{"id":126772,"date":"2025-10-26T08:30:12","date_gmt":"2025-10-26T08:30:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/126772\/"},"modified":"2025-10-26T08:30:12","modified_gmt":"2025-10-26T08:30:12","slug":"e-paper-retinal-ecra-minusculo-usado-na-pupila-promete-acabar-com-telemoveis-e-monitores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/126772\/","title":{"rendered":"E-paper retinal: ecr\u00e3 min\u00fasculo usado na pupila promete acabar com telem\u00f3veis e monitores"},"content":{"rendered":"<p class=\"wp-caption-text top\">ZAP \/\/ Depositphotos <\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-707849 size-kopa-image-size-3\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/f2a7e899b5af7365d70d252f3fd387dd-1-783x450.jpg\" alt=\"\" width=\"700\" height=\"402\"  \/><\/p>\n<p><strong>Uma equipa internacional de investigadores criou um ecr\u00e3 de papel eletr\u00f3nico\u00a0 t\u00e3o min\u00fasculo que cabe na retina do olho. O dispositivo tem uma resolu\u00e7\u00e3o de 25 mil pixels por polegada, igual \u00e0 da vis\u00e3o humana.<\/strong><\/p>\n<p>Imagine estar sentado ao sol, a ver algo num <strong>ecr\u00e3 digital fino como papel<\/strong>, mas com a mesma qualidade de imagem do seu dispositivo m\u00f3vel ou televisor.<\/p>\n<p>Este cen\u00e1rio de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica est\u00e1 prestes a tornar-se realidade, gra\u00e7as a um estudo conduzido por investigadores da Universidade de Uppsala e da Universidade de Tecnologia de Chalmers, na Su\u00e9cia, que criaram uma forma revolucion\u00e1ria de \u201c<strong>papel electr\u00f3nico<\/strong>\u201d que poder\u00e1 alterar a forma como interagimos com ecr\u00e3s.<\/p>\n<p>Este papel electr\u00f3nico retinal, ou <strong>E-paper retinal<\/strong>, capaz de mostrar imagens coloridas realistas com pixels mais pequenos do que um \u00fanico fotorreceptor humano, foi apresentado num <a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41586-025-09642-3\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" class=\"ext-link\">artigo<\/a> publicado na revista Nature.<\/p>\n<p>Segundo os seus criadores, \u00e9 o ecr\u00e3 com os <strong>pixels mais pequenos<\/strong> alguma vez vistos e com a <strong>maior resolu\u00e7\u00e3o poss\u00edvel<\/strong> que o olho humano consegue perceber.<\/p>\n<p>Com uma resolu\u00e7\u00e3o superior a<strong> 25.000 pixels por polegada<\/strong>, supera os desafios tecnol\u00f3gicos que t\u00eam travado durante anos o desenvolvimento de ecr\u00e3s em miniatura para realidade virtual e aumentada, e os limites f\u00edsicos que limitavam a miniaturiza\u00e7\u00e3o de telem\u00f3veis, rel\u00f3gios e outros dispositivos.<\/p>\n<p>A inven\u00e7\u00e3o promete <strong>tornar obsoletos dispositivos atuais<\/strong> como telem\u00f3veis e ecr\u00e3s de computador e <strong>alterar radicalmente a forma como interagimos<\/strong> diariamente com a informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cA tecnologia que desenvolvemos pode proporcionar novas formas de interagir com a informa\u00e7\u00e3o e o mundo que nos rodeia\u201d, explica destaca <strong>Kunli Xiong<\/strong>, investigadora da Universidade de Uppsala, em comunicado publicado no <a href=\"https:\/\/www.eurekalert.org\/news-releases\/1102921\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" class=\"ext-link\">EurekAlert<\/a>.<\/p>\n<p>\u201cEste papel eletr\u00f3nico retinal, poder\u00e1 expandir as possibilidades criativas, melhorar a colabora\u00e7\u00e3o remota e at\u00e9 acelerar a investiga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica\u201d, acrescenta a investigadora.<\/p>\n<p>Como funciona<\/p>\n<p>A tecnologia deste ecr\u00e3 abandona o <strong>conceito tradicional de pixel luminoso<\/strong>, como aquele que muito provavelmente permite que esteja a ler este artigo.<\/p>\n<p>Em vez de depender de microLEDs, que deixam de funcionar corretamente quando s\u00e3o mais pequenos que um micr\u00f3metro, os investigadores usaram o que chamam de <strong>metapixels<\/strong> \u2014 nanopart\u00edculas de \u00f3xido de tungst\u00e9nio que refletem a luz de forma diferente consoante o seu tamanho e disposi\u00e7\u00e3o e s\u00e3o manipul\u00e1veis atrav\u00e9s de corrente el\u00e9trica.<\/p>\n<p>O princ\u00edpio \u00e9 semelhante ao dos <strong>pigmentos da plumagem das aves<\/strong>, que adotam cores distintas consoante a forma como a luz incide sobre eles.<\/p>\n<p>O nanoecr\u00e3 assim concebido <strong>\u00e9 passivo e n\u00e3o necessita de fonte de luz pr\u00f3pria<\/strong>, o que, segundo os investigadores, faz desaparecer problemas como o \u201ccolor bleeding\u201d, um defeito que ocorre nos ecr\u00e3s dos pain\u00e9is LCD quando a luz da retroilumina\u00e7\u00e3o ou a cor de um p\u00edxel se infiltra nas \u00e1reas adjacentes onde n\u00e3o deveria aparecer.<\/p>\n<p>O dispositivo elimina tamb\u00e9m o<strong> problema da falta de uniformidade<\/strong> que afeta os pixels convencionais quando s\u00e3o demasiado pequenos.<\/p>\n<p>\u201cIsto significa que<strong> cada pixel corresponde a um fotorrecetor<\/strong> no olho, ou seja, \u00e0s <strong>c\u00e9lulas nervosas da retina que convertem a luz em sinais biol\u00f3gicos<\/strong>. Os humanos n\u00e3o conseguem perceber uma resolu\u00e7\u00e3o superior a esta\u201d, diz <strong>Andreas Dahlin<\/strong>, investigador da Universidade de Chalmers e\u00a0 tamb\u00e9m co-autor do estudo.