{"id":126702,"date":"2025-10-26T06:32:12","date_gmt":"2025-10-26T06:32:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/126702\/"},"modified":"2025-10-26T06:32:12","modified_gmt":"2025-10-26T06:32:12","slug":"como-a-comida-desperta-emocoes-e-influencia-a-nossa-saude-mental","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/126702\/","title":{"rendered":"como a comida desperta emo\u00e7\u00f5es e influencia a nossa sa\u00fade mental"},"content":{"rendered":"\n<p class=\" content-text__container theme-color-primary-first-letter\" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> J\u00e1 aconteceu de voc\u00ea sentir um sabor ou um aroma espec\u00edfico e, na mesma hora, aquilo despertar uma lembran\u00e7a repentina ou um s\u00fabito conforto? Pode ser um cheiro de alho dourando na panela que lembra o tempero da comida de algu\u00e9m especial, um bolo de fub\u00e1 que remete aos caf\u00e9s de domingo, uma sopa que aquece como nos dias frios ao lado da fam\u00edlia, um doce que tem gosto de inf\u00e2ncia. Especialistas explicam que o olfato e o paladar est\u00e3o intimamente ligados \u00e0s regi\u00f5es do c\u00e9rebro respons\u00e1veis pela mem\u00f3ria e pelas emo\u00e7\u00f5es. Esse caminho ajuda a explicar por que comer mobiliza tantos sentimentos profundos. <\/p>\n<p>Da fic\u00e7\u00e3o \u00e0 neuroci\u00eancia: o elo real entre comida e mem\u00f3ria<\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> Recentemente, a rela\u00e7\u00e3o entre comida e afeto na fic\u00e7\u00e3o ganhou destaque na miniss\u00e9rie coreana \u201cBon app\u00e9tit, Vossa Majestade\u201d, dispon\u00edvel na Netflix. O drama mostra como os sabores podem funcionar como gatilhos emocionais, unindo personagens, despertando lembran\u00e7as e sentimentos. Tal como acontece na realidade, cada prato servido na trama pela cozinheira chef real vai al\u00e9m da nutri\u00e7\u00e3o: \u00e9 um elo afetivo, carregado de hist\u00f3rias e significados. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> Se na fic\u00e7\u00e3o os sabores funcionam como gatilhos de afeto, na vida real a ci\u00eancia mostra que esse elo entre mem\u00f3ria e comida tem uma base neurol\u00f3gica bem definida. Especialistas afirmam que o paladar e o olfato est\u00e3o diretamente conectados ao sistema l\u00edmbico, \u00e1rea do c\u00e9rebro respons\u00e1vel pelas emo\u00e7\u00f5es e mem\u00f3rias. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> \u2014 Quando sentimos um cheiro ou sabor familiar, o c\u00e9rebro ativa regi\u00f5es como o hipocampo e a am\u00edgdala, que armazenam mem\u00f3rias afetivas. \u00c9 como se esses sentidos fossem atalhos diretos para a nossa \u201ccaixinha de lembran\u00e7as\u201d. Por isso, um simples aroma pode nos transportar imediatamente para um momento da inf\u00e2ncia ou uma lembran\u00e7a marcante \u2014 afirma Aline Quissak, nutricionista, especialista em psicologia da alimenta\u00e7\u00e3o, pesquisadora e CEO do Scanner da Sa\u00fade. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> \u2014 Essa conex\u00e3o \u00e9 t\u00e3o poderosa que usamos termos como \u201cgosto de inf\u00e2ncia\u201d ou \u201ccheiro de casa de v\u00f3\u201d sem pensar \u2014 completa, explicando que isso acontece rapidamente porque o bulbo olfat\u00f3rio, que processa o olfato, tem liga\u00e7\u00e3o direta para o sistema l\u00edmbico, sem precisar passar por \u00e1reas mais racionais do c\u00e9rebro. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> Se por um lado o c\u00e9rebro explica o fen\u00f4meno, por outro, as emo\u00e7\u00f5es d\u00e3o cor a essa experi\u00eancia, nem sempre com lembran\u00e7as boas. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> Segundo Cristiane Pertusi, psic\u00f3loga, psicoterapeuta, coach e presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Terapia Familiar (ABRATEF), todas as nossas recorda\u00e7\u00f5es ficam ligadas ao cheiro, o que significa que tanto coisas boas quanto as ruins podem ser revisitadas atrav\u00e9s do olfato. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> \u2014 Na pr\u00e1tica, muitos traumas ficam ligados ao cheiro. Por exemplo, ex-soldados que t\u00eam lembran\u00e7as ao sentir o cheiro de p\u00f3lvora ou uma mulher que foi assediada pode ter gatilhos por conta de algum cheiro espec\u00edfico \u2014 diz a psic\u00f3loga. <\/p>\n<p>A comida como primeiro afeto<\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> Mas o mesmo mecanismo que pode acionar lembran\u00e7as traum\u00e1ticas tamb\u00e9m desperta sensa\u00e7\u00f5es de conforto e acolhimento. E \u00e9 justamente na rela\u00e7\u00e3o com a comida, desde a inf\u00e2ncia, que esse elo afetivo se revela de forma mais intensa, pois ela \u00e9 o primeiro contato relacional que temos na vida. