{"id":127839,"date":"2025-10-27T01:58:10","date_gmt":"2025-10-27T01:58:10","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/127839\/"},"modified":"2025-10-27T01:58:10","modified_gmt":"2025-10-27T01:58:10","slug":"as-moedas-e-as-notas-estao-em-vias-de-extincao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/127839\/","title":{"rendered":"As moedas e as notas est\u00e3o em vias de extin\u00e7\u00e3o?"},"content":{"rendered":"<blockquote class=\"ngx-blockquote\"><p>O passado e o futuro<\/p><\/blockquote>\n<p data-remotead-prev-elm=\"true\" data-remotead-elm-id=\"inread\">As moedas met\u00e1licas, com valor reconhecido pelo Estado, foram inventadas no s\u00e9culo VII a.C., no reino da L\u00eddia, atual Turquia. \u00c9 preciso recuar muito no tempo para chegar l\u00e1. Mas, desde ent\u00e3o, j\u00e1 evolu\u00edmos muito e inventaram-se tantas outras formas de pagamento: cart\u00f5es magn\u00e9ticos, de d\u00e9bito ou cr\u00e9dito, carteiras digitais para pagamento contactless com os smartphones, como o Apple Pay ou o Google Pay, transa\u00e7\u00f5es digitais atrav\u00e9s do contacto telef\u00f3nico (como o MBWay) e at\u00e9 criptomoedas.<\/p>\n<p>Comecemos, pois, pelo princ\u00edpio. \u00c9 verdade que cada vez menos se utiliza dinheiro em numer\u00e1rio ou, como se diz na g\u00edria, dinheiro vivo. Por\u00e9m, ele est\u00e1 ainda longe da extin\u00e7\u00e3o. Porqu\u00ea? \u00c9 que mais de metade de todos os pagamentos na Europa ainda s\u00e3o feitos com notas. Para sermos mais exatos, na zona euro, 52% das transa\u00e7\u00f5es foram feitas com numer\u00e1rio em 2024. Apesar disso, o que os dados nos mostram \u00e9 que hoje, e sobretudo desde a pandemia, reservamos o dinheiro f\u00edsico para pagar valores mais baixos &#8211; os pagamentos acima dos 50 euros j\u00e1 s\u00e3o dominados por cart\u00f5es e pagamentos digitais. E esta \u00e9 uma tend\u00eancia generalizada.<\/p>\n<blockquote class=\"ngx-blockquote\"><p>A realidade da Europa<\/p><\/blockquote>\n<p>Em 14 dos 20 pa\u00edses da zona euro, o dinheiro vivo ainda \u00e9 o m\u00e9todo mais utilizado. Mas h\u00e1 grandes varia\u00e7\u00f5es. Por exemplo, nos Pa\u00edses Baixos o numer\u00e1rio j\u00e1 s\u00f3 representa 22% dos pagamentos, enquanto que no sul da Europa e na Europa oriental as transa\u00e7\u00f5es ainda s\u00e3o muito dominadas pelas notas e moedas f\u00edsicas. Para teres uma ideia, este m\u00e9todo de pagamento ainda representa 64% do total de transa\u00e7\u00f5es na Eslov\u00e9nia, 61% em It\u00e1lia, 57% em Espanha e 54% em Portugal. H\u00e1 algumas raz\u00f5es para isso, uma das principais \u00e9 a idade, que muitas vezes determina um baixo acesso a meios digitais. E tamb\u00e9m h\u00e1 a quest\u00e3o da privacidade, porque quando pagas em dinheiro, n\u00e3o ficam registos da tua compra. Em contrapartida, no norte e no ocidente da Europa j\u00e1 toda a gente est\u00e1 menos dependente do dinheiro f\u00edsico, tanto que esses pagamentos s\u00f3 representam 27% na Finl\u00e2ndia, 37% no Luxemburgo, 39% na B\u00e9lgica ou 43% em Fran\u00e7a.<\/p>\n<blockquote class=\"ngx-blockquote\"><p>Zonas &#8220;no cash&#8221;<\/p><\/blockquote>\n<p data-remotead-prev-elm=\"true\" data-remotead-elm-id=\"centro1\">Em algumas regi\u00f5es da Europa j\u00e1 h\u00e1 at\u00e9 estabelecimentos que n\u00e3o aceitam pagamentos em dinheiro vivo. Por exemplo, nos Pa\u00edses Baixos \u00e9 comum encontrar essa realidade. E fora da zona do euro, nomeadamente em Inglaterra, sobretudo em Londres, a capital, tamb\u00e9m \u00e9 habitual encontrar com\u00e9rcio onde a regra \u00e9 &#8220;no cash&#8221;.<\/p>\n<blockquote class=\"ngx-blockquote\"><p>E no resto do Mundo?<\/p><\/blockquote>\n<p>Pelo Mundo, as moedas variam muito de acordo com o continente onde estamos. Muitas na\u00e7\u00f5es t\u00eam moedas pr\u00f3prias, embora algumas delas sejam usadas globalmente. \u00c9 o caso do d\u00f3lar, usado nos Estados Unidos e Am\u00e9rica Central. Ou do euro, usado em grande parte dos pa\u00edses da Europa. Mas olhemos para o panorama global. Em \u00c1frica, onde o franco CFA \u00e9 a moeda de mais de uma dezena de pa\u00edses, a maior parte da popula\u00e7\u00e3o ainda usa dinheiro vivo. Na Am\u00e9rica do Norte, pelo contr\u00e1rio, os pagamentos j\u00e1 s\u00e3o altamente digitalizados. Na \u00c1sia, a realidade \u00e9 mais variada. Por exemplo, na China, onde a moeda \u00e9 o yuan, h\u00e1 uma forte digitaliza\u00e7\u00e3o. Enquanto que no Jap\u00e3o (a moeda \u00e9 o iene), apesar de ser um pa\u00eds de alta tecnologia, ainda se valoriza muito o dinheiro em numer\u00e1rio, muito embora a emiss\u00e3o de notas esteja a cair.<\/p>\n<blockquote class=\"ngx-blockquote\"><p>H\u00e1 pa\u00edses e pa\u00edses<\/p><\/blockquote>\n<p>Em resumo, em pa\u00edses mais avan\u00e7ados, o uso do dinheiro vivo est\u00e1 a cair. Mas em pa\u00edses onde a digitaliza\u00e7\u00e3o est\u00e1 menos desenvolvida, o numer\u00e1rio dever\u00e1 manter-se dominante por mais tempo. A extin\u00e7\u00e3o implicaria n\u00e3o haver mais necessidade de notas ou moedas, o que significaria que deixariam de ser emitidas, e isso n\u00e3o parece estar iminente a n\u00edvel global.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O passado e o futuro As moedas met\u00e1licas, com valor reconhecido pelo Estado, foram inventadas no s\u00e9culo VII&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":127840,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[83],"tags":[88,1359,89,90,20493,32,33,20782],"class_list":{"0":"post-127839","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-empresas","8":"tag-business","9":"tag-dinheiro","10":"tag-economy","11":"tag-empresas","12":"tag-jn-tag","13":"tag-portugal","14":"tag-pt","15":"tag-sabe-tudo"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115443656554870777","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/127839","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=127839"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/127839\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/127840"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=127839"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=127839"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=127839"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}