00eas testemunhou em primeira m\u00e3o a forma como as<strong> divis\u00f5es na lideran\u00e7a<\/strong> durante os protestos pr\u00f3-democracia de 1989 contribu\u00edram para a convuls\u00e3o pol\u00edtica.<\/p>\n<p>Estas experi\u00eancias refor\u00e7aram a sua convic\u00e7\u00e3o de que o planeamento da sucess\u00e3o requer<strong> extremo cuidado para evitar desestabilizar<\/strong> a unidade do partido.<\/p>\n<p>A intoler\u00e2ncia de Xi \u00e0 deslealdade foi demonstrada recentemente quando os militares anunciaram a <strong>expuls\u00e3o de nove oficiais superiores<\/strong> que enfrentam acusa\u00e7\u00f5es de corrup\u00e7\u00e3o e abuso de poder, enviando uma mensagem clara sobre as consequ\u00eancias de desafiar a sua autoridade.<\/p>\n<p>Uma vez que Xi, que at\u00e9 acredita que <a href=\"https:\/\/zap.aeiou.pt\/putin-e-xi-jinping-apanhados-colher-orgaos-humanos-698689\" data-wpel-link=\"internal\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">poderia ser imortal<\/a>, provavelmente vai cumprir <strong>pelo menos mais um mandato completo<\/strong>, a partir de 2027, o seu eventual sucessor ser\u00e1 provavelmente um dirigente nascido na d\u00e9cada de 1970, que estar\u00e1 atualmente na administra\u00e7\u00e3o regional ou em ag\u00eancias do governo central.<\/p>\n<p>Contudo, <strong>identificar e preparar tais candidatos<\/strong> apresenta desafios significativos. Estes dirigentes mais novos devem provar a sua capacidade, enquanto evitam <strong>qualquer apar\u00eancia de ambi\u00e7\u00e3o<\/strong> que possa amea\u00e7ar a posi\u00e7\u00e3o actual de Xi.<\/p>\n<p>O fosso geracional entre Xi e os potenciais sucessores cria complica\u00e7\u00f5es adicionais. Como notam os especialistas, a desconfian\u00e7a de Xi estende-se particularmente a <strong>dirigentes com quem tem apenas rela\u00e7\u00f5es indiretas<\/strong>.<\/p>\n<p>Este ceticismo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s gera\u00e7\u00f5es mais novas, combinado com a sua \u00eanfase no teste de lealdade atrav\u00e9s de dificuldades e responsabilidade, estreita o campo de candidatos vi\u00e1veis.<\/p>\n<p>A incerteza prolongada poderia levar \u00e0 <strong>intensifica\u00e7\u00e3o de manobras<\/strong> nos bastidores entre o c\u00edrculo \u00edntimo de Xi, <strong>\u00e0 medida que os dirigentes se posicionam<\/strong> a si pr\u00f3prios e aos seus protegidos para um potencial avan\u00e7o.<\/p>\n<p>Estas din\u00e2micas arriscam vir a<strong> criar a pr\u00f3pria instabilidade pol\u00edtica<\/strong> que a abordagem centralizada de Xi visa prevenir.<\/p>\n<p>\u00c0 medida que a China continua a sua ascens\u00e3o como pot\u00eancia global, a resolu\u00e7\u00e3o do dilema de sucess\u00e3o de Xi Jinping revelar-se-\u00e1 crucial n\u00e3o apenas para a estabilidade do Partido Comunista mas <strong>para a pr\u00f3pria ordem internacional<\/strong>.<\/p>\n<p>Assim, uma quest\u00e3o permanece: ir\u00e1 Xi conseguir navegar com sucesso este desafio, e <strong>manter o controlo que considera essencial<\/strong> para a ascend\u00eancia continuada da China?<\/p>\n<p>    <a href=\"https:\/\/zap.aeiou.pt\/subscrever-newsletter\" data-wpel-link=\"internal\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">&#13;<br \/>\n        <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-575475\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/1759862234_971_2d51fe4a0ba54894421ead1809309ed9-1-450x140.jpg\" alt=\"Subscreva a Newsletter ZAP\" width=\"450\" height=\"140\"\/>&#13;<br \/>\n    <\/a><\/p>\n<p>                <a href=\"https:\/\/whatsapp.com\/channel\/0029VaIC4EE2f3EJZPPSbR34\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" class=\"ext-link\">&#13;<br \/>\n                    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-575475\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/1759862234_512_c68c559d956d4ca20f435ed74a6e71e6.png\" alt=\"Siga-nos no WhatsApp\" width=\"175\" height=\"64\"\/>&#13;<br \/>\n                <\/a><\/p>\n<p>                <a href=\"https:\/\/news.google.com\/publications\/CAAiEHRwZondIV71PDjWNoqMduEqFAgKIhB0cGaJ3SFe9Tw41jaKjHbh?hl=en-US&amp;gl=US&amp;ceid=US%3Aen\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" class=\"ext-link\">&#13;<br \/>\n                    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-575475\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/1759862235_242_5123dd8b087b644fdb8f8603acd1bad4.png\" alt=\"Siga-nos no Google News\" width=\"176\" height=\"64\"\/>&#13;<br \/>\n  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