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> \u2014 Quando somos beb\u00eas, o alimento \u00e9 a primeira forma de prazer que experimentamos e isso n\u00e3o tem rela\u00e7\u00e3o com saciedade. At\u00e9 os 3 anos, a parte cognitiva da crian\u00e7a ainda n\u00e3o est\u00e1 100% formada, ent\u00e3o ela n\u00e3o entende o que \u00e9 fome. Nessa fase, ela v\u00ea o alimento como algo que traz satisfa\u00e7\u00e3o, resultando em uma sensa\u00e7\u00e3o de conforto f\u00edsico e emocional \u2014 explica Pertusi. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> Por esse motivo, ao longo da vida, continuamos associando a comida ao conforto e acolhimento, porque essa \u00e9 a primeira impress\u00e3o que temos dela. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> \u2014 Em momentos de estresse, nosso corpo busca conforto, e a comida entra como uma linguagem que o c\u00e9rebro entende r\u00e1pido: sabores conhecidos e afetivos ativam a produ\u00e7\u00e3o de serotonina e dopamina, os \u201chorm\u00f4nios do bem-estar\u201d. \u00c9 como se o prato dissesse: &#8220;voc\u00ea est\u00e1 seguro, est\u00e1 em casa&#8221; \u2014 afirma Quissak. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> \u00c9 da\u00ed que vem o conceito de comfort food, do ingl\u00eas: uma comida que traz aconchego, aquele prato que fala com o cora\u00e7\u00e3o antes de falar com o est\u00f4mago. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> \u2014 N\u00e3o tem a ver com glamour ou t\u00e9cnica sofisticada, mas sim com mem\u00f3ria, com afeto. Pode ser um arroz com feij\u00e3o, um p\u00e3o de queijo, um ch\u00e1 de erva-doce\u2026 Tudo depende da viv\u00eancia de quem come \u2014 explica a nutricionista. <\/p>\n<p>Quando a comida vira terapia<\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> Nesse sentido, a comida tamb\u00e9m pode ser uma aliada para o cuidado emocional. De acordo com Pertusi, existem v\u00e1rias pr\u00e1ticas terap\u00eauticas que envolvem o uso da comida, do olfato, das refei\u00e7\u00f5es e at\u00e9 do ato de cozinhar como uma ferramenta emocional. Geralmente, elas s\u00e3o aplicadas no formato de exerc\u00edcios pr\u00e1ticos, podendo ser usadas em terapias de casal ou at\u00e9 no trabalho com pacientes em luto. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> \u2014 Para alguns casais, o ato de cozinhar juntos pode trazer efeitos positivos para o relacionamento. Al\u00e9m disso, em outros casos, fazer pratos que lembram um familiar que se foi pode ajudar a lidar com o luto \u2014 explica a psic\u00f3loga, ressaltando que o uso terap\u00eautico da comida varia conforme o perfil de cada paciente e nem sempre \u00e9 indicado. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> Ela acrescenta que, em muitos casos, o trabalho terap\u00eautico envolve ressignificar a rela\u00e7\u00e3o com o ato de comer, transformando refei\u00e7\u00f5es em fam\u00edlia em momentos leves, livres de discuss\u00f5es, ou ajudando pessoas ansiosas a comer com mais calma e consci\u00eancia. Pertusi refor\u00e7a que a comida pode funcionar como um recurso de apoio \u00e0 sa\u00fade emocional, mas \u00e9 apenas um dos caminhos poss\u00edveis, e deve sempre vir acompanhada de uma rela\u00e7\u00e3o equilibrada com o alimento. <\/p>\n<p>Na cozinha, as mem\u00f3rias ganham sabor<\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> Enquanto a ci\u00eancia explica os mecanismos cerebrais e emocionais, na cozinha os sabores viram hist\u00f3rias vivas. Para Giovanna Grossi, chef de cozinha do restaurante Animus e do bar A Casa da Esquina, a comida pode emocionar pela surpresa, pela narrativa e pela conex\u00e3o que cria. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> \u2014 Um prato que me emociona e me transporta para a inf\u00e2ncia \u00e9 a canjica que a gente fazia nas festas juninas em Alagoas, que l\u00e1 a gente chama de curau. Lembro das fogueiras na praia, do milho assando na brasa e da fam\u00edlia reunida. Quando provo algo parecido, volto direto para esses momentos \u2014 conta a chef. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> No dia a dia do trabalho, Grossi explica que sempre tenta construir uma experi\u00eancia que marque seus clientes, mas que n\u00e3o d\u00e1 para saber qual mem\u00f3ria vai ser despertada por um prato. