{"id":127616,"date":"2025-10-26T22:14:10","date_gmt":"2025-10-26T22:14:10","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/127616\/"},"modified":"2025-10-26T22:14:10","modified_gmt":"2025-10-26T22:14:10","slug":"colisao-entre-buracos-negros-confirma-previsoes-feitas-ha-decadas-por-einstein-e-hawking","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/127616\/","title":{"rendered":"Colis\u00e3o entre buracos negros confirma previs\u00f5es feitas h\u00e1 d\u00e9cadas por Einstein e Hawking"},"content":{"rendered":"<p>Os astr\u00f3nomos detetaram uma colis\u00e3o entre dois buracos negros com um detalhe sem precedentes, oferecendo a vis\u00e3o mais n\u00edtida at\u00e9 hoje sobre a natureza destas estranhas entidades c\u00f3smicas e confirmando previs\u00f5es antigas feitas pelos lend\u00e1rios f\u00edsicos Albert Einstein e Stephen Hawking.<\/p>\n<p>O evento, designado GW250114, tornou-se conhecido em janeiro, quando os investigadores o detetaram atrav\u00e9s do Observat\u00f3rio de Ondas Gravitacionais por Interferometria Laser (LIGO) \u2014 um conjunto de dois instrumentos id\u00eanticos situados em Livingston (Louisiana) e Hanford (Washington). Os instrumentos registaram ondas gravitacionais, pequenas ondula\u00e7\u00f5es no espa\u00e7o-tempo produzidas pelo choque entre os dois buracos negros.<\/p>\n<p>Procurar ondas gravitacionais \u2014 fen\u00f3menos previstos em 1915 como parte da teoria da relatividade de Einstein \u2014 \u00e9 a \u00fanica forma de identificar colis\u00f5es de buracos negros a partir da Terra. Einstein acreditava que as ondas seriam demasiado fracas para serem detetadas pela tecnologia humana, mas, em setembro de 2015, o LIGO registou-as pela primeira vez, conquista que viria a render um Pr\u00e9mio Nobel a tr\u00eas cientistas que deram contributos decisivos para o desenvolvimento deste \u201ctelesc\u00f3pio de buracos negros\u201d.<\/p>\n<p>Os buracos negros recentemente detetados tinham cada um cerca de 30 a 35 vezes a massa do Sol e rodavam muito lentamente, revelou Maximiliano Isi, professor assistente de astronomia na Universidade de Columbia e astrof\u00edsico do Centro de Astrof\u00edsica Computacional do Instituto Flatiron, em Nova Iorque. Isi liderou um novo estudo do cons\u00f3rcio LIGO-Virgo-KAGRA com base nos dados do GW250114, publicado na quarta-feira na revista Physical Review Letters.<\/p>\n<p>\u201cOs buracos negros estavam a cerca de mil milh\u00f5es de anos-luz de dist\u00e2ncia e orbitavam um ao outro quase em c\u00edrculo perfeito\u201d, afirmou Isi. \u201cO buraco negro resultante tinha cerca de 63 vezes a massa do Sol e girava a 100 rota\u00e7\u00f5es por segundo.\u201d<\/p>\n<p>Estas caracter\u00edsticas tornam a fus\u00e3o uma r\u00e9plica quase exata da primeira dete\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica h\u00e1 dez anos, observou Isi. \u201cMas agora, como os instrumentos melhoraram imenso desde ent\u00e3o, conseguimos observar estes dois buracos negros com muito mais clareza, \u00e0 medida que se aproximaram e se fundiram num s\u00f3\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>Isi sublinhou que esta observa\u00e7\u00e3o oferece aos cientistas uma nova perspetiva sobre a din\u00e2mica do espa\u00e7o e do tempo.<\/p>\n<p>Einstein e o toque de um sino c\u00f3smico <\/p>\n<p>O LIGO \u2014 que conta tamb\u00e9m com dois instrumentos \u201cirm\u00e3os\u201d mais pequenos, o Virgo (em It\u00e1lia) e o KAGRA (no Jap\u00e3o) \u2014 \u00e9 gerido por uma comunidade cient\u00edfica global com cerca de 1.600 investigadores. Funciona detetando min\u00fasculas varia\u00e7\u00f5es no espa\u00e7o provocadas pelas ondas gravitacionais, correspondentes a \u201cuma altera\u00e7\u00e3o de dist\u00e2ncia mil vezes menor do que o raio do n\u00facleo de um \u00e1tomo\u201d, explicou Isi. At\u00e9 agora, os cientistas j\u00e1 o usaram para observar mais de 300 fus\u00f5es de buracos negros.