<\/p>\n<p>Para demonstrar a efic\u00e1cia do diminuto ecr\u00e3, os autores do estudo reproduziram <strong>\u201cO Beijo\u201d, a famosa obra de Gustav Klimt<\/strong>, numa superf\u00edcie de apenas 1,4 x 1,9 mil\u00edmetros, uma quarta mil\u00e9sima parte do tamanho de um smartphone padr\u00e3o, com uma resolu\u00e7\u00e3o perfeita.<\/p>\n<p class=\"wp-caption-text top\">Xiong, K. et al \/ Nature<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-707817\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/8f1e4962983d0fff67daeeec78a860b0-700x287.jpg\" alt=\"\" width=\"700\" height=\"287\"  \/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text bot\">Compara\u00e7\u00e3o lado a lado de \u201cO Beijo\u201d, de Gustav Klimt, em papel eletr\u00f3nico retina e um smartphone. O papel eletr\u00f3nico retina tem aproximadamente 1\/4000 do tamanho do ecr\u00e3 do smartphone, mas as suas cores s\u00e3o produzidas por subpixels ciano, magenta e amarelo dispostos com precis\u00e3o.<\/p>\n<p>O impacto desta inven\u00e7\u00e3o vai <strong>muito al\u00e9m de melhorar a qualidade visual<\/strong> de dispositivos existentes.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 um grande avan\u00e7o no desenvolvimento de ecr\u00e3s que se podem miniaturizar enquanto se <strong>melhora a qualidade e se reduz o consumo energ\u00e9tico<\/strong>\u201c, assegura <strong>Giovanni Volpe<\/strong>, investigador da Universidade de Gotemburgo, e co-autor do estudo.<\/p>\n<p>As <strong>aplica\u00e7\u00f5es potenciais s\u00e3o praticamente ilimitadas<\/strong>. Desde \u00f3culos de realidade virtual que reproduzam mundos digitais indistingu\u00edveis da realidade f\u00edsica, at\u00e9 dispositivos m\u00e9dicos implant\u00e1veis que projetem informa\u00e7\u00e3o vital diretamente no campo visual do utilizador.<\/p>\n<p>A miniaturiza\u00e7\u00e3o extrema abre tamb\u00e9m a porta a <a href=\"https:\/\/zap.aeiou.pt\/tag\/wearable-technologies\" data-wpel-link=\"internal\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">wearables<\/a> quase impercet\u00edveis, onde a tecnologia se integra de forma quase invis\u00edvel em objetos quotidianos ou at\u00e9 no pr\u00f3prio corpo humano.<\/p>\n<p>\u201cEste avan\u00e7o abre caminho para a <strong>cria\u00e7\u00e3o de mundos virtuais<\/strong> que s\u00e3o visualmente<strong> indistingu\u00edveis da realidade<\/strong>\u201c, concluem os autores do estudo.<\/p>\n<p>    <a href=\"https:\/\/zap.aeiou.pt\/subscrever-newsletter\" data-wpel-link=\"internal\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">&#13;<br \/>\n        <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-575475\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/1759862234_971_2d51fe4a0ba54894421ead1809309ed9-1-450x140.jpg\" alt=\"Subscreva a Newsletter ZAP\" width=\"450\" height=\"140\"\/>&#13;<br \/>\n    <\/a><\/p>\n<p>                <a href=\"https:\/\/whatsapp.com\/channel\/0029VaIC4EE2f3EJZPPSbR34\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" class=\"ext-link\">&#13;<br \/>\n                    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-575475\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/1759862234_512_c68c559d956d4ca20f435ed74a6e71e6.png\" alt=\"Siga-nos no WhatsApp\" width=\"175\" height=\"64\"\/>&#13;<br \/>\n                <\/a><\/p>\n<p>                <a href=\"https:\/\/news.google.com\/publications\/CAAiEHRwZondIV71PDjWNoqMduEqFAgKIhB0cGaJ3SFe9Tw41jaKjHbh?hl=en-US&amp;gl=US&amp;ceid=US%3Aen\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" class=\"ext-link\">&#13;<br \/>\n                    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-575475\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/1759862235_242_5123dd8b087b644fdb8f8603acd1bad4.png\" alt=\"Siga-nos no Google News\" width=\"176\" height=\"64\"\/>&#13;<br \/>\n                <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"ZAP \/\/ Depositphotos Uma equipa internacional de investigadores criou um ecr\u00e3 de papel eletr\u00f3nico\u00a0 t\u00e3o min\u00fasculo que cabe&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":126773,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[84],"tags":[109,8514,107,108,22147,2172,32,33,105,103,104,106,110,15489],"class_list":{"0":"post-126772","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-ciencia-e-tecnologia","8":"tag-ciencia","9":"tag-ciencia-dos-materiais","10":"tag-ciencia-e-tecnologia","11":"tag-cienciaetecnologia","12":"tag-engenharia","13":"tag-inovacao","14":"tag-portugal","15":"tag-pt","16":"tag-science","17":"tag-science-and-technology","18":"tag-scienceandtechnology","19":"tag-technology","20":"tag-tecnologia","21":"tag-wearable-technologies"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115439535821674734","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/126772","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=126772"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/126772\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/126773"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=126772"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=126772"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=126772"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}