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> \u2014 Muitas vezes, n\u00e3o \u00e9 um ingrediente espec\u00edfico, mas a soma deles no prato: o molho, a textura, o contraste. J\u00e1 ouvi de clientes que a comida que servimos no Animus tem \u201calma\u201d. Acho que \u00e9 essa a sensa\u00e7\u00e3o, quando a comida consegue se conectar a algu\u00e9m de uma forma mais profunda \u2014 diz a chef de cozinha. \u2014 Tem clientes que me abra\u00e7am no final do jantar dizendo que aquilo os lembrou de algu\u00e9m ou de uma situa\u00e7\u00e3o da vida deles \u2014 completa. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> Ao mesmo tempo, em que os sabores nos aproximam e nos trazem uma ideia de \u201clar&#8221;, eles tamb\u00e9m podem nos causar boas surpresas e despertar o nosso subconsciente. Segundo especialistas, \u00e9 poss\u00edvel que pratos diferentes nos fa\u00e7am \u201cviajar\u201d com suas texturas, aromas e gostos. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> \u2014 Quando provamos algo novo, o c\u00e9rebro entra em modo de descoberta, como uma crian\u00e7a curiosa abrindo um presente. Isso ativa \u00e1reas relacionadas \u00e0 recompensa e \u00e0 criatividade, como o c\u00f3rtex orbitofrontal. Experimentar um sabor diferente pode abrir portas sensoriais, estimular a imagina\u00e7\u00e3o e at\u00e9 virar uma nova mem\u00f3ria afetiva para o futuro \u2014 explica Quissak. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> Pertusi acrescenta que cada c\u00e9rebro \u00e9 \u00fanico e funciona de uma maneira diferente diante de um est\u00edmulo. Por isso, a quest\u00e3o dos novos sabores despertarem a imagina\u00e7\u00e3o e os sentidos vai depender da fluidez mental de cada um. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> \u2014 C\u00e9rebros e mentes flex\u00edveis, com bom fluxo mental e que n\u00e3o tem tend\u00eancia de rejei\u00e7\u00e3o ao novo, podem, sim, ser levados pela imagina\u00e7\u00e3o ao sentir um novo aroma ou sabor \u2014 afirma a psic\u00f3loga. <\/p>\n<p>A cozinha como guardi\u00e3 das nossas ra\u00edzes<\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> Assim como novos sabores despertam a imagina\u00e7\u00e3o, os antigos guardam lembran\u00e7as e tradi\u00e7\u00f5es que resistem ao tempo \u2014 e \u00e9 na cozinha regional que essa heran\u00e7a ganha vida. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> Para Grossi, a cozinha regional \u00e9 uma grande fomentadora da identidade coletiva, pois mant\u00e9m vivas pr\u00e1ticas e saberes que n\u00e3o podem se perder. Ao serem incorporados na cozinha contempor\u00e2nea e reinterpretados, ela acredita que esses elementos preservam essa mem\u00f3ria coletiva em circula\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> \u2014 Um prato que representa a minha hist\u00f3ria de vida \u00e9 a moqueca: ela fala de Brasil, de mar, de encontro, de mesa cheia. Cresci no Nordeste comendo peixe e frutos do mar e sempre estive nos restaurantes da minha fam\u00edlia. Depois, viajei muito, estudei t\u00e9cnicas diferentes, mas esse repert\u00f3rio sempre volta. A moqueca, para mim, junta origem e trajet\u00f3ria \u2014 conclui a chef. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> No fim, \u00e9 assim que a comida cumpre seu papel mais humano: alimentar o corpo, despertar mem\u00f3rias e aquecer a alma. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> *Estagi\u00e1ria sob supervis\u00e3o de Adriana Dias Lopes <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"J\u00e1 aconteceu de voc\u00ea sentir um sabor ou um aroma espec\u00edfico e, na mesma hora, aquilo despertar uma&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":126703,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[86],"tags":[116,32,33,679,117],"class_list":{"0":"post-126702","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-saude","8":"tag-health","9":"tag-portugal","10":"tag-pt","11":"tag-reportagem","12":"tag-saude"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115439071603032214","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/126702","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=126702"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/126702\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/126703"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=126702"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=126702"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=126702"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}