<\/p>\n<p>No in\u00edcio deste ano, o instrumento detetou a colis\u00e3o mais massiva at\u00e9 \u00e0 data, entre dois buracos negros com aproximadamente 100 e 140 vezes a massa solar.<\/p>\n<p>Desde o seu lan\u00e7amento, v\u00e1rios componentes essenciais do LIGO \u2014 incluindo os lasers e os espelhos \u2014 foram modernizados para aumentar a precis\u00e3o e reduzir o ru\u00eddo de fundo. Esta melhoria tornou a nova observa\u00e7\u00e3o mais de tr\u00eas vezes mais precisa do que a primeira, h\u00e1 uma d\u00e9cada.<\/p>\n<p>Essa clareza sem precedentes permitiu aos astr\u00f3nomos confirmar com o GW250114 previs\u00f5es sobre buracos negros formuladas h\u00e1 d\u00e9cadas por f\u00edsicos de renome.<\/p>\n<p>A primeira previs\u00e3o, elaborada em 1963 pelo matem\u00e1tico neozeland\u00eas Roy Kerr, baseia-se na teoria da relatividade geral de Einstein e afirma que os buracos negros devem ser objetos paradoxalmente simples, descritos por uma \u00fanica equa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cSim, os buracos negros s\u00e3o misteriosos e complexos, com implica\u00e7\u00f5es profundas para a evolu\u00e7\u00e3o do universo\u201d, explicou Isi, \u201cmas, matematicamente, pensamos que podem ser descritos apenas com dois n\u00fameros. Tudo o que h\u00e1 para saber sobre eles depende do seu tamanho \u2014 ou seja, da sua massa \u2014 e da velocidade a que rodam.\u201d<\/p>\n<p>Para testar esta teoria, os investigadores recorreram a uma caracter\u00edstica \u00fanica das colis\u00f5es de buracos negros: um \u201ctoque\u201d ou vibra\u00e7\u00e3o, semelhante ao som de um sino depois de ser atingido. \u201cSe tiver um sino e o bater com um martelo, ele vai tocar\u201d, observou Isi. \u201cA altura e a dura\u00e7\u00e3o do som, as suas caracter\u00edsticas, dizem-lhe algo sobre a composi\u00e7\u00e3o do sino. Com os buracos negros acontece algo semelhante \u2014 eles \u2018ressoam\u2019 em ondas gravitacionais.\u201d<\/p>\n<p>Esta resson\u00e2ncia cont\u00e9m informa\u00e7\u00f5es sobre a estrutura do buraco negro e o espa\u00e7o \u00e0 sua volta, acrescentou Isi. Embora o fen\u00f3meno j\u00e1 tivesse sido observado de forma t\u00e9nue anteriormente, o GW250114 devolveu um sinal com dois modos \u2014 um fundamental e um harm\u00f3nico \u2014 com muito mais nitidez.<\/p>\n<p>\u201cIdentific\u00e1mos duas componentes dessa vibra\u00e7\u00e3o, o que nos permitiu confirmar que este buraco negro \u00e9 realmente compat\u00edvel com uma descri\u00e7\u00e3o baseada apenas em dois n\u00fameros: massa e rota\u00e7\u00e3o\u201d, explicou. \u201cE isto \u00e9 fundamental para a nossa compreens\u00e3o do funcionamento do espa\u00e7o e do tempo \u2014 estes buracos negros devem ser, de certo modo, desprovidos de caracter\u00edsticas. \u00c9 a primeira vez que conseguimos v\u00ea-lo de forma t\u00e3o convincente.\u201d<br \/>\u00a0<\/p>\n<p>O teorema da \u00e1rea de Hawking <\/p>\n<p>A segunda previs\u00e3o confirmada pelo GW250114 foi feita em 1971 pelo f\u00edsico brit\u00e2nico Stephen Hawking, e afirma que, quando dois buracos negros se fundem, a \u00e1rea de superf\u00edcie resultante deve ser igual ou superior \u00e0 soma das \u00e1reas dos buracos negros originais.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 um teorema profundo, mas muito simples, que diz que a \u00e1rea total da superf\u00edcie de um buraco negro nunca pode diminuir \u2014 s\u00f3 pode aumentar ou permanecer igual\u201d, explicou Isi.