{"id":1263,"date":"2025-07-25T17:30:08","date_gmt":"2025-07-25T17:30:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/1263\/"},"modified":"2025-07-25T17:30:08","modified_gmt":"2025-07-25T17:30:08","slug":"um-livro-para-ler-no-fim-de-semana-filho-do-pai-livros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/1263\/","title":{"rendered":"Um livro para ler no fim de semana: Filho do Pai &#8211; Livros"},"content":{"rendered":"<p>Hugo Gon\u00e7alves foi, durante anos, um escritor emocionado. Em tudo o que escrevia o autor punha um deslumbramento, uma curiosidade quase infantil e um \u00eaxtase adolescente. A idade, contudo &#8211; e se tivermos sorte, claro -, bate sempre \u00e0 nossa porta. E o escritor que parecia ter sempre uma roda no ar aterrou, nos \u00faltimos anos, e mostrou-se mais adulto. Tudo isto s\u00e3o, claro, impress\u00f5es &#8211; e a culpa de as termos \u00e9 dele, que nos abriu o cora\u00e7\u00e3o, no d\u00edptico que come\u00e7ou com Filho da M\u00e3e e agora se encerra com Filho do Pai.<\/p>\n<p>                &#13;<br \/>\n                    &#13;<br \/>\n                    <img class=\"img-fluid b-lazy\"\/>&#13;<\/p>\n<p>Vencedor do Pr\u00e9mio Liter\u00e1rio Fernando Namora e autor reconhecido quer pela cr\u00edtica quer pelas tabelas de vendas, Hugo Gon\u00e7alves apresenta, neste livro que chegou \u00e0s bancas em mar\u00e7o deste ano, um texto t\u00e3o \u00edntimo como j\u00e1 o tinha sido Filho da M\u00e3e, que foi lan\u00e7ado em 2019. Sem problemas em se apresentar auto-biogr\u00e1fica, este \u00e9 um livro sobre o que significa hoje ser homem e pai, escrito no caminho entre o nascimento de um pai (Hugo Gon\u00e7alves) e a morte de outro (o pai do autor).<\/p>\n<p>&#8220;Uma morte e um nascimento separados por poucos meses. Um desencontro que impediu Hugo Gon\u00e7alves de ser pai e filho ao mesmo tempo, mas que o levou a indagar a hist\u00f3ria da fam\u00edlia e um patrim\u00f3nio em que a virilidade era uma divisa&#8221;, diz-nos a sinopse do livro.<\/p>\n<p>Num estilo que saltita ente o di\u00e1rio e o romance, Hugo Gon\u00e7alves equilibra-se entre o drama e o humor. E n\u00e3o se esquiva de confiss\u00f5es desconfort\u00e1veis, que podemos imaginar duras de escrever e seguramente dif\u00edceis de ler: &#8220;Da \u00faltima vez que tinha falado com o meu pai, antes do reencontro, dissera-lhe, em jeito de despedida, que estava grato pelo que fizera por mim, mas que a nossa rela\u00e7\u00e3o se interrompia, a bem da minha paz de esp\u00edrito. Ele respondera: &#8220;\u00c9s uma m\u00e1 pessoa, basta ler as coisas que escreves.&#8221;<\/p>\n<p>A doen\u00e7a do pai, um cancro que come\u00e7ara na pr\u00f3stata, contempor\u00e2nea da pandemia que assolou o mundo em 2020, &#8220;tudo domina e destr\u00f3i&#8221;. Est\u00e1 l\u00e1, por\u00e9m, sempre a promessa do filho: &#8220;Quando a M. falava com o beb\u00e9, na barriga, e dizia &#8216;pai&#8217;, referindo-se a mim, a palavra designava ainda, e apenas, o meu pai. Essa palavra-posto deveria ser dele para sempre, e o meu pai persistia em mim.&#8221; E depois est\u00e3o l\u00e1 as ecografias, as expetativas, as mem\u00f3rias de Nova Iorque e do Rio de Janeiro (onde o autor viveu) e do primeiro encontro com a m\u00e3e do filho &#8211; mas est\u00e1 a m\u00e3e, a m\u00e3e de Filho da M\u00e3e, que parece nortear at\u00e9 este Filho do Pai.\u00a0<\/p>\n<p>        &#13;<\/p>\n<p>Artigos Relacionados<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n                &#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n            &#13;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Hugo Gon\u00e7alves foi, durante anos, um escritor emocionado. 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