<\/p>\n<p>Embora observa\u00e7\u00f5es anteriores do LIGO j\u00e1 tivessem fornecido ind\u00edcios da validade do teorema, a nitidez deste novo sinal d\u00e1 aos investigadores uma confian\u00e7a sem precedentes, acrescentou.<\/p>\n<p>\u201cComo conseguimos identificar a parte do sinal que vem dos buracos negros ainda separados, conseguimos deduzir as suas \u00e1reas a partir da\u00ed\u201d, detalhou. \u201cDepois analisamos a parte final do sinal, proveniente do buraco negro resultante, e medimos a sua pr\u00f3pria \u00e1rea.\u201d<\/p>\n<p>Tal como a equa\u00e7\u00e3o de Kerr, o teorema de Hawking tamb\u00e9m assenta na obra de Einstein: \u201cAs teorias de Einstein s\u00e3o o sistema operativo de tudo isto\u201d, explicou Isi.<\/p>\n<p>Kip Thorne, um dos tr\u00eas laureados com o Pr\u00e9mio Nobel pelas contribui\u00e7\u00f5es ao LIGO, contou que Hawking lhe telefonou assim que soube da dete\u00e7\u00e3o de ondas gravitacionais em 2015, perguntando se o observat\u00f3rio conseguiria testar o seu teorema. \u201cSe Hawking fosse vivo, teria ficado encantado ao ver a \u00e1rea dos buracos negros fundidos aumentar\u201d, afirmou Thorne sobre o c\u00e9lebre f\u00edsico, falecido em 2018, num comunicado sobre as novas descobertas.<\/p>\n<p>\u00c9 not\u00e1vel, observou Isi, como este trabalho te\u00f3rico seminal est\u00e1 a ser confirmado d\u00e9cadas depois, gra\u00e7as a instrumentos avan\u00e7ados. Confirmar a equa\u00e7\u00e3o de Hawking, acrescentou, pode ter implica\u00e7\u00f5es importantes para um dos grandes objetivos da f\u00edsica moderna: conciliar a teoria da relatividade geral, que descreve a gravidade, com a mec\u00e2nica qu\u00e2ntica, que explica o mundo subat\u00f3mico.<\/p>\n<p>\u201cO LIGO criou uma nova \u00e1rea inteira da astronomia. Revolucionou a forma como pensamos sobre objetos compactos, especialmente buracos negros\u201d, afirmou Isi. \u201cAntes do LIGO, nem sequer t\u00ednhamos a certeza de que os buracos negros pudessem fundir-se e colidir desta forma.\u201d<\/p>\n<p> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" height=\"389\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/68f26a46d34ee0c2fed160c0.webp\" width=\"700\"\/> <\/p>\n<p>   Este gr\u00e1fico representa as descobertas feitas pela rede LIGO-Virgo-KAGRA (LVK) desde a primeira dete\u00e7\u00e3o do LIGO, em 2015, de ondas gravitacionais emanadas de um par de buracos negros em colis\u00e3o. Caltech <\/p>\n<p>Um marco esperado h\u00e1 muito tempo <\/p>\n<p>As ondas gravitacionais s\u00e3o extremamente fracas, e a tarefa colossal de as detetar \u00e9 frequentemente comparada a \u201cprocurar uma agulha num palheiro\u201d, afirmou Emanuele Berti, professor de f\u00edsica e astronomia na Universidade Johns Hopkins, que n\u00e3o participou no estudo. Berti descreveu os detetores do LIGO como \u201caparelhos auditivos\u201d que ajudam nesse processo.<\/p>\n<p>\u201cUm grande grupo de cientistas passou os \u00faltimos dez anos a melhorar esses aparelhos auditivos, e agora conseguimos \u2018ouvir\u2019 os sinais com muito mais nitidez\u201d, afirmou por email. \u201cPodemos agora testar princ\u00edpios fundamentais da gravidade que h\u00e1 dez anos eram imposs\u00edveis de testar.\u201d<\/p>\n<p>Entre esses princ\u00edpios, acrescentou, est\u00e1 a ideia de que os buracos negros s\u00e3o os objetos macrosc\u00f3picos mais simples do universo. O n\u00edvel de detalhe da \u201cresson\u00e2ncia\u201d produzida pela colis\u00e3o GW250114 permite afirmar com confian\u00e7a que o objeto final \u00e9 consistente com os buracos negros previstos pela relatividade geral de Einstein \u2014 algo que Berti descreveu como \u201cprofundamente entusiasmante.\u201d<\/p>\n<p>Leor Barack, professor de f\u00edsica matem\u00e1tica na Universidade de Southampton, no Reino Unido, que tamb\u00e9m n\u00e3o participou no estudo, observou que, entre os mais de 300 eventos de fus\u00e3o de buracos negros registados pelo LIGO, este \u00e9 \u201cparticularmente espetacular\u201d e descreveu o novo estudo como uma an\u00e1lise h\u00e1 muito aguardada. Os cientistas conseguiram extrair dois tons puros do buraco negro remanescente \u00e0 medida que este se estabilizava na sua forma final.<\/p>\n<p>\u201cIsto incluiu, pela primeira vez, a extra\u00e7\u00e3o n\u00edtida do primeiro \u2018harm\u00f3nico\u2019, um som mais t\u00e9nue e harmonioso do toque do buraco negro, al\u00e9m do tom principal\u201d, explicou. \u201cEste tipo de teste \u00e9 o mais preciso at\u00e9 \u00e0 data, de longe.\u201d<\/p>\n<p>O estudo representa um marco significativo na astronomia das ondas gravitacionais, afirmou Macarena Lagos, professora assistente no Instituto de Astrof\u00edsica da Universidade Andr\u00e9s Bello, no Chile, que tamb\u00e9m n\u00e3o participou no trabalho.<\/p>\n<p>Lagos concordou que a dete\u00e7\u00e3o de um segundo tom na \u201cresson\u00e2ncia\u201d do buraco negro \u00e9 particularmente relevante, acrescentando que o GW250114 demonstra o sucesso das melhorias cont\u00ednuas do LIGO e mostra que as dete\u00e7\u00f5es de ondas gravitacionais podem testar a f\u00edsica fundamental de formas nunca antes poss\u00edveis.<\/p>\n<p>\u201cEmbora os testes atuais da gravidade ainda apresentem grandes incertezas, este trabalho estabelece as bases para futuras dete\u00e7\u00f5es de qualidade ainda superior, esperadas nos pr\u00f3ximos anos\u201d, afirmou Lagos num email. \u201cEssas futuras observa\u00e7\u00f5es prometem fornecer testes mais precisos da nossa compreens\u00e3o do espa\u00e7o-tempo e da gravidade.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Os astr\u00f3nomos detetaram uma colis\u00e3o entre dois buracos negros com um detalhe sem precedentes, oferecendo a vis\u00e3o mais&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":127617,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[84],"tags":[5883,609,836,611,27,20628,109,107,108,607,608,333,832,604,135,610,476,1008,121,301,830,603,570,831,833,62,834,13,835,602,52,32,33,105,103,104,29160,106,110,29,2077],"class_list":{"0":"post-127616","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-ciencia-e-tecnologia","8":"tag-albert-einstein","9":"tag-alerta","10":"tag-analise","11":"tag-ao-minuto","12":"tag-breaking-news","13":"tag-buraco-negro","14":"tag-ciencia","15":"tag-ciencia-e-tecnologia","16":"tag-cienciaetecnologia","17":"tag-cnn","18":"tag-cnn-portugal","19":"tag-comentadores","20":"tag-costa","21":"tag-crime","22":"tag-desporto","23":"tag-direto","24":"tag-economia","25":"tag-espaco","26":"tag-fisica","27":"tag-governo","28":"tag-guerra","29":"tag-justica","30":"tag-live","31":"tag-mais-vistas","32":"tag-marcelo","33":"tag-mundo","34":"tag-negocios","35":"tag-noticias","36":"tag-opiniao","37":"tag-pais","38":"tag-politica","39":"tag-portugal","40":"tag-pt","41":"tag-science","42":"tag-science-and-technology","43":"tag-scienceandtechnology","44":"tag-stephen-hawking","45":"tag-technology","46":"tag-tecnologia","47":"tag-ultimas","48":"tag-universo"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":"Validation failed: Text character limit of 500 exceeded"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/127616","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=127616"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/127616\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/127617"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=127616"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=127616"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=127616"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}